Gritos do Silêncio

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O Brasil acostumou-se a ouvir os gritos das minorias e a julgá-los como uma justa reivindicação que prontamente deveria ser atendida. Afinal eram pessoas que lutavam por seus direitos. Ao menos pareciam. Acostumando-nos a aceitar toda e qualquer reivindicação que algum grupo achasse justa para si, independente do mérito e da possibilidade dos atores em atendê-la. A história está repleta de reivindicações, dos mais variados motivos, mas ao observar os mecanismos de pressão e solução de alguns desses movimentos, pode-se ver o tipo de interesses que há por detrás de cada um, e que lhes dá razão.

Os mais emblemáticos em organização firam as greves dos metalúrgicos nos anos 70, simplesmente porque saíram do controle dos atores que participavam da cena. As multinacionais automobilísticas, seus empregados, o governo militar, a resistência política, os militares, a Igreja Católica e ele, Luiz Inácio da Silva, o Lula. Eram sete atores bem definidos, e seus interesses. As multinacionais não queriam arriscar investimentos sem uma organização estável dos empregados em sindicatos, com quem pudessem discutir. Os empregados não possuíam uma voz única que os representasse e era preciso isso para tentar barganhar melhores condições. O governo militar possuía interesse nessa organização porque acreditava  ser mais fácil controlar um presidente de sindicato ao invés de milhares de trabalhadores. Ao mesmo tempo os militares da caserna já preparavam o endurecimento do regime, querendo mais controle social. A resistência política da época e docentes militantes de Esquerda da USP, precisavam de alguém que recuperasse o moral da oposição, alguém que tivesse uma identidade suficientemente forte para tornar-se um exemplo de enfrentamento ao regime, já que a guerrilha armada perdia batalhas seguidas no campo e nas cidades. A Igreja Católica oferecia as Comunidades Eclesiais de Base e diversos padres progressistas para dar guarida e apoio ao novo movimento que se planificava. E o ungido pelo regime militar foi Lula, predestinado a tornar-se aquele que agregaria todos os seus interesses, mas que iria mostrar em breve que trairia a quase todos.

Lula percebeu logo que o que estava em jogo ali era muito dinheiro das multinacionais e enormes interesses do governo, e como intermediário, poderia ganhar uma parte significativa disso. Com a anuência do governo a liderança de Lula tomou uma dimensão maior do que se previa, fazendo com que líderes da oposição vissem nele e na força das massas organizadas, uma porta para que o regime abreviasse sua estadia no poder. E como a caserna já começava a se dissociar do regime, em 1980 foi fundado o Partido dos Trabalhadores, no religioso colégio Sion, tendo à frente Lula, e por detrás os intelectuais da USP, a Igreja Católica, a oposição política e uma pequena parcela dos estudantes universitários.

E depois de uma trajetória de oposição sistemática à política tradicional, o PT chegou ao poder com a anuência dos militares, da maçonaria e devidamente encaminhado pelo presidente FHC, que preparou terreno para Lula. E já escolado em se aproveitar dos acordos com o Sistema, Lula articulou uma organização de assalto ao erário público que pretendia eternizar o PT no poder, através de mudanças constitucionais que lhe renderia a supremacia política, inclusive para possíveis aventuras ideológicas. Estrategicamente armou as minorias para que, num uníssono, fossem as portas-bandeiras de novos direitos de costumes e valores.

O racha social não demorou a vir, bem como os escândalos de corrupção que varriam Brasília todos os dias. A unanimidade dos partidos havia sido cooptada pelo governo e, portanto, pela corrupção. Isso fez que com que parte significativa da sociedade começasse a enxergar o plano maquiavélico de Lula para tornar-se um “Imperador do Brasil”, quiçá da Pátria Grande Socialista da América Latina. Mas o conturbado contexto social misturado aos inesgotáveis casos de corrupção fez o Brasil explodir em 2013. A população iniciou embates com governo, congresso e grupos minoritários de pressão, que sempre tiveram o apoio da mídia.

As tais minorias que o PT tentou levantar contra o próprio país tinham sim um histórico de afirmação social, e foram levadas a um processo de ruptura social pelo partido, porque havia interesse nessa ruptura, maiores do que podemos imaginar. Não foram criadas medidas para promover a ascensão social em massa da população, simplesmente porque isso não interessava ao governo e ao PT, assim como também a nenhum outro. E um processo intenso de assistencialismo governamental, que se iniciou no governo de FHC, criou verdadeiros ajuntamentos sociais dependentes das esmolas governamentais, as famigeradas “bolsas”. E estupefatos, vimos o clamor insano de classes e raças a instituição de algum meio de pagamento governamental com o intuito de resgatar algo que se julgava direito.

Mas veio a crise do desarranjo criado por ações econômicas irresponsáveis nos governos Lula e Dilma e milhões de trabalhadores conheceram o desemprego, quase quatorze milhões, com exatidão. Mais de 350 mil empresas fechadas e uma explosão desastrada da dívida interna, na casa dos 3.3 trilhões de reais, aliado a um processo de impeachment que tentava recriar aos trancos e barrancos uma oposição combalida e que monstrava que os políticos não teriam condições de debelar os problemas, porque a maioria estava envolvida nas falcatruas do PT. Lógico que a Justiça, tentando assumir o papel de Legislativo e Executivo, não conseguia sequer fazer o que lhe cabia. Resultado é que essas mesmas minorias viram-se abandonadas pelo PT e seu projeto de poder, que lhes prometera um futuro social compensador.

Nas últimas eleições, alguns desses grupos como os artistas, professores e estudantes de universidades federais, até tentaram sobrepor-se ao que clamava desesperadamente a maioria da população: mudanças na condução política do país. E para isso haviam escolhido o deputado Jair Bolsonaro, capitão da reserva do Exército, e que postulava reunir esses grupos fracionados pelo PT em algo que aspira ser a Nação brasileira. Os meios de comunicação, como a Folha de S.Paulo, alinhados com a corrupção do PT, tentaram desconstruir essa tentativa de união usando na prática as teorias “fabianas”, tentando jogar alguns desses grupos sociais contra o candidato Bolsonaro. Não lograram êxito ao intento.

O barulho dessas minorias poderia sim ser um grito único, por um país mais igualitário e decente para todos, diferente do que pregava o partido das massas não encefálicas. A visão do todo, por ser mais abrangente e, portanto, mais eficaz, pode ser a única saída que temos para o Brasil tornar-se um país de verdade, com um futuro digno para nós, filhos e netos. E não um projeto de poder vazio, que usa de grupos desprovidos somente para suas artimanhas velhacas de manutenção do poder pelo poder. Espero que todos tenham aprendido que um país só pode se tornar uma Nação com o sacrifício, a ordem e o progresso para todos, não com o aquinhoamento de grupos seletos pela escolha discricionária de alguns, sequer por sua importância e valor. O PT usou a todos nós, brancos, negros, ricos, pobres, homossexuais, heterossexuais, religiosos, professores, estudantes, políticos, trabalhadores, empresários, todos os que acreditaram que era possível individualmente se dar bem em detrimento do outro, seu compatriota. Tornam—nos peças de um jogo que só eles ganharam e iriam continuar a ganhar. Infelizmente o Brasil ainda possui uma legião de pessoas que não consegue ver uma artimanha em sua frente, mas o tempo irá mostrar que se todos soubessem o que o PT causou a todos nós, brasileiros, nenhum deles escaparia do justiçamento pátrio.

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Meia volta, volver!

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Eleição é sempre uma emoção. Não há momento mais propício para saber o que pensa a sociedade e suas expectativas, e também possíveis mudanças que podem haver. E em nenhuma outra eleição vi ser suscitada tanta emoção. Primeiro porque é a presidência da república em jogo, segundo pelo titânico confronto dos antagônicos, tanto de discursos quanto de ideologia. Por um lado o partido que viveu a hegemonia de poder, sequência pura de outro, há décadas. E por outro, uma ideia que abriga apenas um representante individual de uma catarse que assustava a muitos: o perigo do velho socialismo nos tempos da afasia política.

O centro nervoso da sociedade, vulgarmente chamado de massa de manobra pelos filósofos do socialismo, antes apoio, voltou-se contra os resultados de anos de governos alinhados com o pensamento socialista ou inspirado nele. A requisitada e maltrapilha classe média, mostra que hoje quer enfrentar seus medos de peito aberto, sem meias palavras, e aposta todas as suas fichas no candidato Jair Messias Bolsonaro, em detrimento do apoio ao pretenso aspirante do establishment socialista, ou como querem alguns, da social-democracia-corrupta, Fernando Haddad.

Fica claro que somente daqui há alguns anos é que o atual movimento de massa, que alça o candidato Bolsonaro a uma inexplicável condição política, não é novidade por estas bandas. Fernando Collor de Mello, igualmente um intruso na realpolitik, identificou-se como candidato ao estrelato político pelo estigma de “caçados de marajás”. E embora seu infortúnio tenha sido devido à falta de traquejo justamente com seus opositores parlamentares, talvez por interesses divididos ou não cortejados, Collor alcançou o estrelato. Por pouco tempo, mas alcançou.

Teme-se que Bolsonaro tenha o mesmo fim, já que seu discurso diz que ele não compactua em entregar cargos por apoio parlamentar, para apaziguar partidos com seu apetite costumeiramente voraz por cargos e recursos para “bases eleitorais”, e claro, os famosos aquinhoamentos pessoais, de vital importância.

Por outro lado, o candidato Haddad ergue a bandeira do “assim como fomos felizes antes, podemos ser novamente”, fala dirigida diretamente aos disfarçados interesses parlamentares, que souberam ser fiéis aos governos do PT, mesmo sendo oposição. Assim com o foram ao famoso “toma-lá-dá-cá”, ingresso comprovado de forma escancarada, no final do governo de FHC, com a aquisição explícita de parlamentares cooptados para votar favoravelmente à emenda constitucional da reeleição presidencial. Mas o fiador político e real dessa volta ao poder está preso, exatamente por motivos que parecem perseguir todos os políticos do Brasil, a corrupção.

Bolsonaro não terá lua-de-mel nem tranquilidade para solucionar dramas nacionais da maior gravidade e que assolam o país há décadas, como o déficit público e a dívida pública, que explodiu graças ao viés econômico consumista e irresponsável, nos governos Lula e Dilma. Sem deixar de lado os recorrentes cortejos empresariais para obter incentivos e outras benesses, e que nos governos petistas montaram algo em torno de R$200 bilhões/ano.

Por outro lado o caos na segurança, área pouco vista nestes últimos anos pelos sucessivos governos federais e por outro a epidemia nacional de tráfico e consumo de drogas, ao mesmo tempo que proporcionaram uma entrada ilegal de armas em quantidade suficiente para transformar bandidos em vetores da morte e da violência urbana por todo o país.

Alçado a quase condição de “Justiceiro do Brasil”, Bolsonaro terá pela frente uma árdua tarefa: a de apaziguar clamores e interesses do lado de políticos, e a demanda por uma justiça repressiva, por parte da sociedade brasileira. De que maneira esses interesses, muitas vezes díspares, poderão ser atendidos, é uma incógnita devidamente aguardada por todos.

Uma coisa é certa, o jogo tornou-se ainda mais pesado com o atentado sofrido por Bolsonaro. E o simples fato de vê-lo no poder já faz muitos suarem frio. O fato é que nada poderá ser feito ao revés da Lei. Ninguém será estúpido ao ponto de querer governar sem o apoio legal e institucional dos poderes constituídos, mesmo que conte com apoio massivo da sociedade.

Esta será mais uma etapa de aprendizado penoso desse nosso mais novo período de democracia. E creio que este período deverá ser bem mais duradouro que outros, afinal todos aprendemos que aventuras custam caro, trazem históricas dores de cabeça e nos retém por anos no mesmo patamar de república de terceiro mundo, título que queremos nos livrar há tempos.

Em frente, marche!

Bolsonaro: Bozonaro ou Bolsomito?

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Joseph Pierre Nalet
Mestrando em História pelo Sorbonne, Paris

O fascismo está nas portas do Brasil! A onda negra esta na beira de tomar conta do país e por de volta os Brasileiros nos tempos obscuros e violentos! São essas palavras que podemos ouvir ou ler nas redes sociais, na mídia e na boca de algumas pessoas. Mas a realidade é um pouco diferente e a agitação dessas pessoas não vai impedir o Brasil de entrar em uma nova área. Qualquer seja o futuro do pais, uma nova página da história brasileira está preste a ser tornada real, e um homem em particular está quase autorizado por uma maioria de brasileiros a escrevê-la: Jair Messias Bolsonaro. Quem é Bolsonaro? Ou mais importante do que o Bolsonaro é o nome? Acreditando na imprensa, em sua maioria de esquerda, quer seja brasileira ou estrangeira, Jair Bolsonaro é racista, homófobo, misógino, ignorante, a favor da ditadura, e da ditadura militar em particular, e essa definição dá um eco a esta ideia de estar volta ao fascismo.

(Poderíamos nos questionar sobre o fascismo no Brasil, o Brasil já viveu um período de fascismo? O que foi a ditadura militar? Essa ausência de trabalho de memória da sociedade sobre este período é uma pena. Este período recente deveria ser estudado, visto e lembrado de maneira calma, com objetividade. Talvez essa aproximação temporal
faz com que este tipo de trabalho seja ainda difícil para o sociedade, ou talvez, o ambiente politico e cultural das ultimas décadas, obviamente influenciado pela esquerda progressista, que pode também constituir uma razão, mas não é tema deste texto, a porta esta aberto, o debate existe, mas é necessário fazer este trabalho de memória de maneira totalmente pacifica e tranquila).

Voltando no assunto, esta descrição, cheia de epítetos, cada um mais violento e depreciativo que o outro, procura aflição. Qual pessoa saudável, lúcida, poderia até pensar dar seu voto par um sujeito desse, o anticristo personificado! Por que estas pessoas, quer sejam homens ou mulheres, brancos ou negros (e segundo as pesquisas, são numerosos ) se reconhecem nele? Existem algumas pistas que podem dar início a uma resposta.A popularidade do candidato do PSL participa de um movimento internacional poderoso, a «onda conservadora», que se traduziu pela eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, um pais com o qual o Brasil mantém, no plano das representações, vínculos paradoxais. Às vezes tingidos de admiração, às vezes de rejeição ou até ódio. Mas força é de constatar que o «primo do norte» sempre teve uma influência muito grande, quer seja desejada ou não, e em diversos setores a diversos graus. Isso obviamente representa um fator importante no contexto eleitoral de hoje e devido a eleição de Trump. Não é por acaso que Bolsonaro é descrito como o «Trump Tropical».

Além de Estados Unidos, o mundo ocidental quase inteiro, cujo Brasil faz parte, que reage à chamada do que podemos chamar de conservadorismo (apesar de ter ainda
bastantes debates sobre a denominação desse fenômeno). A Europa, com a Itália d e Matteo Salvini, a Áustria. de Sebastian Kurz, a Dinamarca, a Hungria do Viktor Orban e até a Alemanha com o enfraquecimento da Angela Merkel, estão virando totalmente de direção. Poderíamos também evocar o Japão, um pais onde o conservadorismo nunca deixou de exercitar o poder politico desde a segunda guerra mundial.

Desde que este artigo foi escrito, Jair Bolsonaro ficou em primeiro lugar das eleições presidenciais do Brasil de 2018, obtendo cerca de 46% dos votos dos Brasileiros ou seja 49.276.990 votos, longe na frente do segundo, Fernando Haddad, com 29%. Então, o Brasil, muito ligado a esses países, não escapa a essa onda, apesar do fato que, obviamente, os problemas brasileiros podem ser, em parte, muito diferentes desses outros países. Mas existem preocupações e problemas comuns sim, ao mundo ocidental em geral, como esta ideia de voltar a valores fundamentais, que dominavam a sociedade até os anos de contestação, nos anos 60, qual seja, a importância certa da família, base da nação, a religião também, mesmo que a prática cristã esteja diminuindo, o apego das pessoas pelo que representa o cristianismo, os ritos, a igreja, os costumes, ainda tem muito valor. Podemos também mencionar como valor plebiscitado, a autoridade e o respeito hierárquico. Tudo isso forma uma resposta direta a um modelo politico que dominou o mundo por muito tempo, e o Brasil por pelo menos catorze anos.

Se o Brasil foi também «atingindo» por esta onda é por que é, antes de tudo, o fim de uma politica, de um modelo politico, que sempre posicionou o individuo no centro. Sob o governo petista, a nação recuou, os indivíduos foram sacralizados. As identidades pessoais hoje dominam: identidade de gênero, racial, religiosa…e é nisso que o fenômeno Bolsonaro é revelador. Ele atrai pessoas de todos os horizontes, brancos ou negros, homens ou mulheres, ricos e pobres. Para quem quer pertencer a uma nação, a um destino comum, ultrapassando o indivíduo, na sua «pequenez». Essas pessoas não querem que a população do pais seja compartilhada segundo critérios individuais, que os coloca em comunidades. Esse povo está ligado à pátria, um exemplo trivial disso é a escolha das cores das roupas nas manifestações, e as cores utilizadas pelo partido do Bolsonaro, e que vota nele. É por isso que os adversários dessa onda conservadora não entendem a dinâmica da ação, e em vez de focar nos discursos que podem ser excessivos e até violentos do candidato do PSL. Eles deveriam tentar compreender as razões profundas dos seguidores de Bolsonaro. Porém, é muito mais fácil valorizar e adotar uma postura moral superior, olhando de cima essas pessoas, chamando-as de ignorantes ou fascistas, gritando a volta de uma violência tenebrosa.

Na realidade e no dia-a-dia, a violência não é a marca de fábrica da direita. O atentado ao candidato PSL por um ex-militante do PSOL nos mostra. A violência está muito forte na vida política do país, mas a esquerda, cujo o passado de violência, não precisa mais ser demostrado, tem uma responsabilidade muito grande nisso. Recusando-se a fazer uma auto-crítica sobre sua governança, a entender e ouvir a classe média brasileira, que carrega o Brasil nas costas. Resumo, o PT criou todas as condições para que surgisse um “Trump Tropical”, Jair Messias Bolsonaro.

Obviamente, não são as únicas razões. A rejeição do Partido dos Trabalhadores tem muito a ver com a rejeição da corrupção, e o fato que Bolsonaro seja quase o único politico ainda não envolvido em um esquema de corrupção , é predominante. Mas é o fim de um modelo, da troca de poder entre PT, PMDB e PSDB, uma falsa oposição que serve apenas para enganar o povo, enquanto eles se trocam as cadeiras de ministros, governadores e deputados. E é por esta razão, que o fenômeno Bolsonaro deve ser entendido, também em um contexto mundial, o modelo politico do PT, fora as questões de corrupção, estava em vigor em muitos países do mundo ocidental. Enfim, boa parte dos eleitores do Bolsonaro desejam a restauração de um Estado digno e forte, que foi muito violentado nestas ultimas décadas, com as politicas terríveis que lideram a situação de hoje.

Bolsonaro pode não ser a solução para isso, só sua eventual eleição nos mostrará. Poderá revelar-se uma fraude do tipo do Fernando Collor, ou um verdadeiro líder que colocara o Brasil na mesa dos grandes deste mundo. É necessário implantar um novo projeto de sociedade, uma outra visão do Brasil e do mundo, porque há muita insegurança no coração dos brasileiros, quer seja econômica ou cultural. Sim, a eleição de Jair Bolsonaro, sob condição de uma maioria no Congresso, seria um salto no desconhecido, mas enquanto seu rival é um fantoche do Lula, hoje na cadeia, ele representa esperança para muitos brasileiros. E necessário, apesar de tudo, constatar que Bolsonaro se distingue de um Donald Trump por exemplo, em matéria econômica, tendo uma visão mais liberal, menos protecionista. Mas como Trump, o angulo morto do candidato, é a ecologia, grande ausente da campanha, mesmo se os últimos anos mostraram a importância de considerar um assunto como esse. E quanto a um eventual perigo à Democracia, as instituições brasileiras são sólidas e seria subestimar o valor e a aspiração à liberdade dos brasileiros, um povo livre e orgulhoso que têm muitos desafios a enfrentar pela frente.

 

p.s.: tive o prazer de ter comigo neste blog, um texto escrito pelo meu querido amigo Joseph Balet, que lá da França emprestou seu olhar, com necessária dimensão do contexto que ora vivemos nesta eleição. Obrigado Joseph!!!

Aventureiros e Estrategistas

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Quero falar hoje sobre estratégia eleitoral. Além de ser objeto de gosto e estudo, milito partidariamente sobre o assunto. Desde a faculdade de comunicação acompanho atento o uso de estratégias eleitorais, mesmo quando as eleições ainda eram indiretas, no fim do período militar. Mas a prática começou na equipe de Duda Mendonça, na campanha de Paulo Maluf para prefeito de São Paulo, em 1992, ao iniciar a juventude, ávido pelo conhecimento prático de estratégias eleitorais. E essa campanha foi inesquecível, memorável, uma das melhores de todos os tempos. E exultante, desenvolvi o tema e propostas do programa que obteve a maior audiência no horário eleitoral, vi-o ser reprisado várias vezes durante a longa campanha. Mas isso é apenas uma pequena passagem do livro que estou escrevendo sobre o tema.

Bem, falemos desta, que foi a mais duvidosa e mais explícita das eleições. Poucos souberam identificar, no momento eleitoral do Brasil, a melhor forma de entender o eleitor e conquistar seu voto. Mas faço aqui um adendo para, através do histórico eleitoral brasileiro, entender uma tônica temporal, considerada quase uma favorita entre os candidatos: a fuga do espectro do político tradicional. Para tentar ser menos didático, como fizeram Collor e Dória, como  destaques. O primeiro veio como um discurso político diferente do conservadorismo nordestino, adotando a pecha de “caçador de marajás”, ou privilégios salariais. E o segundo foi ainda mais longe, dizendo-se estranho à política tradicional e pronto para usar seu conhecimento empresarial na vida pública. Ambos os resultados são sabidos.

Estas eleições foram um capítulo à parte. Primeiro porque viemos de um período estafante de denúncias de corrupção político-partidária, votos negociados de parlamentares, desvios de recursos públicos, condenações, prisões, enfim. Uma chance espetacular para políticos não tradicionais, certo? Errado. Para os tradicionais? Também não. Mas afinal qual era a melhor estratégia eleitoral para 2018? Eis a questão, não havia uma estratégia, mas duas. Tudo que estivesse entre a Seriedade e o Objetivo. Quem soube transitar seu discurso e postura entre essas duas vertentes, teve êxito. Os que usaram a mesmice perderam. E não houve ainda mais perdedores porque instituições e igrejas salvaram a muitos. E mesmo assim houve quem usasse a pior estratégia eleitoral para falar com seus prováveis eleitores.

No âmbito federal podemos assistir perplexos Alckmin e o Centrão usarem a estratégia mais suja para tentar desconstruir Bolsonaro. Não tiveram a sensibilidade de entender que esse candidato representa parte do que muitos brasileiros acham perdido, após décadas de governos de linha social democrata. Foi possível ver a candidata Marina sem viço e propósito, Ciro com a costumeira verve coronelista, Meireles como se estivesse diante de dois monitores da bolsa de valores, Boulos que pretendia atender a anseios delirantes das massas esquecidas, e finalmente um Daciolo, que bradava socialismos militaristas em forma de oração. Haddad tentou ser um candidato, mas limitou-se a ser mais criatura de seu criador, que mesmo enjaulado ditou as regras nacionais para o PT seguir. Tentou, quase sem sucesso, recuperar os anos dourados em que as commodities faziam do emprego o ouro de tolo do consumo. Bolsonaro usou de sua estratégia limitada a arroubos nacionalistas e esperanças de dias melhores com ordem e progresso. Simples, direto. Mas pouco para os mais afoitos por teorias, mentiras e marketing.

No fim, alguns dos políticos mais tradicionais ficaram de fora do parlamento e de governos. Mas por que desta vez não funcionou a velha estratégia? Porque, meu caro amigo, o que define uma estratégia eleitoral não são práticas de marketing ou o uso intermitente das redes sociais, mas a identidade social a que se aplicam. Sem falar, também, no desgaste a que todo político está refém. É só ver como vem decaindo a votação dos grandes campeões de votos no Brasil. Talvez na próxima sequer sejam eleitos, salvo, sublinho mais uma vez, os que ancoram sua estratégia no voto de cabresto das instituições que se lhe compõe. Mas na disputa aberta e democrática, poucos os que conseguem ir além do pragmatismo e da significância pessoal.

De resto, as estratégias para o segundo turno de Haddad e Bolsonaro estão mais ou menos definidas. O PT vai tentar falar à classe média, e o PSL convencer Bolsonaro a ser menos impulsivo. Mais de vinte milhões de eleitores os separam, votos  que para migrar ou se cristalizar irão requer mais que estratégia eleitoral, digamos um verdadeiro milagre de Santo Expedito, santo das causas urgentes e impossíveis, que por coincidência, era militar, portanto…

Descaminhos

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Não é incomum assistir a desintegração de valores de uma sociedade, por razões inexplicáveis do ponto de vista humano, mas não político. A história mostra povos assumindo uma estranha atração por destinos repletos de descaminhos ao invés de do mais lógico para um futuro promissor. A maioria dos impérios conhecidos historicamente abdicaram da supremacia por optarem por descaminhos que os levou ao ocaso de sua existência.

No momento o Brasil é mais um a seguir tal destino, não que sejamos um império, mas parecemos optar pela via que congrega mais sofrimento que regozijo. É inegável que já tivemos dias melhores, mesmo com deficiências sociais e de caráter latentes. Houve mesmo quem pensasse que Deus era brasileiro, tal nossa proximidade com um futuro promissor. Poucos dispuseram como nós de território, clima, solo, recursos naturais e uma sociedade disposta a um destino leve e frutuoso.

Não soubemos adequar necessidades e possibilidades ou optamos por um destino trágico? O certo é que após vinte anos de governo militar, onde a infra-estrutura foi tomada como base de felicidade, e sucessivos governos civis, alienados e corruptos, tenho a impressão de que algo deu errado. O fato mais grotesco é que em pleno ano de 2018, mais de quinhentos após nosso descobrimento, vivemos ainda o dilema de continuar acreditando em uma mentira ou embarcar numa aventura. Qual de nós poderá dizer o que precisamos fazer?

De golpe em golpe, e de mentira em mentira, nos tornamos um país decadente, mesmo com períodos de superficial prosperidade, inclusive intelectual. Fomos descuidados em tudo que revela nossa cultura, educação e caráter. E parte disso nada tem com governos, mas com a sociedade que conduzimos de forma equivocada. Vejamos, por exemplo, nossa produtividade de trabalho, uma das piores do mundo. Nossos jovens pouco conhecem da língua portuguesa e de matemática. Mas e o que isso tem a ver com decadência de valores? Pergunte a si mesmo.

A política usa dessas deficiências para enganar, mudar conceitos, inverter valores, escravizar a liberdade da existência. O socialismo, uma espécie de sociopatia grave, perverteu a tal ponto a mente dos brasileiros nestes últimos anos, que pouco nos resta de auto-estima como povo. Os últimos fatos dizem respeito a um candidato à presidência da república preso, e que conserva o mando sobre mentes e razões. E temos fartos desvios, como roubos ao erário, apoio financeiro e político a regimes ditatoriais, venda de leis, compra de parlamentares, assassinatos, venda de patrimônio público, perpetuação no poder, ilegitimidade representativa, partidos abjetos e tanto o mais.

O Brasil tornou-se uma inesgotável fonte de recursos para os mais variados aventureiros que dispõe-se a falar com eloquência, jurar com convicção e até matar sem deixar pistas. Facções legais e ilegais disputam território fértil em mentes e cidades. E diante do imprevisível nasceu um candidato que, em tese, pode nos tirar de parte desse estado de letargia social. Será que vale a pena arriscar o que julgamos ser a democracia que nos deram é suficiente? Devemos optar por continuar na obscuridade ou nos atrever a romper a barreira que se nos impuseram? O que dirá nossa insensatez ao escolher entre uma ideologia presidiária ou uma aventura revestida do que deveríamos ter assumido há dezenas de décadas atrás? Acorda Brasil, é hora de votar.

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Brasil. Quem dá mais?

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O jornalismo vendeu sua ética e caráter para a Esquerda, em especial para o Partido dos Trabalhadores, durante mais de 13 anos. A roubalheira instalada por Lula e sua quadrilha era um segredo de polichinelo, mas nenhum jornalista se atreveu a dizer algo sobre. Meios de comunicação recebiam gordas verbas de publicidade e socorro financeiro do BNDES para se manterem calados sobre as falcatruas feitas contra o Brasil e seu povo. Só a Rede Globo recebeu mais de 10 bilhões, Folha, Estadão, SBT, Rede TV, Carata Capital, enfim praticamente toda a mídia. Outros bilhões foram distribuídos para bloques amigos, com nenhuma qualificação para tal, a não ser o fato de serem de esquerda. Alguns desses foram inclusive caminho de corrupção paralela do governo Lula e Dilma, como o 247. E assim como a imprensa, os partidos políticos venderam-se igualmente de forma vergonhosa. No Congresso nem oposição havia, apenas um ou outro que fazia de conta estar comprometido com a decência. Ledo engano, todos comeram e se fartaram na corrupção do PT.

Hoje, diante de um novo processo eleitoral, após o período mais desavergonhado de nossa história, é possível ver que nada mudou.  Continuamos a viver um jogo de cartas marcadas. Há pouco a jornalista Joice Hasselmann denunciou que uma revista nacional fechou um acordo no valor de R$600 milhões para “tentar destruir” o candidato Jair Bolsonaro nestes últimos dias antes da eleição. Afinal, que país é o nosso? Poucos brasileiros atentaram para o fato de que estamos no mais profundo poço de nossa existência. O Partido dos Trabalhadores vem comprando mentes e corpos de todos os matizes. De crentes a ateus, todos refastelaram-se, e ainda o fazem, na ceia da corrupção, chegando a embeber suas almas no sangue impuro do pecado capital.

Após a tentativa de assassinato de um dos candidatos à presidência, a imprensa trata o caso como se fosse um assalto na esquina de casa, não a tentativa de calar uma voz discordante do establishment socialista que assenhorou-se de instituições e pessoas, chegando mesmo a manter relações promíscuas com facções criminosas. A nossa democracia foi ferida, não por um lunático, mas por nossa própria omissão por anos, diante dum governo mantido exclusivamente para seu projeto de poder. Ainda hoje, após boa parte do núcleo do partido ter sido condenado e preso, restam os bilhões desviados. A arquitetura da corrupção foi tal que envolveu inclusive meios diplomáticos para a saída ilegal de dinheiro do país, além é claro, das contas fantasmas em paraísos fiscais. Mas alguns afirmam que boa parte dessa fortuna está enterrada em barris numa fazenda qualquer em nome de laranjas, claro. Dinheiro de corrupção para a mantenção desse mesmo projeto de poder maligno.

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E a imprensa sabe sobre isso e muito mais, mas resolveu vender o pouco que lhe restava de dignidade, mandando às favas seu juramento profissional, afinal pra que servem ética e caráter para um jornalista? Nos dias de hoje, quase nada. E para piorar ainda mais o cenário, alguns dos meios de comunicação possuem seus próprios institutos de pesquisa, acostumados a esticar significados, de acordo com o cliente. E agora, quando o poder está em jogo, aí vale tudo e qualquer coisa. Por isso é comum ver jornalistas engajados em campanhas, assessorias e demais que tais. Desta forma não há saída para nós ou o Brasil. Somos, diariamente, feitos de otários através de informações falsas e deturpadas, vindas de onde menos se espera. E quando pensamos que as próprias instituições possuem mecanismos sérios de controle editorial, vimos que 600 milhões compram a vitória ou derrota de um país frente à corrupção e seus magnânimos paladinos do quarto poder. O que podemos fazer é votar em alguém disposto a mudar esse estado de coisas, nem que seja pela força da autoridade, e rezemos para que os partidos que estão nas fileiras da corrupção, criem vergonha na cara e deixem nosso povo viver em paz e verdade.

Conceito ou Pré-conceito?

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O Brasil costuma deturpar conceitos estabelecidos e inventar próprios. Não que isso seja de todo ruim, mas seria preciso suficiência para entender e formular, e não creio que esse seja nosso métier. Sem ser um exemplo de país e ostentando índices sociais vergonhosos, nos colocamos de forma inexpressiva em rankings de conhecimento, trabalho e intelectualidade. A pergunta consequente é: como seguir adiante se relegamos ao descaso fatores humanos importantíssimos? Procedemos sem a devida seriedade há séculos, na discussão de problemas e na condução do país e do povo que o forma.

O exemplo mais gritante de engano básico de conceito, e gerador de muitos dos nossos conflitos pátrios, é a maneira particular com que definimos e expectamos a política. Muitos de nós ainda acreditam que a política é a solução para todos os males que nos afligem. Isso, além de ser uma temeridade, atrasa nossa evolução social há décadas. A história é capaz de dizer o quanto vimos sendo enganados desde que foram estabelecidas as capitanias hereditárias, que pelo próprio nome já diz que nós, o povo, não somos donos de país algum, mas sim os que privilegiam-se do poder e dos compadrios, que até hoje escraviza nosso senso de sociedade.

E quem imaginava que a Monarquia era o paraíso de privilegiados, e a instituição da República mudaria o cenário, teve outra mordaz desilusão. Alguns ainda reclamam que a tal República não nos trouxe nada além do que a Monarquia trazia, ao contrário, transferiu para nós a responsabilidade de construir e prover sem nos avisar. Outro golpe em nosso conceito. E daí vieram as políticas do café-com-leite, as pequenas ditaduras e o acentuamento, cada vez mais grave, das diferenças sociais que haviam. Escravos libertos, índios relegados, trabalhadores vivendo um regime de escravidão social.

Vale ressaltar que todos eles, sem distinção de cor, credo ou raça, sempre nos fizeram acreditar que somente a política nos salvaria do que nos oprime. Não é à toa que as elites mudam, e dessas menciono todas que se fizeram ao longo dos anos, e nada muda no andar de baixo. Quem sempre foi não nos deseja. E os que ascendem à ela não nos toleram. Claro que as falácias de igualdade são frequentes e recorrentes, mas não há quem consiga dizer em que lugar ou em que época isso foi real e verdadeiro. Mesmo aqueles que mentem peremptoriamente podem citar que em algum momento de nossa breve história da humanidade conseguimos construir algo realmente igualitário e com liberdade.

Também por isso a política é um pântano fedorento e repleto de armadilhas fatais, onde a escravidão servil atinge a todos, indistintamente. Não há em nosso conceito pueril nada que possa nos garantir sobreviver com dignidade e igualdade social. Ao contrário, esse abismo torna-se cada vez mais seleto e selvagem. Vendem-se moradias para que paguemo-las por toda a vida, carros, geladeiras, televisões, saúde, educação e segurança. Nenhum deles garante que chegaremos vivos em casa, que jamais será nossa. A elite política joga com nossa esperança de forma covarde e insensível, tanto os donos das feitorias como seus capatazes, todos nos afligem a carne e a mente. Dão-nos tardiamente a razão, quando nossas forças já não conseguem fazer mudar nada sobre esse conceito.

Nesta época sazonal de busca por razão vemos, em todos os meios de divulgação, os que procuram ganhar a esperança em crenças arcaicas de felicidade e bem estar. Mas dá para ver ninguém ser honesto e dizer que o nosso conceito de política é o pior dos mundos. Ninguém nos diz que não há almoço grátis, ao contrário, vemos que cada um possui uma fórmula de felicidade baseada sempre no “tirar de alguém para dar a outro alguém”. Não há quem diga que “o Brasil que eu quero” é diretamente proporcional “ao Brasil que eu faço”. No mínimo a hipocrisia campeia, e no máximo sabemos que nada irá mudar. O conceito de política assistencialista é a regra que vige e que nos amaldiçoa por gerações. E quando qualquer um de nós tem a oportunidade de apertar qualquer um deles sabemos nitidamente seus propósitos. No Brasil não há quase nada que nos conforte, a não ser a possibilidade de legitimarmos esse poder patriarcal sobre nossas vidas. Vivemos crises, planos, moedas, e nada que acrescente está à disposição de verdade.

Diante desse conceito raso de liberdade e escolha, fazemos valer a máxima de que quem nos esfola mas nos alimenta merece ser nosso senhor. Presidente, governadores, senadores, deputados, todos fazem para nós segundo nossa expectativa. Nos salvamos segundo nosso conceito de salvação ou de nossa fragilidade conceitual de ser feliz. Vê-los debater sobre nós é algo cômico, se não fosse trágico. Dá para ver claramente o teatro das armadilhas dos conceitos a que cada um de nós está atado, na esperança da ascensão social e humana.

Comunistas, socialistas, capitalistas, anarquistas, todos fazem-se de meritórios da nossa fé, no melhor e no impossível. A coisa em si é tão grotesca que apenas o que nos cabe no circo montado para nos enganar são aplausos. Ao chegar ao poder todos eles, sem exceção, miram-se nos contemporâneos para dar prosseguimento ao maquiavélico plano de submissão coletiva e atemporal. Prometem sandices, revigoram crenças no impossível, mentem de maneira descarada sobre nós mesmos. E mesmo apesar, ainda acreditamos neles. Até quando seremos os fantoches do absurdo? Quando vamos desconfiar que ninguém fará por nós o que é nossa obrigação? Ninguém fará o país que desejamos ou a sociedade que almejamos, a não ser que contemos com a firme crença individual de cada um, não a deles.

O Brasil que queremos somente nós podemos fazer. Não há história, estratégia ou milagre que dê conta disso. Está mais do que na hora de acordar, pois o vexame de nós todos está fazendo da humanidade algo pior do que poderia ser, por nossa própria conta e risco. Acorda Brasil !!!