Toda forma de amor vela a pena?

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Sim, vale! Claro que não é de hoje as diferentes experiências na arte do amor por homens e mulheres. O que está em jogo é o ser feliz. Acredito que vale a pena investir nisso, naquilo que nos une ao Sagrado. Ou alguém ainda acredita que Deus é tão somente homem ou mulher? A Criação, seja ela darwiniana ou não, segue um curso livre e evolutivo em diversas direções, quer queiramos ou não. E pra começar a conversar, deixemos de lado os dogmas religiosos, afinal religião alguma foi boa o suficiente para nos tornar felizes e completos. Diante disso, estamos por nossa própria conta e risco diante do evolutivo humano. E não são poucos os conflitos vistos a olho nu por aí. Religiosos, raciais, sexuais e humanos. E quando digo humano refiro-me a poder pátrio, tribal, patriarcal e, inclusive, matriarcal. Tudo isso nos opõe ao desejo individual de ser feliz, porque o indivíduo jamais possuirá razão perante essas instituições civilizatórias. E antes que alguém adivinhe do que quero falar, já adianto que não é de Pablos ou Thammys, porque esses possuem um inconformismo diferente da razão humana. Não quero falar do grotesco, mas do mundo das sensações e da felicidade humana.

A história está repleta de pessoas que possuíam atração sexual por pessoas do mesmo sexo e, em sua maioria, constituíram-se do que costumamos chamar de pessoas de bem. Tiveram uma vida normal, um trabalho e, ao que se sabe, foram felizes em suas escolhas. E o que eu quero dizer com isso? Que toda essa avalanche que estamos vivendo sobre opções sexuais, até o limite do grotesco e da lei, na verdade quer dizer mais sobre política do que pessoas. A política está usando pessoas para fazer valer sua ideologia. E isso é bom ou ruim? É péssimo, porque não estamos falando de liberdade e espaço individual de verdade, mas de uma vertente humana para apoiar gente que sequer gosta de quem transpõe limites individuais. Basta ver a história. Lamentável que muitos ainda estão caindo nessa arapuca.

Mas quero voltar ao assunto liberdade individual e sexual de cada um. Não somos todos iguais, espero que concordem, por isso temos muitas e infinitas variáveis de anseios, desejos e vontades. E volto a dizer que não falo de parafilias ou desvios de personalidade, que normalmente são criminosos, mas de pessoas que querem apenas serem felizes. E por que não ao lado de quem queremos e achamos que podemos ser felizes, seja homem ou mulher? Por que ainda estamos atados à uma caduca ideologia religiosa que foi sendo moldada de acordo com as vontades de reinantes e religiosos, que puseram-se a interpretar o que lhes convém. Aliás, até hoje, não é irmãos? Como ser humano não vejo sentido estarmos ainda discutindo raça, cor ou sexo. Não vejo onde uma pessoa pode ser inferior a outras somente por suas escolhas individuais ou sua raiz. Foi-se o tempo de reis e feitores, ao menos para os lúcidos.

Não posso crer que pais ainda discriminem seus filhos porque eles seguem caminhos diferentes dos seus. Caminhos que eles talvez não tiveram a coragem de enfrentar, ou mesmo não saibam o significado. De todas as formas de relações humanas, o amor é a mais gratuita de todas. Envolve mais que uma vontade, mas apenas o desejo humano de estar presente, de fazer bem, de querer viver junto, de construir algo inédito e tão comum. Sem que a repressão histórica que vivemos há séculos nos imponha formatos ou dogmas de vida ou coexistência. Amar é mais do que fricção ou introdução de órgãos genitais, ou práticas conhecidas de satisfação sexual humana. Amar é transcender tudo isso em nome de algo maior. Se não pudermos entender isso, jamais saberemos o que de verdade o amor. No plano do sensorial não existem regras ou limites. Um sorriso é capaz de dissipar hormônios por todo o corpo e alma. Não importa o que pensam os que nada sentem. Vale o que cada um causa no outro, e se lhe é correspondido. Bens não fazem parte disso, religiões idem, governos muito menos.

Ao longo da vida tive muitos amigos, mas principalmente amigas, que eu via sofrer dilemas infames por suas opções sexuais humanas. A ponto de arrumarem para si próprias desculpas às mais esfarrapadas possíveis, como: “vivi uma desilusão amorosa, por isso parti para isso”. Que loucura tudo o que causamos aos outros, por nossa ignorância ou frágeis costumes. E a que levou tudo isso? A incompreensão de si próprio, desconhecimento e imaturidade humana latentes. Mas acredito estarmos numa trajetória evolutiva humana mais positiva. Não essa pseudo liberdade de ver cenas diversas em novelas, mas no entendimento humano de nossas próprias razões. É possível hoje ver famílias convivendo bem com a diversidade sem que isso seja tornado um fardo inumano, pelo simples fato de enxergar a humanidade em cada um, seja ele próximo ou não. Os dramas grotescos de apresentar namorados ou namoradas fictícios para uma família desconfiada, creio ser coisa do passado, afinal o que ser humano e seus valores tem a ver com a sexualidade limitada? Caráter, seriedade, civilidade, respeito e religiosidade, inclusive, são valores humanos que nos definem como tais, não nosso gosto físico por homens ou mulheres.

Essa encruzilhada civilizatória ocidental pode ser benéfica para o mundo em vários sentidos. Se pusermos-nos a pensar sobre o arrazoado das religiões veremos que ser autênticos é o melhor que pessoas crentes em valores que imaginam professar, porque esses valores são todos humanos. Como ser um padre ou pastor que na verdade finge ser o que não é? Amar nunca foi pecado. Pecado é sim atentar contra a vida, enganar inocentes, se aproveitar de situações, fazer-se melhor que outros quando na verdade sequer somos iguais. Sem dúvida,  as religiões são um travo para que nos tornemos melhores. O que parece um paradoxo, mas não o é.

No Brasil de hoje, a política aflige, a mídia escraviza, as ideologias nos fazem reféns do que não nos pertence. O que nos cabe é a felicidade de ser o que somos. Não precisamos de foros especiais, nem ao menos de agressividade midiática, mas tão somente humanidade, entendimento, razão pela qual existimos. Nossos ancestrais lutavam por sobreviver, hoje devemos lutar por ser felizes, e só. Por mais que as velhas gerações não queiram, estamos num caminho de evolução, sim. E mais. Não podemos confundir valores culturais com valores humanos. Porque as culturas foram estabelecidas por alguém, sei lá quem, e como e porquê. E os valores humanos precisam ser estabelecidos por nós, cada um, sem interferência estatal, divina ou familiar. É necessário que cada um aprenda a ser feliz do seu jeito, e da maneira mais humana possível, com erros e acertos. Ou tem alguém aí suficientemente divino para guiar nossas vontades? Se tiver, que atire a primeira pedra.

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Saudosismo 03

O mundo de uma criança apesar de imaginativamente infinito é geometricamente limitado por sua vivência, por isso os traumas e lembranças nos acompanham por toda a vida. Eu adorava chuva, adorava brincar na chuva. Aliás, quando se é criança brinca-se de qualquer coisa, em qualquer lugar. Mas na chuva minha diversão era fazer barquinhos de papel e colocá-los para flutuar na água que corria no meio fio. E eram muitos barcos, que partiam para nunca mais voltar, porque se perdiam na correnteza. Depois que todos os navios deixavam o cais era hora de pisar em poças d’água. Naquele instante nada mais verdadeiro do que sentir a chuva e pisar nas poças que se formavam. Lembranças que nunca secam em nós…

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p.s.: Da primeira tempestade que trago na lembrança guardo a cena de uma grande escuridão, rápida, agressiva, muitos raios, trovões próximos, uma intensidade que eu nunca tinha visto. Lembro que só eu estava na rua naquele momento, até que vi, ouvi e senti o estalar muito forte de um trovão. Corri para casa e minha mãe já estava rezando para Santa Bárbara, a santa para quem devemos rezar em dias de tempestades.

Saudosismo 02

Agora, muito do que antes fazíamos, é pecado. Soltar balões é uma delas. Algo que era uma alegria hoje é crime, porque os baloeiros tornaram-se profissionais, criaram balões monstruosos com cangalhas de fogos de artifício poderosas e que podem causar acidentes realmente sérios. Mas quando éramos apenas crianças balões eram sinônimo de festas juninas, pipoca, paçoca, pinhão, amendoim, fogueira […] Noites em que São Paulo ainda possuía garoa, frio e vizinhos, que curtiam estar juntos, conviver e se divertir em uma festa de rua. Ficávamos nas noites sem fim à espreita dos balões “apagados” (quando acabava a parafina de suas tochas e seu fogo se exauria) e que ficavam perdidos na escuridão e caiam, caiam até que um de nós, que mirávamos o céu como sentinelas, os recolhesse vitoriosos. Vinham pretos da fuligem do fogo que lhes era combustível, e eram um prêmio à nossa caça noturna. Durante o dia tentávamos comprar o maior número de folhas de papel seda para fazer nossos próprios balões, com orgulho. Balão caixa, peão, charuto, mexerica, todos eram lindos, coloridos e levavam nosso orgulho infantil e aeronáutico. Pulávamos o muro do cemitério para roubar umas poucas velas (espero que não tenhamos deixado ninguém na escuridão…) para as tochas. Depois, era ralar as velas, enrolar num saco de estopa como um rocambole e amarrar com arame que vinham nas caixas de maçãs da feira, e finalizar, fazendo a boca do balão mais raiada possível. Claro que nem sempre tínhamos o dinheiro para as folhas papel de seda e para a cola, então corríamos atrás de papel jornal árabe, que era quase tão fino como o papel de seda. Mas quando a turma arrumava dinheiro, era o papel de seda mais colorido que ia para o céu. Xadrez, listrado, multicolorido. Eram tardes de sol, sem vento. Acendíamos a tocha como quem acende uma chama para a cerimônia dos espíritos pagãos. Esperávamos o ar quente do fogo fazer seu trabalho e encher o balão, deixando-o leve. Ao começar a flutuar de nossas mãos, nossa esperança o inflava ainda mais, e nos preparávamos para o mais longínquo voo, junto às quase inexistentes nuvens do céu. Era uma emoção pura, alegria verdadeira e sonho daquela infância.

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p.s.: A mais tenra lembrança que tenho deles, foi no dia em que o Brasil se sagrou campeão na copa do mundo de futebol de 70. Nunca, nunca vi tanto balão nos céus de São Paulo. Aliás, não se via céu, viam-se balões e pequenos espaços azuis, num tom de fim de tarde. Lembranças distantes e tão vivas.

Saudosismo 01

A Igreja Católica patrocinou nos anos 70 um movimento de chamamento dos jovens que se propagou até meados dos anos 80, através de Encontros de Jovens e que no final tornaram-se as Comunidades Eclesiais de Base, que foram a base para a fundação do Partido dos Trabalhadores. Com princípios religiosos, esses encontros continham uma carga política muito forte e orientação dada diretamente pelo cardeal Arns. Tive a oportunidade de fazer meu primeiro Encontro de Jovens no início dos anos 80, numa comunidade que se chamava Santíssima Trindade, em Osasco/SP. O encontro acontecia num fim-de-semana, incluindo a sexta-feira à noite. Reunindo algo em torno de 200 jovens, num antigo seminário em Pirapora do Bom Jesus/SP, anexo à paróquia da cidade. Toda a estrutura do Encontro era fortemente emocional e significativa. Haviam várias palestras abordando temas como Liberdade, Fé e Política, Amizade, Valores das Coisas, João Batista, Pai e Mãe, Filme da Vida e demais. E por conta dessa carga emocional violenta, empregada com o intuito de mexer profundamente com cada dos jovens que estavam ali, haviam muitas lágrimas, sorrisos, encontros, e aquela vontade profunda de transformar o mundo. O desejo real de mudar a realidade que cada um de nós vivia, em casa e na vida cotidiana. Qual jovem não aspira isso? Claro que me engajei e participei de vários Encontros, já como palestrante de alguns desses temas. Logo fundamos novas comunidades na Capital/SP e em Bragança Paulista/SP. Esse foi um tempo em que a juventude queria dizer algo a mais do que havia pra nós.  Motivos reais e que nos levaram a participar do nascimento do Partido dos Trabalhadores. Razões verdadeiras, honestas e carregadas da esperança cidadã de cada um de nós. Acabara de entrar na faculdade, portanto estava indecentemente careca, mas com toda a força da minha poesia, latente e viva. Foi o tempo que mais produzi poesias, crônicas, ensaios. Tínhamos temas musicais significativos que “embalavam” cada palestra, pequenas lembranças feitas de papel e fitas, almoços e jantares todos em comunidade, onde todos se viam, todos riam, todos possuíam a felicidade latente da juventude, mas que a muitos não acompanhou. Lembro-me de todos com muito carinho, Sonia, Virgílio, Luiz, Álvaro, Hércules, Mário, Célia, Jadir, Neide, Sula, Joaquim, Norival, Carlinhos, Edelucia, Sirlene, Tito, meu parceiraço e, perdoem os que eu não mencionei, todos amigos e queridos, inclusive o padre Pedro, que nunca perdia a oportunidade de me “cerrar” um Carlton, quando não pegava o maço inteiro.

Pirapora

p.s.: Aproveito o tema e me penitencio. Sim, eu participei de vários comícios do PT. Aplaudi Lulla muitas vezes, chorávamos de emoção naqueles comícios, prevendo tudo o que era possível fazer neste país, por este povo tão sofrido e espoliado por coronéis de nordeste e empresários da fiesp. Mas confesso, perdi muito, muito daquilo que eu sempre acreditei, fruto do que o Partido dos Trabalhadores fez nesses treze anos de um governo comprometido com a manutenção do poder e do controle social. Negociatas, corrupção e uma ameaça real à democracia…absolutamente tudo contrário aquilo porque sempre acreditávamos estar lutando…

Brincadeira

Vez ou outra bate aquela saudade dos tempo de infância, das brincadeiras, da criatividade com que fazíamos do dia uma história inesquecível e que carregamos por toda a vida. Um simples jogo de bola parecia a final do campeonato brasileiro. Um jogo de taco, a final do beisebol americano, Um jogo de peão, onde a posse de sua arma era posta em jogo numa cela, era como uma batalha sem fim. E por conta de um inocente jogo de bolinha de gude já vi paus homéricos entre amigos, depois de vigorosas estecadas entre bolinhas de gude que jogavam-nas para bem longe do campo de disputa. Sem falar n a nossa mais esperada brincadeira, o esconde-esconde, quando as meninas partilhavam sua companhia. E vez ou outra, ficávamos escondidos juntos com a menina que dominava nossos sonhos, com uma real possibilidade de pegar em sua mão e ver seu sorriso bem de perto. Não sou saudosista, mas lembrar desses instantes da infância melhoram minha expectativa de que um dia voltaremos a lidar assim uns com os outros. Brincar, brigar, rir, chorar, viver. Nenhuma tecnologia de hoje é capaz de trazer à tona emoções tão gostosas. Andar na chuva, empinar uma pipa, enxergar o futuro como algo tão distante que mal havia neurônios para alcançá-lo. Isso parece papo de velho, mas na verdade quando a gente consegue se ver assim tão distante, e somente assim, é que podemos calcular o quanto mudamos o rumo daquilo que era nosso objetivo. Eu gostaria de voltar a ser criança pelo simples gosto de rir sem razão, e de dizer para a aquela menina que se escondia comigo nas brincadeiras de esconde-esconde, que eu adorava estar ali com ela, vendo seu sorriso de criança.

p.s.: a cada dia nos distanciamos mais da essência humana…

Nelson Rodrigues

Desde que iniciei a frequentar teatros e rodas de discussão de textos, bem antes do meu tempo de faculdade, ouço falar de William Shakespeare, como sendo o grande mestre da dramaturgia mundial. E as meninas do sexo masculino e feminino com quem convivi eram fissuradas por interpretar suas obras. E comportavam-se como se estivessem no cio ao declamar suas estrofes de padrão inglês. Espero que poucos entendidos de teatro estejam lendo este post, porque eu vou ser bem franco: eu não gosto de Shakespeare! Pronto, falei. Revelarei uma razão do porquê disso. Atende pelo nome de Nelson Rodrigues. Podem me chamar de herege do teatro ou do que quiserem, mas para mim Nelson Rodrigues é o cara. Sua obra carrega um valor tão profundo de humanidade que é difícil não enxergar facetas de todos nós em cada um de seus personagens. E essa humanidade é tão calma quanto ruidosa. Tão verdadeira quanto cínica, tão virgem quanto prostituta. Nelson sabia lidar com a entranhas humanas como ninguém. Não têm essa coisa de “ser ou não ser”, tem o “sou mesmo, porra”. Isso é verdadeiramente humano e visceral. Particulamente eu não gosto muito de efemérides, mas vou fazer uma excessão para o gênio da dramaturgia humana. Com Nelson Rodrigues é possível enxergar o perfume do sorriso ardente e a cólera da dor insana. Prefiro tê-lo como um mensageiro das angústias que deliciam a alma. Aos críticos de sua humanidade antropofágica e colérica, cito que a lágrima de apenas um olho pode mostrar que Nelson Rodrigues é o melhor que nós, púdicos brasileiros de famílias tradicionais, podemos tentar ser.

p.s.: algumas frases do mestre…

“O pudor é a mais afrodisíaca das virtudes”

“O dinheiro compra até o amor verdadeiro”

“A mulher ideal deve ser dama na mesa e puta na cama”

“Amar é ser fiel a quem nos trai”

“Toda mulher bonita,é namorada lésbica de si mesma”

“O brasileiro não está preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade”

“Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura”

“Os herois morrem em combate. Não da tempo ao destino de fraga-los na cama ou na cadeira de balanço!”

Do lado direito…

Sinceramente não estava com muita inspiração para escrever hoje. De manhã briguei com o gerente do banco, não almocei, e tinha uma reunião importante à tarde. Cheguei há pouco. Contente com o resultado da reunião, mas com fome e louco para ir para casa. Mas um fato me chamou a atenção. Ao passar pela avenida Indianópolis à tarde, vi várias, muitas meninas com suas pernas à mostra e seus corpos sensualmente curvilíneos à espera de alguém que os toque e os compre. Particularmente eu nunca paguei para uma mulher a fim de desfrutar do seu corpo ou de seus gemidos. Não que eu seja contra, apenas não precisei e não quis. Acho essas meninas extremamente eróticas e sensuais e não teria o menor problema em transar com algumas delas, mas nunca rolou de verdade algo que me levasse a uma situação dessas. Mas é estranho, em plena luz da tarde, naqueles momentos de puro tédio humano deparar-nos com felizes (ou não) e famosas mariposas do amor. Devo esclarecer que as meninas que na verdade são meninos também pululam por lá, mas só que umas de um lado e outras do outro da avenida. E essa coisa de profissão mais velha do mundo é interessante. Eu seriamente não acredito que alguém se prostitua só por grana. Acho que tem mesmo que gostar de dar, e dar muito. Situações em que um desconhecido, por vezes asqueroso, deita-se sobre você e possui teu corpo sem o menor cuidado ou carinho. Simplesmente com o único propósito de satisfazer instintos animais, que creio de ambos. Não dá para aguentar uma situação assim e dizer que não gosta, é impossível. Fetiche é fetiche. Tesão é tesão. Mas sexo assim é algo que vai além disso. Mas não vou polemizar. Dá que quer e o que quer. Apenas fiquei observando meninas no meio de tarde oferecendo seu corpo de maneira tão singela que fiquei com vontade de escrever esse post para vocês.

p.s.: este post é em homenagem às moças de Indianópolis, seus desejos e seus sonhos mais puros, e também por seus atos mais devassos…