Saudosismo 02

Agora, muito do que antes fazíamos, é pecado. Soltar balões é uma delas. Algo que era uma alegria hoje é crime, porque os baloeiros tornaram-se profissionais, criaram balões monstruosos com cangalhas de fogos de artifício poderosas e que podem causar acidentes realmente sérios. Mas quando éramos apenas crianças balões eram sinônimo de festas juninas, pipoca, paçoca, pinhão, amendoim, fogueira […] Noites em que São Paulo ainda possuía garoa, frio e vizinhos, que curtiam estar juntos, conviver e se divertir em uma festa de rua. Ficávamos nas noites sem fim à espreita dos balões “apagados” (quando acabava a parafina de suas tochas e seu fogo se exauria) e que ficavam perdidos na escuridão e caiam, caiam até que um de nós, que mirávamos o céu como sentinelas, os recolhesse vitoriosos. Vinham pretos da fuligem do fogo que lhes era combustível, e eram um prêmio à nossa caça noturna. Durante o dia tentávamos comprar o maior número de folhas de papel seda para fazer nossos próprios balões, com orgulho. Balão caixa, peão, charuto, mexerica, todos eram lindos, coloridos e levavam nosso orgulho infantil e aeronáutico. Pulávamos o muro do cemitério para roubar umas poucas velas (espero que não tenhamos deixado ninguém na escuridão…) para as tochas. Depois, era ralar as velas, enrolar num saco de estopa como um rocambole e amarrar com arame que vinham nas caixas de maçãs da feira, e finalizar, fazendo a boca do balão mais raiada possível. Claro que nem sempre tínhamos o dinheiro para as folhas papel de seda e para a cola, então corríamos atrás de papel jornal árabe, que era quase tão fino como o papel de seda. Mas quando a turma arrumava dinheiro, era o papel de seda mais colorido que ia para o céu. Xadrez, listrado, multicolorido. Eram tardes de sol, sem vento. Acendíamos a tocha como quem acende uma chama para a cerimônia dos espíritos pagãos. Esperávamos o ar quente do fogo fazer seu trabalho e encher o balão, deixando-o leve. Ao começar a flutuar de nossas mãos, nossa esperança o inflava ainda mais, e nos preparávamos para o mais longínquo voo, junto às quase inexistentes nuvens do céu. Era uma emoção pura, alegria verdadeira e sonho daquela infância.

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p.s.: A mais tenra lembrança que tenho deles, foi no dia em que o Brasil se sagrou campeão na copa do mundo de futebol de 70. Nunca, nunca vi tanto balão nos céus de São Paulo. Aliás, não se via céu, viam-se balões e pequenos espaços azuis, num tom de fim de tarde. Lembranças distantes e tão vivas.

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Dá o troco aí, meu !

É só a gente andar por essa cidade de São Paulo para perceber o quanto estamos distantes de ser um país preparado para nossas responsabilidades. A condição de cidadão é algo desconhecido para certas pessoas. É só ver no seu trabalho, no seu prédio, num restaurante e até mesmo dentro de um ônibus. Senão vejamos, aquele ser que ocupa um lugar de destaque no meio do coletivo, sentado em sua nobre cadeira com uma cortininha por detrás, chamado de cobrador…enfim, aquele sujeito que possui o ofício de ver pessoas passando com seus bilhetes eletrônicos, nas catracas eletrônicas, e que fica com cara de “quadro de sala que retrata uma paisagem caipira”. Em vários anos de uso de transporte público, tanto para trabalho como passeio, nunca vi senão somente um, eu disse somente um, desses referidos expoentes da amabilidade serem solícitos com quem pede apenas uma informação. E claro, quem pede informação não sabe do que está perguntando, óbvio. Então, esse ser iluminado por essência, sequer olha para seu inquiridor e vomita de cabeça baixa ou olhando para o infinito descaso, falando bem baixinho: no szdruvis ponto, isso mesmo numa língua que requer um decodificador. Mas hoje foi um dia em que não me contive. Eram três pessoas que queriam pegar o metrô linha azul. E o meu Mercedes estava por passar, no próximo ponto, pela entrada da Estação São Bento. Essas pessoas não conseguiram ouvir o que o dito-cujo disse, erradamente, inclusive, mandando os três para a Estação da Luz. Tive um acesso de fúria e expliquei em voz alta o itinerário correto aos perguntadores, que sorrindo agradeceram. Pensem meus queridos leitores, leitoras, GLBT’s  e, especialmente minha querida leitora Ana Cristina. De que forma estaremos atendendo as pessoas que virão nos visitar na copa do mundo e nas olimpíadas? Nos países mais civilizados as pessoas costumam andar de ônibus e metrô como forma de locomoverem-se com mais eficiência. Mas e quando estiverem aqui e tiverem, por exemplo, de ir para o periférico Itaquerão? Vão perguntar para tipos como esse com que me deparei hoje? Que pena. A falta de educação que vem sendo perpetuada por décadas desenvolveu personagens bizarros assim. Gente rústica, sem elam social, parecendo bichos do mato, rosnando. E segure no ferro, senão o chão é o destino. Próxima parada…sabe lá Deus.

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p.s.: desculpem me os improváveis cobradores que porventura leiam este singelo texto, mas acho que seria bom vocês voltarem para seu habitat natural…logo.

Lula e Maluf…um amor bandido

Queridos leitores, leitoras e GLBT’s, perdoem-me mas estou num projeto que acredito será muito bom para a cidade de São Paulo. Por isso minha ausência. Mas estou em pensamento com todos. Só não poderia deixar de tocar em dois assuntos que me deixaram rindo, rindo demais. O primeiro, sem dúvida, foi a aliança de Lulla e Maluf. Enfim os dois iguais se juntaram. Caiu a máscara do ditador da esquerda e do corrupto mor Maluf, que depois do Mensalão tornou-se caso de juizado de pequenas causas. Os paulistanos estamos fudidos com essa dupla. Mas vale a cena dantesca que toda a imprensa publicou. E claro eu não poderia deixar de repercutir. Estamos juntos.

 

Rubinho…olha ele aí gente…

E não é que o Rubinho já está reclamando do carro da fórmula Indy??? Bem, prefiro não comentar mais nada…

p.s.: obrigado pela presença sempre…

Procura-se

Procura-se piloto de automóveis. Obrigatório possuir vontade de vencer, não usar lamentações para erros, desvantagens e quaisquer outros infortúnios nas corridas ou treinos. É necessário experiência com tecnologia embarcada, acerto de motores, escolha de pneus e, principalmente, a hora de ir pra cima. Caso você que é candidato possua algum tipo de receio quanto a fungar na traseira dos outros pilotos, esqueça porque essa vaga não poderá ser sua. Os candidatos devem enviar seus currículos para a Scuderia Ferrari, Maranello-Itália, aos cuidados de Stefano Domenicali. Importante: a vaga é para segundo piloto, porque a primeira já está ocupada por mãos mais competentes…

p.s.: quando fui fazer meu exame de volante no detran, reclamei com meu instrutor sobre as condições do carro em que eu iria fazer a baliza, ao que ele prontamente me disse no vernáculo conhecido: “para o mau fodedor até os culhões atrapalham”…é isso aí Roberto, valeu a dica…

Espanha, go home !

A Espanha está precisando levar um belo chute na bunda! Ops., usei uma frase já batida, mas tudo bem. As autoridades espanholas estão se valendo de regras da UE para maltratar brasileiros em seu solo aeroportuário. Tudo bem que nem todos os brasileiros que vão para lá pensam em curtir somente as “delícias” de Barcelona ou Madri, mas daí a você humilhar pessoas é outra história. Bandido deve ser tratado como bandido, picareta como tal, mas pessoas honestas e sérias não devem receber esse tipo de agressão pessoal. Há tempos que os “educados” espanhóis, dignos de histórias lastimáveis quanto ao seu próprio povo, agem de maneira canhestra contra cidadãos brasileiros que lá desembarcam. Deve vigorar por nossa parte, os “macacos”, igual tratamento aos cidadãos espanhóis que tentam se aboletar em terras brasilis. Creio que o Ministério das Relações Exteriores deve ter um posicionamento mais rude com relação a essa situação. Afinal se trata de facetas de soberania, igualmente. E cá entre nós, essa turma nunca foi das mais simpáticas e amigas. O interesse espanhol no Brasil vai além de Santander e Telefônica, embora só isso já represente uns 10 % do PIB espanhol. Por aí já se tem uma idéia da importância ínfima que esse produtor de azeite falsificado tem e da importância que nós temos. A Europa precisa cair em si quanto ao seu tamanho e importância atuais. Não se fazem países pela história, mas por sua importância geo-econômica. O pé na bunda (olha eu outra vez aí gente) que a hermana Cristina deu na Repsol, expropriando seu controle majoritário na YPF, foi também um duro golpe na Espanha. E nessa circunstância econômica que atravessa as vértebras européias, isso é um golpe mortal, tendo em vista o volume de recursos que são transferidos em forma de lucro daqui para lá. Caso igual é o das ilhas Falklands/Malvinas, em disputa por Inglaterra e Argentina. Será que alguém acredita mesmo que algum desses requerentes está mesmo preocupado com seus moradores? Claro que não, é apenas o petróleo que borbulha do subsolo das ilhas que interessa, e não é pouco não. Dito isso, creio que o governo brasileiro deve começar a pressionar a Espanha para que trate nossos compatriotas com mais esmero e pompa, afinal tem muito toureiro aqui louco para ganhar um pé na bunda também.

p.s.: respeito a gente conquista na moral, mas se assim não der vai na porrada mesmo…

Zé Bonitinho

Assistindo ao CQC segunda pude ouvir uma das frases mais cafajestes dos últimos anos, da boca de ninguém menos do que Neymar, o menino travesso do Santos e substituto de Pelé. Ao que parece na eloquência. Em dado instante inquirido por Marcelo Tass sobre já haver transado, ou mais modernamente “pegado”, (com) meninas feias, Neymar, o galã da baixada, proferiu a seguinte frase: “De vez em quando a gente faz uma caridade”. Vejam meus queridos leitores, leitoras e GLBT’s a virtuosidade desse substituto natural de Pelé. Ele costuma fazer caridade ao pegar meninas feias. Que bonitinho, não. Aliás lindo, não? Tudo bem, é um moleque deslumbrado, mas há tempos atrás já levou uma bela bordoada de Eike Batista, mas pelo visto não aprendeu. Pessoas são pessoas, mistura de anseios, sonhos, sentimentos, verdades. Se pensa dessa forma com essa idade, quando já deveria ter aprendido, imagina quando estiver ainda mais rico e famoso? Vai fazer como “Um Príncipe em Nova York”…”alteza posso desfrutar do seu pênis real?”. Pô cara, já temos um Pelé e chega. Mais do que isso é dose para um império, não um país. E meninas, caso alguma de vocês seja leitora do meu blog, o que eu duvideodó, aprendam. Quer dar, dêem à vontade, mas escolham o traste que vão fazer de vocês mais uma piada no seu curriculo. Acordem para a vida. Ser rico é bom? É. E que mais? Só isso? Então não vale a pena, sinto muito.

p.s.: será que a foto acima merece p.s…?

50.000

Nem deu tempo de comemorar e já passou. Atingir 50.000 leitores é muito bom, é bom demais. Obrigado, de coração. Escrever é algo mais do que somente dizer. E todos vocês que me acompanham são a razão mais importante deste blog SaborDigital. Agradeço ao meus leitores, leitoras e GLBT’s, sempre comigo, sempre compartilhando idéias. Valeu. Estamos juntos, misturados. Grande abraço.

Comunistas safados

1. E a comunistada está a mil. O podre, corrupto e vigarista MST está invadindo outra vez. Sabe por que? Por que é ano de eleição, e os cangaceiros recebem dinheiro do governo, nosso dinheiro, para doutrinar ignorantes, imbecís e bandidos para fazer exatamente isso nessa época.

2. Cristina Kirchner mandou expropriar a YPF, a ex-petrobrás deles, que estava nas mãos da Repsol, da Espanha. O governo espanhol disse que se a Argentina tomasse qualquer medida contra o interesse jurídico da empresa seria considerado um ato contra a própria Espanha. Bem, vamos fazer as contas…agora já são três países europeus que querem acabar com o tango. Inglaterra-Malvinas, Itália-Divida Externa, Espanha-YPF. A continuar assim Cristina vai ter que ir passar férias na Bolívia ou na Venezuela. Se o Pinguim já era um picareta, a mulher dele então…

3. Aproveitando o assunto vermelho…Massa logo, logo estará fora da Ferrari…alguém se candidata à vaga?

p.s.: a foto acima não possui referência alguma com o texto, é só para deixar o blog mais bonitinho…hehehe…