2012, o apocalipse
Nestes últimos dias tenho assistido à filmes com uma temática atual e particularmente apavorante: o apocalipse do fim do mundo, previsto na Bíblia e por várias seitas e lunáticos das mais variadas matizes pelo mundo e pelo tempo afora. Destaco dois, que merecem meu comentário. O próprio 2012 e O Livro de Eli. Ambos prevêem uma catástrofe capaz de exterminar a raça humana e/ou reduzi-la a minguados habitantes sem rumo e com um futuro incerto. Eli menciona inclusive o canibalismo, prática mutante para os humanos que o praticam. O céu prata-cinzento e a música tema recobrem a trama focada no resultado de “uma luta entre religiões” e que acaba por fomentar uma disputa mundial pela razão, que por fim é dada ao ateísmo. A não ser para este protagonista iluminado, Eli. Ele carrega consigo uma bíblia em braile para ser reproduzida em Alcatraz, novo centro de guarda dos preciosos documentos que sobraram do que a humanidade produziu. Ao estilo Mad Max e com uma forte essência de fracasso, O Livro de Eli retrata um pouco desse trauma que as religiões vem causando pela história na humanidade. Dependentes desse espírito religioso, nós os humanos, nos entregamos à dogmas sem perguntar no que eles nos farão transformar no futuro. Questionando valores materiais e empregando uma forte temática humana de ação, o filme faz pensar no que poderíamos nos transformar após esse previsto apocalipse. Já 2012 aborda um tema mais geológico do que religioso, embora uma frase dita pelo “lugar-em-comando” dos EUA, seja antológica: “é difícil admitir que esses lunáticos que carregavam cartazes anunciando o fim do mundo estavam certos”. À base de muitas “plantas sagradas” os Maias, ao que parece, prevêem astrologicamente, uma transformação em nosso planeta, ritual esse recorrente ao longo de sua longa existência. Tudo leva a crer que um alinhamento de planetas do nosso sistema solar, inclusive o próprio astro-rei, gerará um “descontrole” na sensível harmonia que nos rege, causando uma desestabilização no sol que produziria uma série de tempestades solares desencadeando uma revolução no magma terrestre, num aumento brutal de sua temperatura e acabando por “descolar” nossa crosta, causando uma inversão dos pólos magnéticos, afundando continentes (só sobraria a África) e ceifando a vida de mais ou menos 6 bilhões 999 milhões e 700 mil pessoas. Sobraram minguadas 300 mil pessoas para contar a história para as futuras gerações. E tudo sem se importar com os “melhores”. Pois o critério primeiro para se “salvar” era ter dinheiro e conhecimento, e por último sorte. Ou seja, seleção natural e humana das coisas, e não religiosa ou divina. Bem ao estilo arca de Noé dos nossos tempos, 2012 mostra com bem mais realismo cinematográfico o apocalipse que nos aguarda para este ano. Devo dizer que quando a gente vai ficando mais velho o medo parece ser mais constante, a vida parece ter uma importância maior, com mais significado. Por isso resolvi falar sobre o apocalipse, que na verdade é uma forma de escrita, não uma profecia. O formato “apocalíptico” era muito difundido na antiguidade talvez como forma de aprofundar a importância dos significados que se queria mostrar. Por isso João, o evangelista, o utilizou tão contundentemente. Mas aos meus queridos e seletíssimos leitores, religiosos ou não, agnósticos ou não, pagãos ou não, todos, sem exceção, perdoem minha fraqueza humana diante de tal fato que pode se avizinhar em nosso porvir. Assim como outros, os espíritas também crêem nas profecias futuras. Acreditam num Planeta X, ou Nibiru, um planeta bem troncudo que deverá passar pelo meio de nosso sistema solar e que com sua enorme magnetude irá arrastar muitos de nós, que detém a mesma freqüência espiritual que ele, para um mundo de expiação. Os que ficarem poderão usufruir de um mundo melhor, mais elevado espiritualmente, um planeta que ascenderia da situação penal hoje nossa patente, para regenerador. Claro, ainda não será o paraíso. E por aí vão outras culturas e seitas, como diria o personagem citado de 2012, “lunáticos que carregam cartazes anunciando o fim do mundo”. Não sei se quero fazer parte desses lunáticos, mesmo porque o meu cartaz seria este blog, pouco atrativo para muitos, Mas gostaria de dividir com vocês essa possibilidade que os astros, as profecias, os lunáticos e os nem tanto, crêem fielmente. Se o futuro nos reserva a extinção, que venha então sob o manto da salvação de poucos por um mundo melhor para os que sobreviverem. Boa sorte, irmãos. E que Deus ou as forças mágicas da natureza estejam sempre ao vosso favor daqui para adiante. Pelo menos pelos próximos 5 mil anos.
p.s.: rezar, orar, pensar positivo, emanar bons fluídos, seja lá no que você acredite, faça, ao menos estaremos promovendo um grande círculo de união entre loucos e lunáticos de toda ordem. E isso é bem legal.

21/12/2011 às 14:42
É para se pensar…gostei de Eli, mais que 2012….
27/12/2011 às 15:42
[...] trazer concórdia, não a guerra. Sabedoria, e não a ignorância. Vendo o filme O Livro de Eli(já citado anteriormente), analiso sua história e vejo a possibilidade próxima de tudo isso se concretizar breve. As [...]