Brasileiro, a etiologia de uma raça

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Uma disputa silenciosa entre dois Brasis vem sendo travada há anos sem que a maioria de nós não tenha se dado conta das desastrosas conseqüências. E essa batalha nada tem de ficção, ao contrário, é presente no dia-a-dia do país mais cobiçado do mundo, o Brasil.

Durante a recente greve dos caminhoneiros, que paralisou a vida de milhões de pessoas, tivemos provas cabais que o subterrâneo de nossa sociedade é composto por uma heterogeneidade assustadora. E não falo de cores ou credos, mas de nacionalismo individual, ou como queiram, a responsabilidade de cada um na construção de uma nação de verdade. E nesse ponto, me perdoem, ainda somos analfabetos sociais.

Para ilustrar melhor essa rasa teoria social creio que vale a pena voltar no tempo e tentar entender por que, afinal de contas, o Brasil sobrevive socialmente, ao invés de viver na plenitude do que, em tese, seríamos capazes. Acho que a maioria já ouviu a ufanista frase, “o Brasil é o melhor país do mundo”, ou a mais desastrosa de todas, “o brasileiro é o melhor povo do mundo”. Será que alguém ainda acredita nisso?

Analistas atribuem nossas mazelas de caráter ao ex-jogador da seleção de futebol Gérson, quando numa propaganda de cigarros ele proferia a maldita frase “é preciso levar vantagem em tudo, certo?”. Bastou isso para que essa viesse a tornar-se a máxima da esperteza brasileira, na teoria e na prática. Mas outros preferem atribuir à nossa colonização todos os males de correntes de nosso particular complexo de vira-latas e em outras ocasiões, um ufanismo imbecil. Acredito seja bom nos determos mais nesse ponto de vista.

Algumas nações do mundo moderno foram colonizadas por culturas européias das quais é possível destacar  ingleses, franceses, espanhóis e portugueses. Conquistou mais quem era corajoso, detinha melhores conhecimentos e, principalmente, dinheiro. Coube a nós sermos colonizados pelos portugueses, que defenderam como poucos o território que hoje esbanjamos. A miscigenação consequente ao domínio foi quase natural. E dela advieram os primeiros brasileiros, produto da mistura quase mágica entre portugueses, índios e negros. Acreditar que o Brasil teria um povo melhor se fosse colonizado por franceses, por exemplo, é uma bobagem atroz, talvez produto de algo que é objeto desta reduzida provocação. Até porque tivemos tempo suficiente para mudar nossa matriz ancestral legada por esses, ou não? Já se passaram dezenas de gerações nesses mais de 500 anos desde o descobrimento. Insistir nisso é jogar para outros a culpa e a responsabilidade que é nossa.

Outra característica particular é ser brasileiro comumente quando estamos no exterior ou em copas do mundo. No restante somos descendentes de outras nações e raças. Não é nosso costume afirmar textualmente “eu sou brasileiro”. Poucos os que exibem com orgulho latente e vertente nacionais. Até mesmo os brasileiros natos pouco reconhecem sua nacionalidade, antes preferem mencionar outras origens, como se fosse lá o seu país. E as ideologias torcem por essa aversão ao nacionalismo quando insistem em afro-descendentes, ítalo-descendentes, mineiros, baianos, gaúchos, japoneses. Seus caras-pálidas, vocês são brasileiros, não ousem renegar isso jamais! Sim, precisamos discutir nossa nacionalidade urgentemente. Ou assumimos de vez nossa brasilidade, ou iremos sucumbir a nós mesmos.

A tentativa ideológica de partidos políticos tentarem atuar nestes últimos anos foi suficiente para que qualquer um não veja sequer um pingo de nacionalismo por parte de seus militantes e usuários. Tudo bem que o capitalismo faça as pessoas concorrerem pelo melhor, e o socialismo as individualiza, e ao contrário do que parece, tenta repaginar classes, raças e a maior verdade que o tempo construiu: nós somos brasileiros, o resto é estória e balela para que continuemos divididos. Somos um povo dividido não por escolhas ideológicas, mas por falta delas, e que bom se fossem parte de um corpo nacional virtuoso e não destrutivo. O Brasil viva de uma antropofagia há séculos, sem se dar conta. E quem se aproveita disso são as elites políticas, econômicas, sociais e…culturais. Sim, até mesmo aquelas canções, livros, textos, fotos, peças de teatro, foi usado para nos dividir.

Durante a ruidosa greve dos caminhoneiros, ouvi, ainda que timidamente, algumas pessoas criticarem a índole e o caráter do brasileiro, sua tendência a contentar-se com esmolas governamentais, sua predileção pelo ócio, seu caráter duvidoso em momentos como os que ocorriam então. Gente se aproveitando da escassez de combustível para vender gasolina a R$10,00, roubo de cargas, e outros tipos de vantagens individuais, que nada tinham de nacional, ou social conjunto. E a justificativa é sempre a mesma: ”o brasileiro é mau caráter e nunca vai sair desse buraco”.

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Os sucessivos governos querem nos manter assim, domesticados pelo abandono. Dão-nos esmolas em projetos sociais e fazem de conta de que não precisamos trabalhar, nos esforçar por nossa família, pelo nosso país e por seu futuro e descendentes. Por acaso não será esse nosso maior desafio? Vamos amarelar sempre? Até quando deixaremos o patriotismo de lado para lutar por ideologias alheias? Até quando permitiremos ser manipulados por uma elite perversa e apátrida? Até quando deixar nosso futuro nas mãos sujas de canalhas que mencionam apenas  direitos e jamais dizem quais são nossos deveres?

Vemos a sociedade brasileira transformar-se visivelmente. Somos quase 210 milhões de pessoas divididos em raças, cores, credos, idades, mas nada do que nos seja tão necessário como o nacionalismo que nos tire dessa apatia pátria, desse torpor nacional que nos envergonha e nos reprime a essência. Somos brasileiros! Está na hora de acordar! Não existem raças superiores, mas povos com determinação de construir e evoluir, e isso podemos fazer apenas com parte dos dons que nossa raça criou com sua miscigenação e caráter. É uma questão de escolha, de quem e o quê queremos ser. Somos ou não brasileiros?

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No Paraíso dos Hipócritas

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Quem não teve o desprazer de ouvir um estrangeiro falar mal do Brasil e dos brasileiros, e logo conter a vontade de dar-lhe uns bons sopapos? Pois é, mas já que estamos entre nós, podemos abrir essa discussão e falar de maneira explícita algumas situações que claramente nos incomodam, mas que fingimos não ser da nossa conta. Parecem traços culturais importados de nossos ancestrais, mas a verdade é que são defeitos do nosso próprio caráter tupiniquim.

Primeiro, que todos esses pilantras que estão na cadeia ou em vias de, por corrupção e outros vícios políticos, foram colocados lá no poder por nós, sem desculpa. Hoje, uma legítima parcela da sociedade está claramente revoltada com “eles”, mas desconheço quem tenha dito em 2003 que Lula era um farsante e um ladrão, embora a maioria soubesse disso. Pior, ainda hoje temos quem o queira livre, mesmo condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Uma legião de imbecis? Não, é o nosso caráter deformado que admira o pior. Quem quer um presidente da república condenado? Ninguém no mundo, só o brasileiro e seu péssimo caráter.

É comum ver a imprensa e os ditos guardiões dos direitos humanos, espernearem quando algum prefeito tira mendigos de seu “conforto a céu aberto” e os leva para refúgios públicos. Mas esses mesmos guardiões não estão nem aí se esses deserdados ficam ao relento sem as mínimas condições de sobrevivência. Ou seja, na verdade os heróis do humanismo querem que os mendigos se lasquem. Condoemo-nos com as cenas, não queremos que mexam com eles, mas não estamos nem aí com sua condição. Somos hipócritas? Já pensei que sim, mas na verdade creio mesmo que temos mesmo é um caráter defeituoso, do tipo que vale poucos tostões. Devemos ser os primeiros a cobrar das autoridades que essas pessoas façam parte da sociedade produtiva e consumidora. Mas ao contrário, optamos por ser vassalos do ridículo, panacas, se é que me entendem.

Não foi apenas uma vez que ouvi de comentaristas anônimos de futebol, a nata da nossa intelectualidade, aliar a análise do futebol do seu time com a política. Além das galhofas e desdéns característicos, não raro ouvia a frase maldita: “está certo, se eu estivesse lá faria o mesmo”. O que falar de um caráter assim? Alguém assim desconhece que o que é público é de todos e tem de ser preservado. Mas ao contrário, é tratado como algo a ser destruído, por isso é comum ver entulho e lixo nas ruas, fios de iluminação pública roubados, prédios pichados, áreas verdes como terreiros.

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Quem somos nós afinal? Um povo que não conhece e não cultiva a sua história. Ao contrário, cultua bandidos atuais e históricos. Um povo que ri de seus valores, de si próprio e de suas feridas sociais. Afeito a ouvir mentiras e crer nelas, porque é mais fácil acreditar que o “governo” que deve prover a vida da sua família e dos agregados, desde uma casa até o dinheirinho pra cerveja. Tivemos o desplante de criar uma Constituição inteiramente sem qualquer plausibilidade, sem financiamento prático, uma obra de ficção, apenas para dizer que “todos somos iguais perante a lei”. O cacete que somos.

E o caráter brasileiro é torto em todas as classes e esferas. O brasileiro não se importa com o Brasil. Poucos são os que defendem um nacionalismo puro, equilibrado. Se não, são extremistas de esquerda ou direita. Não há consenso nacional nem político sobre o presente, que dirá sobre o futuro. Elegemos gente da pior espécie que há entre nós, em troca de dentaduras, cestas básicas ou dinheiro. Por isso os problemas se avolumam exponencialmente e o caos nos atormenta em várias frentes. Saúde, segurança, emprego, tudo o que nos importa de verdade. E vemos aqueles que nos fazem de otários todos os dias falarem alegremente que tem a solução do que eles mesmos problematizaram. E votamos neles todas as vezes que nos pedirem votos, afinal somos um país de corruptos, de caráter torto.

Quer mais provas do nosso caráter defeituoso? Veja os últimos passos da Justiça, do Legislativo e do Executivo federais, é quase um circo de horrores. Não sabemos planejar, organizar, respeitar. Fazemos leis medíocres para safar os safados, e não cumprimos as que podem nos livrar deles, ou de nós mesmos. A hipocrisia no Brasil beira o absoluto ridículo quando vemos a imprensa livre, como UOL, Folha de S.Paulo e SBT, quererem entrevistar um condenado na cadeia e transformá-lo em presidente da república. Nenhum outro povo assim o faria, só nós, os deformados. Outro caso de explícita hipocrisia brasileira é o tal indulto que damos aos condenados em datas festivas. Veremos a tal moça que matou a mãe passar o dia das mães fora da cadeia. E a madrasta que matou a filha, idem.

Afinal, quem somos nós? Quanta mediocridade foi embutida em nós? Quando iremos aprender que antes de nossos direitos, temos deveres? Bem, mas isso irá nos custar mais do que uma sessão de análise psicológica nacional. Quando iremos nos defrontar com a tortuosidade de nosso próprio caráter e subvertê-lo à uma identidade nacional de verdade, séria e progressiva? Quando o brasileiro irá realmente tornar-se um cidadão com qualidades humanas de verdade? Quando iremos para de rir de nossa peculiar malemolência e do pouco valor que damos a uma vida decente e produtiva? Quando iremos mudar nosso status de país para Nação? E ao olhar o espectro de candidatos à presidência da república, dá pra notar que estamos ferrados de verde e amarelo. E tenha a certeza, iremos escolher o pior, quer apostar?

 

I Love Curitiba

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A história sempre é contada por vencedores, e em razão disso possui um viés tendencioso e, por vezes, mentiroso. No Brasil isso acontece de maneira grotesca, quando alguns dos mestres da história inventam fantasias e inverdades a respeito dos personagens mais simbólicos da história do Brasil. E não se engane, isso tem uma clara razão: denegrir porventura os que possam vir a servir de exemplo para a construção de um país decente. Absurdo?

A mais cruel dessas é atribuída a D.Pedro I, nosso libertador. Dizem os apátridas, que o Imperador, após regozijar-se com os quitutes da alcova e de uma deliciosa feijoada, retornando de uma de suas incursões à casa da Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo, passou mal e pôs-se a esvair-se duma terrível constipação intestinal. Aproveitando-se de terrível fato, os que o acompanhavam fizeram de suas cólicas o famoso “Independência ou Morte”. Pode alguém ser mais calhorda ou socialista para propagar tal fato?

Não é por acaso que alguns de nossos ídolos transitaram no máximo pelo esporte. De preferência futebol, onde reina a pobreza, o ópio e a malemolência nacional. Num país onde não se valoriza a formação, o estudo, os dons pessoais, sobram trans-artistas que mostram seu imenso vazio de ideais pátrios. A maioria de nós desconhece de verdade aqueles patrícios que poderiam nos ser razão de luta por um solo mais profícuo de futuro.

E numa infortunada década de 70, produzido pelo sistema de poder do governo militar, apareceu uma figura que viria a tornar-se um divisor de águas entre nosso futuro promissor e um descaminho sem volta: Lula da Silva. Filho dileto de Golbery do Couto e Silva e X-9 do sistema de governo militar, foi escolhido para ser o representante dum punhado de trabalhadores desorganizados e que precisavam tornar-se um corpo para dialogar com os interesses das multinacionais do mercado automobilístico. O sistema escolheu errado.

A maioria dos intelectuais não teve coragem suficiente para lutar contra o governo militar, por serem simples teóricos do abstrato. Numa tentativa de dar seguimento ao plano de capturar o Brasil para o socialismo, depois que a revolução comunista foi derrotada pelo aparato militar, capturaram Lula, e como um joguete o fizeram líder de uma idéia e não mais de um sindicato apenas. Mas Lula sempre foi mais ambicioso do que eles imaginavam. Descobriu que poderia conquistar isso por conta própria. Descobriu isso ao negociar aumentos e greves com o poderoso grupo 14 da FIESP, que fez dele um iletrado esperto demais.

Ser presidente de um sindicato de amestrados tornou-se pouco para suas ambições. E para dar crédito à sua mais ousada iniciativa usou de alguns daqueles intelectuais de porta de faculdade, sociólogos da USP e da PUC, e fundou o Partido dos Trabalhadores. Mas logo os mandaria pro inferno, já que ele aprendera como se jogava o jogo com a tal elite burguesa e econômica. Pelejou por algumas eleições até tornar-se Presidente da República, com um discurso habilmente mentiroso e ilusório de igualdade e ascensão social, repartição da riqueza nacional entre os molambos e desvalidos do país.

No poder juntou-se às capitanias hereditárias do nordeste, aos financistas do sudeste e ao agronegócio do sul. Mostrou que o Fome Zero, seu projeto mais ambicioso, fora mais uma artimanha, que sua reforma agrária era como a de seus antecessores, uma mentira deslavada, e que vender fogão e geladeira para os pobres e carro zero para a “nova” classe média, seria sua coroação como o melhor presidente que o Brasil já tivera. Financiou ditadores estrangeiros com dinheiro do BNDES para patrocinar sua condição de líder regional, e ajudou a eleger uma meia dúzia de pelegos do socialismo na sul-américa, e que serviriam para a construção da semiótica Pátria Grande, uma recriação da falida e destruída URSS, aqui na América Latina. Era ou não ambicioso?

Ao mesmo em que comprava a imprensa, o legislativo nacional e parte da oposição, montou o maior esquema de corrupção e assalto ao Estado brasileiro. Devidamente investigado, ganhou do Judiciário e Ministério Público, sete processos das mais variadas matizes de crimes, de corrupção à obstrução de justiça. Condenado a mais de 12 anos de prisão em um deles apenas, valeu-se de um bando de descamisados, que ainda não viram a cor da malfadada distribuição de renda, para tentar barrar sua prisão condenatória. Não deu certo.

Desde que esse meliante da desilusão nacional assumiu seu primeiro mandato dediquei horas e horas de meus dias com o simples objetivo de alertar sobre suas reais intenções. Em muitos desses momentos me senti um profeta no deserto, mas nada que tenha me feito desistir. Hoje digo que valeu a pena, cada palavra e hora perdida, pelo bem do meu país e dos meus conterrâneos brasileiros. Ver Lula ser levado para uma cela, mesmo com alguma mordomia, é uma sensação de vitória da verdade e da esperança de que o Brasil pode dar certo, ainda. Temos tudo para que isso aconteça. Mas é preciso estar alertas com os que objetivam somente vilipendiar cada pedaço de nacionalismo que ainda há em nós como brotos. Olho aberto, com aventuras e messianismos. Este é o ano de mostrar que mentiras servem apenas para quem acredita nelas. Vamos renovar o Brasil!!!

Uma farsa chamada República

CRIANÇAS COM BANDEIRA DO BRASIL

Não há a menor dúvida de que a Monarquia Brasileira sofreu um golpe, no fatídico ano de 1889. Escravocratas, Latifundiários, Igreja e Maçonaria aliaram-se aos militares para praticar um ato que até hoje revela sequelas sociais e políticas no país. O sistema republicano jamais entregou o que prometeu ao povo: igualdade. Não é à toa que desse golpe fundou-se a República dos Estados Unidos do Brasil, uma paródia dos americanos, que sempre foram o padrão para nossos simplórios padrões. Os “corajosos” militares brasileiros e uns poucos espertalhões conseguiram ludibriar o povo que daquela quartelada em diante o Brasil seria de todos e não mais da realeza brasileira e súditos.

E até hoje continuamos a ser enganados pelos mesmos mentirosos de ontem. Fazem-nos engolir metáforas enquanto usurpam do poder, como o fazem há 128 anos. Impingem-nos um regime que nada tem a ver com a sociedade brasileira. Uma república só dá certo num país que possui uma elite séria, e creio concordamos, não é o nosso caso. E pior, um sistema presidencialista só atende à essa mesma elite, viciada em privilégios públicos, acostumada a esgaçar o tecido social com reformas que nos tiram apenas direitos e preservam fielmente os deveres similares ao trabalho escravo.

A República dos Estados Unidos do Brasil, ou República dos Rothschild, como querem alguns, apenas dividiu entre si o que lhes interessava, e jogou os restos para o povo pobre e cativo de sempre. Os militares, à frente seu marechal Deodoro, mostrava que os interesses do poder e do dinheiro sempre são considerados aos interesses nacionais. A covardia e a corrupção são uma constante nesses que sempre estiveram presentes nos trágicos destinos do país, e nos maus dias. E são soberbos em privilégios desde sempre. O absurdo e assassino extermínio chamado de guerra do Paraguai e a vergonhosa recusa do Exército de não ir para o front na Segunda Guerra Mundial (quem foi lutar foram outros brasileiros, que sequer eram soldados), mostra que a força sublima Deodoro em suas máximas, até hoje.

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O plebiscito de cartas marcadas, feito em 1993, mostrou que as elites do Brasil, as mesmas de 1889, ainda estão ativas e continuam a não querer que sejamos livres e recusam-se a nos permitir desfrutar da tal igualdade que a proclamação da república prometeu ao povo. Os escravocratas e latifundiários de hoje apoiam reformas trabalhistas para que continuemos escravos; a(s) Igreja(s), com toda sua verve celestial, apenas nos apascenta o ânimo de lutar pelo que acreditamos; a maçonaria é o braço mais articulado do poder invisível, e quer somente manter-se no topo, seja com PT, PMDB ou PCdoB ou o diabo; e os militares, esses são o retrato do que somos hoje como país: covardes, sem alma e sem brio.

Que República é essa que só fez acentuar as desigualdades sociais e humanas dos brasileiros? Que República é essa que não conseguiu até hoje libertar os cativos, escravos ou não? Que República é essa que renega a maioria dos brasileiros a filas de emprego, hospitais, creches, escolas e à desesperança? Que República é essa que permite no Brasil um nível de corrupção vexatório e sem controle, um Parlamento republicamente corrupto e um Judiciário avesso à justiça para os pobres? Que República é essa que mantem um sistema eleitoral viciado e que elege presidentes sem condições de governar, envolvidos com o pior da “res publica”?

O nosso sistema presidencialista é uma arapuca que foi armada por esses republicanos que veem no parlamentarismo um poder muito “socializado” para seus padrões políticos e econômicos. Afinal é muito mais fácil um presidente emitir uma medida provisória, e auferir um bom dinheiro disso, como sobejamente o fez o semianalfabeto à serviço dos poderosos, Lula da Silva, do que possuirmos um parlamento escolhido entre íntegros e com eles alcançar os objetivos que nos foram impingidos em 1889.

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Mentiras, é só do que vivemos. Palavras mentirosas vindas das mais diversas ideologias. Há pouco um grupo de juristas pediu a extinção de vários partidos porque esses, dizem eles, mentiram e vem tornando nossas vidas algo bem diferente do que nossos verdadeiros representantes deveriam fazer. Pois bem, creio que deveríamos acabar com a República do Brasil, que é uma falácia vergonhosa, e criarmos nós, a sociedade, o povo de verdade, um sistema que contemple a verdadeira liberdade, igualdade e dignidade para TODOS OS BRASILEIROS.

Não queremos ser um império ou uma monarquia, tão menos uma república insolente e nauseabunda. O Brasil exige liberdade para seus filhos e um futuro digno de nós brasileiros, não deles os farsantes da República das Capitanias Hereditárias Unidas do Parlamento, Executivo e Judiciário do Brasil.

 

Separatismo, esperança de viver!

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Polêmica à vista…sou um separatista por natureza. Não creio que deva ficar atado ao que não quero. Luto contra a classe dominante estrangeira. Desde antigamente, os conquistadores e “ganhadores” das guerras, definiam quem pertencia a quem. Claro que segundo interesses econômicos e geopolíticos. Assim, depois de findada a segunda guerra mundial, os comunas ganharam um monte de repúblicas e os capitalistas idem. Uns sob o manto do medo e outros do engano. Mas o que me deixou assanhado para falar deste assunto foram duas coisas: o plebiscito da Catalunha e a guerra do tráfico no Rio de Janeiro. Compatibilidade de razões? Talvez.

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Comecemos então pela Catalunha, uma terra dominada pela coroa espanhola, e que representa 20% do PIB da própria, por isso esse amor dos espanhóis pela Catalunha. Se eu fosse Catalão, também não gostaria de ser espanhol, nem mesmo não o sendo. Mas o que esses “ajuntamentos” de pessoas sem identidade comum causam? Dor, ódio, morte, terror. E vários são os exemplos. A cortina de ferro massacrou populações inteiras e suas culturas ao comunismo irracional da Rússia. Obrigou inimigos a compartilharem espaços. E não foi nenhum exercício de universalismo tântrico. Na verdade, o massacre humano começa e se perpetuar com esse “ajuntamento” sem propósito que se chama mundialização ou globalização (se disserem que os termos são diversos, não aceite, não são). Somos tribais até hoje, não adianta dizer ou impor o contrário.

Por que essa migração de muçulmanos para a Europa não vai dar certo? Porque é um “ajuntamento” promovido por governos, não por pessoas. Teremos mortos, feridos e um fim trágico, com certeza. O poder dos governos impõe seus costumes políticos a pessoas que não querem saber de política. Muitas dessas repúblicas soviéticas assumiram, após a falência da falecida URSS (e que seus inspiradores ardam nas profundezas do inferno pela eternidade), sua identidade e seu separatismo à custa de sangue e honra tribais. Não se juntam diferentes, dá merda. O resto é discurso dos que querem a mundialização, para dominar, extinguir nações e identidades.

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Mas, o que Rio de Janeiro tem a ver com separatismo? Voltemos aos idos de 1494, quando a coroa portuguesa e o reino da Espanha dividiram estas plagas como bem quiseram e aqui instituíram divisões territoriais para “facilitar” sua exploração e controle desse novo “território adquirido”. Criaram-se “impérios” sem sentido e sem identidade. A partir daí foram juntadas pessoas que nada tinham em comum, nem mesmo os nativos. Mentiram para nós na Monarquia e na República! O Brasil tornou-se literalmente uma geleia real, uma mistura de várias identidades que em raros momentos conseguiam se entender devidamente. E quem sempre tentava conduzir esse entendimento eram os…dominantes. Também por isso alguns movimentos separatistas foram surgindo e ganhando força. Alguns deles ainda segregam nativos de regiões outras que não os da sua, e alguns incidentes são encobertos por essa mesma elite dominante, com o devido interesse, claro. Sem dúvida um país se mostra forte quando a identidade é forte. E não é esse o nosso caso.

O Brasil sempre foi um império fraco, e tornou-se um país fraco, porque não possui identidade. Essa mesma identidade fragmentada pelos patrícios do poder, ajuntados séculos atrás. Se alguém acha que existe uma identidade única entre as regiões brasileiras precisa de uma reciclagem sociológica, rápido. O Sul é um forte candidato ao separatismo. O Nordeste/Norte idem, por incrível que pareça. E o Sudeste/Centro-oeste fica só assuntando.

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O Rio, famoso por sua socialista integração Morro/Asfalto, mostra que não é assim como muitos pensavam. O romantismo fictício dos anos dourados tornou-se um tormento para o povo carioca, porque há sim uma guerra declarada entre diferentes que coabitam o mesmo espaço. Isso é uma analogia? Talvez, mas exemplifica bem o que se vive hoje no Brasil. Sociedades diferentes habitando o mesmo espaço e interesses. Governos, População e Crime. Será que isso não é uma representação alegórica do nosso país? Quantas tribos que vivem aqui, não podem expor suas identidades?

Se dividíssemos o Brasil em três repúblicas seria um golpe fatal nos que nos dominam há séculos. Teríamos sem dúvida identidades mais definidas, responsabilidades mais claras, países melhores. Cada qual com sua riqueza maior. Irmãos para sempre, mas morando em casas separadas. Daríamos aos governos de hoje uma lição de etnia, nacionalismo e seriedade. O Brasil hoje se debate por sua própria inocência nacional. Seu povo padece de muitos males pela própria incompreensão de quem somos. E é muito fácil saber se tudo isso é verdadeiro. Basta tentar lembrar dos heróis nacionais de nossa história, e se algum deles foi algum dia inspirador para todos nós ou somente motivo de chacotas. Agora vamos tentar os vultos regionais…aí fica mais fácil, não é? Temos guerras, rebeliões e até santos regionais. Isso é identidade. Nossa Senhora de Aparecida é padroeira do Brasil, mas é Padre Cícero que manda no Nordeste, é o Círio de Nazaré que comanda o Norte, e por aí vai. Riqueza cultural ou identidade diversa?

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Quem sabe se um novo processo de identidade nacional começasse a ser discutido, pelo reconhecimento de que há diferentes identidades tentando em vão ser iguais. Quem sabe a união de todos nós passe pela criação de novos formatos de junção pátria. Quem sabe a verdadeira democracia não é o “asfalto” tentar dominar o “morro”. Identidades temos muitas, escolhidas por nossos ancestrais tribais. Não adquirimos ou podemos renegar nossas raízes para tentar ser quem não somos.

Por isso, viva a independência da Catalunha!  Viva a independência do país Basco!

 

Horizonte Perdido

Ao contrário do que se pensa, a poesia dos famélicos sempre serviu unicamente para a manutenção do deplorável humano. Os que se regozijaram da política nos últimos anos fizeram desses um nicho de sua pessoal exploração, ética, moral e política. Parafrasearam com louvor a pedagogia rasa e igualmente parasita de Paulo Freire, que nos trouxe um limite e não um horizonte.

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Pobreza só é poética para o Cinema Novo, e muitos daqueles intelectuais que visitavam o agreste como forma de livrar suas consciências do descaso verdadeiro, e conhecer a humanidade esquecida nos rincões deste perdido Brasil para apenas cantá-los em prosa. O que mais dói é que nossos pretensos Dom Quixotes não passam de verborrágicos interpretes daquilo que jamais deveríamos ser, mas que nos dá prazer em dizer com letras farfalhadas, o desgosto de cenas, que semeadas pela pieguice cultural, jamais devem acabar, como um pórtico de nossa mais bela raiz cultural. E vários são os produtos dessa biomassa crítica num país sem substrato real de seriedade, dignidade e verdade.

Paulo Freire é uma palma(aquela que serve ao gado faminto e sedento) que alimente os desalimentados, dando-lhes um tira-gosto, amargo do amargo, que teimamos não querer resolver, por nós e por eles. Temos que construir um projeto de Nação, que até agora ninguém fez fazer! Ao mesmo tempo é preciso varrer as velhas e as novas oligarquias do poder. É preciso EMANCIPAR a EDUCAÇÃO no Brasil, ou seremos literalmente uma página virada dum livro gasto.

Historicamente a educação vem sendo tratada no Brasil como fardo e não futuro, isso precisa acabar. Desde os antigos projetos Minerva até as vergonhosas transferências bilionárias de recursos públicos para universidades particulares, como forma de financiar corrupção, num formato manco e medíocre de formação. O Brasil não merece isso. Nos não merecemos. Chega de apologia ao absurdo, é preciso um movimento nacional pela Educação que tenha a participação do país inteiro, toda a sociedade, não somente de teóricos da pedagogia. Educação é construção, não acabamento. A casa está por fazer. Mãos à obra !

 

Patriotismo

Engraçado como os detentores de alguma pouca ideologia tentam tipificar o movimento que vivemos  hoje no Brasil. Aqueles cujo pensamento remonta ao início do século passado, na longínqua URSS. Outros mais próximos, desde a formação da nação americana. É possível enxergar ranços de razão carentes de resultados em ambos. O socialismo de estado foi o regime que mais exterminou pessoas porque discordavam de suas razões soberanas e divinas. E o outro deixou à míngua um bom punhado de ingênuos sonhadores. Bandeiras? Há muitas, de todas as cores. Razões? Poucas. No que acreditar? Nos belos discursos palacianos ou na voz das ruas? Seremos eternamente marionetes do poder ou protagonistas do futuro do nosso país? Quando vemos a repressão fria sobre movimentos populares, vemos clara a intenção do governo em nos manter alinhados, ao seu pequeno alcance. Na verdade ainda não tivemos uma ideologia suficiente para nos fazer felizes. Nem socialismo, nem capitalismo. Essa é a nossa encruzilhada atual. Os débeis professam teorias sociais de uma igualdade inexistente. E os outros…bem, viva a liberdade encarcerada de todos nós. Ouço pessoas se perguntarem…mas afinal porque tudo isso, para que tudo isso? Seriam os vermelhos o melhor caminho ou os que ainda teimam em ser verdes-e-amarelo é que possuem razão? Uma coisa é certa, jamais seremos dominados. Temos coragem e audácia para enfrentar os inimigos comuns da pátria de todos nós. Não iremos nos acovardar, mesmo sob uma chuva incessante de balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo ou gás pimenta. Isso é combustível para a coragem e alimento para o nosso patriotismo.

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p.s.: quem está no poder está brincando com fogo…