Deixa de ser besta…

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Basta o assunto vir à tona e é possível sentir o pavor e a aflição religiosa das pessoas diante da possibilidade de serem obrigadas a usar o tal chip de identificação pessoal, em uso experimental já em alguns países, pois a consideram a fatídica “a marca da besta”. Essa interpretação difundida por alguns pretensos exegetas, um tanto quanto analfabetos das Escrituras, que teimam em ler o misterioso livro do Apocalipse, da Bíblia Sagrada, vinculando a implantação do dispositivo ao controle da vida de cada um de nós pelo anticristo, e seu posterior uso com a inequívoca perda da vida eterna oferecida por Jesus em sua passagem pela Terra. Atrevo-me aqui a tecer alguns comentários, sem dúvida, em forma de opinião pessoal, a fim de questionar a certeza de ligação do tal dispositivo e uma pretensa escravidão consequente, ou pior, a danação eterna.

Vivemos um tempo em que valores humanos cultivados em outros tempos têm sido desconsiderados, e em seu lugar vicejam outros mais de acordo com os novos habitantes da nossa história humana atual. E o que isso implica na temática deste despretensioso texto? Caberá a cada um tirar suas próprias conclusões à cerca das considerações que faço aqui, mas sabendo que mesmo que o tempo defina novas práticas, essas não mudarão a essência do que é verdadeiro.

Particularmente sempre tive uma postura bem crítica quanto ao uso de significados ou práticas antigas aplicadas aos dias de hoje, afinal a evolução humana é parte integrante e fundamental de nossa sobrevivência como raça. Basta ver a história para enxergar incontáveis situações em que nos tornamos mais sábios e fortes aproveitando a oportunidade de evolução e sobrevivência profícua, sem medo de quebrar amarras que nos escravizavam a um passado pesado e sem esperança. Foi preciso romper superstições para enxergar a verdade imutável que serve a nosso entendimento, esse sim condicional à esperança e ao futuro humano.

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O processo de informação a que estamos atados não permite dúvidas quanto ao caminho. O mérito histórico será avaliado só em dois ou três séculos adiante, fora isso caminhamos para um futuro que nos aguarda, um que porventura não foi desejado por todos, um pouco mais severo que o imaginado, mas que sim, enxerga o adiante. E o adiante pressupõe um controle social mais acurado que o que temos hoje, simplesmente porque as relações entre Estados e pessoas observarão meios de controle mais absolutos. Se isso irá significar menos liberdade, é possível, mas também trará efetividades de ações que hoje não estão ao alcance de todos. Mas prefiro não me alongar quanto ao futuro, prefiro significar o passado como razão de sermos até hoje, atados a ensinamentos que possuem razão temporal e histórica e que se tornaram sem efeito a partir de um inegável e significativo instante, o nascimento de Jesus Cristo. Não há quem possa negar o significado histórico, religioso, social e humano da Bíblia, mas também não há como negar que sua interpretação tem sido invariavelmente usada para atar nossas mentes contrariando um futuro de inegáveis melhorias.

Essa é uma tese complicada, admito. Mas o fato de ouvir padres e pastores usando o Velho Testamento como receita de vida para os dias atuais causa estranheza e desconfiança. Pode-se até afirmar que não é absurdo, mas que não é o certo, não é. Os livros e ensinamentos contidos ali referem-se aos primórdios da humanidade, tempos em que sequer sabíamos o que fazer, quanto mais como fazer. Não discordo que lá se encontram ensinamentos que podem ser entendidos com válidos até hoje, mas sua prática nos aprisiona ao invés de nos libertar, ao contrário do que parece.

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E alguns dos que insistem em usar o Velho Testamento como receita de vida santificada desconhecem que Deus é a evolução por excelência, e nossa própria história humana mostra isso. Ainda há os que dentre nós acreditam que os grandes cientistas e suas maravilhosas descobertas foram guiadas pelo acaso? Da mesma forma que o futuro nos aguarda, Deus também nos quer evoluídos, melhores e livres, por isso dá-nos a sabedoria do entendimento, da inteligência e da fé. E onde está o cruzamento disso tudo? Na figura humana e divina de Jesus Cristo, o grande precursor do futuro eterno e da esperança humana. Foi Ele quem divisou o passado e o futuro, sem revogar leis, mas aprimorando-as para que evoluíssemos na fé e na vida. Transformou os dogmas aprisionantes dos dez mandamentos no novo caminho de liberdade humana das Bem-Aventuranças. Pôs fim ao ódio e à guerra, e em seu lugar mostrou o verdadeiro significado do amor e da paz. Se isso não foi uma evolução de costumes e crenças, o que foi?

Quem usou do passado como artimanha mortal para ferir o futuro e seu maior Expoente foram os velhos doutores da lei, aqueles que dizem saber interpretar cada letra de significado escrito, e que nada deverá ser mudado ou entendido de outra maneira. Porventura os atuais “senhores da lei” não continuam a nos escravizar, pastoreando práticas de antigos tempos, com discursos distantes do que o verdadeiro Mestre da Verdade nos fez evoluir? Usando de subterfúgios carcomidos por tempos há muito não mais vividos para nos escravizar o corpo e a alma? Por acaso esses não deturpam sentidos internando nossas mentes em culpas que já nos foram perdoadas?

O livro do Apocalipse é um livro da Bíblia, não de adivinhações. Primeiro que é um modelo de escrita característico daqueles tempos e que retrata uma época específica, com seus costumes, cultura e história que ficou lá atrás. Não que não haja possibilidade de voltar a haver, já que a história é um espelho, e nós continuamos a fazer as mesmas besteiras e asneiras de sempre. Mas não é correto levar ao pé da letra uma teoria religiosa que nos joga nas trevas sem a menor piedade vinda de quem nos criou e nos deu a vida. Não fomos criados para isso, nem o Criador nos fez perfeitos e livres para que deixemos nos aprisionar facilmente por espertalhões da fé.

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O controle social através da tecnologia é algo que não tem volta, foi um sistema criado por nós mesmos e isso não irá ser mudado. Se é bom ou ruim a responsabilidade é nossa e não de figuras do vilipêndio humano-religioso que sequer sabemos se congregam um poder tão grande assim. E se acaso o admitamos ser tão poderoso assim, como nos salvar a não ser pela fé que mostra-nos o futuro, com alegria e esperança? Não será um chip eletrônico de identificação que nos fará cativos de algo que não aceitamos ou não acreditamos. Sequer a tecnologia pode mudar nossa fé no Criador de todas as coisas, mas os fantasmas do medo e da mentira, estes sim, são o retrato da perdição passada, presente e futura da humanidade.

Jesus Cristo trouxe-nos a esperança para o corpo e para a alma. Como podemos ser tão descrentes da sua existência e ensinamentos? Por acaso não fazemos como os judeus libertos do cativeiro egípcio, que tão logo viram-se libertos, após viverem o momento de maior cumplicidade divina para com eles, embrenhando-se em construir um bezerro de ouro para adoração ao invés de sentir a plenitude da misericórdia de Deus? Por acaso não fazemos o mesmo ao temer que um reles objeto de identificação pessoal nos faça ajoelhar diante do maior inimigo da humanidade, que por certo é a nossa própria falta de fé em Deus? Que fé é essa permite que façamos tatuagens bizarras em nosso corpo como se isso não tivesse significado? Que pretensão deturpada da fé reduz as forças do Mal e seu conjunto de maledicências a um limitado objeto, e de forma ignorante comparar seu poder à grandeza infinita de Deus tal qual deveria se portar nossa fé?

A infinita grandeza de Deus tem sido confundida em nós pelos que mais se arriscam a falar Dele. Fazem de sua obra infinita um mero remendo de Suas verdades ilimitadas. Criam histórias e fantasias de um Deus que desconhecem em essência e virtudes, e preferem reverberar dogmas que aprisionam ao invés de bradar aqueles que nos libertam, tal qual fez o Filho dileto de Deus em sua estada aqui na Terra. Criamos nossas próprias prisões, encarceramos nossas mais puras virtudes e ensejamos cativeiros ao invés de vislumbrar a liberdade. Nossa jornada é longa demais para que ainda nos obriguemos à uma ilusão humana do inexistente, não bastassem as pedras que carregamos para a purificação no esforço e na dor.

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Deus, o Grande Arquiteto do Universo, jamais nos entregaria ao cativeiro, simplesmente porque Ele entregou Seu Filho para nos redimir do passado selvagem a que estávamos atados. Jesus veio para nos libertar desse passado necessário, mas inexoravelmente temporário. Libertou-nos e mostrou que o amor e a verdade são o caminho para a liberdade humana, mente e espírito. Ao invés disso insistimos em nos manter cativos a leis já postas em desuso e a um futuro que nos espera na glória da fé. É hora de acordar e saber que Deus é Pai sim, mas também todos os significados possíveis e imaginários à fé, ao amor e à existência humana. Sejamos crentes nisso, apenas nisso, o que já nos basta.

 

 

 

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“O Sistema é Foda Parceiro” (*)

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O Brasil, sem dúvida, é um país atípico na definição sobre o que é e pra que serve a política. Não há dúvida de que o aperfeiçoamento da prática política já é difícil em países compostos de uma sociedade consciente como Nação, imagina para nós, que mal conseguimos nos manter unidos em um mesmo território? Os políticos nacionais são o que de pior possuímos em termos de substrato social. Suas folhas corridas chegam a dar inveja a criminosos famosos, e sua cara-de-pau deixaria ruborizados os melhores atores do cinema nacional, sem contar sua prática distorcida entre ação e finalidade. Dos projetos mais inadequados que vimos tramitando na Câmara e no Senado, ou são projetos populistas em conceito e narrativa, mas falhos em resultados, ou puramente assistenciais e vergonhosamente oportunistas.

Temos eleito o pior que nossa raça produz em termos de pessoas e lideranças. E isso decorre porque estamos ainda atados a qualidades que nada tem a ver com o melhor da ação política em si. Daí elegermos atores, cantores, palhaços, fazendeiros, donos de shopping, traficantes, pastores, intelectuais, e outros de melhor quilate, que desconhecem as necessidades do país e como se dá o jogo político numa câmara de representantes. Alguns chegam para tentar realmente fazer algo, mas são engolidos pelo Sistema, outros são imediatamente engolidos e gostam do que recebem em troca. Entram falidos e saem sorrindo. E o tecido político adora essas figuras, porque eles nada sabem, e são manipulados para o melhor do Sistema, para que esse funcione sem muitos escândalos e fazendo de conta que tudo está como deveria estar.

Mas não é bem assim. A política, em toda a sua abrangência, lida com a mais rasa camada social e que se adapta perfeitamente com o pior substrato social em atividade na vida pública. Não, essa visão não é pessimista, mas realista. Basta ver que temos um ex-presidente condenado por vários crimes de corrupção, outro já preso, e outros em vias de, fora os que se safaram. E eu falo da autoridade máxima do país, não contando os diversos governadores presos, prefeitos aos montes, deputados, senadores, vereadores, enfim, todo o espectro público, nas pequenas e grandes esferas de poder, todos envolvidos em crimes de corrupção, peculato, formação de quadrilha, organização criminosa e outros artigos igualmente famosos no código penal brasileiro.

Mas afinal por que continuamos a insistir em eleger esses mesmos brasileiros sem valor ao invés de dar chance para outros que realmente se importam conosco? Alegar que não há escolha não é desculpa, muito menos dizer que o poder econômico é o responsável por tamanha deformidade representativa. Até mesmo o crime organizado elege seus representantes, e pior, são abrigados em partidos como se esses fossem companheiros da mesma luta. Boa parcela dos partidos políticos abriga em suas fileiras representantes das piores doenças sociais que possuímos, deixando de lado seu protagonismo necessário à construção de uma sociedade melhor, para tornar-se um cartório oficial da corrupção e manejo distorcido da burocracia do país.

Fica claro que num sistema democrático a maioria votante elege suas razões sobre a outra parcela, mas vimos insistido no mesmo erro há décadas, e não creio termos para breve uma prática diferente desta, porque o sistema político possui meios para se defender das armadilhas que a liberdade do voto proporciona. Basta ver que, salvo uns predestinados, a maioria se elege independentemente da plataforma vencedora, ou seja, não importa quem será o chefe do Executivo, no Congresso serão quase sempre os mesmos a apoiá-lo. Como é possível isso, se as práticas visionárias de gestão são tão diversas e as ideologias tão díspares? Resposta direta: interesses, cargos, dinheiro.

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E é fácil confirmar essa tese. É só ver o novo presidente, que se nega a dar cargos e dinheiro para o Congresso, e ver as manchetes estampadas em todos os jornais a retaliação que sofre por isso. E não dá para dizer que isso faz parte do jogo político porque essa não é a prática comum a que deveríamos nos ater. Mas a elite política possui suas próprias regras e armas e o sistema escolhido é o de coalização, o que sugere divisão e partição do poder. Mas afinal quando iremos sentir os efeitos benéficos da política em nossas vidas? Ao que tudo indica, não tão breve, porque vem aí uma geração alienada da política de verdade, que tem apenas reverenciado sonhos utópicos e lamentos de razão, mas muito distante do que precisamos ter como representação politica de verdade.

(*) Capitão Nascimento, personagem do filme Tropa de Elite.    

Moradia Digital

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Outro dia lendo alguns artigos sobre mobilidade urbana e o futuro das metrópoles, refleti sobre quais modelos estamos projetando para um futuro melhor do que o que vivemos. E essa não é uma equação fácil de se resolver, devido às várias carências que já se apresentam de maneira irremediável e urgente, não só em termos de acomodação espacial, mas de sobrevivência mesmo.

Não é à toa que cientistas e governos estocaram todas as matrizes de sementes conhecidas, e variadas teorias da conspiração disputam espaço na internet com as mais relevantes informações de nosso dia-a-dia. Na verdade a maioria de nós não tem ideia do que nos reserva o futuro, e com isso o próprio ato de viver hoje torna-se uma incógnita, mesmo que essa inversão pareça meio sem sentido, porque na verdade é o futuro que determina o presente e não o contrário.

Na verdade a imaginação de uns poucos visionários (quem são eles?) é que fez materializar algumas das comodidades e dores de cabeça de que dispomos, e isso só foi possível porque alguém condicionou o presente segundo sua visão de futuro. Já tive a oportunidade de conversar com alguns desses “cérebros privilegiados”, e o mais curioso deles é a falta de visão do individual e não do todo. E da mesma forma que sua ideia de futuro vai determinando o presente de dezenas de milhares de pessoas, sua visão do coletivo é que vai determinar como irá viver, se comportar e pensar cada um de nós.

Esses caras pertencem à uma casta de revolucionários sociais que usam o futuro para nos converter em escravos no presente, dependentes de sua visão maniqueísta e de seu padrão idealizado de comportamento e sobrevivência. É possível ver que parte desse controle social já é realidade presente através de softwares de reconhecimento facial, chips com dados pessoais e que no futuro irão definir o que você poderá ter e usar. Esses diáconos do new comunismo, muito mais apurado em seu poder de controle da sociedade, estão a serviço de um novo rearranjo mundial, tramado nos subterrâneos do século passado, quando todos ainda temíamos as consequências da farsa da guerra fria.

Não é claro afirmar que essa nova configuração social do mundo tenha a ver com a velha Nova Ordem Mundial, mas ambas possuem propósitos paralelos, porque a primeira possui contornos claros quanto à sobrevivência humana, e a segunda pretendia apenas unir poder e domínio em um só grupo, independente de governos. E nosso caminho nessa direção está claro hoje, quando alguns blocos geopolíticos tomam vulto no mundo, consolidando seu poderio militar, comercial e político. E ao que parece há uma corrida nesse sentido, embora a realidade enseja estarmos no mais tranquilo dos mundos. Mas fica claro os esforços dos líderes desses blocos em obter o controle total de suas populações.

Logo após o 11 NOMde setembro soubemos que os EUA possuíam um sofisticado sistema de espionagem mundial, que controlava inclusive diversos presidentes de nações amigas. A China com sua revolucionária cópia do sistema americano de reconhecimento facial e a implantação do controle total de sua população através dos microchips sociais. Completam a lista o oriente médio, reino das ditaduras islâmicas que dominam pela crença ignorante seus analfabetos. E por fim a Rússia, com seu poderio militar, sua forte vertente a protelar e manter regimes de controle social, e que há pouco testou um sistema próprio de internet, desconectado da rede mundial, ou seja, mostrando o que só o governo quer que você veja.

Nosso histórico não é de democracia, e isso é característica do nosso mundo. Temos mais ensejo à escravidão que pretensões libertárias. Isso é um fato. E a fome de poder do homem mostra-se das mais variadas formas. Uma delas, hoje, é ditar o que o indivíduo terá a seu dispor no futuro. E um dos artigos que li sobre este assunto, foi sobre uma “inovadora Moradia Digital”, que lida com uma das mais primárias necessidades humanas, a moradia. E não é que o tal “visionário” dizia que nós não teríamos mais moradias à nossa disposição como hoje, ou seja, como propriedade, mas, seguindo uma tendência de possuirmos apenas a roupa do corpo, apenas assinaturas pagas regiamente todos os meses, como um “netflix, uber ou iffod”, segundo suas próprias palavras. Me reviro na cadeira e penso que tudo isso estará à nossa disposição, mas na verdade não será nosso, mas será de alguém, certo? E de quem será?

E segundo o autor dessa brilhante conclusão futurista, Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon, claro, uma construtora, sita os Millenialls e a geração Z, para dar base às suas adivinhações. Essas gerações, alienadas quanto ao futuro, pois não conseguem se ver num mundo construído por nossos ancestrais, e para eles fora de contexto, o deles claro, dando a impressão de que o patrimônio de seus pais ou avós nada vale, porque seu patrimônio será outro e que tudo estará à sua disposição. Completo, se pagarmos. Ou seja, aquela velha saga dos escravos que eram obrigados a trabalhar para viver e igualmente obrigados a comprar sua comida na venda do senhor feudal, levando-nos a um estado de dependência inimaginável, é o que nos aguarda no futuro, é isso o que pensam os visionários? É ao que querem nos submeter? O futuro é a melhor qualidade que poderemos compartilhar, afinal muitos de nós estarão lá. E essa visão tosca e limitada de futuro, baseada em gerações alienadas do presente, não agrada hoje, quanto mais amanhã. E também por isso que não podemos delega-la para uns poucos, ou loucos, porque isso é um tanto irresponsável de nossa parte.

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E ainda é possível ler a seguinte pérola “o formato recupera o clima de vizinhança e é excelente para espantar a solidão tão característica das grandes metrópoles”. O cara só pode estar de sacanagem. Isso é uma piada de péssimo gosto. É possível ver por trás de tudo isso a sanha pelo controle social de milhões por governos e empresas privadas, ao bom estilo Blade Runner. É este o futuro que está à nossa espera? Os mais novos grilhões a serem usados são os digitais, porque deles não há como escapar.

 

Desabafa São Paulo

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Não é preciso conhecimento técnico para ver os problemas que a cidade de São Paulo enfrenta, de forma crônica e, ao que parece, insolúvel diante dos prefeitos que temos tido. Na Sexta República tivemos Jânio Quadros, Luiza Erundina, Paulo Maluf, Celso Pitta, Marta Suplicy, José Serra, Gilberto Kassab, Fernando Haddad, João Dória e Bruno Covas. As mazelas que nós, paulistanos enfrentamos com esses alcaides de segunda linha se refletem na cronicidade dos problemas que a cidade não consegue se livrar, seja por vícios de gestão ou falta de capacidade política de enfrentá-los.

De maneira rápida discorro o que cada um fez de melhor. Jânio preocupou-se em cuidar do centro da cidade, sua limpeza e postura, e os bilhetes desaforados aos seus subordinados, no diário oficial da cidade. Erundina iniciou na prática o que o PT fez no governo Lula e Dilma anos depois. Uma gestão que usou 400 milhões para “enterrar” um túnel no Anhangabaú que Jânio havia escavado para dar mais fluidez no trânsito da ligação norte-sul. Viveu escândalos vários até terminar seu mandato melancolicamente perdendo para Paulo Maluf. E Maluf fez o que sabia de melhor, desviou bilhões de dólares na construção de túneis, avenidas e letras do tesouro municipal, que mais tarde lhe custou uma condenação e perda de mandato de deputado federal.

Celso Pitta, dito meio-irmão de seu antecessor, recebeu o pior da gestão anterior em dívidas, estrutura de corrupção e falência institucional. Marta Suplicy trouxe Favre, seu amante a tiracolo e uma sede de comissões que até Deus duvidava. Terminou igualmente como todas as gestões do PT, envolvendo-se com o crime organizado através dos perueiros, e que culminou numa campanha à reeleição monumental. Nunca, em tempo algum viu-se tantos recursos despejados numa campanha, até porque era preciso manter o espaço político da capital. Serra veio, fez o que todo candidato sem compromisso faz, ficou um ano e se mandou para virar governador. É dele uma das piores obras da cidade: a ampliação das marginais. Kassab, hoje afastado por corrupção ficou dois mandatos à frente da prefeitura e destacou-se apenas pelo projeto Cidade Limpa, de resto, seu envolvimento na máfia dos alvarás.

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Fernando Haddad, ex-ministro petista da educação de Lula ficava trancafiado em seu gabinete, talvez queimando alguns baseados, não conversava com vereadores e não fez nada, foi o pior prefeito que a cidade já teve, pior até que Celso Pitta. Inventou, no fim de seu mandato, umas tais ciclovias, um arremedo de projeto de mobilidade urbana que deveria ser um modal de transporte urbano, mas que viu-se obviamente envolto em corrupção, sobrepreços e desconforto. Depois desse imbróglio veio João Dória, engomado, virulento e disposto a nos oferecer uma gestão empresarial. Sua arrogância rendeu a tal “farinata”, feita com alimentos em fase de vencimento e que seria entregue aos pobres como alimento. Arrumou doações em troca de contratos, negociou bastante com todos os vereadores da Câmara Municipal e nos largou literalmente nas mãos de Bruno Covas.

Capítulo à parte no panteão dos prefeitos da cidade de São Paulo, o atual prefeito biônico da cidade, Bruno Covas contém alguns vícios de seu padrinho, como o rancor e a falta de capacidade de gestão de uma megalópole com problemas complexos que beiram o caos urbano. Com uma frota de 6 milhões de veículos, 14 mil ônibus, um milhão de motos, e 800 mil caminhões, a cidade convive com faróis defeituosos, pontes sem manutenção, vias esburacadas, viadutos caindo, alagamentos, falta de sinalização e multas, muitas multas. A sujeira contumaz, sem dúvida causada por nós moradores, se reflete em custos absurdos para o serviço de varrição e coleta de lixo na cidade, algo para bem mais de um bilhão por ano. O centro da cidade parece um lixão a céu aberto, fétido, repleto de viciados e vadios, que incomodam com sua presença e impertinência os que preferem uma vida honesta de quem paga impostos absurdos para ter uma casa e não ter serviços de qualidade quando se precisa da prefeitura.

A desculpa é sempre a mesma, “falta de recursos”. Será que um dia teremos um prefeito paulistano, com compromisso e preocupação com a cidade? É hora dos eleitores começarem a perguntar para seus candidatos se eles são paulistanos e se conhecem e amam a cidade, porque tem partido que importa candidato a vereador de outros estados só porque eleitoralmente lhes interessa. E a cidade, como fica? Fica como está, com gente largada pelas ruas, pichações criminosas, ônibus em péssimo estado, ruas repletas de lixo, sem um planejamento urbano adequado, calçadas quebradas, e um corpo funcional totalmente desarranjado e sem estímulo.

Está na hora de nós paulistanos, começarmos a escolher melhor nossos representantes. Saber quem sãos os candidatos a prefeito e vice, já que a cidade é um trampolim político de espertalhões e cretinos. Saber qual o trabalho que o candidato a vereador realiza em sua região de atuação, quais suas ligações com a cidade, o que seu partido pensa sobre gestão e política. Não podemos simplesmente dar a esses senhores a honra de nos representar e ganhar muito bem por isso e ter como resposta tudo isso que estamos vendo. Chega de vigarice. Somos doze milhões de pessoas à espera de alguém que seja um prefeito de verdade, um vereador presente e preocupado.

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São Paulo é maior que seus representantes.

Chega de Corrupção

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Não dá para negar, o Presidente Bolsonaro caiu numa armadilha das boas. Além de ter de enfrentar ideologias enraizadas no inconsciente do povo mais pobre, de que com a Esquerda tudo seria melhor, Bolsonaro caiu na mais perigosa arapuca de todas: a dos amigos pilantras que desejam tirar tudo o que o proveito possibilitar. Na linha de frente a bancada da bíblia, da bala e o tal Centrão, formado por PP, PRB, DEM e SD, todos esses conhecidos pelas falcatruas expostas na Operação Lava-Jato. E enfrentar o sistema parceiro, como diria o Capitão Nascimento, não é fácil. Essa turma está acostumada a ser recepcionada com “sim senhor” vindo de todos os cantos, dos lacaios que frequentam e sobrevivem de “suas igrejas”, de puxa-sacos das mais variadas matizes e funcionários mentalmente escravizados pela necessidade do salário sobrevivente.

A estratégia de atuar sobre bancadas parece não ter surtido o efeito desejado, porque o sistema se auto regenera, se resguarda, se protege. Das figuras presentes no noticiário político, alguns mudaram a sigla e o nome, mas não de prática. E quando a gente vê um deputado qualquer “comprar” uma entrevista na imprensa para dizer textualmente que o presidente precisa sentar e dialogar com a Câmara, deixar o palanque e fazer política, obrigatoriamente traduza para: o presidente precisa oferecer dinheiro e cargos, senão não vai ter votação. Os novos ocupantes aprendem logo sobre como sobreviver diante das adversidades. Sabem como chantagear os superiores e juntam-se em alcateias para perpetuar a corrupção permanente que nos rouba a alma.

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Vimos o presidente da Câmara vociferar contra um projeto do ministro Sérgio Moro, primordial para nossa literal sobrevivência, pois atua na área de segurança, que nos consome mais de 60 mil vidas por ano, e no combate à corrupção. Ocorre que seu sogro, ex-ministro de Temer, foi preso pela PF por corrupção, e o moço que detém a prerrogativa de pôr em pauta para votação o tal projeto, resolveu cacifar o ministro, e não deu certo. Em seguida outro deputado, funcionário desse mesmo presidente, ataca frontalmente o Presidente Bolsonaro, expondo as garras afiadas da corrupção explicitamente, dizendo de forma tácita: ou recebemos para votar os projetos ou não votamos nada.

A política por si é um emaranhado de interesses e quando estreantes chegam e veem a quantia de dinheiro que sempre acompanhou esses interesses, eles se deslumbram e mostram seu verdadeiro caráter. Sem esquecer que as bancadas de apoio ao presidente foram irmanadas e baseadas em valores disseminados em seitas protestantes pelo Brasil afora, nos “especialistas em segurança”, e mais um bocado de espertalhões e oportunistas. Resulta disso que as características de cada um afloram em seu próprio contexto. O que deveria ser ideológico e baseado em valores sociais, religiosos, passou a ter um caráter apenas de interesse individual ou corporativo, dependendo de qual vertente as excelências se propuseram servir.

Lamentável ainda ver exposto no Brasil esse comportamento criminoso institucional. Pessoas de baixa estatura moral deixam expostas nossas mais doloridas feridas e teimam em manter nosso povo como escravo de instituições apodrecidas, porque se não o fossem não receberiam tão medíocres representantes, expostos em vertentes baixas e malignas: o amor ao dinheiro em detrimento do país de seu povo sofrido. Esse é o novo formato antigo da corrupção, que tenta atingir a ideologia matricial de um governo legitimado pelo voto e que mostrou com queria governar e confrontar deputados vigaristas que pretendem fazer curvar esse mesmo governo aos ditames de mentira.

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A coisa é tão explícita que os conluiados com Maia já tentam comparar os governos de Dilma e Bolsonaro. Por isso, mais que os eleitores do Presidente escolhido para governar, o povo precisa ir para as ruas e enfrentar essa quadrilha de meliantes, no seu local de trabalho e por todo o país afora. Os movimentos que atuaram para fortalecer essa ida às ruas nos governos Lula e Dilma, precisam se articular novamente e mostrar os nomes desses chantagistas, dos que atentam contra o Brasil e seu povo. Vamos fazer seus nomes circularem pela lama da vergonha porque é lá que eles devem ficar. O Brasil não vai tolerar organizações criminosas, travestidas mentirosamente de boa intenção.

Falta estratégia ao presidente? Sem dúvida. Querer governar apenas com o apoio de uma parcela indigesta da sociedade não parece ser o mais adequado. O Presidente deve empreender o diálogo com todos, porque governo não dispensa apoios. Não esquecendo que tivemos 21 anos de governos impregnados de um viés ideologicamente socialista, e não se muda isso de uma hora para outra. Ficar preso a bancadas que só imobilizam o governo é, perdoem o trocadilho, um tiro no pé. O Presidente tem de chamar para a conversa, olho no olho, colocar a pistola na mesa e mudar o tom, limitar o espaço desses deputados acostumados ao toma-lá-dá-cá, porque é só isso que eles querem. Essa conversa fiada de que política se faz com conversa e diálogo é papo furado. Política se faz como cada um acredita, peitando adversários se for preciso, e quem quiser compor, que venha. Governos possuem diretriz exposta e aprovada em eleições, pela vontade do povo que os elegeu, não tem essa de diálogo. FHC não fez isso, Lula não fez isso, Dilma muito menos, apenas compraram votos dos que tinham preço, assim como todos esses que bradam agora têm um preço. Apenas precisam saber que este governo não quer pagar, porque não está em sua diretriz de campanha e ideológica.

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A corrupção precisa ser extirpada de nossas vidas. O Brasil não suporta mais vigaristas bradando por um formato de fazer política que faliu, de uma política que manteve o Brasil no atraso e seu povo na miséria, que subjugou valores humanos, educacionais e de vida, e fez deste um país indecente e com um povo em conflito entre o certo e o errado. E todos somos vítimas dessa insensatez política, porque partidos não passam de cartórios da corrupção, funcionários dessa ideologia de morte da esperança. É tempo de enfrentar esse sistema caótico de gestão de nossas vidas e eliminar essas figuras grotescas, sem história, sem família, sem caráter e sem fé.

Basta, chega de corrupção!   

O Novo Homem

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Algumas das teorias sociais mais aceitas diz que o homem é produto do meio. Particularmente, apesar da “teoria das janelas quebradas”, não concordo muito com essa linha de raciocínio, até por que o homem é uma variável muito diversa para ser fixado de maneira tão cartesiana assim. A história humana é repleta de salutares exceções, inúmeras, afirmo. Mas o tempo, este sim, nos movimenta de forma mais contundente, e por vezes mesmo sem que a gente possa dar conta de qual é nosso papel social, afinal.

Basta ver os costumes que determinam comportamentos e comportamentos que determinam meios. E dando um exemplo bem banal, quando os homens usavam chapéus era comum se cumprimentar as damas com uma leve reverência à essa peça de vestuário e que determinava o comportamento de uma época. E nas sucessivas etapas temporais, outros costumes continuaram a determinar comportamentos. O mais curioso nesse fator comportamental é como ele tem produzido novos elementos humanos no rol social que vimos sendo causa e consequência.

Não que já não houvesse uma matriz de destoo ao comportamento comum, mas os acessórios de comportamento social fizeram com que eles viessem a tornar-se paradigmas identificantes de uma nova diversidade social e novas posturas de gênero, que concorrem para novos conceitos sociais, urbanos, familiares e, por fim, vivenciais. A busca por novas denominações foi surgindo naturalmente enquanto essas mudanças de comportamento foram sendo implementadas pelos membros do tecido social e por sua diversidade social ambicionada.

E deste meio único dispositivo, surgiram “raças” diversas do comum que possuem características próprias, e que vão além do emocional ou profissional, e carregam cargas de um novo permeio de ação e comportamento humano. As denominações usadas possuem um viés de conceito ligado a esse mesmo destoo. São os Baby Boomers, Millennials e Zapers, as tais gerações X, Y e Z. Decorrem desse novo jeito de interpretação social, novos olhares quanto aos modelos e funções sociais dos gêneros até então. E por conta disso os conflitos tendem a aumentar entre as gerações. Questão de expectativa e perspectiva ligadas à questões de ambição pessoal e geracional.

As bruscas alterações de comportamento social implicam necessariamente em modificações nos grupamentos familiares, que parecem estar à deriva, segundo a ótica ancestral social que se nos acolhe há alguns poucos séculos, e que foram iniciaram por interesses religiosos, monetários e de herdo. Os sonhos de progressão profissional ou de estabilidade de vida, como a aquisição de bens móveis e imóveis passa a ter um significado secundário às imposições heráldicas de sucesso pessoal. Concepções até então arraigadas, estão prestes a ruir definitivamente como uma ancestralidade dispensável por absoluto desuso de aspiração.

Os novos formatos sociais em plena formação, movem-se por caminhos que a maioria desconhece e, portanto, tende a não aceitar, mas que serão inevitavelmente o padrão futuro de concepção social, moral comportamental, quer queiramos ou não. Até redutos dos mais atrasados, já ostentam possibilidades de uso de nomes oficiais ou sociais, quanto mais um comportamento e visão holística social diversa. Os gêneros contam-se aos montes, mesmo contra os que lutam pela continuidade limitada dos comuns masculino e feminino. E não falo de prática social ou sexual, mas de gênero mesmo, os ditos transgêneros, porque desligam-se de forma natural do sexo biológico.

E tudo isso tende a ser bem confuso aos olhos esbugalhados das gerações anteriores, mas absolutamente natural às gerações recentes. Conceitos libertários vão além da democracia conhecida e postam-se de forma muito mais ampla quanto aos fins a que se prestam. Por isso, não necessariamente alguém deva ser obrigado a ser sexuado quando sua vertente biológica seja assexuada. Os padrões de comportamento podem definir sim o comportamento individual, já que essas descobertas não vêm ao acaso, mas por vertentes desconhecidas do comum, que se prestam ao indivíduo, perfeitamente. Creio que os tempos da escravidão dos sentidos estejam com os dias contados. É exigente, pelas recentes gerações, que sejamos mais experimentadores do indivíduo do que aceitadores do comum social. Claro que esse conceito de indivíduo não é novo, ao contrário, mas sua prática libertária, sem continências, o é.

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Não bastam governos ou as suficientes convenções, porque o destino social se faz através do indivíduo, e esses formatam aspirações e interesses do conjunto. Basta ver o quanto o senso religioso tem mudado por força do indivíduo, e o quanto ele ainda irá mudar, forçosamente. Não há saída senão a espiritualização das religiões, diferentemente do vemos hoje. Principalmente as seitas neo pentecostais, virtualmente materialistas e distantes da nova sociedade avizinhada. E obviamente, espiritualizar-se não significa ater-se a fetichismos de superstição, antes, é a busca peço pouco mais palpável do “eu” frente às novas planícies da inteligência artificial.

E não adianta chorar. Homens e mulheres irão se mostrar mais do que o fazem hoje. A própria liberdade individual será a condutora de novos princípios e maneiras. O conceito de família como o conhecemos irá desaparecer, feliz ou infelizmente, e no seu lugar irão surgir novas formas de junção do indivíduo e dos grupos sociais, pouco experimentadas a fundo. A quebra de paradigmas do indivíduo, podendo este ser homem, mulher ou somente um ser, irá afetar todos compêndios já escritos. Aquela velha fórmula escrita pelos pais do conhecimento humano irá se revelar primitiva pelo ser humano de mais adiante.

O homem tipo machão, que servia para trocar sifões e pneus, não irá mais ter lugar nessa nova sociedade “plurigênica”, tal qual as mulheres da jornada dupla, sexo frágil social desde os tempos fecundos de nossa raiz social. Ao tempo que devemos abdicar da família, temos a tendência a ser mais tribalistas e menos bossa nova. E algumas dessas posições serão ocupadas por empresas ou robôs. Acha cedo? Aguarde a próxima década. Vai ser preciso reaprender sobre todos nós, mudar conceitos, práticas e sentimentos. E mesmo parecendo ser mais animal, isso nada tem de sexual, ao contrário será possível experimentar uma nova e singular espiritualidade.

A quebra de preconceitos, ainda muito presente em nossa cultura genética, provavelmente será extinta, já que os conceitos serão outros e nós também o seremos. Iremos aprender a conviver de uma forma ainda inédita, mas que irá se constituir de maior grandeza humana, distinta somente pelo indivíduo que deverá compor-se positivamente com o todo. Não será difícil termos tido problemas que nos levarão a mudar regiamente nossos costumes, é só lembrar o sexo antes e depois da AIDS. Mutações de comportamento serão a tônica do novo século. Tolerância, aceitação e convívio serão as palavras que irão embasar tempos próximos da maioria de nós.

E de forma consequente, todas essas mudanças irão se confrontar com o urbano, com o estatal e, lógico, com o coletivo. Não só as profissões são e serão extintas, muitos de nossos valores serão igualmente transmutados por algo que talvez ainda não sejamos próximos, mas que certamente farão parte da longa jornada humana de que somos parte indivisível. As fraternidades serão muito mais valorizadas que as religiões, porque a relação individual, que não perderá sua importância, será menos importante que a relação humana. E antes de otimistas, deveremos ser necessários, seguindo uma ritualística humana ainda inexplorada, mas que de nada terá a distância do que cada um possui como gene essencial do divino. Disso é possível afirmar que não iremos mudar, mas nos tornar mais humanamente divinos.

Conspirações do Fim do Mundo

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Não há como negar diversas conspirações existentes sobre a raça humana. Desde que a mente fértil de investigadores, escritores e cartunistas, que começaram a vocalizar em seus personagens a velha máxima “e vou dominar o mundo”, que o tema virou clássico de ficção e das inúmeras teorias da conspiração mundial, que pretendem ou dominar o planeta ou exterminar a humanidade, ou ambas. E as duas com mais significado, e talvez mais vigor de realidade, são o Grupo Bilderberg e o Blue Beam.

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O Grupo Bilderberg já é um velho conhecido das conspirações humanas, e trata das treze famílias que possuem a maior parcela das riquezas extrativas do mundo e dos meios de financiamento, especificamente, são donos dos maiores bancos do mundo. Algumas dessas famílias de fato já governam individualmente mais riqueza do que a maioria dos países do mundo, imagina as treze em conjunto, seu poder de ação é gigantesco. Esses reúnem-se anualmente com as cem pessoas com maior poder de decisão no mundo, entre governos e empresas, para discutir “assuntos de relevo quanto ao futuro”, ao menos é isso que eles dizem que fazem.

Alguns mais céticos dizem que na verdade eles se reúnem para definir com seus “operadores”, os rumos que o mundo deve tomar, segundo a vontade dos chefes dessas treze famílias, e nisso estão incluídas guerras, conflitos e outras mazelas humanas. Investigadores que pesquisam as ações e reuniões secretas do grupo, dizem que eles mandam mais que qualquer presidente ou rei, e que suas escolhas definem o que achamos ser nossa vontade. O ponto crucial das ações do grupo é a discussão sobre o controle da população mundial e seu explosivo aumento demográfico. Claro que seus negócios necessitam de escravos capitalistas, mas deliberam que o limite já foi atingido e é preciso haver uma redução rápida da população. Daí surge o número mágico de que o limite de pessoas necessárias ao mundo é de 500 milhões de pessoas. A questão é o que fazer com os outros 6,5 bilhões de vidas? Descartá-las?

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Um dos mais enigmáticos partícipes do grupo pertence à família Rothschild, e sabe-se lá porque razões, saiu de sua confortável condição europeia e veio morar, pasmem, no Brasil. Resta saber por quê, afinal. O controverso George Soros, o grande bilionário investidor e padrinho das grandes causas da esquerda (tem lógica isso? Sim.), dizem os iniciados nos assuntos do grupo, é tão somente um ajudante de ordens do grupo, nada mais. E por mais incrível que possa parecer, tendo em vista o poder masculino dominante, big boss do grupo é a rainha Beatrix, da Holanda. Todos os que possuem poder de decisão e inferência no mundo, estão lá. Política, economia, mídia, todo o poder necessário para a dominação de todos nós.

Uma outra faceta da dominação mundial é o Blue Beam, uma arma, talvez a mais perigosa já criada até hoje, baseada na Tecnologia Portadora de Subliminar, também conhecida como Som do Silêncio, emite sons indetectáveis pelo ouvido humano, mas que são implantados no córtex auditivo do cérebro, que nos induz a fazer coisas que jamais faríamos se estivéssemos num estado normal. Não há defesa contra ela, todos no planeta são susceptíveis ao controle mental do SSSS, ou Silent Sound Spread Spectrum. O HAARP – High Frequency Active Research Project, parte do Projeto Blue Beam, é um conjunto de antenas no Alasca, que projetam ondas de alta frequência nas altas camadas da atmosfera da terra. Esses feixes são tão poderosos que podem ser direcionados para qualquer parte do planeta e fazer os humanos apresentar disfunções cerebrais graves, incapacitando-os para qualquer ação normal e natural. Esse conjunto de antenas pode inclusive alterar padrões locais do clima e causar terremotos direcionados. Bom, não é?

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A Nova Ordem Mundial pretende usar desses mecanismos para impor uma nova religião mundial, como que uma juntada de todas as “facetas regionais” de Deus e claro, um governo mundial capaz de controlar a tudo e a todos. Completam o conjunto equipamentos capazes de projetar nos céus imagens e sons, através de hologramas óticos tridimensionais e sons holofônicos, que podem nos fazer crer que a segunda vinda de Cristo, ou mesmo a do anticristo, se aproxima. Além desses mecanismos de dominação mundial, há também o que se chama Chemtrails, rastros que aviões suspeitos deixam no ar, como se fossem grandes pulverizadores, e que despejam agentes químicos e biológicos, deliberadamente, com um propósito desconhecido do público, mas ao que parece com um viés de geoengenharia, com o intuito de causar danos à saúde da população e testar o bloqueio da luz solar, a fim de provocar uma alteração significativa no clima, sempre com o propósito conjunto ao Projeto Blue Beam.

O intuito deste post não é alarmar ninguém, mas mostra que devemos ficar atentos a fatos e situações que envolvam nossa própria existência. Refletindo o velho ditado: “Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”. A questão para refletir é a seguinte: a vida na terra, da maneira como a estamos conduzindo, não demorará a cessar, seja por conflitos, excesso de consumo, falta de elementos básicos à vida, como a água e alimentos, e por fim, o excesso de gente. Não há como suportar tamanha carga pressionando firmemente as colunas básicas da vida. Ao mesmo tempo temos uma corrida espacial a todo vapor, a fim de viabilizar nossa estada em algum outro canto do universo, feita em menor escala por governos e maior escala por empresas privadas que entraram forte no negócio espacial, como a SpaceX, Virgin Galactic e Blue Origin, por isso a junção desses elementos nos faz pensar, sim.

Insisto, não creio em teorias da conspiração, mas não posso deixar de ver os fatos que podem levar à elas. Há muito tempo é possível perceber que os presidentes de estados nacionais não mandam ou demandam tanto quanto antes se compararmos esses ao poder das empresas transnacionais. Há pouco foi alardeado um sistema de controle humano sendo implantado na China, capaz de reconhecer qualquer um, em qualquer lugar e a qualquer hora. E não tenho dúvida de que isso será implantado no mundo inteiro. A China, e os países socialistas são sem dúvida o grande laboratório de tudo isso. E além desse sistema de reconhecimento facial teremos me breve o uso tecnologia da inteligência artificial nos fazendo companhia permanentemente. O tão temido chip de controle social, ou a marca da besta, como dizem os cristãos, tudo isso está sendo implantado para que sejamos controlados. Algo que eu chamaria de Nova Era da Escravidão, e que começa muitas vezes com uma câmera de controle de velocidade na sua cidade, mas que pode ser sim o protomecanismo do maior controle humano já visto na história da humanidade.

Preparai-vos, pois o fim está bem próximo” – Maria, mãe de Jesus