No Paraíso dos Hipócritas

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Quem não teve o desprazer de ouvir um estrangeiro falar mal do Brasil e dos brasileiros, e logo conter a vontade de dar-lhe uns bons sopapos? Pois é, mas já que estamos entre nós, podemos abrir essa discussão e falar de maneira explícita algumas situações que claramente nos incomodam, mas que fingimos não ser da nossa conta. Parecem traços culturais importados de nossos ancestrais, mas a verdade é que são defeitos do nosso próprio caráter tupiniquim.

Primeiro, que todos esses pilantras que estão na cadeia ou em vias de, por corrupção e outros vícios políticos, foram colocados lá no poder por nós, sem desculpa. Hoje, uma legítima parcela da sociedade está claramente revoltada com “eles”, mas desconheço quem tenha dito em 2003 que Lula era um farsante e um ladrão, embora a maioria soubesse disso. Pior, ainda hoje temos quem o queira livre, mesmo condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Uma legião de imbecis? Não, é o nosso caráter deformado que admira o pior. Quem quer um presidente da república condenado? Ninguém no mundo, só o brasileiro e seu péssimo caráter.

É comum ver a imprensa e os ditos guardiões dos direitos humanos, espernearem quando algum prefeito tira mendigos de seu “conforto a céu aberto” e os leva para refúgios públicos. Mas esses mesmos guardiões não estão nem aí se esses deserdados ficam ao relento sem as mínimas condições de sobrevivência. Ou seja, na verdade os heróis do humanismo querem que os mendigos se lasquem. Condoemo-nos com as cenas, não queremos que mexam com eles, mas não estamos nem aí com sua condição. Somos hipócritas? Já pensei que sim, mas na verdade creio mesmo que temos mesmo é um caráter defeituoso, do tipo que vale poucos tostões. Devemos ser os primeiros a cobrar das autoridades que essas pessoas façam parte da sociedade produtiva e consumidora. Mas ao contrário, optamos por ser vassalos do ridículo, panacas, se é que me entendem.

Não foi apenas uma vez que ouvi de comentaristas anônimos de futebol, a nata da nossa intelectualidade, aliar a análise do futebol do seu time com a política. Além das galhofas e desdéns característicos, não raro ouvia a frase maldita: “está certo, se eu estivesse lá faria o mesmo”. O que falar de um caráter assim? Alguém assim desconhece que o que é público é de todos e tem de ser preservado. Mas ao contrário, é tratado como algo a ser destruído, por isso é comum ver entulho e lixo nas ruas, fios de iluminação pública roubados, prédios pichados, áreas verdes como terreiros.

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Quem somos nós afinal? Um povo que não conhece e não cultiva a sua história. Ao contrário, cultua bandidos atuais e históricos. Um povo que ri de seus valores, de si próprio e de suas feridas sociais. Afeito a ouvir mentiras e crer nelas, porque é mais fácil acreditar que o “governo” que deve prover a vida da sua família e dos agregados, desde uma casa até o dinheirinho pra cerveja. Tivemos o desplante de criar uma Constituição inteiramente sem qualquer plausibilidade, sem financiamento prático, uma obra de ficção, apenas para dizer que “todos somos iguais perante a lei”. O cacete que somos.

E o caráter brasileiro é torto em todas as classes e esferas. O brasileiro não se importa com o Brasil. Poucos são os que defendem um nacionalismo puro, equilibrado. Se não, são extremistas de esquerda ou direita. Não há consenso nacional nem político sobre o presente, que dirá sobre o futuro. Elegemos gente da pior espécie que há entre nós, em troca de dentaduras, cestas básicas ou dinheiro. Por isso os problemas se avolumam exponencialmente e o caos nos atormenta em várias frentes. Saúde, segurança, emprego, tudo o que nos importa de verdade. E vemos aqueles que nos fazem de otários todos os dias falarem alegremente que tem a solução do que eles mesmos problematizaram. E votamos neles todas as vezes que nos pedirem votos, afinal somos um país de corruptos, de caráter torto.

Quer mais provas do nosso caráter defeituoso? Veja os últimos passos da Justiça, do Legislativo e do Executivo federais, é quase um circo de horrores. Não sabemos planejar, organizar, respeitar. Fazemos leis medíocres para safar os safados, e não cumprimos as que podem nos livrar deles, ou de nós mesmos. A hipocrisia no Brasil beira o absoluto ridículo quando vemos a imprensa livre, como UOL, Folha de S.Paulo e SBT, quererem entrevistar um condenado na cadeia e transformá-lo em presidente da república. Nenhum outro povo assim o faria, só nós, os deformados. Outro caso de explícita hipocrisia brasileira é o tal indulto que damos aos condenados em datas festivas. Veremos a tal moça que matou a mãe passar o dia das mães fora da cadeia. E a madrasta que matou a filha, idem.

Afinal, quem somos nós? Quanta mediocridade foi embutida em nós? Quando iremos aprender que antes de nossos direitos, temos deveres? Bem, mas isso irá nos custar mais do que uma sessão de análise psicológica nacional. Quando iremos nos defrontar com a tortuosidade de nosso próprio caráter e subvertê-lo à uma identidade nacional de verdade, séria e progressiva? Quando o brasileiro irá realmente tornar-se um cidadão com qualidades humanas de verdade? Quando iremos para de rir de nossa peculiar malemolência e do pouco valor que damos a uma vida decente e produtiva? Quando iremos mudar nosso status de país para Nação? E ao olhar o espectro de candidatos à presidência da república, dá pra notar que estamos ferrados de verde e amarelo. E tenha a certeza, iremos escolher o pior, quer apostar?

 

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3º Mandato

Segundo Paulo Vannuchi, o homem encarregado de defender os interesses dos menos favorecidos e mal intencionados da esquerda, além do controle da imprensa, rádios e tevês, nosso presidente Lulla da Silva foi muito bonzinho conosco, porque ele poderia ter tido o terceiro mandato fácil, fácil, era só ele querer, mas seu veio democrático o impediu de fazê-lo. Mentira. Lulla não é nem nunca foi democrático. Há tempos atrás ele lançou seu balão de ensaio de terceiro mandato e encarregou alguns pródigos interlocutores para falar com algumas instituições que fazem parte do pilar básico de nossa democracia. A idéia não só não foi aceita como foi rechaçada de primeira conversa. Segundo o mesmo defensor, Lulla descartou a idéia por achar que “a democracia brasileira é jovem demais para suportar esses acidentes”. Acertou em cheio, seria um acidente com trágicas consequências. Parte significativa da sociedade não iria aceitar, incluindo aí as Forças Armadas. Lulla é ignorante, mas não é burro, preferiu ficar onde está para não mexer num vespeiro fatal. Não tem aí nada de benevolência política por parte dele, antes, receiou que sua atitude pudesse prejudicar o projeto de poder de seu partido, inviabilizando seu próprio futuro político. O senhor Vannuchi precisa deixar de ser mentiroso ao usar a desculpa da defesa dos direitos humanos, para tentar acabar com o direito à propriedade e impor controle direto da vida dos cidadãos pelo governo federal, mais do que já há.

p.s.: os canalhas da esquerda acham que estão podendo, mas não estão. O eterno núcleo terrorista do PT, formado por figuras com o tarso genro, franklin martins, marco aurélio “top top” garcia, dilma rousseff, e outros menos seletos, serão as cabeças prontas para a guilhotina da história…

Bacharelismo Cartesiano

Ontem assistia ao programa “entre aspas” no GNT e tive o desprazer de ouvir mais um picareta comunista com título de bacharel ou algo mais, o senhor Fábio Konder Comparato, inconformado com a decisão do STF sobre a manutenção da lei da anistia assim como ela é. Seu discurso a favor de forças armadas com um passado limpo integra um velho arcabouço de metáforas vazias que os comunistas sem mãe teimam em vomitar. De nada adianta o seu discurso e sua grandiloquência voltada aos direitos humanos se esquecermos toda a onda de terror, crime e assassinatos que seus pupilos de guerrilha realizaram e, no entanto não estão na mira de nenhum artigo dessa famigerada lei. Aliás, o que será que o dito senhor acha dos direitos humanos em cuba ou na ex-urss de stálin? Acho que sua idade já lhe permite escrever as suas velhas memórias, uma vez que as suas opiniões pouco serão efetivas para o pensamento de hoje, afora, claro, sua citação pelo estudo nobre do direito. E como estudo, é tão somente ensaio para ingênuos bacharéis.

Outro dia participei de um seminário onde pude ouvir mais uma vez um rebento da FGV e suas já famosas posições igualmente cartesianas, ao estilo do Estado Novo comandado por aquele que lhe empresta o nome. Já estive próximo de alguns trabalhos formulados pela FGV e é incrível como alguém ainda acredita na sua produção acadêmica que é de um anacronismo absurdo. O pensamento “getuliano” é fraco, carece de ousadia, é hermético e carcomido. O uso de seus números na coleta de dados para o serviço público é apenas um caça-níqueis bem caro para os cofres públicos. Sua postura institucional e de seus membros-representantes em muito relembra a ditadura de Getúlio e toda a sua fanfarronice tupiniquim, que acabou tarde como deveria ter sido interrompida no início, à bala. Se o Brasil depender da produção intelectual da FGV para apimentar o seu desenvolvimento, vai ser mais um, como o outro, a entrar para a história.

p.s.: se está em dúvida quanto ao descrito, pergunte para alguém com o mínimo de noção intelectual que já fez alguma coisa com a FGV, recebeu alguma proposta elaborada por eles ou conhece algum almofadinha intelectual de lá…

Sob o Eixo do Mal

O alinhamento do Brasil com países que integram o eixo das ditaduras, e seu crescente silêncio com respeito a matanças e genocídios em outros países, tem custado caro à nossa imagem no contexto mundial. Outrora nossa política externa alinhava-se com uma ação positiva quanto a direitos humanos, desarmamento e respeito às minorias étnicas, o que nos credenciava a ter um discurso de respeito e uma voz consciente na ONU. Pleitear um assento permanente no CS com uma turma como esta que está aí no governo é algo bastante temerário. Ao ser advertido pela Anistia Internacional, o Brasil torna-se um membro suspeito no cenário internacional. Apoio a ditadores, ditaduras e massacres não são credenciais para um país sério e preocupado com valores democráticos e humanos. O excelentíssimo senhor presidente da república começa a abusar da sua popularidade e expõe o povo brasileiro a um vexame vergonhoso de diplomacia. Seu discurso raso, encorpado com teorias marxistas bolorentas irá nos conduzir a confrontos políticos, diplomáticos e consequentemente comerciais. Além do ridículo que é possuir um analfabeto mal intencionado como representante do país, ele faz trazer consigo uma camarilha de corruptos que possuem as melhores qualidades que uma quadrilha deve possuir para dar-se bem. Não é possível que mesmo depois de tudo o que vem ocorrendo, esse imenso mar de inconscientes nos levará vivos até o profundo buraco de um novo governo apodrecido em suas raízes e que ainda usa o discurso da igualdade como se todos pudessem ser filhos dilma mentira(sorry).

p.s.: “Esse homem é de uma penosa fragilidade intelectual. Continua sendo um sindicalista preso à superstição da luta de classes. Não entende nenhum assunto complexo, carece de capacidade de fixar atenção, tem lacunas culturais terríveis e por isso aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicam a realidade como um combate entre bons e maus.”  Carlos Alberto Montaner escritor cubano, definindo o presidente Lula a propósito da perda de confiança internacional provocada pelo alinhamento brasileiro a governos autoritários.

 

O Grito dos Inocentes

Bradar por liberdade é direito de todo ser humano, principalmente contra regimes que sempre se disseram democracias populares. Cuba é um grande exemplo disso. Ditadura feroz, sanguinária contra seus opositores e alguns apoiadores, a ditadura cubana merece o repúdio daqueles que velam pela liberdade própria e alheia. O processo de miserabilidade desses países em processo de doutrinamento socialista e já dominados é real e quase irreversível a curto prazo. A visão distorcida e malévola de seus dirigentes chega às raias do cinismo criminoso e sem remorso. Segundo fidel “as mulheres cubanas universitárias não viraram putas, mas sim as putas cubanas são todas universitárias”. E tantos morreram por tão pouco na história da vida…

p.s.: sugiro um artigo básico do colunista da folha, Clóvis Rossi, sobre o silêncio gentil do Brasil sobre os direitos humanos em cuba.

Inversão de Valores

A seriedade em nosso país está virando algo raro. Fatos extremamente graves tornam-se corriqueiros diante de nossos olhos, e parece que não há tanta gente de bem que grite e se revolte pelos meios em que ainda isso é possível. O assassinato do menino João Hélio, brutalmente arrastado por ruas do Rio até a sua morte, ficou em nossas mentes como um ato de selvageria, covardia e ódio pela vida. Animais não fariam isso com inimigos, a não ser por fome ou domínio territorial. Esse é o ponto. Estamos disputando espaço com mentes perversas, doentias e assassinas. Ver pessoas ou instituições defendendo direitos desses dejetos humanos é um exercício de paciência e humanismo. Todos sabem que a maioria dessas ong’s que defendem direitos humanos de bandidos e sua prole recebe recursos do crime para tanto, vivem da desgraça das famílias de bem, sobrevivem pela morte e da perdição alheias. Criam esses PPCAAM’s para bandidos e assassinos, e colocam ternos de defensores públicos para estar na estatura legal necessária. Vigaristas, covardes, como todos esses criminosos que chamam todo mundo de doutor quando a casa cai.

p.s.: aliás o Rio é ímpar nesse aspecto de ong’s. Vive cheio de boa vontade, arregimentando pessoas, pedindo paz e justiça e nada faz de verdade para acabar com o antro do crime na cidade: as favelas. O Poder sobrevive pela existência das favelas. Brizola sabia bem disso, a globo sabe disso, lulla sabe disso e esse arremedo de governador também. Enquanto isso os que sobrevivem ainda esperam por justiça pelas mãos de outros.

Madalena Arrependida

Desculpem mais uma vez meus seletos leitores por não trazer boas novas, mas faço questão de comentar fatos atuais que possuam reflexos e façam-nos refletir a cerca de nossas atitudes. Por isso primeiro vou postar um folheto distribuído pela Igreja, via Pastoral da Vida.

Agora a Igreja chama o nosso presidente de “Novo Herodes”. Arrependeram-se os Padres, Bispos e Arcebispos de suas escolhas políticas? Agora não são mais o Lulla nem o PT os redentores dos pobres? E aquele messias da integridade humana que iria resgatar o povo brasileiro de todas as mazelas havidas desde que Cabral chegou aqui? Ora Eminências vão pastar! Ou melhor, pastorear em outras plagas. E mandem um abraço a frei beto, d. paulo e tantos outros camaradas.

p.s.: e o Bispo Dom José Benedito Simão, presidente da comissão e bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo, diz: “O que nós contestamos é a falta de sensibilidade desse decreto, que funciona como um projeto, e não ajuda em nada ao Estado Democrático de Direito em que queremos viver. Não queremos cair em outra ditadura. Esse decreto é arbitrário e antidemocrático”. Acordou Madalena…