Farsa de Princípios

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Assim como a nova musa vermelha, Fátima Bernardes, faz a alegria dos petistas, a Oprah e seu programa, estilo “Povo na TV” com jeito gringo, fazia a alegria dos democratas. E quando ela começou, na última festa capitalista-burguesa do cinema, um discurso com a frase: “tive uma infância difícil, passei dificuldades…”, falei comigo mesmo: nossa, e daí? Também passei dificuldades, e as passo ainda, vez ou outra, nem por isso fico tentando justificar nada ou suscitar lágrimas aos ingênuos. Mas a conversa aqui é outra. Nada mais mentiroso do que o politicamente correto, e essa onda feminista-sexista nada mais é que uma amarra na liberdade individual de cada um de nós, e uma tentativa hipócrita de igualdade de gênero, que só será possível com uma intervenção genética nas próximas gerações.

Essa onda circense das atrizes americanas, confrontada por atrizes francesas e outras, mostra um puritanismo falseado, baseado em que elas jamais se insinuaram, ou mesmo se jogaram sobre produtores, diretores e donos de estúdio só para protagonizar um bom filme. Sei. As artimanhas da Esquerda americana cada vez mais se assemelham às nossas. Esse ar politicamente correto de Oprah não mostra suas verdadeiras facetas. Mas não cabe a nós julgar, certo?

A política tem tentáculos e interesses em todos os cantos da sociedade. Oprah sabe disso, e abusa disso. Usou do seu programa para ajudar a eleger Obama, o insípido presidente que já foi tarde, e que, sim, elegeu Trump, por suas inegáveis e reticentes trapalhadas. Como aqui, quando FHC elegeu Lula, que elegeu Dilma, que nos deu o Temer de graça.

Não se pode confundir crime com tudo de humano que envolve a relação entre os sexos. Estupro é uma coisa, mas se você tem chance de dizer não, desculpe, diga e caia fora, e bote a boca no trombone. A sociedade cultural, sempre tão ciosa de experiências sexuais e lisérgicas, agora se diz quase virgem e inocente das próprias armadilhas. As feministas de plantão deveriam ser mais feministas e menos partidárias, se é que me entendem. No Brasil as feministas são quase um exército de mulheres sem escrúpulo de si, mas absolutamente intolerantes aos escrúpulos alheios.

Tudo isso ilumina bem os anseios de uns sobre controle da liberdade, natalidade e de opinião. Logo ninguém terá o pleno direito à opinião própria, mas a uma regida por artistas semi-analfabetos, políticos semi-honestos e religiosos quase-livres-do-pecado. Ah, e governos quase-sérios.

Detesto hipocrisia. E ver um bando de artistas privilegiados, fazendo-se de paladinos da verdade e do senso comum….poupem-me, por favor. Nossa TV também tem alguns desses, que querem impor a sua verdade para muitos, mas não passam de uma farsa. Pseudo-intelectuais do tablado querendo perdão para criminosos do dinheiro público. Pilantras. Pablos e Anitas, do pior que poderíamos produzir, conduzindo um rebanho de pessoas que usam o pior, pagam pelo melhor e riem-se, riem-se sem um pingo de razão.

Assim fazemos de nós o modelo para nossos filhos, num formato deturpado e vazio. Salve a América e seus burgueses hipócritas, resto de uma democracia que faliu e agora enxerga apenas em Trump seu pior inimigo, quando este está diante de seus próprios olhos. Ação!

oprah P (1)

p.s.: sim, Oprah é candidata à presidência dos EUA. Está bom pra você?

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