Bancada do Crime

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Assim que foi aprovado, o financiamento público de campanha gerou em alguns uma ilusão de que a política iria lidar a partir de então com uma realidade mais democrática. A partir dali o poder econômico ficaria fora do jogo, afinal todos os partidos e candidatos teriam uma só fonte de financiamento, o dinheiro de todos nós, e não mais das empresas e instituições provedoras. Engano geral.

A fonte de financiamento público está gerando ainda mais distorções dentro dos partidos. Afinal quem é que gerencia esses recursos? A, B ou C? A que grupo pertence? A que facção? Os partidos não são instituições democráticas. E por consequência não aplicam a democracia internamente, quanto mais na sociedade que deveriam representar.

Cada um dos 35 partidos atuais possui interesses institucionais claros. Só não vê quem não quer. Os que lidam com política sabem que não é possível fazer uma campanha política, no formato de hoje, com esse misere de recursos públicos. Bem, e o que provavelmente acontecerá? Os partidos irão se socorrer das instituições que representam. E muitas dessas provavelmente recebem algum tipo de recurso público ou possui parte de suas contas no famoso caixa dois, três, quatro ou cinco.

Mas a malfadada extinção do financiamento privado de campanha criará uma calamidade ainda maior: o dinheiro do crime organizado vai se espalhar por todo o processo político brasileiro. E isso é catastrófico. Sabemos que o crime já possui seus representantes no Congresso, nas assembleias legislativas, câmaras municipais, no alto judiciário e nos poderes executivos, pelo Brasil afora.

Essa representatividade de certa forma está contida hoje, mas com certeza no próximo pleito teremos, sem sombra de dúvida, muitos partidos envolvidos com o crime organizado como forma de se financiar e a seus candidatos. Ficção. Basta ver a expertise do PT nestes últimos anos no poder. Uma verdadeira organização que presumia retirar do público os recursos necessários para si e outros.

Da forma como o país está desestruturado, as instituições cambaleantes, e muitos dos que perjuram o poder estão presos aos tentáculos da criminalidade institucionalizada, não é difícil prever que o crime organizado, seja ele o banditismo comum ou a instituições paralelas de poder ao Estado, terão seu número de representantes bem ampliado.

O pior, é que vem aí uma engendrada reforma política, bancado por muitos dos que precisam se livrar do jugo da lei, bem como os que querem perpetuar-se como forma de isentar-se do perigoso balaio da política brasileira. Deus nos acuda, nos ajude e nos perdoe.

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Caixa 2

Alguém conhece o empresário Eike Batista? Alguém conhece um partido chamado pt? Alguém conhece um cara chamado lulla? Alguém sabe que evento eleitoral teremos este ano? Alguém sabe o que é caixa 2? Alguém sabe o que é favorecimento? Por um acaso alguém sabe o que é desvio de fundos ou compra de ações favorecidas? Afinal, alguém sabe o que é favorecimento público? Bem, se você souber todas as respostas saberá o que eu quero dizer.

p.s.: marcos valério é pinto perto desse aí…