Ordem e Progressistas

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Por mais evidente que pareça, todos os membros do STF negam que a última instância da justiça, que deveria estar atenta apenas a pautas constitucionais, seja pautada pela prisão do ex-presidente Lula da Silva e sua impertinente defesa. Ao certo não se sabe quem paga o quanto pra quem, mas que essa corte enredou-se na teia da corrupção pública, disso não tenho dúvida. Claro que dela também fazem representantes do Partido dos Trabalhadores, mas que juram de pés juntos que nunca, jamais, em tempo algum fizeram-se tendenciosos magistrados a serviço da ilegalidade jurisdicional e constitucional.

Ao trio ternura da avacalhação jurídica do STF, formado pelos sacripantas Gilmar, Tóffoli e Lewandowski, juntou-se o comunista Facchin, que preferiu ser capacho de dois desconhecidos da ONU e impor ao Brasil mais uma desonrada situação legal. Continuará a ser um capacho do socialismo. E todos esses têm feito das suas para desordenar a ordem jurídica(céus!) do país, tudo por causa da prisão inesperada de um ex-presidente da república de bananas. Muitos falam em corrupção escandalosa do abobado Gilmar, que tenta disfarçar suas reais intenções. Mas Tóffoli e o limitado juiz que veio lá de São Bernardo do Campo, um lugar marcado por abrigar meliantes disfarçados de trabalhadores, esses sempre foram capachos do #Luladrão.

Os chamados “progressistas”, leia-se corruptos, mentirosos, anti-democráticos e vagabundos, fizeram de mal a este país não está escrito. Mas será, um dia. Esses pilantras apropriaram-se de um termo que nada tem a ver com o que eles defendem com a alma. Porque o termo progressismo revela algo que progride, que melhora, mas o que vimos nos últimos anos foi a derrocada da sociedade, da economia, do emprego, do bem estar e da pátria Brasil. Eles nos tiraram tudo, acobertados por uma imprensa burra e salafrária, e por instituições apodrecidas pela corrupção e que não querem abdicar de nos manter escravos de modo nenhum.

A mentira que constantemente declaram que “sem a política não chegaremos a lugar nenhum” é um hino dos canalhas à nossa miserável vida. Dizem que o correto é que todos sejam patrões. Mentira, isso nunca será possível. Dizem que todos devem ter direitos iguais. Mentira, nunca na história da humanidade isso aconteceu, por que deveria acontecer justo aqui? Dizem que eles são os legítimos representantes do povo. Mentira, querem apenas ser iguais aos corruptos que criticam, ricos. E Lula é o melhor exemplo disso. Dizem que o socialismo é a melhor das ideologias. Mentira, onde foi implantado milhões de pessoas morreram de fome, doenças e massacrados por essa própria ideologia.

O cúmulo de tudo isso é que um bocado de gente, nossa gente, ainda queria ser governada por um criminoso. Isso é um desvio de caráter e personalidade. Nossa sociedade está doente, nossas instituições estão doentes, nossos políticos querem nos manter cativos e presos aos seus próprios interesses. Não se iluda, Lula, Marina, Ciro, Boulos e alguns outros possuem um único interesse: continuar a manter todos nós como escravos deles. Acorda Brasil.

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Anjos & Demônios

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Para enfrentar um período doloroso de tortura e purgação, com as próximas eleições, nada melhor que uma imersão espiritual, para ponderar posições, certezas e fé. Resolvi assistir a vídeos no YouTube que falam de variadas catástrofes humanas no presente e futuro. Desde a criação do homem, uma espécie desenvolvida por e para ser escrava dos Anunnakis, até o início do Apocalipse com sua nova versão mais “cool” do anticristo, Emmanuel Macron. Ao passar pela infinidade de seitas secretas, me deparei com personagens obscuros, mitos da fé e da falta dela. Mas depois de ver e ouvir algumas teorias da conspiração angelical e terrena não há como não passar a ter um olhar mais crítico sobre essa inesgotável fonte de absurdos em que se transformou a internet.

Tem tudo lá, de parasitas a anticorpos. Mas o que mais entediou foi a insistência dos que defendem ideias sem procurar entender os porquês. Muitos nasceram em ambientes já fecundados por elas, outros as adquirem em meio a conflitos incestuosos de ansiedade misturados ao desconhecimento natural do que é e do que se fala. Muitos que hoje protestam, religiosamente falando, pouco sabem porque o fazem. Nem todos precisam aceitar a Liturgia Católica, mas ninguém tem o direito de apor-se contra a Igreja Católica, nem mesmo os que visceral e imbecilmente a odeiam. Todos se acham certos, na religião e na política, inclusive. Mas quem de nós é capaz de afirmar o que é verdade?

A Igreja Católica possui passagens terríveis, pois sempre foi composta por homens e não divindades. Mas os protestantes deixaram chagas expostas na história que deixariam envergonhados os que comungam e defendem suas práticas. Claro que a divisão na dileta igreja criada por Jesus foi meramente política, já que os que protestavam, protestavam por dinheiro e poder, não por uma nova ideologia Crística. Talvez, inclusive, pelo direito de escolher os próprios pecados, como vemos hoje em diversas seitas cristãs, que escolhem por si o que é ou não é Cristão. A corajosa teologia da prosperidade tende a ser deixada de lado pelas seitas que a compraram, já que os desafiadores de Deus não têm logrado satisfatório êxito em seus resultados. Alguns “novos cristãos” têm se aventurado em teologias próprias e causado desconfiança, para muitos, na Excelsa Verdade de Deus.

E abestado nessa imersão espiritual pude acompanhar, descrente, pastores tirando corações doentes dos corpos de “seus fiéis”, ressuscitando pessoas, falando (as mesmas) línguas, mas pouco, muito pouco do Mestre Jesus, o Grande Provedor de nossas existências. Assim continuo a pregar no deserto que quase nada se fala de Jesus e sua verdadeira intenção, que era tão somente nos LIBERTAR. Apenas isso. Por isso venho discordando frontalmente dos que usam de propósito as palavras e antigas ameaças do Velho Testamento. E claro, existe uma razão teológica e pessoal, afinal, mas principalmente muito desconhecimento. Poucos sabem, católicos e protestantes, que a Santa Missa é a celebração da última noite de Cristo com seus apóstolos, igualmente esquecidos pelos que protestam.

E foram esses Apóstolos os guardiões dos ensinamentos de Cristo na terra. Foi a um deles, Pedro, o pescador, que Jesus confiou a igreja D’Ele e a mais ninguém. Aos outros apenas o “ide e pregai o Evangelho”. Foi a Pedro que Jesus encarnado em glória designou a árdua missão de fundar e fazer prosperar a Igreja de Deus na terra – “Tú és Pedro, e sobre ti edificarei a Minha Igreja”. Esses discípulos foram os disseminadores da Palavra. Foram torturados para A ignorar, decapitados, jogados em óleo fervente para renegar sua fé, mas inabaláveis, foram fiéis a Cristo, e Cristãos até o fim. Por isso, é de bom alvitre esclarecer aos mal informados, as imagens desses perduram pelas igrejas pelo mundo, não para adoração, o que não lhes cabe, mas como exemplo de fé e virtude. Quando vejo qualquer imbecil desdenhar de Maria Santíssima, ou pior, ignorá-la, vejo que a espiritualidade pregada por Jesus não alcançou o verdadeiro sentido da Sua presença entre nós. Maria não é para ser cultuada, mas é indiscutivelmente um exemplo vivo de que cada um de nós pode alcançar a santidade diante do Juiz dos homens. Mas poucos possuem a coragem de abdicar de si por essa causa, e continuar tão somente pobres de espírito e ricos de humildade.

Jesus viveu e caminhou entre os pobres, o que não significa que fosse socialista, como querem alguns idiotas. E com suas palavras foi o divisor entre o que pertence ao mundo e o que é de Deus. Falou claramente que não vinha para revogar a Lei, mas para mostrar que a partir Dele tudo deveria adquirir outro significado. Por isso é incompreensível assistir a essas cenas dantescas de “magia evangélica” com a credulidade fiel de Deus conosco. Creio ser bem claro que vivemos agora os tempos dos falsos profetas e das falsas doutrinas, sejam elas Cristãs ou quaisquer. Mas como acreditar em alguém que se professa Cristão, discípulo do Mestre da Vida e da liberdade, e vê-lo pregar em favor do aborto? Não há lógica Cristã, como não os há nos ataques virulentos e tendenciosos de alguns por sobre a Igreja Católica.

Para se definhar um reino basta dividi-lo, assim Ele o disse. As trevas da ignorância sabem disso como ninguém, e tem usado a muitos para seu propósito. Não tenho dúvida de que o Apocalipse será uma guerra travada entre religiões. O avanço dos pagãos muçulmanos em território ocidental serve inclusive a esse propósito maligno. E quem de nós irá acompanhá-los? O mundo tal qual o conhecemos foi defendido pela ação dos que hoje são acuados em sua existência. Parece que foi em vão a vida de tantos Apóstolos e do próprio Jesus. Seremos imolados por nossa própria iniquidade e covardia. E assim como Caim matou Abel, o fazem contra a Igreja Católica. Irmão contra irmão, filho contra mãe. Até quando continuaremos a protestar contra Deus, a favor de falsos profetas e à mercê de seitas derivadas de indecifráveis ensinamentos.

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Brasileiro, a etiologia de uma raça

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Uma disputa silenciosa entre dois Brasis vem sendo travada há anos sem que a maioria de nós não tenha se dado conta das desastrosas conseqüências. E essa batalha nada tem de ficção, ao contrário, é presente no dia-a-dia do país mais cobiçado do mundo, o Brasil.

Durante a recente greve dos caminhoneiros, que paralisou a vida de milhões de pessoas, tivemos provas cabais que o subterrâneo de nossa sociedade é composto por uma heterogeneidade assustadora. E não falo de cores ou credos, mas de nacionalismo individual, ou como queiram, a responsabilidade de cada um na construção de uma nação de verdade. E nesse ponto, me perdoem, ainda somos analfabetos sociais.

Para ilustrar melhor essa rasa teoria social creio que vale a pena voltar no tempo e tentar entender por que, afinal de contas, o Brasil sobrevive socialmente, ao invés de viver na plenitude do que, em tese, seríamos capazes. Acho que a maioria já ouviu a ufanista frase, “o Brasil é o melhor país do mundo”, ou a mais desastrosa de todas, “o brasileiro é o melhor povo do mundo”. Será que alguém ainda acredita nisso?

Analistas atribuem nossas mazelas de caráter ao ex-jogador da seleção de futebol Gérson, quando numa propaganda de cigarros ele proferia a maldita frase “é preciso levar vantagem em tudo, certo?”. Bastou isso para que essa viesse a tornar-se a máxima da esperteza brasileira, na teoria e na prática. Mas outros preferem atribuir à nossa colonização todos os males de correntes de nosso particular complexo de vira-latas e em outras ocasiões, um ufanismo imbecil. Acredito seja bom nos determos mais nesse ponto de vista.

Algumas nações do mundo moderno foram colonizadas por culturas européias das quais é possível destacar  ingleses, franceses, espanhóis e portugueses. Conquistou mais quem era corajoso, detinha melhores conhecimentos e, principalmente, dinheiro. Coube a nós sermos colonizados pelos portugueses, que defenderam como poucos o território que hoje esbanjamos. A miscigenação consequente ao domínio foi quase natural. E dela advieram os primeiros brasileiros, produto da mistura quase mágica entre portugueses, índios e negros. Acreditar que o Brasil teria um povo melhor se fosse colonizado por franceses, por exemplo, é uma bobagem atroz, talvez produto de algo que é objeto desta reduzida provocação. Até porque tivemos tempo suficiente para mudar nossa matriz ancestral legada por esses, ou não? Já se passaram dezenas de gerações nesses mais de 500 anos desde o descobrimento. Insistir nisso é jogar para outros a culpa e a responsabilidade que é nossa.

Outra característica particular é ser brasileiro comumente quando estamos no exterior ou em copas do mundo. No restante somos descendentes de outras nações e raças. Não é nosso costume afirmar textualmente “eu sou brasileiro”. Poucos os que exibem com orgulho latente e vertente nacionais. Até mesmo os brasileiros natos pouco reconhecem sua nacionalidade, antes preferem mencionar outras origens, como se fosse lá o seu país. E as ideologias torcem por essa aversão ao nacionalismo quando insistem em afro-descendentes, ítalo-descendentes, mineiros, baianos, gaúchos, japoneses. Seus caras-pálidas, vocês são brasileiros, não ousem renegar isso jamais! Sim, precisamos discutir nossa nacionalidade urgentemente. Ou assumimos de vez nossa brasilidade, ou iremos sucumbir a nós mesmos.

A tentativa ideológica de partidos políticos tentarem atuar nestes últimos anos foi suficiente para que qualquer um não veja sequer um pingo de nacionalismo por parte de seus militantes e usuários. Tudo bem que o capitalismo faça as pessoas concorrerem pelo melhor, e o socialismo as individualiza, e ao contrário do que parece, tenta repaginar classes, raças e a maior verdade que o tempo construiu: nós somos brasileiros, o resto é estória e balela para que continuemos divididos. Somos um povo dividido não por escolhas ideológicas, mas por falta delas, e que bom se fossem parte de um corpo nacional virtuoso e não destrutivo. O Brasil viva de uma antropofagia há séculos, sem se dar conta. E quem se aproveita disso são as elites políticas, econômicas, sociais e…culturais. Sim, até mesmo aquelas canções, livros, textos, fotos, peças de teatro, foi usado para nos dividir.

Durante a ruidosa greve dos caminhoneiros, ouvi, ainda que timidamente, algumas pessoas criticarem a índole e o caráter do brasileiro, sua tendência a contentar-se com esmolas governamentais, sua predileção pelo ócio, seu caráter duvidoso em momentos como os que ocorriam então. Gente se aproveitando da escassez de combustível para vender gasolina a R$10,00, roubo de cargas, e outros tipos de vantagens individuais, que nada tinham de nacional, ou social conjunto. E a justificativa é sempre a mesma: ”o brasileiro é mau caráter e nunca vai sair desse buraco”.

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Os sucessivos governos querem nos manter assim, domesticados pelo abandono. Dão-nos esmolas em projetos sociais e fazem de conta de que não precisamos trabalhar, nos esforçar por nossa família, pelo nosso país e por seu futuro e descendentes. Por acaso não será esse nosso maior desafio? Vamos amarelar sempre? Até quando deixaremos o patriotismo de lado para lutar por ideologias alheias? Até quando permitiremos ser manipulados por uma elite perversa e apátrida? Até quando deixar nosso futuro nas mãos sujas de canalhas que mencionam apenas  direitos e jamais dizem quais são nossos deveres?

Vemos a sociedade brasileira transformar-se visivelmente. Somos quase 210 milhões de pessoas divididos em raças, cores, credos, idades, mas nada do que nos seja tão necessário como o nacionalismo que nos tire dessa apatia pátria, desse torpor nacional que nos envergonha e nos reprime a essência. Somos brasileiros! Está na hora de acordar! Não existem raças superiores, mas povos com determinação de construir e evoluir, e isso podemos fazer apenas com parte dos dons que nossa raça criou com sua miscigenação e caráter. É uma questão de escolha, de quem e o quê queremos ser. Somos ou não brasileiros?

O petróleo é nosso?

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Getúlio Vargas sempre foi a foto que todo socialista brasileiro tem guardada na gaveta do criado-mudo. De democrata e “pai dos pobres”, tornou-se um político populista e chegou ao posto máximo de “Ditador do Brasil”. Mais que flertou com o Nazismo de Hitler, apoiou-o quase que abertamente até que a faca dos Yankes grudar-lhe no pescoço e o baixinho sacripanta recuou de seu acordo com o Fuhrer e apoiou os aliados, a contragosto. Não poderia ter tido outro fim covarde senão o suicídio. Hoje é nome de algumas ruas, por falta de um nome local melhor e de uma instituição encastelada de semi-deuses inúteis com acesso exclusivo apenas para burgueses monárquicos,

Mas voltando ao petróleo, Getúlio fez a panaceia de criar a tal Petrobrás em 1953 com a responsabilidade fatídica de ter o monopólio da exploração, refino e distribuição. Claro que isso nas mãos de políticos do Brasil fê-la tornar-se um monstrengo repleto de interesses, dentre destaques, o sindicalismo corporativo, a corrupção estatal, a má gestão empresarial e o desvio escancarado dos ideais republicanos.

E usando seu poderio, abusando do monopólio e do poder de sedução dos recursos de que dispunha de forma abundante, a Petrobrás desenvolveu um lobby quase indestrutível para o atraso estratégico do país na área de energia e de transporte. Tudo o que não significasse gasolina, diesel, asfalto, e mais tarde álcool, era simplesmente banido do debate estatal em todas as esferas estatais.

E é plausível sim responsabilizar a empresa pela falta de interesse no país por uma política de diversificação de modais de transporte nos vários governos, inclusive os militares. E foi quando o poder civil da “Nova República” sentiu a necessidade de crescimento que o país conheceu seu enorme gargalo estrutural, e a modalidade de movimentação mais adequada às nossas características continentais se fez ausente: uma malha ferroviária ampla e moderna, que nos traria um acelerado vigor desenvolvimentista, econômico e social.

Foi então que o governo FHC tirou-nos uma parte do atraso e abriu uma parte do monopólio que pertencia à petroleira nacional. E como sempre os que representam o atraso social e do desenvolvimento, os corporativistas socialistas, gritaram em alto e bom som: “O petróleo é nosso!”. Mentira. O petróleo sempre foi da Petrobrás, que fez o que bem quis dessa possessão estratégica de energia, tendo o controle de toda a gama de produtos derivados do chamado ouro negro. Comprávamos dela, e somente dela, a gasolina, o diesel, lubrificantes, álcool, gás, nafta, asfalto e outros derivados menos populares.

O que o Brasil ganhou com isso? Nada, ou melhor, inflação, desabastecimento, corrupção, atraso, chantagem estatal, mentiras goela abaixo de todos nós. Quando Lula e o PT “tomaram posse” do governo federal e da Petrobrás com seu sindicato pelego e criminoso, aí é que nos danamos de vez. A empresa, em conluio com seus dirigentes, indicados por partidos salafrários e corruptos, iniciou um processo de antropofagia política e canibalismo empresarial deliberado. E seus funcionários foram parte integrante do desmonte criminoso daquela que era a maior empresa do Brasil e uma das maiores do mundo. Todos eles ganharam, não só os que foram denunciados ou estão presos. E a dona do petróleo brasileiro chegou ao quase esgotamento de sua capacidade de sobrevivência empresarial.

Mesmo disponibilizando parte de “seus” ativos, era preciso recapitalizar a empresa para que sua sobrevivência não criasse ainda mais transtornos ao país. E aí entra novamente quem? Nós, os brasileiros. Uma nova política que a “empresa” implantou há pouco fez de nós reféns do mercado volátil internacional de petróleo, e que segue interesses além dos comerciais. A receita era “subiu-petróleo-petrobrás-aumenta-gasolina-diesel-gás-álcool”. Resultado foi  vermos os preços dos combustíveis saltarem de maneira astronômica e pior, na contramão da economia do país, que se arrasta há anos entre tombos e cara no chão. Até chegarmos ao desplante de um litro de gasolina ou diesel custar o preço de uns cinco frangos no início do plano real.

Bem, e depois da copa socialista do PT que nos enfiou goela abaixo os 7X1 da Alemanha, eis que bate à nossa porta a oportunidade de revanche. E logo agora, quando todos iam comprar bandeiras, vuvuzelas, chapéus, fogos, e todas as traquitanas precisas para uma salutar comemoração, o Brasil se vê diante de uma greve de caminhoneiros, dispostos a parar o país e não nos deixar comprar sequer o valioso combustível da Petrobrás. Os vilões da crise reivindicam menos aumentos de um de seus insumos básicos, o óleo diesel. Mas claro que isso esbarra na readequação da empresa para futuros investimentos e disponibilidade para que próximos políticos se assenhorem de suas diretorias e recursos.

E olha o governo federal tendo que enfiar a mão em nosso bolso novamente. E assim será feito. E o que nós brasileiros ganhamos com isso? Nada, patavina nenhuma. A Petrobrás continuará a ser dona dos nossos combustíveis, e monopolista como sempre. Até que algum presidente da república tenha coragem suficiente e permita que essa riqueza, que pertence ao povo brasileiro, seja disponibilizada de forma empresarial e democrática. Chega de Petrobrás ser dona de parte da riqueza do Brasil. Chega de governos que nos enganam e de categorias que usam suas posições estratégicas para fazer do país seu sindicato criminoso e sem compromisso com o Brasil e os brasileiros.

O PETRÓLEO É NOSSO, SIM!

No Paraíso dos Hipócritas

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Quem não teve o desprazer de ouvir um estrangeiro falar mal do Brasil e dos brasileiros, e logo conter a vontade de dar-lhe uns bons sopapos? Pois é, mas já que estamos entre nós, podemos abrir essa discussão e falar de maneira explícita algumas situações que claramente nos incomodam, mas que fingimos não ser da nossa conta. Parecem traços culturais importados de nossos ancestrais, mas a verdade é que são defeitos do nosso próprio caráter tupiniquim.

Primeiro, que todos esses pilantras que estão na cadeia ou em vias de, por corrupção e outros vícios políticos, foram colocados lá no poder por nós, sem desculpa. Hoje, uma legítima parcela da sociedade está claramente revoltada com “eles”, mas desconheço quem tenha dito em 2003 que Lula era um farsante e um ladrão, embora a maioria soubesse disso. Pior, ainda hoje temos quem o queira livre, mesmo condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Uma legião de imbecis? Não, é o nosso caráter deformado que admira o pior. Quem quer um presidente da república condenado? Ninguém no mundo, só o brasileiro e seu péssimo caráter.

É comum ver a imprensa e os ditos guardiões dos direitos humanos, espernearem quando algum prefeito tira mendigos de seu “conforto a céu aberto” e os leva para refúgios públicos. Mas esses mesmos guardiões não estão nem aí se esses deserdados ficam ao relento sem as mínimas condições de sobrevivência. Ou seja, na verdade os heróis do humanismo querem que os mendigos se lasquem. Condoemo-nos com as cenas, não queremos que mexam com eles, mas não estamos nem aí com sua condição. Somos hipócritas? Já pensei que sim, mas na verdade creio mesmo que temos mesmo é um caráter defeituoso, do tipo que vale poucos tostões. Devemos ser os primeiros a cobrar das autoridades que essas pessoas façam parte da sociedade produtiva e consumidora. Mas ao contrário, optamos por ser vassalos do ridículo, panacas, se é que me entendem.

Não foi apenas uma vez que ouvi de comentaristas anônimos de futebol, a nata da nossa intelectualidade, aliar a análise do futebol do seu time com a política. Além das galhofas e desdéns característicos, não raro ouvia a frase maldita: “está certo, se eu estivesse lá faria o mesmo”. O que falar de um caráter assim? Alguém assim desconhece que o que é público é de todos e tem de ser preservado. Mas ao contrário, é tratado como algo a ser destruído, por isso é comum ver entulho e lixo nas ruas, fios de iluminação pública roubados, prédios pichados, áreas verdes como terreiros.

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Quem somos nós afinal? Um povo que não conhece e não cultiva a sua história. Ao contrário, cultua bandidos atuais e históricos. Um povo que ri de seus valores, de si próprio e de suas feridas sociais. Afeito a ouvir mentiras e crer nelas, porque é mais fácil acreditar que o “governo” que deve prover a vida da sua família e dos agregados, desde uma casa até o dinheirinho pra cerveja. Tivemos o desplante de criar uma Constituição inteiramente sem qualquer plausibilidade, sem financiamento prático, uma obra de ficção, apenas para dizer que “todos somos iguais perante a lei”. O cacete que somos.

E o caráter brasileiro é torto em todas as classes e esferas. O brasileiro não se importa com o Brasil. Poucos são os que defendem um nacionalismo puro, equilibrado. Se não, são extremistas de esquerda ou direita. Não há consenso nacional nem político sobre o presente, que dirá sobre o futuro. Elegemos gente da pior espécie que há entre nós, em troca de dentaduras, cestas básicas ou dinheiro. Por isso os problemas se avolumam exponencialmente e o caos nos atormenta em várias frentes. Saúde, segurança, emprego, tudo o que nos importa de verdade. E vemos aqueles que nos fazem de otários todos os dias falarem alegremente que tem a solução do que eles mesmos problematizaram. E votamos neles todas as vezes que nos pedirem votos, afinal somos um país de corruptos, de caráter torto.

Quer mais provas do nosso caráter defeituoso? Veja os últimos passos da Justiça, do Legislativo e do Executivo federais, é quase um circo de horrores. Não sabemos planejar, organizar, respeitar. Fazemos leis medíocres para safar os safados, e não cumprimos as que podem nos livrar deles, ou de nós mesmos. A hipocrisia no Brasil beira o absoluto ridículo quando vemos a imprensa livre, como UOL, Folha de S.Paulo e SBT, quererem entrevistar um condenado na cadeia e transformá-lo em presidente da república. Nenhum outro povo assim o faria, só nós, os deformados. Outro caso de explícita hipocrisia brasileira é o tal indulto que damos aos condenados em datas festivas. Veremos a tal moça que matou a mãe passar o dia das mães fora da cadeia. E a madrasta que matou a filha, idem.

Afinal, quem somos nós? Quanta mediocridade foi embutida em nós? Quando iremos aprender que antes de nossos direitos, temos deveres? Bem, mas isso irá nos custar mais do que uma sessão de análise psicológica nacional. Quando iremos nos defrontar com a tortuosidade de nosso próprio caráter e subvertê-lo à uma identidade nacional de verdade, séria e progressiva? Quando o brasileiro irá realmente tornar-se um cidadão com qualidades humanas de verdade? Quando iremos para de rir de nossa peculiar malemolência e do pouco valor que damos a uma vida decente e produtiva? Quando iremos mudar nosso status de país para Nação? E ao olhar o espectro de candidatos à presidência da república, dá pra notar que estamos ferrados de verde e amarelo. E tenha a certeza, iremos escolher o pior, quer apostar?

 

Poesia verso(us) Política

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A convivência entre poesia e política nunca foi das mais fáceis. Mas há tempos elas se tornaram vertentes tão inconversáveis, que o temor de uma irreconciliação tomou conta de mim. Mesmo parecendo possuir nascentes antagônicas, ambas deveriam produzir um inquieto bem estar. A poesia lida com o sonho do concreto em puro abstrato. E a política com a materialidade do sonho em pura concretude. Não há como não haver conflitos, não há como não viver a dicotomia do imponderável.

E recordo certo político bem fresco nos códigos da política, há pouco tempo atrás, ao fazer de conta que entendeu uma frase que eu havia dito, usou a exclamação “nossa, um poeta!”. Mal sabia que fazia cavar naquele instante um fosso de ruídos ensurdecedores entre nossas conversas, e que perdura até hoje. Ao tomar seu rumo individual deixou para trás a possibilidade de irromper a máscara de ferro que a política o iria obrigar a carregar.

Essa máscara parece ser comum aos políticos que vemos em entrevistas, respondendo perguntas ou elucubrando futuros. Perdeu a chance da autenticidade, preferindo a palidez da dissimulação. Enveredou por pretensas linhas retas, mas abismou-se no comum labirinto da mentira, usando as palavras, não para publicar a esperança da verdade, mas para difundir o desgosto da ilusão.

Tento até hoje, por mais inocente que possa parecer, continuar enveredado pelos motivos que me tornaram a acreditar na política como um substrato humano de melhoria, mesmo tendo me tornado um poeta perdido em esperanças e sonhos. Não consigo ver outra saída para todos nós, senão compreender a poesia e aplicar a política como antídoto para as mazelas que vemos crer.

Não há sonho mais auspicioso do que uma política pública que dá certo. Não há poesia mais insinuante aos anseios do que a que tece palavras com a verdade que temos possuído. É possível sim meu senhor, embora você não entenda a poesia como a base que precisamos todos para a vida, tal qual a política séria que deixamos n’alguma beira de descaminho. Entender o que se lhe diz a poesia é mais que distribuir sentidos ou sinônimos mas, primeiramente, deixar-se sonhar de esperança toda a verdade de viver que há em cada um de nós.

Nada vale a política se não a poetizarem com desvelo e desejo.

Nada vale o populismo desnudo se poeticamente ele não se revelar em essência.

Nada vale a mentira política se cada significado descrito em palavras jamais a será.

Nada vale meu senhor, estar na política e alçar-se em olimpos cargos se, nada,

nada que fazes é a pura poesia onde a alma humana teria compreendido de vós.

 

Vice, pra quê?

“Não há razão para incerteza. Eu fui eleito prefeito para cumprir o meu mandato por quatro anos. Até dezembro de 2020 serei o prefeito da cidade de São Paulo”. João Dória Jr.

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A história do Brasil é recheada de vários quase despercebidos “vices”, que assumiram as funções para as quais não tinham representação, e que nos trouxeram intensas dores de cabeça. Para não voltar em demasia no tempo, porque hoje um ano já é suficiente para se mensurar o passado, que tal começar com a Nova República? Tancredo foi articulado para ser o presidente da transição do governo militar para uma democracia transitória, que vigora até hoje. E não é que o homem morreu e nos deixou Sarney! Sim, o mesmo coronel que manteve o Maranhão em completa desgraça social por anos seguidos, assumiu a Presidência da República. E fez besteiras nacionais. Claro, não era seu perfil a política de frente, mas a das negociatas, os arranjos espúrios. E dele nasceu a Ferrovia Norte-Sul, que liga “nada a lugar nenhum”, mas que lhe rendeu uns belos tostões.

Em seguida foi o Itamar, uma mosca num copo de cerveja. Reinventou o fusca, fez de conta que gostava duma musa sem calcinha e praticou um plano real, construído pelos meninos econômicos do PSDB. Mas o pior viria depois de alguns anos de calmaria, o tal Temer, eleito pelo PT, e que nos faz pensar, mais uma vez, afinal pra que serve um vice? Um gabinete, servidores, seguranças, dinheiro, para ser apenas uma sombra do poder, sem serventia ou representação alguma

Mas o ponto principal deste pequeno rascunho de idéias é a cidade de SP, que mais uma vez tem no comando da prefeitura, um vice, ilustre despercebido. O empresário do lobby, João Dória, prometeu que cumpriria seu mandato de prefeito até o fim, mas mentiu. Como mentiu Serra e nos deixou Kassab, que defendeu Serra e agora Dória, tentando justificar o passa-moleque que os eleitores levaram com a saída dos dois para serem candidatos a governador do estado. Serra foi um governador insípido e Dória o seria, se por acaso ganhasse, o que não ocorrerá, creio.

Dória ficou apenas um ano à frente da prefeitura e deixou a cidade em pior estado que seu antecessor, o lesado Haddad. Mato, buracos, enchentes, faróis desligados, saúde caótica, cofres vazios e muito marketing, só isso. Dória mostrou como uma campanha que utiliza boas ferramentas de marketing e um slogan repetido indefinidamente, convence os mais incautos. Sua máxima “não sou político, sou gestor”, pegou os mais fartos da velha e tradicional política que o PT levou ao extremo. O povo está triste, desiludido e sem esperança de que um dia algo possa ser melhor neste pântano fétido da associação de pessoas e idéias para nos tungar. Se realmente não era, Dória aprendeu rapidinho como ser um político da velha guarda, as raposas, como os chamávamos antigamente.

Ao assumir a prefeitura da maior cidade da América Latina, o despercebido Bruno Covas, neto do falecido ex-governador Mário Covas, já fala que para fazer algo na cidade é preciso dinheiro. E que não há. Portanto é preciso…aumentar impostos! Bingo. Eis aí um dos porquês de que não devemos mais ter vice. Os caras chegam sem saber do que se trata, sem compromisso com a população, porque não foram eles que “deram a cara pra bater” nos debates, na TV, e para os eleitores que votaram no candidato “principal”. E mais uma vez estamos sem prefeito, ou com um vice, como queiram. Não gosto de ver a minha cidade ser tratada desse jeito. E o pior é ter também alguns vereadores eleitos que nem são paulistanos ou sequer conhecem o cotidiano da cidade, quanto mais seus problemas ou sua geo-administração.

São Paulo não é de todos e nem de ninguém. São Paulo é dos paulistanos que aqui trabalham e constroem suas vidas, com o olhar e o pensamento aqui. A minha cidade não é escada para político mentiroso e esperto, muito menos para quem quer apenas explorar suas oportunidades. Chega de vices, de gente sem compromisso com a cidade e que apenas quer tirar daqui o que acha que tem direito. Eu quero minha cidade de volta, meus patrícios de verdade, políticos decentes, com capacidade de gestão e honestidade de razão. Eu quero aqui um enorme Centro de Tradições Paulistanas. Quero gente defendendo o melhor, cuidando do que temos de bom e querendo arrumar o ruim. Quero políticos comprometidos com a cidade e que se bastem disso,  afinal somos mais de 12 milhões de pessoas, muitas das quais vivendo em péssimas condições de vida. Haverá alguém disposto a isso, ou só temos oportunistas e aventureiros no horizonte da política paulistana?