Archive for the Arte Category

Entrevista para o Canal Bom Saber

Posted in Arte, Atitude, Atualidades, Comentário, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 04/08/2017 by Carlos Baltazar

Confira minha entrevista para o Canal Bom Saber. Claro, falo de política, mas também uma análise da conjuntura econômica e social do Brasil e do mundo. Curta a entrevista e o canal.

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Saudosismo 02

Posted in Arte, Esporte, Opinião, Poesia, Polícia, Saudosismo with tags , , , , , , , , , , on 11/06/2017 by Carlos Baltazar

Agora, muito do que antes fazíamos, é pecado. Soltar balões é uma delas. Algo que era uma alegria hoje é crime, porque os baloeiros tornaram-se profissionais, criaram balões monstruosos com cangalhas de fogos de artifício poderosas e que podem causar acidentes realmente sérios. Mas quando éramos apenas crianças balões eram sinônimo de festas juninas, pipoca, paçoca, pinhão, amendoim, fogueira […] Noites em que São Paulo ainda possuía garoa, frio e vizinhos, que curtiam estar juntos, conviver e se divertir em uma festa de rua. Ficávamos nas noites sem fim à espreita dos balões “apagados” (quando acabava a parafina de suas tochas e seu fogo se exauria) e que ficavam perdidos na escuridão e caiam, caiam até que um de nós, que mirávamos o céu como sentinelas, os recolhesse vitoriosos. Vinham pretos da fuligem do fogo que lhes era combustível, e eram um prêmio à nossa caça noturna. Durante o dia tentávamos comprar o maior número de folhas de papel seda para fazer nossos próprios balões, com orgulho. Balão caixa, peão, charuto, mexerica, todos eram lindos, coloridos e levavam nosso orgulho infantil e aeronáutico. Pulávamos o muro do cemitério para roubar umas poucas velas (espero que não tenhamos deixado ninguém na escuridão…) para as tochas. Depois, era ralar as velas, enrolar num saco de estopa como um rocambole e amarrar com arame que vinham nas caixas de maçãs da feira, e finalizar, fazendo a boca do balão mais raiada possível. Claro que nem sempre tínhamos o dinheiro para as folhas papel de seda e para a cola, então corríamos atrás de papel jornal árabe, que era quase tão fino como o papel de seda. Mas quando a turma arrumava dinheiro, era o papel de seda mais colorido que ia para o céu. Xadrez, listrado, multicolorido. Eram tardes de sol, sem vento. Acendíamos a tocha como quem acende uma chama para a cerimônia dos espíritos pagãos. Esperávamos o ar quente do fogo fazer seu trabalho e encher o balão, deixando-o leve. Ao começar a flutuar de nossas mãos, nossa esperança o inflava ainda mais, e nos preparávamos para o mais longínquo voo, junto às quase inexistentes nuvens do céu. Era uma emoção pura, alegria verdadeira e sonho daquela infância.

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p.s.: A mais tenra lembrança que tenho deles, foi no dia em que o Brasil se sagrou campeão na copa do mundo de futebol de 70. Nunca, nunca vi tanto balão nos céus de São Paulo. Aliás, não se via céu, viam-se balões e pequenos espaços azuis, num tom de fim de tarde. Lembranças distantes e tão vivas.

Dá um trocado aí, dotô…

Posted in Arte, Atualidades, Comentário, Humor, Mídia, Música, Religião, Saudosismo with tags , , , on 06/12/2012 by Carlos Baltazar

Meus lídimos e seletos leitores já houveram de perceber o quanto no Brasil é chic se dizer que foi pobre. Os endinheirados adoram dizer que, embora vivam hoje nababescamente, um dia lá atrás, muito lá atrás, foram pobres, passaram fome e, o supra-sumo dessa mania, confessar que sua mãe era lavadeira. Putz, esse é o ápice para quem se deleita em dizer que um dia comeu o pão que o diabo amassou. É possível nessa tribo encontrar gente de todos os níveis institucionais do país. O último, agora há pouco, foi Joaquim Barbosa, que até levou sua lavadeira, digo mãe, para vê-lo galgar os degraus da suprema corte brasileira. E lá estava ele, filho de mais uma lavadeira sendo redimido pela sociedade que no início o baniu de suas hostes. Lulla foi outro que tinha a mãe lavadeira, mas esse aí é outra história. Pelo menos no que  diz respeito a tornar-se alguém. Mas a verborragia dos pobres não para por aí, não. Há uma classe de pessoas que, pressupõe-se, foi todinha feita de lavadeiras. Os cantores e cantoras de MPB. Todo mundo chora ao lembrar de suas origens humildes, sua mãe no tanque lavando roupa pra fora, dando duro enquanto seu pai só enchia a cara de cachaça, lógico. Mas se a gente for pensar melhor, essa característica pode ser usada em nosso favor, sim. Vejam caros leitores, uma ideia. Se criarmos cursos intensivos de “lavadeiras pra fora” e lhes dermos condições para que elas possam ter um ambiente propício, um amante pinguço e morar na favela, e com isso ela poder encher o barraco de filhos, teremos uma possibilidade grande de que muitos desses míseros seres venham a tornar-se presidentes, prefeitos, deputados, cantores, juízes, pastores e membros famosos de uma facção criminosa. Às vezes fico olhando para trás e lembro que minha mãe lavava roupa no tanque também. Mas pra fora nunca. Talvez por isso eu não tenha dado certo na vida. Talvez por isso eu não tenha me tornado um alguém, com discurso social e lágrimas nos olhos. E quando eu lembro que poderia ter sido filho de lavadeira, me dá uma raiva tão grande de não tê-lo sido. Por que só comigo? Por que eles puderam e eu não? Hoje talvez eu estaria nos palcos, em programas de entrevistas na TV, escrevendo livros que contassem a minha história. Por que eu não? Por que a sorte não me sorriu?

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p.s.: Hoje a única coisa que eu sei é usar Vanish para tirar as manchas das roupas, mas as rugas do meu passado só com passe bem.

Nelson Rodrigues

Posted in Arte, Atitude, Atualidades, Comentário, Mídia, Opinião, Poesia, Sacanagem, Sexo with tags , , on 15/05/2012 by Carlos Baltazar

Desde que iniciei a frequentar teatros e rodas de discussão de textos, bem antes do meu tempo de faculdade, ouço falar de William Shakespeare, como sendo o grande mestre da dramaturgia mundial. E as meninas do sexo masculino e feminino com quem convivi eram fissuradas por interpretar suas obras. E comportavam-se como se estivessem no cio ao declamar suas estrofes de padrão inglês. Espero que poucos entendidos de teatro estejam lendo este post, porque eu vou ser bem franco: eu não gosto de Shakespeare! Pronto, falei. Revelarei uma razão do porquê disso. Atende pelo nome de Nelson Rodrigues. Podem me chamar de herege do teatro ou do que quiserem, mas para mim Nelson Rodrigues é o cara. Sua obra carrega um valor tão profundo de humanidade que é difícil não enxergar facetas de todos nós em cada um de seus personagens. E essa humanidade é tão calma quanto ruidosa. Tão verdadeira quanto cínica, tão virgem quanto prostituta. Nelson sabia lidar com a entranhas humanas como ninguém. Não têm essa coisa de “ser ou não ser”, tem o “sou mesmo, porra”. Isso é verdadeiramente humano e visceral. Particulamente eu não gosto muito de efemérides, mas vou fazer uma excessão para o gênio da dramaturgia humana. Com Nelson Rodrigues é possível enxergar o perfume do sorriso ardente e a cólera da dor insana. Prefiro tê-lo como um mensageiro das angústias que deliciam a alma. Aos críticos de sua humanidade antropofágica e colérica, cito que a lágrima de apenas um olho pode mostrar que Nelson Rodrigues é o melhor que nós, púdicos brasileiros de famílias tradicionais, podemos tentar ser.

p.s.: algumas frases do mestre…

“O pudor é a mais afrodisíaca das virtudes”

“O dinheiro compra até o amor verdadeiro”

“A mulher ideal deve ser dama na mesa e puta na cama”

“Amar é ser fiel a quem nos trai”

“Toda mulher bonita,é namorada lésbica de si mesma”

“O brasileiro não está preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade”

“Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura”

“Os herois morrem em combate. Não da tempo ao destino de fraga-los na cama ou na cadeira de balanço!”

R$10,00 a bacia !

Posted in Arte, Atualidades, Comentário, Mídia, Notícias, Opinião with tags on 07/05/2012 by Carlos Baltazar

Esse episódio das fotos da insossa Carolina Dieckmann, eterna mulher do Tonho da Lua, são um verdadeiro golpe nos testículos. Essas moças de boa família não se conformam com o sucesso limitado e querem por toda ordem aparecer mais do que podem. Na boa, como uma anencéfala leva para o conserto um computador recheado com fotos dela pelada “para o marido”, e pior ainda, sentada na privada??? Será que o cara é coprofágico??? Se for pela cara dela acho que sim. Esses episódios mostram quanto os mitos são vulgares em seu dia-a-dia, tanto quanto nós pobres anormais. As moças de boa família não se conformam e contratam advogados para defendê-las. Dizem que foram invadidas em sua privacidade sacro-santa. Que só o maridão poderia ter visto tal cena, no  íntimo recesso de seu lar. Assim como já disseram, todos querem seus quinze minutos de fama, nem que para isso tenham que engendrar um bom motivo. O mundo da fama sobrevive nos bastidores mais incríveis. Testes de sofá, testes de garganta, fotos de privadas, programas Pânico, etc…

p.s.: nessas horas não tem celulite, não é ???

Ivan Lessa se foi…

Posted in Arte, Atualidades, Comentário, Fotografia, Humor, Mídia, Opinião with tags , , on 17/04/2012 by Carlos Baltazar

Ivan se foi. E com ele um dos melhores textos que eu conheci na mal prezada Língua Portuguesa. Ivan emprestava qualidade à Playboy. A Playboy tinha uma elequência nua de bom gosto. Mas Ivan não foi, Ivan está indo há tempos, desde quando a Playboy resolveu assumir o quintal do alheio, deixar a roupa na bacia e mirar suas lentes nas moças que atendem em domicílio. Tudo muda, diz o ditado. Mas nada pior do que para o pior. O que sempre alegrava aos olhos, hoje, quase sempre, enruguesse a fronte. Perdem a beleza, o charme, o deliciosamente proibido. Ivan se foi, e com ele nossa imaginativa sensação de um mundo desnudo, mas alegre. Ficamos com Aran, o terrível, patrocinador das mudanças e conceitos. Mas claro que ele não é o mentor, apenas executa o que a cúpula da Abril pensa (pensa???). Tiraram-nos Copacabana e nos ofereceram o piscinão de Ramos. O riso inteligente pelo desgosto duvidoso. Abraço Ivan, estaremos juntos, embora distantes. Quanto à Playboy, somente até o fim do período em que assinaturas valiam alguma coisa…

p.s.: todo mundo de sungão prá cair no piscinão…

Justiça…ai se eu te pego…

Posted in Arte, Atitude, Atualidades, Comentário, Humor, Mídia, Música, Notícias, Opinião, Política, Sacanagem with tags , , , , on 14/03/2012 by Carlos Baltazar

Brasileiras e Brasileiros…credo que lembrança fúnebre. Vejam como a Justiça neste país é célera quando lhe apetece ser. Um juíz, lá da comarca de João Pessoa concedeu liminar para um bando de meninas que disseram que são as donas da música “ai seu eu te pego”. Quero protestar veementemente. Na verdade a minha mãe é que foi a criadora da música. Eu lembro bem quando eu era pequeno e fazia algo errado ela logo me dizia: “ai se eu te pego…”. Assim como as viúvas da ditadura que procuram se dar bem com sua história de idealismo e patriotismo, eu também quero um naco, e um naco bem gordo, da bufunfa do Teló. Grana, passa prá cá…ai, ai, se eu te pego…!!!

p.s.: prova incontesti…foto minha correndo enquanto minha mãe cantava “ai, ai, se eu te pego…”

São Paulo investimentos

Segundo dados fornecidos gentilmente pelo uol, São Paulo é quarta cidade no mundo a receber investimentos estrangeiros. Senão vejamos. Esta semana eu disse que São Paulo deixou de implementar alguns projetos de valor fundamental para uma cidade melhor e de futuro. O Kassab/Serra deixou de implantar uma encubadora de negócios com apoio de todas as universidades da cidade e que traria uma contrapartida fantástica para o município em termos de inovação, idéias e produtos. Pergunto. De que adianta termos essa entrada fabulosa de recursos se não temos pessoas de caráter e que sejam paulistanos de verdade para gerir esta cidade? Não vote em promessas, nem em enganos. Chega de turistas e bandoleiros.

p.s.: a melhor forma de acertar é errando…

Argentina, o fundo do poço…

E a Argentina caminha para o fundo do poço. Seus últimos presidentes estão fazendo com que um país próspero e civilizado(mais do que nós) torne-se uma terra de pelegos populistas sem destino ou legalidade. Cristina, apesar de toda a sua formosura, é o resto do que sempre a Argentina colhe à espera de um salvador como o fantasma de Perón. A censura à liberdade de imprensa chegou a níveis que beiram ao total controle do Estado. Ninguém de boa fé e caráter quer exterminar seus opositores, porque sabem que esses lhe dão razão de existência. A não ser Lulla que queria exterminar o DEM, mas esse é parte de uma outra biografia, que a história irá desnudar(credo, que nojo) nos seus golpes de corrupção e de lesa-pátria. Cristina abusa da tolerância do povo que rende-se às suas loucuras político-feministas-populistas. A Argentina está no caminho da Venezuela, outra terra sem lei, sem orgenação jurídica honesta. Ocorre que temos muitos interesses na terra dos hermanos, já que compramos quase tudo por lá. É uma pena mas, don’t cry for me Argentina…

p.s.: bem, no mínimo podemos ter a certeza de que Buenos Aires continuará a ter preços bem acessíveis para nosotros…