Paz na Terra dos Homens de Má Vontade…

religiao nao existe

Quando fizermos um corte na história da humanidade, sem dúvida este será visto como um tempo em que tivemos uma opção ímpar pela paz. Incrível, em meio a tanta intolerância uma possibilidade tão inusitada na história humana, repleta de conflitos, guerras e soberba ignorância. Ao ver seus componentes, que além do interesse interno pelo poder, como o da Síria, vemos quantos desses conflitos derivam claramente de uma luta que já extrapolou os limites econômico, territorial, religioso e geopolítico, o conflito Israel-Palestina. Seria simplório dizer que Judeus e Árabes brigam por assentamentos, água ou razão. Mas o caso é que, os dois lados do conflito podem propiciar ao mundo um período de paz nunca antes experimentado. E mais, dessa improvável união de diferentes, estabelecer uma fórmula de convivência humana jamais experimentada. Talvez esta seja a menos hipotética teoria de solução dos problemas. E talvez, por isso mesmo, a mais original e factível. Vão-se décadas em que os dois povos coabitam conflituosamente um mesmo território pedregoso. Por um lado, Israel. Uma nação tecnológica, militar e fortemente tribal. Do outro lado, a Palestina. Dividida como nação e sem lideranças sérias, e que muitas vezes verte ao confronto humano, natural nos oprimidos. Igualmente tribal. Senão vejamos, e não quero aqui parafrasear John Lennon…Imagine. Mas se Israel fizesse um esforço de construção de um líder palestino de verdade e abandonasse um pouco da sua arrogância territorial, talvez tivéssemos aí o início de um entendimento entre os dois Estados. Que poderiam sim conviver num mesmo território! Um governo comum, e leis distintas, mas conjuntas. Utopia? Não. É preciso avançar, humanamente. Não adianta ser tecnologicamente avançado e humanamente tribal. Israel e Palestina vem se comportando como crianças birrentas, sem educação e limites. Mas se houvesse um interesse em fortalecer lideranças que tivessem interesse no diálogo, não tenho dúvida de que teríamos lá o maior exemplo do que a humanidade pode fazer por si e pela paz. Se ao invés de brigar por território, Israel e Palestina dividissem o mesmo, quem de nós seria maior que eles? Uma experiência fantástica, que não traria só uma paz local, mas um incentivo à toda comunidade árabe. Poderíamos aprender como nos comportar numa democracia entre diferentes, já que ainda não o sabemos. Poderíamos enxergar o inimigo com a humanidade necessária de convivência, não de morte. Aí sim, ali seria um campo santo na terra, onde as três maiores religiões pudessem fazer fluir suas crenças em harmonia. Conhecer umas às outras, universalizar o humano como algo divino. Não acho que isso seja impossível, até porque as guerras carecem tanto de propósito que, que sua própria insanidade as exaure. Creio que é isso que irá acontecer com Israel e Palestina. O mundo precisa de líderes sérios, não de chefes de tribos. Talvez um messias, mais humano que divino, pudesse nos trazer essa PAZ, tão almejada e desejada por tantos. Mas para isso é preciso boa vontade, na terra dos homens de má vontade.

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