Batismo de Sangue

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Denúncia, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/05/2017 by Carlos Baltazar

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De todos os lodaçais que este país já encarou, talvez este seja o mais podre e prostituído de todos. Outros períodos funestos contavam com falta de informação, camuflagem oficial e não oficial e os famosos cala-bocas na base da bala ou da baioneta. Continuamos a ver e viver esses tempos difíceis, não só em Santo André ou Campinas. Não é à toa que muitos são os arautos para o futuro do Brasil.

Enfiados nas hostes do governo militar de 64, muitos civis de hoje, e alguns dos que já foram, ardilaram um sem número de golpes contra o país e seu violado erário. Tais empresários gostam de manter relações íntimas com o poder de plantão em proveito de quantias significativas e acesso ilimitado a instituições do mais alto grau de decisão. Afinal alguns “lucros” vem mais fácil sem o suor da produção. Retrato fiel de uma elite que não possui brasilidade em seus dogmas liberais.

O poder no Brasil sempre se confundiu com domínio particular de uns. E nos tempos em que a esquerda fabiana tem dominado os fóruns de discussão, imprensa e ensino, dois conglomerados destacaram-se como os grandes “amigos do czar” ou do regime de semi letargia nacional. Os clãs Batista (que o querido São João Batista não proponha nos castigar ainda mais). Um de Eike e outro dos irmãos Joesley e Wesley. Os Batistas foram aquinhoados com bilhões daquele que deveria ser um banco de fomento social, não um “aportador” da fortuna alheia. Nos tempos áureos, Eike era o grande presenteador de Lula da Silva. Mas de um dos homens mais ricos do mundo, virou um meliante de tornozeleira eletrônica. Ao estilo da coleira que sua mulher envergava com submissão e orgulho.

Passados alguns dias de escândalos para os lados de Lulla e seus demônios, aparece o irmão Joesley com uma bomba delatora, que ele vendeu fácil para a PGM e para o petista Fachin, ministro do STF por conta e obra de Dilma, a louca. Joesley saiu-se bem: parcelou a leniência, ficou livre da prisão e jogou às cobras e aranhas o ingênuo Temer. Aécio cheira e fede sim, mas é só um acessório dessa artimanha, que pode bem ter sido articulada por Lula, agora providencialmente assessorado por Dirceu, o cérebro.

Um verdadeiro golpe está em curso, sob nossas barbas. Uns perguntarão: e eu com isso…golpes são o fardo que se carrega com o poder. Mas se fosse um golpe qualquer, tudo bem. Ocorre que este golpe, especificamente, está sob o prisma da destituição total do poder institucional do que nos rege. Fantasia? Quem rege hoje a política senão o STF? Nós elegemos mais de quinhentos deputados e quase cem senadores, mas quem manda são onze sujeitos que sequer são juízes. Alguns possuem um passado sombrio, desconhecido. Outros nem tanto. Mas todos possuem envolvimento político pessoal. Prepara-se a volta de Lulla ou outro Maduro qualquer. Mas o fato é que estamos correndo um sério risco de voltar ao tempo da caserna também ou, pior que isso, viver a realidade que nosso país se tornou um celeiro, ou um puteiro, onde são formados pequenos ditadores de delírios canalhas, financiados por empresários sem pudor de ver seu país no esgoto de seu lucro. E ver de NY o quanto o capitalismo é bom e o quanto mais de promessas ainda devemos pagar.

“Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus…cai, não fica nada…

Posted in Atitude, Eleições, Lava-Jato, Notícias, Opinião, Polícia, Política with tags , , , , , , , , , , on 21/05/2017 by Carlos Baltazar

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Numa só tacada, a dupla caipiro-petista Joesley e Wesley, assinou com sangue a morte do que restava da Velha e da Nova República. Após passar anos conseguindo bilionários empréstimos escusos do BNDES em troca de propina para centenas de parlamentares, a JBS começa a sentir o cheiro da sua derrocada, tal qual a Odebrecht.

Nos anos de ouro da Velha República, muitos parlamentares tornaram-se ricos por suas relações com o poder. Na Nova República não foi diferente. Apenas o poder “socializou” o dinheiro público, triangulando suas vertentes mais a miúde. Uma boa parcela dos políticos que não tinha acesso a mamatas no regime militar estava ávido por aproveitar-se do erário segundo as suas pessoais convicções. Sarney emplacou a ferrovia Norte-Sul. Collor, vendeu favores presidenciais, dizem que beirando os um bilhão de dólares. E FHC trabalhou intimamente com bancos, empresas de telefonia. Mas o marco da gestão tucana foi, o que hoje nos espanta, o primeiro loteamento do congresso para conquistar a sua reeleição, e as bases férteis para que a Petrobrás fosse quase aniquilada nos governos que se seguiram. Acabava aí a Velha e a Nova República. Aí veio o “Socialismo-Sindical” de Lulla e sua intrépida trupe, que alijou dos brasileiros bilhões de reais, naquela que sem dúvida foi a maior gatunagem pública que a humanidade já viu (ou você ainda duvida?). Dilma, aquela a quem deram a alcunha de “gerentona”, talvez mais por opção do que por sua competência gerencial, legou ao país mais de 13 milhões de trabalhadores desempregados, um dívida interna na casa do trilhão e tanto de reais, contas públicas em total falência além dos crimes institucionais e de relevo pessoal. Após um processo natural de impeachment, assumiu seu vice e formou o que se quisera chamar de “governo reformista”. Que nada. Sem grandes surpresas vem sobre ele igual ameaça, em forma de delação premiada (e eles ainda ganham prêmio?) e afastamento por conta de corrupção.

Afinal, o que estamos fazendo com nosso país?  Que tipo de governo nos é possível? Os brasileiros sempre tiveram receio de aplicar penas duras em quem comete crimes. Pior, acham que a maioria pode ser reconduzida à sociedade como um cidadão casto e fiel pagador de impostos. Mas não temos mais como levar este jogo adiante sem que façamos algo sério e agora. O sistema que temos nos induz à corrupção de forma implacável. A burocracia governamental, o sistema partidário e eleitoral, empresários que querem enriquecer às custas da miséria do povo. É preciso mudar nossa política, que sempre forma castelos de cartas, marcadas. O jogo precisa ser aberto, transparente. Todos à mesa devem poder participar e ter chances de ganhar. Hoje ganham apenas os caciques, os apadrinhados, os institucionalizados, aqueles que “eles” julgam ser melhores de lucro que outros. É hora de radicalizar nas consequências. Partir pro tudo ou nada. Varrer das instituições a praga da corrupção que nos escraviza. E cada povo deve achar seu destino. O que queremos para nós e o nosso Brasil?

Liberdade X Submissão

Posted in Atitude, Eleições, Mídia, Notícias, Opinião, Política, Sexo with tags , , , , , , , , , , on 21/05/2017 by Carlos Baltazar

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A luta pelos direitos das mulheres não tem logrado grandes êxitos ao longo dos últimos anos. Ouvir o termo “empoderamento” da mulher me faz sentir arrepios, e claro, não de excitação. O mundo hoje mostra que a questão feminina está longe de ser algo que é lidado com seriedade e verdade, por governos e por organizações que dizem defender os direitos das mulheres. Não é preciso ir longe para ver que muito desse tal “empoderamento” é uma grande farsa. Basta ver a política, que lhes criou cotas em partidos, mas que são usadas unicamente como marketing ou “passe” para o nihil obstat da justiça eleitoral. Claro, foram queimados incontáveis sutiãs, mas ao mesmo tempo não vemos nenhuma feminista gritar contra a escravidão das burcas. E, por favor, não me falem de cultura, isso é conversa para boi dormir. Não vemos igrejas lhes dando espaço em suas estruturas hierárquicas, e nenhum tipo de permeabilidade na atual sociedade mundial, que não seja a própria que as mulheres se conformaram em receber como direito.

A fragilidade da mulher tornou-se um incentivo para que homens façam justiça com suas próprias mãos e armas. Por isso, todos os dias é possível ver a violência sistemática que a mulher sofre. E não somente a física, mas psicológica. Não é difícil ver pelo mundo situações análogas à escravidão em que as mulheres de todas as idades se encontram, inclusive as indígenas. Ao mesmo tempo é possível enxergar um certo “modelo” de comportamento que, ao invés de parecer um grito de liberdade, na verdade as obriga a continuidade quase perpétua de submissão aos homens. Por sua própria escolha.

Marias-chuteiras, marias-fórmula1, marias-menores. Todos sabemos que não é fácil enfrentar a vida sozinho, mas ater-se a velhos métodos de chantagem, não é o mais honesto. Mulheres sempre foram mais maduras e astutas com a vida, por isso merecem destino mais condizente com sua importância. Não quero dizer com isso que não concordo com colóquios esporádicos sobre o papel da mulher na sociedade, mas será esse o caminho? Deve ser essa a temática? Ou devemos partir para cotas de importância social? Não acredito ser necessário à mulher adjetivos de igualdade de gênero, porque não o são. E nem devem. A mulher por si é um presente da Criação, que dá orgulho por sua capacidade, generosidade e completude.

A mulher é o ser mais próximo de Deus.

Por mais que alguns religiosos neguem. A natureza deu a elas, e somente a elas, o poder da renovação da humanidade. Esse é seu papel mais precioso e belo. E apesar dessa delicadeza divina, ainda despontam em diversas situações com melhor desempenho que o sexo “forte”. São as únicas capazes de desenvolver jornadas duplas, triplas e mais. E os homens ao longo da história sabiam disso, por isso todas essas amarras, essa escravidão psicológica perpétua. Desde a idade antiga, até os dias de hoje. Os homens fragilizam as mulheres porque sabem do seu poder, por isso tentam anular sua presença e ação.

Somente as mulheres poderão libertar-se dessa condição secundária. Nem o complexo de cinderela, nem o grandioso respeito que suscita sua condição feminina. Somente atitudes podem servir ao propósito da liberdade a ascensão feminina, não discursos adjetivados no vazio ou comparações inexpressivas de gênero ou capacidade.

Mulheres não precisam tornar-se gladiadoras para mostrar sua força ou poder. Para as que já foram deusas, um pouco de ação mundana pouco custa. “Empoderar-se” não é assumir um status que não é seu, mas seu próprio, com todas as prerrogativas inerentes às que foram escolhidas para semear a verdadeira e divina condição feminina.

Política Gourmet

Posted in Atitude, Comentário, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , , , on 21/05/2017 by Carlos Baltazar

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Muitos mortadelas e coxinhas adoram falar que se FHC e Lulla se dessem o Brasil seria outro. E sabe por que isso nunca aconteceu? Porque ambos possuem o mesmo desvio psicológico. Um, porque não é popular, outro porque sempre foi pobre. Ambos fizeram ruir os sonhos de milhões de brasileiros através do desemprego, inflação e…corrupção. FHC nos deu o PROER e a privatização estratégica da telefonia. Lulla quebrou a Petrobrás, Correios, Fundos de Pensão e muito mais. Ambos fizeram acordos políticos, e sabe lá mais o quê, com os piores coronéis da política deste pais. Ao invés de usar a população como aliada, fizeram questão de ter ao lado Renan, Sarney, Jucá, Jader, e tantos outros que vilipendiam o país e os miseráveis desse, há dezenas de anos. FHC e Lulla sempre lhes ofereceram tapetes vermelhos, polpudas oportunidades, enquanto afiavam seu discurso, um a excelência do academicismo e o outro o raso da semântica. Ambos gastos e ridículos. Leio hoje na Folha, o mais bondoso reduto para os recém demitidos petistas, um colunista que atesta que o Brasil precisava que FHC e Lulla tivessem entendimento para o Brasil funcionar. MENTIRA. O Brasil não precisa de FHC ou Lulla, precisa de gente honesta, séria e com capacidade de aglutinar a sociedade num projeto de Nação. Estamos na beira de um poço profundo e lamacento. Temer não possui capacidade nem carisma político para tirar o Brasil dessa pasmaceira cívico-econômica. Ele está lá porque foi alçado pelo establishment do poder. Não manda, não conhece as saídas, apenas converteu-se num domador de deputados e senadores, o que não deve ser muito difícil tendo o governo tantas tetas fartas. Lulla já havia feito isso, até mesmo o PSDB já havia se rendido aos seus encantos presidenciais. Dilma achou que podia fazer o mesmo com independência e dançou. Como dizia Quércia: “vamos buscar os bois no pasto”. Os deputados e senadores eleitos em 2014 sabiam que a farra estava feita, e tinham que aproveitar. Está feita aí a miscelânea política que jamais houve. O Legislativo não consegue legislar, pois a tudo recorre à Justiça. Não há políticos de bom calibre, mas uma arena de show armada para nosso deleite. É só lembrar da votação do impeachment da ex-presidente Dilma. Que vergonha…um circo. FHC comprou o Congresso. Lulla também. Isso é fazer o Brasil funcionar? Não. O Brasil espera por novos líderes, novas práticas, uma nova política. Em 2018 precisamos fazer uma limpa geral na política nacional. Sem medo, sem reticências. Vem aí reformas que destoam da vontade da população e que tem de ser feitas, segundo esses mesmos senhores, porque eles vêm fazendo besteira há anos, sem dó algum de nós. FHC e Lulla são filhos da mesma ideologia falida, de que nós somos a quem se conduz com falácias e algumas migalhas. Um deu frango barato, outro carro financiado para toda vida. Fórmulas infantis de desenvolvimento para um pais da magnitude do Brasil. Por isso FHC e Lulla podem ir abraçados pra onde quiserem, menos com suas teorias mentirosas sobre um país melhor para todos.

Desafio com Deus

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Opinião, Política, Religião, Sacanagem with tags , , , , , , , , on 21/05/2017 by Carlos Baltazar

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A relação do Homem com Deus sempre foi bastante conturbada. Aliás, a ideia de Deus talvez tenha vindo do inconformismo do Homem com seu destino final. Por que culpar a si próprio por suas mazelas de sobrevivência e vida, se era melhor ouvir a tal “consciência interior”- se é que os nossos ancestrais a possuíam- e jogar a culpa de todas as guerras em um ser que não estava presente, portanto não poderia falar ou gesticular em sua defesa. Talvez tenha nascido aí a necessidade do Homem criar uma “mitologia divina”, para dar base a todas as besteiras que o ser humano iria fazer até hoje. Salvo uns poucos “escolhidos”, que ousaram ouvir mais de perto esse ser universal, o resto da humanidade tem feito o que bem entende com a razão da divindade criadora. Afinal, Ele não está presente para explicar o que pensa de verdade. E muitas foram as formas que inventamos para adorar as divindades; de escritos insuspeitos a bezerros de ouro, simbolicamente venerados ao bel prazer da nossa “consciência”. Creio mesmo que Deus nunca se importou muito com o que pensamos dele, acho que Ele até se diverte com algumas de nossas ignorâncias sobre Sua essência, caso haja realmente diversão no Criador. Até porque nós, suas criaturas, sempre o divinizamos como um Deus de fúria, castigo e impiedade. E sinceramente. não sei para que queremos um deus assim. Os deuses da mitologia grega, egípcia ou romana, esses tinham fartura de deuses de acordo com as suas necessidades. Foram sendo criados à medida em que muitas plantas foram sendo descobertas e seus efeitos divinizados. Tínhamos até mesmo um deus da sabedoria, que acho não foi muito bem venerado por seus seguidores. E vários outros deuses foram escritos, desenhados, cultivados e esquecidos, porque nós humanos somos assim. Na verdade, nós nunca ouvimos a deus algum, nem às suas inspirações, porque somos rebeldes quanto a possibilidade de sermos apenas um detalhe da criação, seja ela divina ou não. Imagine alguns de nossos atuais políticos tendo que reverenciar a deus, prostrando-se e confessando os seus pecados…”ops, foi mal divindade”. Seria o apocalipse. Se analisarmos a termo, o homem trava uma verdadeira guerra santa contra Deus, essa é a verdade. E a razão mais visível disso é o seu pessoal inconformismo por sermos finitos e a tal divindade ter um pouquinho mais de tempo e poder. Isso é inconcebível para a maioria das pessoas. E nesses milhares de anos que pelejamos por esta abençoada terra, criada por quem quer que tenha sido, vimos travando uma disputa para ver quem manda mais, o homem ou os deuses que teimam em nos afligir. Alguns de nós optam convenientemente por dizer apenas que não acreditam em Deus, mas morrem de curiosidade de saber quem afinal criou essa coisa toda que chamamos de universo e suas diversas vidas. Mas outros, aqueles que gozam da presença quase que digital com Deus, falam das verdades que esse seu deus lhes disse, e cobram caro por isso, Afinal ser interlocutor do Criador não é para qualquer um. E creio ser dispensável falar nas atrocidades humanas cometidas em nome de Deus, todos os atentados à própria Criação, em nome de quem a criou. Parece meio estranho isso. Desde os tempos mais remotos, o homem sempre foi um covarde, e carrega dentro de sua mente a vontade de enfrentar mano-a-mano quem o criou. Isso para mostrar quem de fato é o melhor. Isso pode ser uma falha da Criação ou um defeito adquirido com o tempo mesmo. Ao longo dos anos, todos os que puderam falar em nome de Deus, mostraram-no um ser a ser mortalmente temido, que jamais pode ser discutido ou desobedecido. E aí vem as religiões, que NÓS os humanos criamos, não Deus. E aí vem dogmas sobre dogmas, castigos sobre castigos, mentiras sobre uma verdade absoluta. Deus não é nada do que pensamos ser, creiam. Nem homens, nem religiões e seus divinos seres humanos possuem qualquer ideia do que Esse provável Criador venha a ser. O que vimos vendo são os homens mutilando a Criação por sua própria vontade e razão. Só isso. Deus não está nisso, nem nas igrejas que rasgam véus em seu louvor, porque Deus não tem medida ou discurso, muito menos paciência com nossos vulgares desafios. Grandes homens da humanidade, que tiveram o propósito de tentar entender a Deus, jamais falaram de religião. Isso é coisa de criatura, não do Criador. E disso sobrevêm os profetas da razão pondo-se a dizer suas verdades, tentando influir na mente e vida das pessoas de fraca sabedoria divina. Basta ver como a história das religiões confunde-se, em grande parte, com nossos sacrilégios contra a Criação. Guerras, sofrimento, ignorância, maldades de toda ordem. E alguns desses Grandes Homens da humanidade apareceram em momentos importantes, vindo a tornar-se referência para milhões, chamados “enviados de Deus e até mesmo Filhos Dele”. Jesus, Krishna e Buddha são alguns dos exemplos. Antes de quererem atrás de si uma religião com milhões de seguidores, esses “Grades Homens Divinos“ mostraram que o Criador vai muito, mas muito além de nossa vã filosofia ou crença. E que o homem percorre um caminho errático em sua própria derrota final, diante de seu contumaz inconformismo. Nos tempo atuais é incrível ver o número de igrejas que dizem falar em nome do Criador. Cobrando dinheiro e vidas para revelar os Seus segredos. Não me recordo de um tempo em que tantos falam de Deus e esses mesmos estarem tão distantes da essência da Criação divina. Na verdade, além de tudo somos embusteiros e mentirosos. O Criador jamais deu a ninguém a verdade sobre a vida, mas inspiração não nos falta se quisermos saber da verdade. Não vai dar para sentar com Ele num banco de igreja ou numa praça e falar dessas nossas aflições típicas das criaturas sem sabedoria. Não vai dar para argumentar quando Ele nos perguntar por que afinal de contas ainda queremos ter supremacia uns sobre outros, insistindo em conquistar pessoas ou mentes. Sem dúvida, iremos ficar sem jeito se Ele questionar nossa vontade não humana de sermos superiores, se todos viemos e iremos para o mesmo lugar e da mesma forma. E se por acaso Ele confirmar que as capacidades de uns e outros se equivalem e possuem igual importância, o que restará a nós, senão por nossa costumeira natureza, tentar agredir o Criador e acabar de vez com essa aflição? Ou não somos divinos, afinal? Sequer sabemos o que é ser um infiel, quanto mais que destino devemos dar a quem o for. O que nos traz mais felicidade, ansiar a conquista do alheio ou olhar ao redor com amor? O que será melhor, não pecar contra a castidade ou ser um bem-aventurado pacificador, e ser chamado filho de Deus? Os homens e suas religiões vem há milênios tentando consciente ou inconscientemente desconstruir os dogmas perpétuos da Criação. O fato é que somos criaturas, jamais Criadores. Não somos divinos, apenas humanos. Temos importância, mas igualmente insignificância. Queremos ser pequenos deuses de nós mesmos ao invés de sermos parte da Criação, seja Ela ou Ele divino ou somente um sopro do que imaginamos ser.

Amém.

“Sabe com quem está falando?”

Posted in Sacanagem, Opinião, Política, Mídia, Notícias, Comentário, Lava-Jato with tags , , , , , , on 21/05/2017 by Carlos Baltazar

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Essa máxima é para pensar em 2017. O Brasil sempre foi um país de exceções (e continua sendo). Talvez por isso nunca chegamos a ser uma República para valer. Muito menos uma Nação, onde todos são brasileiros de verdade. Basta ver o nível de corrupção que subverte as instituições públicas e partidárias.

Essa frase, formatada já nos tempos do Brasil Colônia, era ouvida em alto e bom som, para que os interlocutores e desavisados à volta, pudessem ouvi-la de maneira clara e incisiva, sem margem de erro.

Após um longo período monárquico, bem mais de acordo com nossas raízes sociais, diga-se, o militar Deodoro da Fonseca, e outros de igual padrão, aplicou um belo golpe na estrutura de poder e apossou-se do Brasil. Disse ele que uma tal República nos traria a aguardada igualdade, o que na verdade sempre fora a esperança de todos. Mas ainda hoje a esperamos. Os tais ideais republicanos continuam a estar nas mãos dos que ainda pronunciam aquela antiga frase da época do Brasil Colônia.

E depois de muitos golpes de estado e pouca democracia, parece que ficamos anestesiados de nossa ânsia pela República e distantes, cada vez mais, de um Estado Democrático de Direito. Com todas aquelas circunstâncias de igualdade e demais que tais. Parece que vivemos ainda como no auge da cidade-estado da Roma Antiga. Os que mandam, os que aspiram mandar, mas nunca o farão, e os que nunca irão mandar nem sequer em si mesmos.

O Brasil precisa de uma urgente renovação de seus líderes. E essa afirmação se mostra real se, por um acaso, só por uma hipótese, tirássemos presidente e seus ministros meia boca, todos os deputados e senadores. Quem colocaríamos lá? O país do “sabe com quem está falando” caiu em sua própria armadilha. Buscou e entronou líderes de lata, que vieram sei lá de onde. E pagamos um preço muito alto por isso hoje. A Elite, bem, a elite continua como na Roma Antiga, com suas festas grandiosas e seus bacanais. E nós, vagando pelas ruas, ao relento, com a esperança que, algum dia, alguém nos fale: “bem sei com quem estou falando…”.

Feliz 2017…

Democracia Fake

Posted in Atitude, Atualidades, Eleições, Lava-Jato, Notícias, Opinião, Polícia, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , , on 20/05/2017 by Carlos Baltazar

O Brasil carece de partidos políticos. Ouso dizer isso quando mais de 35 partidos agem, e creio ser esse o termo correto, no sistema político brasileiro, como cartórios de interesses e instituições legais e não legais. O vilipêndio é tanto que chega ao ponto de organizações criminosas usarem essas estruturas para tutelar o Estado e até mesmo a Sociedade. E para saber a fisionomia e interesse da cada um deles é só ir ao site do TSE e ver as respectivas executivas. Tanto nacional, quanto estaduais. Lá estampam-se suas intenções. Serão nomes conhecidos e desconhecidos, mas todos cartoriais. Substrato do que nos foi legado por FHC, Lulla e Dilma nesses anos inglórios. E agora Temer, surfando num sistema de coalizão partidária que para manter-se no poder faz do Congresso uma feira de negócios, legais e não legais; e estes, os mais atraentes. Não é segredo histórico que o grande empresariado no Brasil viveu sempre às custas dos governos, desde o Império. Mas depois do advento do PT no poder, os governos resolveram literalmente viver às custas dos empresários, que continuam vivendo às custas dos governos, ou de nós, para ser mais exato. Eis o círculo diabólico e vicioso da corrupção. Não é à toa que os mais santos parlamentares e os mais instituídos partidos, votaram para desfigurar o projeto das dez medidas contra a corrupção, patrocinado pelo MPF e pela sociedade. Não é à toa que mesmo os partidos ligados às diversas instituições religiosas, por consequência menos expostos ao pecado, votaram contra a vontade da maioria da população. Isso mostra que no Brasil não existem partidos, mas grupos políticos. Por isso nossa sofridão democrática e nossa luta contra um estado de coisas, parece não ter fim ou medida. Reforma política no Brasil é patrocinada pelos que devem ficar continuamente no poder. E os partidos são os grandes fiadores desse estado de coisas, porque são seus arapongas que escolhem, quase que divinamente, quem será ou não candidato nas vindouras eleições. Eles decidem em quem você vai ou não vai votar. Isso não é poder demais? Não, e eu nem vou falar em fundo partidário, instituído nos moldes da fatídica coalizão. Ou seja, mais dinheiro para um lugar e para pessoas que nem você ou eu conhecemos. Já há movimentos, tanto no MPF quanto na população, para acabar com essa farra de poder absoluto dos partidos. Governos e partidos são para servir a sociedade e seus grupos sociais na plenitude, não institucionalmente. Temos que tomar os partidos para a sociedade. Afinal, quem são seus presidentes? Que interesses possuem? A nossa democracia não é verdadeira, é um fake. Está em dúvida? Confirme como votou seu deputado e seu partido nessa questão da corrupção. Partidos políticos servem, ou deveriam servir, como alento e esperança para à uma sociedade que clama há séculos por decência. Ao contrário, continuam a ser um amontoado de grupos de interesse particular, com retóricas gastas e fórmulas maculadas pela mentira. Infelizmente essa é uma esperança que, nos moldes atuais, não irá virar realidade. Não com esses partidos, não com essa nossa mobilização social.

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p.s.: há pouco, o presidente do Senado, Renan Calheiros, recusou-se a cumprir a ordem de afastamento do STF. Colocou em xeque uma ordem judicial da Suprema Corte. O que há por trás disso? Uma crise institucional, ou um golpe dentro do golpe? Enquanto os partidos forem comandados por pessoas que se interessam pela balbúrdia institucional e pelo interesse individual, nunca seremos uma democracia de verdade.