De Lulla à Tiririca

A corrupção se alastra pela Administração Pública no Brasil. As vozes que poderiam afrontar o disparate criminoso que vêm dominando a cena pública estão sendo caladas. Paulatinamente as bases do funcionalismo público vêm sendo minadas por serviços terceirizados em várias tentativas de se subverter a ordem no serviço público e deixar aberto o espaço para que a corrupção público/privada seja a mais vergonhosa realidade. É possível, por exemplo, na administração da prefeitura de São Paulo, vários serviços públicos entregues à empresas e pessoas estranhas ao organismo público municipal. Desde a frota da Guarda Civil até à empresas de assessoria trabalham no corpo da Administração, minando seus fundamentos mais preciosos. E é claro, que uma empresa de assessoria não faz seu trabalho de forma gratuita e, lógico, a licitação será dirigida para que a mesma vença e receba pelos valorosos serviços prestados. A terceirização no serviço público atende a dois interesses: calar o funcionalismo público e amealhar recursos provindos do erário, através da corrupção. O aparelhamento do serviço público não é privilégio de Lulla. Engana-se  quem pensa que a corrupção não campeia em áreas mais nobres da Administração Pública. Nomes ilibados  cercam-se de meliantes para tungar irmamente os cofres públicos. É de surpreender ver doutos acadêmicos numa filosófica relação com a ralé da corrupção pública, fornecendo meios e expertise para que a Nação seja rapinada dia e noite. Mais ou menos o que os “heróis da resistência” fizeram com a bandidagem na cadeia, dando base à formação do CV e do PCC. Ontem foi Lulla, hoje é o Tiririca 2222…

p.s.: no dia do Funcionário Público, algo para o PSDB e Cia. pensar no porque os funcionários públicos apesar de serem contra a corrupção votam na Dilma e no PT.

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Procura-se

Por um acaso alguém sabe aonde se alojou o aloprado do MPF? Começou a fazer graça na administração do PT e logo lhe calaram a boca. Tantos escândalos, tantos desvios, tanta corrupção e nada do aloprado vir até a TV e deitar idiotices como d’antes. Figuras como essa demonstram covardia ao primeiro apito, seja ele de alerta ou de ordem.

p.s.: o serviço público no Brasil possui pessoas da melhor qualidade, pessoas interessadas em manter a dignidade do Estado brasileiro e manter políticos safados fora do alcançe dos recursos que a população entrega na forma de impostos. Por outro lado existem funcionários públicos muito mais canalhas que aqueles que acusam…

Dito pelo seu Dito

É inacreditável como os governantes deste país tem uma percepção bem equivocada de suas obrigações e satisfações para com a população. A maquiagem legal dada a atos criminosos para torná-los palatáveis à imprensa é escabroso. As instituições estão aparelhadas de má gestão, secreta ou aberta. Não é possível que após um desastre com o apagão ocorrido dentro de nossas fronteiras e no vizinho Paraguai, um ministro(sic) de minas e energia vem a público e diz que o assunto está encerrado. Quem é ele para dizer isso? Essas pessoas parecem ou não sabem, ou não fazem questão de saber, que o funcionário público existe para servir ao público, por isso tem muitas, e quantas forem necessárias, satisfações a dar. Principalmente para quem teve TV’s, geladeiras, PC’s, rádios, equipamentos médicos e tantos outros danificados. Esses senhores acajuzados ou preteados pensam que são os donos do país. São arrogantes, ineptos, inseguros e mal educados. Pensam que todos têm a sua raiz. Pois não a temos. Temos pátria, família e decência, muito do que carecem para serem homens de caráter e brasileiros de verdade.

p.s.: sabe aquela história de “não basta parecer sério, é preciso ser”, então…

Atos Secretos…

Uma frase que vez ou outra a gente ouve é que o povo é o patrão do servidor público. É preciso deixar claro que o patrão do servidor público não é o povo. Existe uma estrutura empresarial estabelecida que funciona e muito bem. Quem paga os impostos é o povo, mas não é ele o patrão. É como o Direito, você têm direitos, mas os possui ? Essa história de povo é poesia militante. Simples, porque os eleitos não dão margem para eleitores após a sua eleição, inventam balelas para ludibriar aos incautos. Por que idoso tem ônibus de graça? Porque não tem aposentadoria que preste! Por que tem que ter cota para negros? Porque não há oportunidade igual para todos! São remendos sociais para os mendigos sociais… O público e o privado, voltando a mencionar, se confundem quando a nossa atitude é dúbia quanto a posturas profissionais. Acho que nessa discussão é importante que se diga, e isso nenhum político se atreve, que paulatinamente vem se reduzindo o valor da massa salarial por exemplo da prefeitura de São Paulo, é só ver os balanços. E vem aumentando significativamente o valor de “serviços pagos a terceiros”, ou seja, empresas contratadas para fazer serviço de funcionário público. Por que será? Seria bom perguntar aos prefeitos que teimam em usar nossa cidade como trampolim político e arrecadatório. Funcionário público não é responsável por nenhuma mazela do país como já foi dito, os funcionários são os guardiães do que possa ser feito de errado pelos políticos. Claro que uns se corrompem, como aquele lá do senado, mas a maioria, gigante maioria, é fiel aos princípios da moralidade e honestidade que os “eleitos” teimam em descumprir. Quem conhece um pouco só o serviço público sabe disso. Não se desvia dinheiro público, é impossível, o que se faz é triangular o que se paga, e fazer voltar ao que deu a ordem para fazer, ok? Acho que já estamos maduros o suficiente para entender o que é verdadeiro e desistir das historinhas dos incautos. É preciso seriedade. Não são listas públicas de salários que moralizam nada nem ninguém, mesmo porque não se pode mexer nos salários ao bel prazer, então tudo isso é ridículo. Porque não falar de transparência de políticas públicas? Por que não publicar as assessorias dos eleitos e seus vultosos salários e jetons que percebem de empresas públicas. E a transparência da sua evolução patrimonial também. É fácil achar…

Barnabé, o apóstolo sem título

Barnabé, o apóstolo sem título

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

p.s.:  “Afinal quem acha petróleo a 6000 metros pode achar qualquer coisa…”