Saudosismo 03

O mundo de uma criança apesar de imaginativamente infinito é geometricamente limitado por sua vivência, por isso os traumas e lembranças nos acompanham por toda a vida. Eu adorava chuva, adorava brincar na chuva. Aliás, quando se é criança brinca-se de qualquer coisa, em qualquer lugar. Mas na chuva minha diversão era fazer barquinhos de papel e colocá-los para flutuar na água que corria no meio fio. E eram muitos barcos, que partiam para nunca mais voltar, porque se perdiam na correnteza. Depois que todos os navios deixavam o cais era hora de pisar em poças d’água. Naquele instante nada mais verdadeiro do que sentir a chuva e pisar nas poças que se formavam. Lembranças que nunca secam em nós…

barcos

p.s.: Da primeira tempestade que trago na lembrança guardo a cena de uma grande escuridão, rápida, agressiva, muitos raios, trovões próximos, uma intensidade que eu nunca tinha visto. Lembro que só eu estava na rua naquele momento, até que vi, ouvi e senti o estalar muito forte de um trovão. Corri para casa e minha mãe já estava rezando para Santa Bárbara, a santa para quem devemos rezar em dias de tempestades.

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PT e PET, lixo comum…

Com o volume de chuvas que temos enfrentado aqui em São Paulo uma coisa fica patente: o povo é sujo, mal educado, burro e não possui a menor noção de sociedade. Não estou defendendo o prefeito, que abriu mão da competência para trabalhar com outros interesses, mas é demais a imundice que essa turma joga em nossas ruas. É muito triste ver São Paulo nessas condições, tendo como habitantes pessoas sem noção do que é ser cidadão, palavra tão usada entre as hostes do velho PT.

p.s.: Gostei do artigo do FHC sobre o lulla e o pt. Acho que vale a pena dar uma olhada para alguns esclarecimentos pré-campanha…

Chove chuva, chove sem parar…

A vida de quem mora em São Paulo com as chuvas está difícil, mas para que mora na periferia está um inferno. Não pelo volume de água, mas pelo descaso das passantes autoridades pela prefeitura. E isso é um problema congênito no Brasil, pois os governantes não têm responsabilidade pela vida de ninguém. Se tivessem não deixariam pessoas se instalarem em várzeas, beira de rios e morros, porque essas situações naturalmente trazem mortes em época de chuvas. Não dá para todos morarem num mesmo lugar, ótimo, muda para outro, mas não dá para esquecer que existem pessoas ali, sejam de onde for. É mais do que uma responsabilidade legal, é humana. É preciso exercer de fato a autoridade outorgada pelo voto e dizer: não vai ficar aqui e pronto! Não dá para continuar assim…

p.s.: o negro dos céus é menos escuro que o negro das almas…

Saudosismo (5)

O mundo de uma criança apesar de imaginativamente infinito é geometricamente limitado em sua vivência, por isso os traumas e lembranças nos acompanham por toda a vida. Eu adorava chuva, adorava brincar na chuva. Aliás, quando se é criança brinca-se de qualquer coisa, em qualquer lugar. Mas na chuva minha diversão era fazer barquinhos de papel e colocá-los para flutuar na água que corria no meio fio. E eram muitos barcos, que partiam para nunca mais voltar, porque se perdiam na correnteza. Depois que todos os navios deixavam o cais era hora de pisar em poças d’água. Naquele instante nada mais verdadeiro do que sentir a chuva e pisar nas poças que se formavam. Lembranças que nunca secam em nós…

p.s.: Da primeira tempestade que trago na lembrança guardo a cena de uma grande escuridão, rápida, agressiva, muitos raios, trovões próximos, uma intensidade que eu nunca tinha visto. Lembro que só eu estava na rua naquele momento, até que vi, ouvi e senti o estalar muito forte de um trovão. Corri para casa e minha mãe já estava rezando para Santa Bárbara, a santa para quem devemos rezar em dias de tempestades.