Coletivismo

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Não tenho dúvida de que a vaidade e a ganância são e deverão continuar a ser os grandes males que afligem a sociedade brasileira e o país, como um todo. Os valores que nos regem há séculos, quiçá desde o nosso fatídico descobrimento, mostram-se insuficientes para que façamos deste sofrido país, algum dia, uma Nação de verdade. A paixão pelo poder que humilha nossos iguais, é tradição entre nós, ousaria mesmo dizer que faz parte do DNA brazuca, desde que um imbecil qualquer vomitou o famoso “sabe com quem está falando?”. Desde então…

É fácil ver que esta teoria é válida e ativa em nossas vidas. Quem de nós já não teve um amigo ou colega de trabalho que ascendeu e depois nos ignorou? E lá vem as assertivas dos amigos sobre o tal…”subiu e esqueceu dos amigos”, ou “deixa estar, quando eu for rico, vou fazer que nem o conheço”. Alguns podem dizer que isso é da natureza humana, mas eu lhes digo que não, isso é a natureza brasileira que aflora, em especial. Os absurdos que vivemos hoje na política são bem típicos disso. Senão, alguém arriscaria contradizer que toda essa corrupção com que nos brindam os políticos não é por ganância e/ou vaidade? Alguém ousaria negar que o poder não sublima o que temos de pior em nós, por isso todos os presidentes após o regime militar têm suspeitas de corrupção e foram eternos vaidosos no poder, sem falar de seus ministros?

Na contramão dessas vertentes humanamente rasteiras e incivilizadas está o COLETIVISMO, algo que europeus e alguns asiáticos descobriram depois de guerras. Por isso o que se valoriza lá é o público e não o individual, ao contrário de nós e de nossa esperança de sermos superiores a iguais a nós. Para aqueles que acreditam no COLETIVISMO, ser superior é ter à disposição serviços públicos, como saúde, educação, previdência, zeladoria, cultura e lazer de qualidade, não o que o nosso dinheiro suado e insuficiente pode pagar de melhor. Essa é nossa grande diferença com o mundo civilizado: eles exigem que o público seja superior para todos e nós queremos ser ricos para poder pagar o que os outros não tem. Não temos ainda a consciência de sociedade, muito menos de Nação. E é por isso que os políticos, os gananciosos e vaidosos de sempre, nos impingem planos de saúde, escolas caras, planos de previdência privada, segurança particular, condomínios fechados, carros blindados e etc.

Afinal de contas, que país é este que construímos para o futuro de nossos familiares, já que não ouso dizer para nossos vizinhos e amigos, se é que me entendem? É explícita a covardia com que nos tratam como brasileiros, esses, os vaidosos e os gananciosos. Até mesmo os menos abastados chamam-nos de “pobres”, não de brasileiros, porque eles nos veem assim. Esses gananciosos deveriam atuar com a vaidade direcionada para que todos pudessem sair das favelas e ir para uma casa digna, ter ensino e saúde de qualidade, segurança pública e não de traficantes, ou seja, um país que enxergasse a todos de forma igualitária e coletiva. Mas ao contrário do que pensamos, eles não possuem a visão distorcida, mas o caráter.

Nos juntam em cidades-dormitórios contra nossa própria vontade, enquanto tomam nossos sítios e fazendas, e nos obrigam a pagar caro o que quase de graça colhíamos. Fazem-nos pagar por um ensino que nada irá nos trazer senão a submissão classista, nada mais. Somos escravos sim! Continuamos a ser, da vaidade e da ganância de muitos que chamamos de brasileiros, mas que não nos consideram iguais. Cada um de nós significa apenas um voto e uma fonte pagadora de impostos, um pequeno tijolo que sustenta mansões, litros de combustível especial para iates e carros esportivos. Aliás, vimos muitos desses bens serem apreendidos pela Polícia Federal dos políticos famosos presos, que nós fizemos vaidosos e gananciosos.

Um povo só alcança seu status de coletividade quando pensa como alguém que precisa ser apenas um no meio de tantos, mas indiscutivelmente importante para o todo. Somente assim faremos deste um país de verdade e uma Nação com futuro. Assim foi feito na história, em todas as revoluções, e somente assim conseguiremos ser livres de verdade.

E aos que atentam hoje contra um povo e se servem da política como forma de atender às suas vaidades e ganâncias, a cadeia ou mesmo a forca, que é como devem morrer, não como vingança, mas como Justiça Coletiva, os que fizeram de seus sonhos o pesadelo de milhões. Devem ser esquecidos e relegados ao ostracismo, que cai bem aos apátridas.

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Paz, Pão e Terra…Brasilis

“Uma coisa é certa, meus patrícios: ou mudamos com urgência esse sistema de governo em que vimos insistindo há séculos, e que não nos dá liberdade, não nos traz igualdade, não nos promove como cidadãos, ou alguns farão a revolução”. 

                                                                                                              Carlos Baltazar

E o Brasil continua plantando tempestade. Os otimistas, junto com os pilantras, falam de melhoras em sorrisos sem cor, mas é ver a semana em Brasília para saber que nada disso é verdadeiro. O governo Temer é um preposto do governo petista, ou alguém duvida disso? O mesmo governo que desestruturou a política, a economia e a sociedade. Só que agora numa versão continuadamente piorada. Num país decente, o simples fato de ter contra si uma acusação de corrupção, de obstrução de justiça e organização criminosa, já renderia uma vergonha vitalícia e uma renúncia estratégica do poder. Mas aqui a vigarice é tanta que os valores morais e éticos são enxovalhados diuturnamente sem que algum desses que possuem o diploma de eleito, ou não o tenha, avoque a decência de pedir para sair.

Dois fatos simbólicos mostram o governo e a semana. A tal Luislinda mostra que ministro também é escravo de seus míseros vencimentos de 32 mil, e que quando desembargadora (imagine se uma decisão que lhe diz respeito caísse nas mãos dessa senhora?) a coisa era bem melhor. Calaram-se ela e o PSDB, o partido dos bons moços, ávidos por uns bons tostões e bons regalos de primeira, claro. Não é à toa que discursos sérios, relativos aos direitos humanos e a escravidão, sempre mal vistos e bem mal explicados, são tidos, muitas vezes, como despropositais. Pessoas assim fazem do debate algo pequeno e sem caminho.

E a mais factível das afirmações, feita pelo ministro da Justiça (cabra macho, heim?) que entregou um segredo de polichinelo: a PM do Rio tem acordo com o crime organizado nos morros e com deputados estaduais. Bom dia, comunidade! Alguém não sabia disso? A PM do Rio é a corporação policial mais corrupta do Brasil. Os traficantes dos morros são meros empregados dos patrões que desfilam na política local e nos coronelatos militares daquelas bandas. Nem componentes da velha guarda das escolas de samba acreditam que o Rio tenha solução, e que essa venha dos políticos ou da PM. Que o Christo Redemptor nos proteja.

Por fim, mais uma pataquada temerária, a redação do ENEM. Nenhum desses secundaristas metidos a Drummond poderia sequer tocar num assunto que cheirasse a desrespeito aos direitos humanos, senão nota ZERO. Alguns desses meros ocupantes da gestão nacional estão brincando de semideuses. Não, não são arroubos de censura como alguns pensam, mas pequenos poderes que, pequenos idiotas que estão lá de plantão, querem nos impor. Não há que se temer a volta de tenebrosos tempos, mas que nós deveríamos ter sido mais corajosos antes escolher manter um vice desses como presidente, sem dúvida.

O Brasil não pode temer a democracia. Quem se borra medo dela são os políticos. Não nos enganemos, não há democratas em Brasília, mas gente que quer manter-se no poder a qualquer custo, mesmo se o caminho for duvidoso em direito e liberdade. A escolha por esse governo foi feita dessa forma, tivemos medo do vazio que o poder pudesse sofrer. Mas, não há vazio de poder numa democracia.

Uma coisa é certa, meus patrícios: ou mudamos com urgência esse sistema de governo em que vimos insistindo há séculos, e que não nos dá liberdade, não nos traz igualdade, não nos promove como cidadãos, ou alguns farão a revolução. Ou nós brasileiros assumimos com coragem o poder de decidir nossos próprios caminhos ou ficaremos sempre à mercê desses fantoches da política que nos perseguem há anos. Ou vamos para as ruas exigir decência, transparência e caráter, ou é melhor deixar baixar a canga e aceitar o jugo da escravidão moldada por eles, para nós, em pleno século XXI.

Um país à deriva…

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O Brasil está parado, disso ninguém duvida. Os governos passados deixarão uma herança que será difícil de esquecer. Ao mesmo tempo, o atual governo, fruto de idêntica matriz de corrupção, segue o rumo possível, ampliando ainda mais a desigualdade social e o formato desumano do país que ostentamos. Desde os idos de 1500, não houve tão somente um de nós que ousasse construir um projeto de Nação. Nenhum dos grandes cérebros que por aqui já estiveram de morada, nem mesmo os partidos políticos que sempre foram essa desgraça que mostram ser. Um país em que uma minoria de 5% detém a mesma riqueza dos outros 95% juntos, não pode mesmo dar certo.

As seguidas denúncias homologadas pelo STF contra o atual governo e mais 24 senadores e mais 57 deputados federais, incluídos seus presidentes, não pode ser fruto de um projeto de Nação (sem contar as que foram arquivadas dos outros governos). Segundo o IBGE, em agosto existiam 26,3 milhões de desempregados e subocupados no Brasil. Contamos com uma vergonhosa taxa de analfabetismo de 8% e um analfabetismo funcional da ordem de 17,1%, traduzindo, um em cada quatro brasileiros não sabe ler ou escrever ou não entende o que lê. E a conta só faz aumentar. Mais de 22% dos jovens entre 15 e 17 anos estão fora da escola, número que vem se mantendo desde 2000 (aqui um ponto importante para deixar claro como o discurso do PT se fez valer). Em 2015, foram assassinadas 59 mil pessoas e outras tantas das formas mais diversas. E tudo isso só poderá ser resolvido através da política. Não temos outra saída.

Mas agora é que vem o pior. E quem são os candidatos que se propõem a resolvê-los? Luiz Inácio Lula da Silva, duas vezes presidente da República, condenado a nove anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; a omissa Marina Silva, duas vezes candidata derrotada, em 2010 e 2014; o insípido e inodoro Geraldo Alckmin, candidato derrotado em 2006; o arrogante Ciro Gomes, candidato derrotado duas vezes, em 1998 e 2002; e as “novidades”, o quase fascista Jair Bolsonaro, o arrivista e candidato sem partido João Dória, e o…como descrevê-lo…o amigo dos amigos, o candidato-piada da Globo, Luciano Hulk.

O metastático tumor da política nacional, o PMDB, que ostenta o diploma de maior partido brasileiro, deve, mais uma vez, não lançar candidato próprio, porque assim fica mais fácil montar seu farto balcão de negociatas e corrupção. Os brasileiros, nós, por acaso, continuaremos apáticos, permanecendo à espera de alguém que nos ensine o rumo para lugar algum.

Separatismo, esperança de viver!

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Polêmica à vista…sou um separatista por natureza. Não creio que deva ficar atado ao que não quero. Luto contra a classe dominante estrangeira. Desde antigamente, os conquistadores e “ganhadores” das guerras, definiam quem pertencia a quem. Claro que segundo interesses econômicos e geopolíticos. Assim, depois de findada a segunda guerra mundial, os comunas ganharam um monte de repúblicas e os capitalistas idem. Uns sob o manto do medo e outros do engano. Mas o que me deixou assanhado para falar deste assunto foram duas coisas: o plebiscito da Catalunha e a guerra do tráfico no Rio de Janeiro. Compatibilidade de razões? Talvez.

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Comecemos então pela Catalunha, uma terra dominada pela coroa espanhola, e que representa 20% do PIB da própria, por isso esse amor dos espanhóis pela Catalunha. Se eu fosse Catalão, também não gostaria de ser espanhol, nem mesmo não o sendo. Mas o que esses “ajuntamentos” de pessoas sem identidade comum causam? Dor, ódio, morte, terror. E vários são os exemplos. A cortina de ferro massacrou populações inteiras e suas culturas ao comunismo irracional da Rússia. Obrigou inimigos a compartilharem espaços. E não foi nenhum exercício de universalismo tântrico. Na verdade, o massacre humano começa e se perpetuar com esse “ajuntamento” sem propósito que se chama mundialização ou globalização (se disserem que os termos são diversos, não aceite, não são). Somos tribais até hoje, não adianta dizer ou impor o contrário.

Por que essa migração de muçulmanos para a Europa não vai dar certo? Porque é um “ajuntamento” promovido por governos, não por pessoas. Teremos mortos, feridos e um fim trágico, com certeza. O poder dos governos impõe seus costumes políticos a pessoas que não querem saber de política. Muitas dessas repúblicas soviéticas assumiram, após a falência da falecida URSS (e que seus inspiradores ardam nas profundezas do inferno pela eternidade), sua identidade e seu separatismo à custa de sangue e honra tribais. Não se juntam diferentes, dá merda. O resto é discurso dos que querem a mundialização, para dominar, extinguir nações e identidades.

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Mas, o que Rio de Janeiro tem a ver com separatismo? Voltemos aos idos de 1494, quando a coroa portuguesa e o reino da Espanha dividiram estas plagas como bem quiseram e aqui instituíram divisões territoriais para “facilitar” sua exploração e controle desse novo “território adquirido”. Criaram-se “impérios” sem sentido e sem identidade. A partir daí foram juntadas pessoas que nada tinham em comum, nem mesmo os nativos. Mentiram para nós na Monarquia e na República! O Brasil tornou-se literalmente uma geleia real, uma mistura de várias identidades que em raros momentos conseguiam se entender devidamente. E quem sempre tentava conduzir esse entendimento eram os…dominantes. Também por isso alguns movimentos separatistas foram surgindo e ganhando força. Alguns deles ainda segregam nativos de regiões outras que não os da sua, e alguns incidentes são encobertos por essa mesma elite dominante, com o devido interesse, claro. Sem dúvida um país se mostra forte quando a identidade é forte. E não é esse o nosso caso.

O Brasil sempre foi um império fraco, e tornou-se um país fraco, porque não possui identidade. Essa mesma identidade fragmentada pelos patrícios do poder, ajuntados séculos atrás. Se alguém acha que existe uma identidade única entre as regiões brasileiras precisa de uma reciclagem sociológica, rápido. O Sul é um forte candidato ao separatismo. O Nordeste/Norte idem, por incrível que pareça. E o Sudeste/Centro-oeste fica só assuntando.

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O Rio, famoso por sua socialista integração Morro/Asfalto, mostra que não é assim como muitos pensavam. O romantismo fictício dos anos dourados tornou-se um tormento para o povo carioca, porque há sim uma guerra declarada entre diferentes que coabitam o mesmo espaço. Isso é uma analogia? Talvez, mas exemplifica bem o que se vive hoje no Brasil. Sociedades diferentes habitando o mesmo espaço e interesses. Governos, População e Crime. Será que isso não é uma representação alegórica do nosso país? Quantas tribos que vivem aqui, não podem expor suas identidades?

Se dividíssemos o Brasil em três repúblicas seria um golpe fatal nos que nos dominam há séculos. Teríamos sem dúvida identidades mais definidas, responsabilidades mais claras, países melhores. Cada qual com sua riqueza maior. Irmãos para sempre, mas morando em casas separadas. Daríamos aos governos de hoje uma lição de etnia, nacionalismo e seriedade. O Brasil hoje se debate por sua própria inocência nacional. Seu povo padece de muitos males pela própria incompreensão de quem somos. E é muito fácil saber se tudo isso é verdadeiro. Basta tentar lembrar dos heróis nacionais de nossa história, e se algum deles foi algum dia inspirador para todos nós ou somente motivo de chacotas. Agora vamos tentar os vultos regionais…aí fica mais fácil, não é? Temos guerras, rebeliões e até santos regionais. Isso é identidade. Nossa Senhora de Aparecida é padroeira do Brasil, mas é Padre Cícero que manda no Nordeste, é o Círio de Nazaré que comanda o Norte, e por aí vai. Riqueza cultural ou identidade diversa?

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Quem sabe se um novo processo de identidade nacional começasse a ser discutido, pelo reconhecimento de que há diferentes identidades tentando em vão ser iguais. Quem sabe a união de todos nós passe pela criação de novos formatos de junção pátria. Quem sabe a verdadeira democracia não é o “asfalto” tentar dominar o “morro”. Identidades temos muitas, escolhidas por nossos ancestrais tribais. Não adquirimos ou podemos renegar nossas raízes para tentar ser quem não somos.

Por isso, viva a independência da Catalunha!  Viva a independência do país Basco!

 

Ordinários, marchem!

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As Forças Armadas constituem a base da segurança e legitimidade dada aos governos eleitos democraticamente no país. Mas quem conhece um pouco a comunidade de informações militar sabe que esse é um recado dado, por quem sabe se fazer entender. O atual ministro do Exército é um almofadinha, que tenta liderar a força, desde os governos do PT, com um discurso de intelectualoide três estrelas. O general do Exército da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão, que já foi Comandante Militar do Sul, foi transferido para Brasília, porque os petistas ficaram amedrontados com seu discurso e sua força militar, que poderia marchar até a capital. O medo de represálias e outros fatores, fizeram Lula e Dilma nomear fantoches para o comando das forças armadas, afinal eram guerrilheiros intelectuais e assassinos que estavam a comandar o país. Mas essa prática de enfraquecimento iniciou-se com FHC e sua didática de gestão Comunista Fabiana. Com ele as forças militares começaram a amargar cortes sucessivos de recursos, projetos e espaço. Lula seguiu seu padrinho e continuou o sufocamento e o desmonte militar. Dilma, o fantoche de Lula, seguiu suas ordens. E os comandantes militares dos petistas chegaram ao cúmulo de permitir todo tipo de interferência dos petistas em suas forças que, até mesmo há uma investigação sobre a presença de um dos filhos de Lula no recebimento de propina por conta da compra dos jatos de guerra SAAB-Gripen.

Não adianta negar que a política no Brasil faliu, por culpa da corrupção e pela inabilidade dos políticos. E pior, seu destino está nas mãos do Judiciário brasileiro. Quer coisa pior? Uma das piores elites que este país já produziu, e que se perpetua há quase 500 anos. Muitas das grandes fortunas deste país foram feitas por decisões judiciais duvidosas e por ações ilegais amparadas por essas mesmas decisões. Claro que o nível de corrupção no judiciário tem outro patamar, talvez um pouco mais próximo do que pudemos ver nos últimos noticiários, com os irmãos Batista. E os governos do PT trouxeram um agravamento absurdo no perfil desse judiciário que vemos hoje. Um poder ainda mais descolado da corrupção no Brasil e de sua sociedade. A ponto de termos uma Corte Suprema integralmente politizada. Não é à toa o recado do General Mourão aos senhores do judiciário brasileiro. A bola está com eles.

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O PMDB, desde sempre fiel escudeiro do PT, portanto igualmente corrupto, ou pior, tem mostrado que o país está na mão de bandidos. Temos presidente para dizer que temos, simples assim. Tal qual seu irmão de eleição, o PMDB possui também seu núcleo político-criminoso. E o chefe, segundo a Polícia Federal, não é ninguém mais do que mais um Presidente da República. Desde a “redemocratização” todos os presidentes do Brasil estiveram e estão envolvidos com corrupção. Isso é uma temeridade. É uma blasfêmia contra o povo humildade e pobre do Brasil. A corrupção não é exceção, mas pratica corriqueira no Brasil.

O que fazer, mudar novamente a capital do pais, como ocorreu há algumas décadas ou estabelecer leis capitais para tais senhores? Quando no Rio a corrupção estava igualmente endêmica, às raias da indecência pátria. Brasília foi um sonho que Juscelino perpetuou com um custo que até hoje a previdência não consegue suportar. Muitos ficaram milionários, inclusive o chefe do clã dois Batista, que vendia carne para as empresas que construíam a capital. Não poderia mesmo dar certo. Brasília já nasceu sob a égide da corrupção e da junção de capitães do mato, jagunços, coronéis e pistoleiros. E ainda hoje o é. Vez ou outra vemos lá um deputado ou senador nomear outro como “vossa excelência é senhor de jagunços”. Como pode dar certo?

Se acaso as Forças Armadas tomarem o poder novamente em suas mãos, será uma catástrofe, não pelos efeitos dessa própria ação, mas pela definitiva e patente incapacidade dos brasileiros civis em conduzir seu próprio destino, com decência e nacionalismo. Comunistas, Socialistas, Liberais, Democratas, todos frouxos em seu patriotismo e canalhas em suas ambições. Destruir as chances de construir uma Nação de verdade, pelo preço medíocre de serem mais ricos, num país de miseráveis. Pecado Capital, sem perdão. Deveriam ser julgados numa corte militar ou pelo próprio Deus em pessoa.

Entrevista para o Canal Bom Saber

Confira minha entrevista para o Canal Bom Saber. Claro, falo de política, mas também uma análise da conjuntura econômica e social do Brasil e do mundo. Curta a entrevista e o canal.

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Agora são outros 500…

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Para entender um pouco os tempos atribulados de hoje, é preciso voltar aos “anos de chumbo”, quando o regime militar instituiu um formato de repressão que desorientou fortemente as forças políticas que lutavam contra o regime. A forte ação do regime causou a desmobilização de muitos dos grupos que lutavam por liberdade e direito às ideologias que queriam ver implantadas no país. Mas o confronto urbano e no campo deixou sérias sequelas em muitos dos ideólogos desses movimentos. E muitos tornaram-se apenas um discurso, sem a ação necessária. Daí veio a surgir Lula da Silva, um escolhido pelo sistema para fazer parte da transição necessária do poder novamente aos civis. Escolhido à dedo, diga-se. Lula da Silva foi alçado à condição de líder de um sindicato patrocinado pelas poderosas multinacionais automobilísticas, que necessitavam de interlocução forte entre seus milhares de funcionários. Naquele momento não se podia correr riscos.

Alguns renomados uspianos foram destacados para compor o perfil mítico de Lula, para que não houvesse dúvidas de sua capacidade de liderança. Claro que muito teve de ser feito, afinal não bastava ser um líder sindical, era preciso agregar a ele um perfil de “líder social”, capaz de conter abusos num Brasil que deveria voltar a ser “uma democracia civil”. E todo o teatro montado sobre esse verossímil personagem deu resultado. E tanto deu resultado, que até a Igreja Católica, aproveitou-se da proximidade de alguns desses movimentos de resistência, pegou carona na pseudoliderança de Lula e acoplou algumas de suas doutrinas ao discurso dele. E que foi finalizado com a ideologia uspiana de alguns bacharéis sociais, que viram em Lula uma forma de alcançar o poder rapidamente após esse período de exceção, em que os militares não se atreveriam a contestar uma liderança “nascida do povo”.

Daí foi engendrado o que se chama hoje Partido dos Trabalhadores. Um feudo repleto de teóricos bancados pelo Grupo 14 da Fiesp. Grupo de empresas esse que deu muitos recursos para Lula nas negociações coletivas de trabalho, em que ele comandava a categoria como se estivesse regendo uma manada de indivíduos sem noção do que estava por vir, em seu nome. E não dá para dizer que Lula não foi inteligente, ao contrário, ele deu um nó em todos os teóricos da USP, da Igreja e assumiu o controle do PT e dos muitos movimentos de Esquerda que haviam se abrigado no partido.

Começou aí a desestabilização política da Esquerda. Lula e o seu PT chamaram para si a responsabilidade pelas conquistas que todos os movimentos de Esquerda tinham, como ideário. E como muitos desses não tinham liderança suficiente, simplesmente se prostraram diante da liderança maior de Lula e do PT.  Por isso o Partido dos Trabalhadores foi o maior responsável pela desestruturação dos movimentos e do pensamento da Esquerda no Brasil. E essa desestabilização afetou, por mais irônico que possa parecer, também a Direita, já combalida pela perda do poder pelos militares. Ou seja, Lula consegue em uma só tacada, desestruturar a política nacional como um todo. Alguns dos líderes de então correram para recuperar o tempo perdido e tentaram inovar um discurso que pudesse surtir efeito junto a um eleitorado ávido por votar e sentir os ares da nova democracia. O maior “partido” de oposição, o MDB, esfacelou-se em vários grupos que abrigava e mudou de nome para PMDB. Até a ARENA, que era o partido dos militares, tentou tornar-se mais palatável ao eleitorado virando PDS.

A estratégia eleitoral do PT era bem simples “somos contra”. Ao mesmo tempo em que usava “discursos prontos” de um mundo quase utópico. Cativou com isso uma parcela cativa na população. Não importava qual motivo, mas era preciso ser do contra, sempre. O PT, por exemplo, não apoiou o Plano Real, não assinou a Constituição de 88, não participava de governos como aliado, enfim, fez o jogo político para alcançar seu objetivo que era o de chagar ao poder sozinho e sem testemunhas. E para isso contava como seu maior cérebro e que Lula soube usar muito bem, como seu fiel escudeiro, José Dirceu. E coube a esse o fardo de negociar com as elites financeiras e empresariais do país, tranquilizando-as de que nada de ruim seria cometido contra elas, para que dessem enfim seu apoio ao plano do PT de chegar ao poder levando à frente seu líder maior, Luiz Inácio Lula da Silva, que já havia disputado e malogrado várias eleições à presidente. E chegou a hora de Lula encenar seu maior papel na política nacional: a de presidente de república.

E foi como presidente que Lula finalmente mostrou que seus ideólogos estavam errados quanto ao seu caráter. Lula sabia o que queria para si e para seu grupo de domínio, sem nunca esquecer das poucas migalhas dadas aos históricos movimentos de Esquerda que iam com ele aonde fosse. Lula tratou bem de banqueiros e empresários. Montou uma estrutura de financiamento partidário-eleitoral que jamais havia se visto no Brasil. E tudo com o intuito de perpetuar-se no poder e junto com ele o PT. Enquanto isso os combalidos movimentos de Esquerda viam cada vez mais remotas as suas chances de tornarem-se protagonistas de políticas públicas que tivessem o seu perfil ideológico. Sequer podiam discutir novos formatos de política nacional porque Lula e o PT eram hegemônicos e não permitiam dissidentes. E os que foram, foram apedrejados como mercadores de ideologias.

Mas a ganância política de Lula e do PT chegou a tal tamanho que, ter uma maioria congressual não valia tanto. O objetivo era mandar na política como nunca se havia feito. E quem fosse do contra seria varrido do mapa, como Lula chegou a afirmar uma vez, que iria varrer o partido PFL do Brasil. Ou seja, Lula adquiriu a insensatez do poder, o mais maléfico dos defeitos. E assim foi, e assim fez. Mergulhado em denúncias de corrupção, Lula e PT viram-se acuados em sua própria justificativa. Começou aí a desabar o sonho do poder sem limites de Lula, José Dirceu e do PT, e que culminou em sua condenação por quase dez anos de cadeia e muitos dos seus membros a muitos anos mais.

Hoje há alguma tentativa de reorganização da Esquerda, e da própria Direita no Brasil, mas a timidez desses movimentos está baseada em compromissos históricos que jamais serão cumpridos. A Esquerda, tanto quanto a Direita, precisam de uma nova visão sobre o Brasil, que vive um novo contexto histórico, tentando varrer antigos coronéis e velhas lideranças políticas, carcomidas pelo tempo. É preciso que surja uma Nova Esquerda e sim, uma Nova Direita, composta não por idealistas somente ideológicos, mas, principalmente, por pessoas que possuam um nacionalismo febril, que saibam entender os anseios, os novos anseios, da população brasileira. Que possuam um engajamento pessoal em causas que não são suas, mas de milhões. Não dá para ter sociólogos brilhantes ou líderes sindicais atrelados a coronéis da velha política, com fizeram nossos últimos presidentes. Muito menos infiltrar uma liderança sem propósito como Dilma num cenário que não lhe cabia, que não a apetecia.

É preciso que a Esquerda e a Direita construam novas lideranças e que essas se renovem num processo político mais vigoroso e menos acanhado. O Brasil possui espaço para muitas ideologias, mas não para novos líderes de papel ou de fantasia. Lula foi o último dos fantoches do poder, assim como o foram Sarney, Collor, Itamar, FHC, Dilma e agora Temer (quem?). É preciso passar uma linha na história do Brasil. Um meridiano que nos separe para sempre desses tristes séculos de corrupção e descaso com nossa população.

A política precisa evoluir indistintamente de ideologias e formatos. O Brasil de hoje é muito mais complexo do que velhas teorias econômicas ou sociais. Temos que evoluir para um modelo próprio de condução política, que nos dê base para a construção de um futuro menos desigual. Consolidar instituições que nos levem a um controle social maior do que hoje há. Renovar leis, condutas, pactos. E isso só será possível com uma nova política e novos líderes. Projetos de governo que possuam ideologias factíveis com o que vivemos hoje, não somente utopias que fizeram de nós escravos permanentes de um Estado sem propósito público.

CRIANÇAS COM BANDEIRA DO BRASIL

A política deve libertar o Brasil e o nosso povo. Por isso Esquerda e Direita, se é que ainda podemos usar termos tão gastos e distantes da realidade, devem ter um compromisso moral com o futuro deste país e de seu povo. Não podemos abdicar de nosso papel histórico. Os outros já definiram os seus. Cabe a nós definirmos o nosso.