Toda forma de amor vela a pena?

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Sim, vale! Claro que não é de hoje as diferentes experiências na arte do amor por homens e mulheres. O que está em jogo é o ser feliz. Acredito que vale a pena investir nisso, naquilo que nos une ao Sagrado. Ou alguém ainda acredita que Deus é tão somente homem ou mulher? A Criação, seja ela darwiniana ou não, segue um curso livre e evolutivo em diversas direções, quer queiramos ou não. E pra começar a conversar, deixemos de lado os dogmas religiosos, afinal religião alguma foi boa o suficiente para nos tornar felizes e completos. Diante disso, estamos por nossa própria conta e risco diante do evolutivo humano. E não são poucos os conflitos vistos a olho nu por aí. Religiosos, raciais, sexuais e humanos. E quando digo humano refiro-me a poder pátrio, tribal, patriarcal e, inclusive, matriarcal. Tudo isso nos opõe ao desejo individual de ser feliz, porque o indivíduo jamais possuirá razão perante essas instituições civilizatórias. E antes que alguém adivinhe do que quero falar, já adianto que não é de Pablos ou Thammys, porque esses possuem um inconformismo diferente da razão humana. Não quero falar do grotesco, mas do mundo das sensações e da felicidade humana.

A história está repleta de pessoas que possuíam atração sexual por pessoas do mesmo sexo e, em sua maioria, constituíram-se do que costumamos chamar de pessoas de bem. Tiveram uma vida normal, um trabalho e, ao que se sabe, foram felizes em suas escolhas. E o que eu quero dizer com isso? Que toda essa avalanche que estamos vivendo sobre opções sexuais, até o limite do grotesco e da lei, na verdade quer dizer mais sobre política do que pessoas. A política está usando pessoas para fazer valer sua ideologia. E isso é bom ou ruim? É péssimo, porque não estamos falando de liberdade e espaço individual de verdade, mas de uma vertente humana para apoiar gente que sequer gosta de quem transpõe limites individuais. Basta ver a história. Lamentável que muitos ainda estão caindo nessa arapuca.

Mas quero voltar ao assunto liberdade individual e sexual de cada um. Não somos todos iguais, espero que concordem, por isso temos muitas e infinitas variáveis de anseios, desejos e vontades. E volto a dizer que não falo de parafilias ou desvios de personalidade, que normalmente são criminosos, mas de pessoas que querem apenas serem felizes. E por que não ao lado de quem queremos e achamos que podemos ser felizes, seja homem ou mulher? Por que ainda estamos atados à uma caduca ideologia religiosa que foi sendo moldada de acordo com as vontades de reinantes e religiosos, que puseram-se a interpretar o que lhes convém. Aliás, até hoje, não é irmãos? Como ser humano não vejo sentido estarmos ainda discutindo raça, cor ou sexo. Não vejo onde uma pessoa pode ser inferior a outras somente por suas escolhas individuais ou sua raiz. Foi-se o tempo de reis e feitores, ao menos para os lúcidos.

Não posso crer que pais ainda discriminem seus filhos porque eles seguem caminhos diferentes dos seus. Caminhos que eles talvez não tiveram a coragem de enfrentar, ou mesmo não saibam o significado. De todas as formas de relações humanas, o amor é a mais gratuita de todas. Envolve mais que uma vontade, mas apenas o desejo humano de estar presente, de fazer bem, de querer viver junto, de construir algo inédito e tão comum. Sem que a repressão histórica que vivemos há séculos nos imponha formatos ou dogmas de vida ou coexistência. Amar é mais do que fricção ou introdução de órgãos genitais, ou práticas conhecidas de satisfação sexual humana. Amar é transcender tudo isso em nome de algo maior. Se não pudermos entender isso, jamais saberemos o que de verdade o amor. No plano do sensorial não existem regras ou limites. Um sorriso é capaz de dissipar hormônios por todo o corpo e alma. Não importa o que pensam os que nada sentem. Vale o que cada um causa no outro, e se lhe é correspondido. Bens não fazem parte disso, religiões idem, governos muito menos.

Ao longo da vida tive muitos amigos, mas principalmente amigas, que eu via sofrer dilemas infames por suas opções sexuais humanas. A ponto de arrumarem para si próprias desculpas às mais esfarrapadas possíveis, como: “vivi uma desilusão amorosa, por isso parti para isso”. Que loucura tudo o que causamos aos outros, por nossa ignorância ou frágeis costumes. E a que levou tudo isso? A incompreensão de si próprio, desconhecimento e imaturidade humana latentes. Mas acredito estarmos numa trajetória evolutiva humana mais positiva. Não essa pseudo liberdade de ver cenas diversas em novelas, mas no entendimento humano de nossas próprias razões. É possível hoje ver famílias convivendo bem com a diversidade sem que isso seja tornado um fardo inumano, pelo simples fato de enxergar a humanidade em cada um, seja ele próximo ou não. Os dramas grotescos de apresentar namorados ou namoradas fictícios para uma família desconfiada, creio ser coisa do passado, afinal o que ser humano e seus valores tem a ver com a sexualidade limitada? Caráter, seriedade, civilidade, respeito e religiosidade, inclusive, são valores humanos que nos definem como tais, não nosso gosto físico por homens ou mulheres.

Essa encruzilhada civilizatória ocidental pode ser benéfica para o mundo em vários sentidos. Se pusermos-nos a pensar sobre o arrazoado das religiões veremos que ser autênticos é o melhor que pessoas crentes em valores que imaginam professar, porque esses valores são todos humanos. Como ser um padre ou pastor que na verdade finge ser o que não é? Amar nunca foi pecado. Pecado é sim atentar contra a vida, enganar inocentes, se aproveitar de situações, fazer-se melhor que outros quando na verdade sequer somos iguais. Sem dúvida,  as religiões são um travo para que nos tornemos melhores. O que parece um paradoxo, mas não o é.

No Brasil de hoje, a política aflige, a mídia escraviza, as ideologias nos fazem reféns do que não nos pertence. O que nos cabe é a felicidade de ser o que somos. Não precisamos de foros especiais, nem ao menos de agressividade midiática, mas tão somente humanidade, entendimento, razão pela qual existimos. Nossos ancestrais lutavam por sobreviver, hoje devemos lutar por ser felizes, e só. Por mais que as velhas gerações não queiram, estamos num caminho de evolução, sim. E mais. Não podemos confundir valores culturais com valores humanos. Porque as culturas foram estabelecidas por alguém, sei lá quem, e como e porquê. E os valores humanos precisam ser estabelecidos por nós, cada um, sem interferência estatal, divina ou familiar. É necessário que cada um aprenda a ser feliz do seu jeito, e da maneira mais humana possível, com erros e acertos. Ou tem alguém aí suficientemente divino para guiar nossas vontades? Se tiver, que atire a primeira pedra.

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O Quinto dos Infernos

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A política deveria ser a prática de conduzir interesses através de negociação sadia e civilizada, em que as partes envolvidas, concordando ou não, não devem perder de vista o interesse primeiro e comum da sociedade. Mas ao longo do tempo, no Brasil, temos tido muitas distorções sérias nesse departamento. Não podemos negar que a base de nossa civilização deu-se por uma formação capenga de valores nacionais, o que nos expôs a tentações que até hoje movimenta de forma criminosa nosso país.

A Coroa Portuguesa pouco se importava com que fazíamos aqui, contanto que seu dote fosse regiamente enviado, a fim de suprir as necessidades da nobre Corte Lusitana. Para cá mandaram feitores de tributos a fim de arrecadar impostos e outros derivados da terra, por justa causa, mas numa proporção até hoje desavergonhada, e esses nos impuseram essa maldita prática do “por cento que me pertence”. Além dos “Quintos dos Infernos”, havia intoleráveis abusos, que até hoje são praticados pela geniosa Receita Federal.

A quase secreta “lista vip” com que o governo federal protege seus colaboradores mais próximos, em torno já de 6 mil nomes, foi criada no governo socialista do PT, mas seguiu uma linha já traçada anteriormente por FHC e seu Everardo Maciel. A Coroa Portuguesa, através de seus coletores de impostos, também tinha lá os seus protegidos, que serviam aos interesses desses, até com as “Xicas da Silva”.

O nosso nobre Tiradentes foi morto e esquartejado simplesmente porque se revoltou com a absurda carga tributária que havíamos de pagar à nossa matriz, sem que essa nos desse o devido respeito em termos de “serviços públicos”. Parece piada, mas o Brasil, 200 anos depois de Tiradentes ainda é o paraíso dos governos incapazes e corruptos que jamais tiveram preocupação com seu povo verdadeiramente. Nossa lista de líderes mais parece uma piada de mau gosto do que de fato merecemos. E o pior, é que os mais populares foram os mais canalhas. Getúlio, Jânio, Lula, Ademar, Collor, Sarney, enfim. Seria demais listar todos os grandes vultos da nossa história de corrupção.

Hoje quem entra na política na maioria das vezes sequer sabe do que se trata. Alia-se a outros que possuem a prática de fraudar os interesses da população e tentam se tornar vítimas quando são pegos em alguma operação da PF. E os que gravitam ao redor dela, idem. Os grandes bancos, os grandes empresários, a elite que deveria ser partícipe dos destinos do país, é igualmente corrupta e bem pouco nacionalista. Preferem gastar seus tostões na Europa ou EUA. Basta ver os envolvidos na Operação Zelotes da PF. É de dar vergonha.

Nosso sofrimento vem do Império, aumenta com a República, que foi somente um golpe na Monarquia para a tomada do poder, e perpetua-se até hoje na malfada Nova República, que cultiva os velhos hábitos de corrupção com muito mais ânsia do que outrora. As grandes fortunas deste país não foram feitas com o suor do trabalho de seus poderosos donos, mas com a conivência de governos, cartórios, juízes e matadores. Como não ter um país devastado pela corrupção?

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Temos a oportunidade de mostrar aos brasileiros que é possível mudar essa história. Lula foi julgado hoje em segunda instância, sob aspectos indiscutíveis de corrupção e desvio de conduta no cargo de Presidente da República. É triste, mas o fato de ser alguém como ele, pode ser um sopro de virtude que venha a se instalar dentro de nossas fronteiras. Houve crime, sim. Houve desvios, sim. Há uma tentativa de se fazer o que foi feito até hoje por todos os que frequentaram o poder: enganar o povo. Mas creio que em uns 200 anos conseguiremos mudar nossa história para algo que nos torne merecedores de um lugar sério no mundo, não apenas ser o país da corrupção e da impunidade.

República da Corrupção

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Parece uma tragicomédia, mas a verdade é que tanto Esquerda quanto Direita possuem ideologias idênticas quando o assunto é corrupção. Ao menos no Brasil. Desde sempre, os paladinos da liberalidade e os outros do estado dominante, são partícipes de inúmeras falcatruas que vem, pouco a pouco, destruindo a esperança do povo brasileiro num país que proporcione a empresários ou não, um futuro mais alegre e menos dividido por mentiras ideológicas.

Mas aí a liberdade de expressão trouxe a possibilidade de replicar outras ideologias e belos discursos, que fulminaram o crédito das desgastadas elites empresarial e política, e que tornaram-se uma espécie de ventríloquos do impossível. Novos personagens, inventados pelo desejo de mudanças, surgiram afirmando que tudo o que desejávamos era possível e estava ao alcance de todos, indistintamente. Assim suas fileiras foram engrossando em número, mas não em qualidade política.

E após um hiato descuidado dos eleitores, com Collor de Melo, a Esquerda multiplicou sua permanência no poder, culminando com a eleição de um sindicalista-caricato, alçado à condição de chefe do país da desesperança, mas que soube replicar anseios e capitalizar uma esperança que veio a tornar-se um terrível pesadelo para o país. Seus mandatos e sua continuidade, com a primeira mulher presidente do país, resultaram no maior escândalo de corrupção institucional já visto no mundo, com cifras que deixaram boquiabertos muitos dos que não criam até onde uma quadrilha da Esquerda seria capaz de chegar. E pior, sempre escoltada pelo que de pior foi produzido pela Direita.

O sociólogo FHC e seu parceiro Lulla da Silva, fizeram um teatro de horrores na gestão de um país de analfabetos. Os desdentados que sempre esperaram por um “salvador da pátria” viram-se diante da incapacidade de coexistência entre seriedade e administração pública. Nada que espante os mais avisados sobre as consequências de tais aventuras ideológicas. O populismo e o assistencialismo reinaram absolutos por anos a fio, sem que as questões de vital importância, como a manutenção dos pilares de sustentação econômica fossem notados. A corrupção alastrou-se nas mãos famélicas dos petistas, que jamais haviam visto tanto dinheiro e poder num só lugar.

A volta da quadrilha mor do PMDB ao poder tornou-se a continuidade do pesadelo para os milhões de desempregados e empregados. Reformas Trabalhista e Previdenciária a toque de caixa, típico de governos incautos e mal intencionados. E no meio disso tudo, claro, surgem os oportunistas da insanidade alheia. Reflexo da corrupção sem freio que vivemos há séculos. O pior dos mundos encontra-se sob nosso olhar de eleitores ávidos por decência, mas não a vemos. Lula e Bolsonaro lideram, por enquanto, um pleito viciado desde sua expectativa. A corrupção nos deixa cegos e loucos.

Um presidente inteiramente desconfortável em sua posição, sequer consegue nomear gente com capacidade de verdade. Está refém de partidos, quadrilhas, ideologias do absurdo. Logo cessará sua má experiência de poder. Resta saber se a Operação Lava-Jato surtiu algum efeito em nós, eleitores, pagadores de impostos, donos do Brasil. Ou será mais um capítulo sem gosto do desgosto de nossa história.

Homens, mentiras, ideologias, sacrilégios. O que estão fazendo de e com nós? Somos reféns de nossa própria ignorância e desvirtude. Somos os fiéis que se encantam com pregações sem nexo e verdade. Somos seguidores de um bando que nos assalta sem armas, mas que mata muitos de nós, milhares, às dúzias. A corrupção que se desnudou por estes tempos é o mais cruel retrato do que temos de enfrentar. Na Lei ou na bala, se for o caso. Perpetuamente.

Uma farsa chamada República

CRIANÇAS COM BANDEIRA DO BRASIL

Não há a menor dúvida de que a Monarquia Brasileira sofreu um golpe, no fatídico ano de 1889. Escravocratas, Latifundiários, Igreja e Maçonaria aliaram-se aos militares para praticar um ato que até hoje revela sequelas sociais e políticas no país. O sistema republicano jamais entregou o que prometeu ao povo: igualdade. Não é à toa que desse golpe fundou-se a República dos Estados Unidos do Brasil, uma paródia dos americanos, que sempre foram o padrão para nossos simplórios padrões. Os “corajosos” militares brasileiros e uns poucos espertalhões conseguiram ludibriar o povo que daquela quartelada em diante o Brasil seria de todos e não mais da realeza brasileira e súditos.

E até hoje continuamos a ser enganados pelos mesmos mentirosos de ontem. Fazem-nos engolir metáforas enquanto usurpam do poder, como o fazem há 128 anos. Impingem-nos um regime que nada tem a ver com a sociedade brasileira. Uma república só dá certo num país que possui uma elite séria, e creio concordamos, não é o nosso caso. E pior, um sistema presidencialista só atende à essa mesma elite, viciada em privilégios públicos, acostumada a esgaçar o tecido social com reformas que nos tiram apenas direitos e preservam fielmente os deveres similares ao trabalho escravo.

A República dos Estados Unidos do Brasil, ou República dos Rothschild, como querem alguns, apenas dividiu entre si o que lhes interessava, e jogou os restos para o povo pobre e cativo de sempre. Os militares, à frente seu marechal Deodoro, mostrava que os interesses do poder e do dinheiro sempre são considerados aos interesses nacionais. A covardia e a corrupção são uma constante nesses que sempre estiveram presentes nos trágicos destinos do país, e nos maus dias. E são soberbos em privilégios desde sempre. O absurdo e assassino extermínio chamado de guerra do Paraguai e a vergonhosa recusa do Exército de não ir para o front na Segunda Guerra Mundial (quem foi lutar foram outros brasileiros, que sequer eram soldados), mostra que a força sublima Deodoro em suas máximas, até hoje.

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O plebiscito de cartas marcadas, feito em 1993, mostrou que as elites do Brasil, as mesmas de 1889, ainda estão ativas e continuam a não querer que sejamos livres e recusam-se a nos permitir desfrutar da tal igualdade que a proclamação da república prometeu ao povo. Os escravocratas e latifundiários de hoje apoiam reformas trabalhistas para que continuemos escravos; a(s) Igreja(s), com toda sua verve celestial, apenas nos apascenta o ânimo de lutar pelo que acreditamos; a maçonaria é o braço mais articulado do poder invisível, e quer somente manter-se no topo, seja com PT, PMDB ou PCdoB ou o diabo; e os militares, esses são o retrato do que somos hoje como país: covardes, sem alma e sem brio.

Que República é essa que só fez acentuar as desigualdades sociais e humanas dos brasileiros? Que República é essa que não conseguiu até hoje libertar os cativos, escravos ou não? Que República é essa que renega a maioria dos brasileiros a filas de emprego, hospitais, creches, escolas e à desesperança? Que República é essa que permite no Brasil um nível de corrupção vexatório e sem controle, um Parlamento republicamente corrupto e um Judiciário avesso à justiça para os pobres? Que República é essa que mantem um sistema eleitoral viciado e que elege presidentes sem condições de governar, envolvidos com o pior da “res publica”?

O nosso sistema presidencialista é uma arapuca que foi armada por esses republicanos que veem no parlamentarismo um poder muito “socializado” para seus padrões políticos e econômicos. Afinal é muito mais fácil um presidente emitir uma medida provisória, e auferir um bom dinheiro disso, como sobejamente o fez o semianalfabeto à serviço dos poderosos, Lula da Silva, do que possuirmos um parlamento escolhido entre íntegros e com eles alcançar os objetivos que nos foram impingidos em 1889.

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Mentiras, é só do que vivemos. Palavras mentirosas vindas das mais diversas ideologias. Há pouco um grupo de juristas pediu a extinção de vários partidos porque esses, dizem eles, mentiram e vem tornando nossas vidas algo bem diferente do que nossos verdadeiros representantes deveriam fazer. Pois bem, creio que deveríamos acabar com a República do Brasil, que é uma falácia vergonhosa, e criarmos nós, a sociedade, o povo de verdade, um sistema que contemple a verdadeira liberdade, igualdade e dignidade para TODOS OS BRASILEIROS.

Não queremos ser um império ou uma monarquia, tão menos uma república insolente e nauseabunda. O Brasil exige liberdade para seus filhos e um futuro digno de nós brasileiros, não deles os farsantes da República das Capitanias Hereditárias Unidas do Parlamento, Executivo e Judiciário do Brasil.

 

Propósitos

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Nos bons e velhos tempos de hoje estamos tendo contato com vários coaches profissionais. Parece que há uma febre de gente que quer mesmo influir no destino dos outros, mas não são esses. Os coaches são pessoas que possuem um certo dom para vender suas próprias habilidades e, com toda a paciência do mundo, tentar encontrar em você alguém que ele acha melhor do que você é agora. Mas ao invés dos modernos, quero falar aqui dos velhos coaches, de quem pouco recordamos.

Não era muito incomum ter alguns desses coaches aconselhando sobre a vida, profissão e até sobre nossos diletantes namoricos. Sim, aquele cara que se intitulava seu pai. Podia não ser um coach de primeira, mas não poupava tempo para te ouvir, nem mesmo palavras ou “ações” para te educar para a vida. Ok, que nem todos tiveram esse privilégio. Mas aí entravam os professores (aqueles que não pensavam só em PT e gênero), um padre ou outras figuras dispersas no coletivo, que não possuíam status de orientador.

Mas hoje fala-se muito dessa coisa de propósito – “Qual o propósito de sua vida?”. O mundo real, do dia-a-dia, começa a apoiar-se nos desígnios da natureza, do cosmos e de Deus. E aí voltamos a questionar a nossa tal “felicidade”. Todos querem que sejamos felizes, até os professores de semiótica e mecânica dos fluídos. Todo mundo busca hoje construir uma carreira bem-sucedida, ganhar muito dinheiro para viajar e ajudar a quem necessita e, também, agradar o Deus da sua igreja.

Não sou coach, mas tenho uma péssima notícia para você: não vai dar para ter tudo isso.

Os sempre mal-intencionados gostam de confundir o propósito de Deus com o dos homens. Necessidades diversas que não se coadunam, nem que alguns “messias” o tentem convencer. Não dá para ter propósitos conflitantes e querem chegar num bom lugar. O conflito é característica humana de dúvida, e a razão não persegue a humanidade que existe em nós.

Qual o propósito que une pessoas a fazerem coisas erradas? Um coach do mal, talvez? Um pastor pilantra, um padre libertino ou um professor de gênero duvidoso. Um pai pinguço, um tio pederasta ou um vizinho do babado? Qual o propósito de quem mente para lhe enganar e vender um bom naco do Paraíso? Qual o propósito do partido político que você tanto defende e dos que lá falam do que sequer sabem? Qual o propósito de estudar e tornar-se empregado de uma multinacional sem pátria? Qual o propósito de ter um carro com 500 HP e ter de andar a 50 por hora na esburacada cidade de São Paulo? Qual o seu propósito de vida?

Qual seria o propósito de quem criou o facebook? Juntar pessoas ou fazer delas um espetáculo de mídia com pouca audiência? Muitos dos nossos propósitos hoje são terrivelmente questionáveis. E não seria uma comunidade hippie que nos iria redimir, nem material, nem espiritualmente. No máximo iríamos fumar uns backs e venerar a natureza que irá comover de maneira distorcida. Que propósito temos dentro de nós?

É comum hoje em dia ver pessoas que largaram carreira, família e outros propósitos para dedicar-se a uma vida mais frugal e “feliz”, conhecendo outros propósitos que não os que outrora lhe convinham mais. Longe de mim criticar tais atitudes, a não ser pelo fato do que deixamos lá para trás. Aquelas coisinhas, tipo pessoas, que faziam parte de expectativas comuns, mas que hoje não mais valem a pena porque estamos no caminho da felicidade. E foda-se tudo ou mais.

Vemos propósitos velados e explícitos, mas poucos verdadeiramente humanos. Será que Deus um dia nos mostrou esse seu propósito? Será que ele nos quer ricos e felizes? Qual o propósito que realmente nos une e nos faz trilhar uma pinguela para a felicidade? É tanta informação e desinformação, tantas mentiras de tantos sonhos impossíveis, que não dá para entender o propósito da própria vida. Quem um dia poderá afirmar que seu propósito é o melhor de todos os propósitos para si mesmo?

Bem, saiba que este questionamento não foi de propósito.

Agora são outros 500…

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Para entender um pouco os tempos atribulados de hoje, é preciso voltar aos “anos de chumbo”, quando o regime militar instituiu um formato de repressão que desorientou fortemente as forças políticas que lutavam contra o regime. A forte ação do regime causou a desmobilização de muitos dos grupos que lutavam por liberdade e direito às ideologias que queriam ver implantadas no país. Mas o confronto urbano e no campo deixou sérias sequelas em muitos dos ideólogos desses movimentos. E muitos tornaram-se apenas um discurso, sem a ação necessária. Daí veio a surgir Lula da Silva, um escolhido pelo sistema para fazer parte da transição necessária do poder novamente aos civis. Escolhido à dedo, diga-se. Lula da Silva foi alçado à condição de líder de um sindicato patrocinado pelas poderosas multinacionais automobilísticas, que necessitavam de interlocução forte entre seus milhares de funcionários. Naquele momento não se podia correr riscos.

Alguns renomados uspianos foram destacados para compor o perfil mítico de Lula, para que não houvesse dúvidas de sua capacidade de liderança. Claro que muito teve de ser feito, afinal não bastava ser um líder sindical, era preciso agregar a ele um perfil de “líder social”, capaz de conter abusos num Brasil que deveria voltar a ser “uma democracia civil”. E todo o teatro montado sobre esse verossímil personagem deu resultado. E tanto deu resultado, que até a Igreja Católica, aproveitou-se da proximidade de alguns desses movimentos de resistência, pegou carona na pseudoliderança de Lula e acoplou algumas de suas doutrinas ao discurso dele. E que foi finalizado com a ideologia uspiana de alguns bacharéis sociais, que viram em Lula uma forma de alcançar o poder rapidamente após esse período de exceção, em que os militares não se atreveriam a contestar uma liderança “nascida do povo”.

Daí foi engendrado o que se chama hoje Partido dos Trabalhadores. Um feudo repleto de teóricos bancados pelo Grupo 14 da Fiesp. Grupo de empresas esse que deu muitos recursos para Lula nas negociações coletivas de trabalho, em que ele comandava a categoria como se estivesse regendo uma manada de indivíduos sem noção do que estava por vir, em seu nome. E não dá para dizer que Lula não foi inteligente, ao contrário, ele deu um nó em todos os teóricos da USP, da Igreja e assumiu o controle do PT e dos muitos movimentos de Esquerda que haviam se abrigado no partido.

Começou aí a desestabilização política da Esquerda. Lula e o seu PT chamaram para si a responsabilidade pelas conquistas que todos os movimentos de Esquerda tinham, como ideário. E como muitos desses não tinham liderança suficiente, simplesmente se prostraram diante da liderança maior de Lula e do PT.  Por isso o Partido dos Trabalhadores foi o maior responsável pela desestruturação dos movimentos e do pensamento da Esquerda no Brasil. E essa desestabilização afetou, por mais irônico que possa parecer, também a Direita, já combalida pela perda do poder pelos militares. Ou seja, Lula consegue em uma só tacada, desestruturar a política nacional como um todo. Alguns dos líderes de então correram para recuperar o tempo perdido e tentaram inovar um discurso que pudesse surtir efeito junto a um eleitorado ávido por votar e sentir os ares da nova democracia. O maior “partido” de oposição, o MDB, esfacelou-se em vários grupos que abrigava e mudou de nome para PMDB. Até a ARENA, que era o partido dos militares, tentou tornar-se mais palatável ao eleitorado virando PDS.

A estratégia eleitoral do PT era bem simples “somos contra”. Ao mesmo tempo em que usava “discursos prontos” de um mundo quase utópico. Cativou com isso uma parcela cativa na população. Não importava qual motivo, mas era preciso ser do contra, sempre. O PT, por exemplo, não apoiou o Plano Real, não assinou a Constituição de 88, não participava de governos como aliado, enfim, fez o jogo político para alcançar seu objetivo que era o de chagar ao poder sozinho e sem testemunhas. E para isso contava como seu maior cérebro e que Lula soube usar muito bem, como seu fiel escudeiro, José Dirceu. E coube a esse o fardo de negociar com as elites financeiras e empresariais do país, tranquilizando-as de que nada de ruim seria cometido contra elas, para que dessem enfim seu apoio ao plano do PT de chegar ao poder levando à frente seu líder maior, Luiz Inácio Lula da Silva, que já havia disputado e malogrado várias eleições à presidente. E chegou a hora de Lula encenar seu maior papel na política nacional: a de presidente de república.

E foi como presidente que Lula finalmente mostrou que seus ideólogos estavam errados quanto ao seu caráter. Lula sabia o que queria para si e para seu grupo de domínio, sem nunca esquecer das poucas migalhas dadas aos históricos movimentos de Esquerda que iam com ele aonde fosse. Lula tratou bem de banqueiros e empresários. Montou uma estrutura de financiamento partidário-eleitoral que jamais havia se visto no Brasil. E tudo com o intuito de perpetuar-se no poder e junto com ele o PT. Enquanto isso os combalidos movimentos de Esquerda viam cada vez mais remotas as suas chances de tornarem-se protagonistas de políticas públicas que tivessem o seu perfil ideológico. Sequer podiam discutir novos formatos de política nacional porque Lula e o PT eram hegemônicos e não permitiam dissidentes. E os que foram, foram apedrejados como mercadores de ideologias.

Mas a ganância política de Lula e do PT chegou a tal tamanho que, ter uma maioria congressual não valia tanto. O objetivo era mandar na política como nunca se havia feito. E quem fosse do contra seria varrido do mapa, como Lula chegou a afirmar uma vez, que iria varrer o partido PFL do Brasil. Ou seja, Lula adquiriu a insensatez do poder, o mais maléfico dos defeitos. E assim foi, e assim fez. Mergulhado em denúncias de corrupção, Lula e PT viram-se acuados em sua própria justificativa. Começou aí a desabar o sonho do poder sem limites de Lula, José Dirceu e do PT, e que culminou em sua condenação por quase dez anos de cadeia e muitos dos seus membros a muitos anos mais.

Hoje há alguma tentativa de reorganização da Esquerda, e da própria Direita no Brasil, mas a timidez desses movimentos está baseada em compromissos históricos que jamais serão cumpridos. A Esquerda, tanto quanto a Direita, precisam de uma nova visão sobre o Brasil, que vive um novo contexto histórico, tentando varrer antigos coronéis e velhas lideranças políticas, carcomidas pelo tempo. É preciso que surja uma Nova Esquerda e sim, uma Nova Direita, composta não por idealistas somente ideológicos, mas, principalmente, por pessoas que possuam um nacionalismo febril, que saibam entender os anseios, os novos anseios, da população brasileira. Que possuam um engajamento pessoal em causas que não são suas, mas de milhões. Não dá para ter sociólogos brilhantes ou líderes sindicais atrelados a coronéis da velha política, com fizeram nossos últimos presidentes. Muito menos infiltrar uma liderança sem propósito como Dilma num cenário que não lhe cabia, que não a apetecia.

É preciso que a Esquerda e a Direita construam novas lideranças e que essas se renovem num processo político mais vigoroso e menos acanhado. O Brasil possui espaço para muitas ideologias, mas não para novos líderes de papel ou de fantasia. Lula foi o último dos fantoches do poder, assim como o foram Sarney, Collor, Itamar, FHC, Dilma e agora Temer (quem?). É preciso passar uma linha na história do Brasil. Um meridiano que nos separe para sempre desses tristes séculos de corrupção e descaso com nossa população.

A política precisa evoluir indistintamente de ideologias e formatos. O Brasil de hoje é muito mais complexo do que velhas teorias econômicas ou sociais. Temos que evoluir para um modelo próprio de condução política, que nos dê base para a construção de um futuro menos desigual. Consolidar instituições que nos levem a um controle social maior do que hoje há. Renovar leis, condutas, pactos. E isso só será possível com uma nova política e novos líderes. Projetos de governo que possuam ideologias factíveis com o que vivemos hoje, não somente utopias que fizeram de nós escravos permanentes de um Estado sem propósito público.

CRIANÇAS COM BANDEIRA DO BRASIL

A política deve libertar o Brasil e o nosso povo. Por isso Esquerda e Direita, se é que ainda podemos usar termos tão gastos e distantes da realidade, devem ter um compromisso moral com o futuro deste país e de seu povo. Não podemos abdicar de nosso papel histórico. Os outros já definiram os seus. Cabe a nós definirmos o nosso.

 

Saudosismo 01

A Igreja Católica patrocinou nos anos 70 um movimento de chamamento dos jovens que se propagou até meados dos anos 80, através de Encontros de Jovens e que no final tornaram-se as Comunidades Eclesiais de Base, que foram a base para a fundação do Partido dos Trabalhadores. Com princípios religiosos, esses encontros continham uma carga política muito forte e orientação dada diretamente pelo cardeal Arns. Tive a oportunidade de fazer meu primeiro Encontro de Jovens no início dos anos 80, numa comunidade que se chamava Santíssima Trindade, em Osasco/SP. O encontro acontecia num fim-de-semana, incluindo a sexta-feira à noite. Reunindo algo em torno de 200 jovens, num antigo seminário em Pirapora do Bom Jesus/SP, anexo à paróquia da cidade. Toda a estrutura do Encontro era fortemente emocional e significativa. Haviam várias palestras abordando temas como Liberdade, Fé e Política, Amizade, Valores das Coisas, João Batista, Pai e Mãe, Filme da Vida e demais. E por conta dessa carga emocional violenta, empregada com o intuito de mexer profundamente com cada dos jovens que estavam ali, haviam muitas lágrimas, sorrisos, encontros, e aquela vontade profunda de transformar o mundo. O desejo real de mudar a realidade que cada um de nós vivia, em casa e na vida cotidiana. Qual jovem não aspira isso? Claro que me engajei e participei de vários Encontros, já como palestrante de alguns desses temas. Logo fundamos novas comunidades na Capital/SP e em Bragança Paulista/SP. Esse foi um tempo em que a juventude queria dizer algo a mais do que havia pra nós.  Motivos reais e que nos levaram a participar do nascimento do Partido dos Trabalhadores. Razões verdadeiras, honestas e carregadas da esperança cidadã de cada um de nós. Acabara de entrar na faculdade, portanto estava indecentemente careca, mas com toda a força da minha poesia, latente e viva. Foi o tempo que mais produzi poesias, crônicas, ensaios. Tínhamos temas musicais significativos que “embalavam” cada palestra, pequenas lembranças feitas de papel e fitas, almoços e jantares todos em comunidade, onde todos se viam, todos riam, todos possuíam a felicidade latente da juventude, mas que a muitos não acompanhou. Lembro-me de todos com muito carinho, Sonia, Virgílio, Luiz, Álvaro, Hércules, Mário, Célia, Jadir, Neide, Sula, Joaquim, Norival, Carlinhos, Edelucia, Sirlene, Tito, meu parceiraço e, perdoem os que eu não mencionei, todos amigos e queridos, inclusive o padre Pedro, que nunca perdia a oportunidade de me “cerrar” um Carlton, quando não pegava o maço inteiro.

Pirapora

p.s.: Aproveito o tema e me penitencio. Sim, eu participei de vários comícios do PT. Aplaudi Lulla muitas vezes, chorávamos de emoção naqueles comícios, prevendo tudo o que era possível fazer neste país, por este povo tão sofrido e espoliado por coronéis de nordeste e empresários da fiesp. Mas confesso, perdi muito, muito daquilo que eu sempre acreditei, fruto do que o Partido dos Trabalhadores fez nesses treze anos de um governo comprometido com a manutenção do poder e do controle social. Negociatas, corrupção e uma ameaça real à democracia…absolutamente tudo contrário aquilo porque sempre acreditávamos estar lutando…