Arquivo para crime

Bancada do Crime

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Denúncia, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , on 29/06/2017 by Carlos Baltazar

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Assim que foi aprovado, o financiamento público de campanha gerou em alguns uma ilusão de que a política iria lidar a partir de então com uma realidade mais democrática. A partir dali o poder econômico ficaria fora do jogo, afinal todos os partidos e candidatos teriam uma só fonte de financiamento, o dinheiro de todos nós, e não mais das empresas e instituições provedoras. Engano geral.

A fonte de financiamento público está gerando ainda mais distorções dentro dos partidos. Afinal quem é que gerencia esses recursos? A, B ou C? A que grupo pertence? A que facção? Os partidos não são instituições democráticas. E por consequência não aplicam a democracia internamente, quanto mais na sociedade que deveriam representar.

Cada um dos 35 partidos atuais possui interesses institucionais claros. Só não vê quem não quer. Os que lidam com política sabem que não é possível fazer uma campanha política, no formato de hoje, com esse misere de recursos públicos. Bem, e o que provavelmente acontecerá? Os partidos irão se socorrer das instituições que representam. E muitas dessas provavelmente recebem algum tipo de recurso público ou possui parte de suas contas no famoso caixa dois, três, quatro ou cinco.

Mas a malfadada extinção do financiamento privado de campanha criará uma calamidade ainda maior: o dinheiro do crime organizado vai se espalhar por todo o processo político brasileiro. E isso é catastrófico. Sabemos que o crime já possui seus representantes no Congresso, nas assembleias legislativas, câmaras municipais, no alto judiciário e nos poderes executivos, pelo Brasil afora.

Essa representatividade de certa forma está contida hoje, mas com certeza no próximo pleito teremos, sem sombra de dúvida, muitos partidos envolvidos com o crime organizado como forma de se financiar e a seus candidatos. Ficção. Basta ver a expertise do PT nestes últimos anos no poder. Uma verdadeira organização que presumia retirar do público os recursos necessários para si e outros.

Da forma como o país está desestruturado, as instituições cambaleantes, e muitos dos que perjuram o poder estão presos aos tentáculos da criminalidade institucionalizada, não é difícil prever que o crime organizado, seja ele o banditismo comum ou a instituições paralelas de poder ao Estado, terão seu número de representantes bem ampliado.

O pior, é que vem aí uma engendrada reforma política, bancado por muitos dos que precisam se livrar do jugo da lei, bem como os que querem perpetuar-se como forma de isentar-se do perigoso balaio da política brasileira. Deus nos acuda, nos ajude e nos perdoe.

Partidos ou inteiro ?

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Eleições, Mídia, Notícias, Opinião, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , , , on 21/06/2017 by Carlos Baltazar

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Trinta e cinco partidos legalizados e mais trinta e quatro em gestação. Essa a aritmética partidária do Brasil atual. Mas afinal o que fazem todas essas instituições se vislumbramos uma política destrutiva e apodrecida em meio à uma sociedade perplexa e inquieta. O que fazem os partidos e qual a sua real função no universo político nacional? Vou tentar descrever o que seria o paraíso diante do inferno que hoje nos faz purgar a maior crise político-institucional que o Brasil já tinha vivido.

Afinal para que servem os partidos políticos, senão canais organizados para que a sociedade possa participar ativamente do processo eleitoral e de gestão do país? Pois bem, será que isso está sendo feito? Não creio. O trágico hiato político que o período militar obrigou o país nos causa ressentimentos até hoje. Mas talvez o que mais nos faz sofrer em consequência é o descostume da participação política e, por consequência, do controle social sobre os partidos.

Os partidos políticos tornaram-se meros cartórios de interesses corporativos e institucionais, quando não da corrupção e do crime institucionalizados. Não dá para ver um partido como uma instituição puramente representativa de parcela da sociedade, com características de ideais e ideologia, dessa mesma. Mas como grupos meramente organizados para buscar o poder ideológico e práticas nem sempre republicanas de exercício desse mesmo poder.

A mera ligação desses partidos com alguma instituição já lhes tira a característica básica de existir e de criar fórmulas mais eficazes de representatividade social e de gestão voltada para o todo. Mas a prática não condiz com isso. Ao contrário, muitos partidos são apenas cartórios do poder e balcão de soluções facilitadas para as várias dificuldades encontradas na burocracia paralela do poder. Sem falar naqueles que somente servem como “agência de representação” de outras instituições que nada tem a ver com a política. Esses desvios de finalidade geram, incontestavelmente, desvios de caráter que desembocam na corrupção arraigada nos costumes da nossa pátria mãe.

Senão vejamos. Os partidos recebem o tal Fundo Partidário, que é na verdade dinheiro à vontade para poderem manter-se vivos e ampliar seu poder de existir. Mas é só isso? Não. Cada partido possui uma “fundação” que deveria observar regras de ação e incentivo à participação e formação política da sociedade. Mas não é isso que acontece. Os partidos ditos de esquerda comumente usam suas fundações para aprofundar a “ideologização” cega de seus membros, ou como querem alguns, a tal “lavagem cerebral”. Por outro lado, outros gastam seus(nossos) recursos para fazer de conta que a sociedade realmente está sendo formada em seus direitos e participação política e assim aperfeiçoarmos o cambaleante sistema de representação democrática.

As grandes manifestações de 2013 mostraram que a população está pouco se lixando para os partidos políticos. Bandeiras de algumas agremiações que se atreveram a estra lá, foram sumariamente queimadas. E até hoje os partidos não sabem afinal o que era tudo aquilo que se viu nas ruas. Tornaram-se, desde então, ainda mais obsoletos e dispensáveis ao processo de representação política. Verdadeiros zumbis da democracia nacional.

E se acaso não houver uma renovação partidária drástica, em 2018 muitos partidos nem saberão o que dizer aos eleitores. Arrisco dizer que fatalmente usarão seus melhores estrategistas para falar de…corrupção. Serão varridos para ainda mais longe da sociedade que os abriga. Aliás, a maioria nem sabe o que dizer hoje, quanto mais em 2018. Calam-se diante das denúncias da mais absurda corrupção já praticada na história da humanidade.

Triste, mas os partidos políticos são responsáveis por todo esse aparato de corrupção encastelado no poder público. E pelos meliantes que se escondem em suas entranhas para roubar dos que esperam um novo líder a cada dia. Nossa frágil democracia padece por isso e por ter nesses partidos seus últimos fios da mais ingênua esperança.

Nos campos do absurdo

Posted in Atualidades, Notícias, Opinião, Polícia, Religião with tags , , , , on 08/04/2011 by Carlos Baltazar

Difícil não dizer algo sobre o absurdo cometido por um débil mental contra inocentes vidas que apenas estavam aflorando. Esse é o termo. Ceifaram-se flores que embelezam a razão da vida de todos. Crianças, adolescentes, jovens, esses são a fé num mundo que tem continuidade, é nossa crença no amanhã. E quando um fanático e débil mental, como tantos que nos rondam todos os dias, percebe a sensação que o futuro causa, ele se desespera, porque sua mente débil desconhece a beleza da criação, por mais que Dele falem. Esses débeis mentais O desconhecem, na verdade O desafiam em sua força de criação, atacando exatamente essa possibilidade de prolongamento e fertilidade da vida. Porque eles odeiam a vida, tanto quanto quem dela consegue tirar alegria, prazer, amor. Fanáticos de toda ordem usam o nome de Deus como razão para suas barbáries. Descartam a condição primeira da existência de Deus que é a Vida e toda a sua generosidade. Esses débeis mentais não possuem generosidade, apegam-se antes a dogmas que lhes sirvam de razão. Usam esses mesmos dogmas para julgar pessoas segundo sua própria debilidade humana, e esses mesmos passam a ser seu motivo de vida, a que eles próprios não conseguem ter e que o seu “deus” não lhes dá. Geralmente os encontramos através de um comportamento soturno,  desorientado mental e sentimentalmente. As condições precárias favorecem sua miséria humana dando levedura aos mais impensados atos que um ser humano jamais pensaria em cometer. Mas sua debilidade humana faz-lhe enxergar com menos sutiliza e crueza a verdade de sua própria existência. Para esses débeis mentais tirar a vida é como possuí-la, uma vida que eles nunca tiveram e que uns poucos loucos que professam sua debilidade semearam em sua premoníaca personalidade. Perdoem crianças, eles não sabem o que fazem.

p.s.: a ignorância sempre foi a mãe da insensatez, assim como a miséria humana é campo fértil para fanáticos de toda ordem…

Desabaforada

Posted in Atitude, Atualidades, Denúncia, Notícias, Opinião, Política with tags , , , , , on 16/03/2010 by Carlos Baltazar

Seguinte. Nós, os ocidentais de boa índole passamos anos a fio vendo artistas, estrelas de cinema e toda uma trupe de pessoas, que influenciavam muitas outras, fumando em todos os locais e ocasiões. Depois de todo esse poder de convencimento institucional, pessoal, publicitário e psicológico, chega alguém e fala que é para parar com esse hábito porque ele é ruim, nocivo e prejudicial até aos que não fumam, numa campanha pesada de enfrentamento aos pobres fumantes inocentes. Inocentes sim, pois foram vítimas do governo, da indústria do fumo, das agências de propaganda, dos filmes, das músicas, dos livros, até dos manuais de sexo. A marginalização que hoje é empregada contra aos fumantes é absurda. Não vou entrar no mérito dos malefícios do hábito, do desconforto causado por fumantes em locais fechados ou do custo social e financeiro e das doenças causadas pelo fumo. Mas porque esse massacre? Agora os coitados dos fumantes são vistos em pequenos grupos na frente das empresas e prédios “pitando” seu cigarrinho como um criminoso que é observado com a “boca na botija”. Pobres fumantes, vítimas do seu próprio, furtivo e inocente prazer. Maquiavélicos são aqueles que nos representam, nos fornecem e nos induzem ao erro, por isso vão queimar no fogo de sua própria hipocrisia…

p.s.: sim, já fui fumante por uns 20 anos. Parei por nenhum motivo maior. Sinto que meu organismo está mais limpo, mas de vez em quando fumo uma cigarrilha ou charuto para poder relembrar os bons momentos em que dar uma tragada depois de um café ou refeição não era crime capital…

Inversão de Valores

Posted in Atitude, Atualidades, Notícias, Opinião, Polícia, Política with tags , , , , , on 24/02/2010 by Carlos Baltazar

A seriedade em nosso país está virando algo raro. Fatos extremamente graves tornam-se corriqueiros diante de nossos olhos, e parece que não há tanta gente de bem que grite e se revolte pelos meios em que ainda isso é possível. O assassinato do menino João Hélio, brutalmente arrastado por ruas do Rio até a sua morte, ficou em nossas mentes como um ato de selvageria, covardia e ódio pela vida. Animais não fariam isso com inimigos, a não ser por fome ou domínio territorial. Esse é o ponto. Estamos disputando espaço com mentes perversas, doentias e assassinas. Ver pessoas ou instituições defendendo direitos desses dejetos humanos é um exercício de paciência e humanismo. Todos sabem que a maioria dessas ong’s que defendem direitos humanos de bandidos e sua prole recebe recursos do crime para tanto, vivem da desgraça das famílias de bem, sobrevivem pela morte e da perdição alheias. Criam esses PPCAAM’s para bandidos e assassinos, e colocam ternos de defensores públicos para estar na estatura legal necessária. Vigaristas, covardes, como todos esses criminosos que chamam todo mundo de doutor quando a casa cai.

p.s.: aliás o Rio é ímpar nesse aspecto de ong’s. Vive cheio de boa vontade, arregimentando pessoas, pedindo paz e justiça e nada faz de verdade para acabar com o antro do crime na cidade: as favelas. O Poder sobrevive pela existência das favelas. Brizola sabia bem disso, a globo sabe disso, lulla sabe disso e esse arremedo de governador também. Enquanto isso os que sobrevivem ainda esperam por justiça pelas mãos de outros.