Arquivo para Lava-Jato

Entrevista para o Canal Bom Saber

Posted in Arte, Atitude, Atualidades, Comentário, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 04/08/2017 by Carlos Baltazar

Confira minha entrevista para o Canal Bom Saber. Claro, falo de política, mas também uma análise da conjuntura econômica e social do Brasil e do mundo. Curta a entrevista e o canal.

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Batismo de Sangue

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Denúncia, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/05/2017 by Carlos Baltazar

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De todos os lodaçais que este país já encarou, talvez este seja o mais podre e prostituído de todos. Outros períodos funestos contavam com falta de informação, camuflagem oficial e não oficial e os famosos cala-bocas na base da bala ou da baioneta. Continuamos a ver e viver esses tempos difíceis, não só em Santo André ou Campinas. Não é à toa que muitos são os arautos para o futuro do Brasil.

Enfiados nas hostes do governo militar de 64, muitos civis de hoje, e alguns dos que já foram, ardilaram um sem número de golpes contra o país e seu violado erário. Tais empresários gostam de manter relações íntimas com o poder de plantão em proveito de quantias significativas e acesso ilimitado a instituições do mais alto grau de decisão. Afinal alguns “lucros” vem mais fácil sem o suor da produção. Retrato fiel de uma elite que não possui brasilidade em seus dogmas liberais.

O poder no Brasil sempre se confundiu com domínio particular de uns. E nos tempos em que a esquerda fabiana tem dominado os fóruns de discussão, imprensa e ensino, dois conglomerados destacaram-se como os grandes “amigos do czar” ou do regime de semi letargia nacional. Os clãs Batista (que o querido São João Batista não proponha nos castigar ainda mais). Um de Eike e outro dos irmãos Joesley e Wesley. Os Batistas foram aquinhoados com bilhões daquele que deveria ser um banco de fomento social, não um “aportador” da fortuna alheia. Nos tempos áureos, Eike era o grande presenteador de Lula da Silva. Mas de um dos homens mais ricos do mundo, virou um meliante de tornozeleira eletrônica. Ao estilo da coleira que sua mulher envergava com submissão e orgulho.

Passados alguns dias de escândalos para os lados de Lulla e seus demônios, aparece o irmão Joesley com uma bomba delatora, que ele vendeu fácil para a PGM e para o petista Fachin, ministro do STF por conta e obra de Dilma, a louca. Joesley saiu-se bem: parcelou a leniência, ficou livre da prisão e jogou às cobras e aranhas o ingênuo Temer. Aécio cheira e fede sim, mas é só um acessório dessa artimanha, que pode bem ter sido articulada por Lula, agora providencialmente assessorado por Dirceu, o cérebro.

Um verdadeiro golpe está em curso, sob nossas barbas. Uns perguntarão: e eu com isso…golpes são o fardo que se carrega com o poder. Mas se fosse um golpe qualquer, tudo bem. Ocorre que este golpe, especificamente, está sob o prisma da destituição total do poder institucional do que nos rege. Fantasia? Quem rege hoje a política senão o STF? Nós elegemos mais de quinhentos deputados e quase cem senadores, mas quem manda são onze sujeitos que sequer são juízes. Alguns possuem um passado sombrio, desconhecido. Outros nem tanto. Mas todos possuem envolvimento político pessoal. Prepara-se a volta de Lulla ou outro Maduro qualquer. Mas o fato é que estamos correndo um sério risco de voltar ao tempo da caserna também ou, pior que isso, viver a realidade que nosso país se tornou um celeiro, ou um puteiro, onde são formados pequenos ditadores de delírios canalhas, financiados por empresários sem pudor de ver seu país no esgoto de seu lucro. E ver de NY o quanto o capitalismo é bom e o quanto mais de promessas ainda devemos pagar.

“Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus…cai, não fica nada…

Posted in Atitude, Eleições, Lava-Jato, Notícias, Opinião, Polícia, Política with tags , , , , , , , , , , on 21/05/2017 by Carlos Baltazar

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Numa só tacada, a dupla caipiro-petista Joesley e Wesley, assinou com sangue a morte do que restava da Velha e da Nova República. Após passar anos conseguindo bilionários empréstimos escusos do BNDES em troca de propina para centenas de parlamentares, a JBS começa a sentir o cheiro da sua derrocada, tal qual a Odebrecht.

Nos anos de ouro da Velha República, muitos parlamentares tornaram-se ricos por suas relações com o poder. Na Nova República não foi diferente. Apenas o poder “socializou” o dinheiro público, triangulando suas vertentes mais a miúde. Uma boa parcela dos políticos que não tinha acesso a mamatas no regime militar estava ávido por aproveitar-se do erário segundo as suas pessoais convicções. Sarney emplacou a ferrovia Norte-Sul. Collor, vendeu favores presidenciais, dizem que beirando os um bilhão de dólares. E FHC trabalhou intimamente com bancos, empresas de telefonia. Mas o marco da gestão tucana foi, o que hoje nos espanta, o primeiro loteamento do congresso para conquistar a sua reeleição, e as bases férteis para que a Petrobrás fosse quase aniquilada nos governos que se seguiram. Acabava aí a Velha e a Nova República. Aí veio o “Socialismo-Sindical” de Lulla e sua intrépida trupe, que alijou dos brasileiros bilhões de reais, naquela que sem dúvida foi a maior gatunagem pública que a humanidade já viu (ou você ainda duvida?). Dilma, aquela a quem deram a alcunha de “gerentona”, talvez mais por opção do que por sua competência gerencial, legou ao país mais de 13 milhões de trabalhadores desempregados, um dívida interna na casa do trilhão e tanto de reais, contas públicas em total falência além dos crimes institucionais e de relevo pessoal. Após um processo natural de impeachment, assumiu seu vice e formou o que se quisera chamar de “governo reformista”. Que nada. Sem grandes surpresas vem sobre ele igual ameaça, em forma de delação premiada (e eles ainda ganham prêmio?) e afastamento por conta de corrupção.

Afinal, o que estamos fazendo com nosso país?  Que tipo de governo nos é possível? Os brasileiros sempre tiveram receio de aplicar penas duras em quem comete crimes. Pior, acham que a maioria pode ser reconduzida à sociedade como um cidadão casto e fiel pagador de impostos. Mas não temos mais como levar este jogo adiante sem que façamos algo sério e agora. O sistema que temos nos induz à corrupção de forma implacável. A burocracia governamental, o sistema partidário e eleitoral, empresários que querem enriquecer às custas da miséria do povo. É preciso mudar nossa política, que sempre forma castelos de cartas, marcadas. O jogo precisa ser aberto, transparente. Todos à mesa devem poder participar e ter chances de ganhar. Hoje ganham apenas os caciques, os apadrinhados, os institucionalizados, aqueles que “eles” julgam ser melhores de lucro que outros. É hora de radicalizar nas consequências. Partir pro tudo ou nada. Varrer das instituições a praga da corrupção que nos escraviza. E cada povo deve achar seu destino. O que queremos para nós e o nosso Brasil?

Política Gourmet

Posted in Atitude, Comentário, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , , , on 21/05/2017 by Carlos Baltazar

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Muitos mortadelas e coxinhas adoram falar que se FHC e Lulla se dessem o Brasil seria outro. E sabe por que isso nunca aconteceu? Porque ambos possuem o mesmo desvio psicológico. Um, porque não é popular, outro porque sempre foi pobre. Ambos fizeram ruir os sonhos de milhões de brasileiros através do desemprego, inflação e…corrupção. FHC nos deu o PROER e a privatização estratégica da telefonia. Lulla quebrou a Petrobrás, Correios, Fundos de Pensão e muito mais. Ambos fizeram acordos políticos, e sabe lá mais o quê, com os piores coronéis da política deste pais. Ao invés de usar a população como aliada, fizeram questão de ter ao lado Renan, Sarney, Jucá, Jader, e tantos outros que vilipendiam o país e os miseráveis desse, há dezenas de anos. FHC e Lulla sempre lhes ofereceram tapetes vermelhos, polpudas oportunidades, enquanto afiavam seu discurso, um a excelência do academicismo e o outro o raso da semântica. Ambos gastos e ridículos. Leio hoje na Folha, o mais bondoso reduto para os recém demitidos petistas, um colunista que atesta que o Brasil precisava que FHC e Lulla tivessem entendimento para o Brasil funcionar. MENTIRA. O Brasil não precisa de FHC ou Lulla, precisa de gente honesta, séria e com capacidade de aglutinar a sociedade num projeto de Nação. Estamos na beira de um poço profundo e lamacento. Temer não possui capacidade nem carisma político para tirar o Brasil dessa pasmaceira cívico-econômica. Ele está lá porque foi alçado pelo establishment do poder. Não manda, não conhece as saídas, apenas converteu-se num domador de deputados e senadores, o que não deve ser muito difícil tendo o governo tantas tetas fartas. Lulla já havia feito isso, até mesmo o PSDB já havia se rendido aos seus encantos presidenciais. Dilma achou que podia fazer o mesmo com independência e dançou. Como dizia Quércia: “vamos buscar os bois no pasto”. Os deputados e senadores eleitos em 2014 sabiam que a farra estava feita, e tinham que aproveitar. Está feita aí a miscelânea política que jamais houve. O Legislativo não consegue legislar, pois a tudo recorre à Justiça. Não há políticos de bom calibre, mas uma arena de show armada para nosso deleite. É só lembrar da votação do impeachment da ex-presidente Dilma. Que vergonha…um circo. FHC comprou o Congresso. Lulla também. Isso é fazer o Brasil funcionar? Não. O Brasil espera por novos líderes, novas práticas, uma nova política. Em 2018 precisamos fazer uma limpa geral na política nacional. Sem medo, sem reticências. Vem aí reformas que destoam da vontade da população e que tem de ser feitas, segundo esses mesmos senhores, porque eles vêm fazendo besteira há anos, sem dó algum de nós. FHC e Lulla são filhos da mesma ideologia falida, de que nós somos a quem se conduz com falácias e algumas migalhas. Um deu frango barato, outro carro financiado para toda vida. Fórmulas infantis de desenvolvimento para um pais da magnitude do Brasil. Por isso FHC e Lulla podem ir abraçados pra onde quiserem, menos com suas teorias mentirosas sobre um país melhor para todos.