O Capital e a Bíblia

Karl Marx e Jesus

Não tenho aqui a pretensão de analisar ideológica ou exegeticamente livros tão robustos ao pensamento humano, porque não quero confrontar com legiões de dependentes dessas duas obras, que se tornaram paradigmas de vida para multidões. Na verdade quero mostrar seus pontos comuns, tirando deles o extraordinário e o dogma, e deixar à mostra as mazelas que sofrem seus fiéis seguidores, seus conflitos e descrenças.

O ponto inicial que faço questão de mencionar é que ambos possuem o mesmo objetivo: ganhar mentes e gente, mesmo que seus “doutrinadores master” usem práticas e palavras diversas no convencimento de seus prospects. O primeiro foi escrito por Karl Marx, intensamente criticado por seu histórico de vida, caráter duvidoso e desdém com sua família, trata das relações imaginadamente conflituosas entre capital e trabalho, num instante em que a revolução industrial nos tornava menos necessários ao processo de produção industrial e ao mesmo tempo imprescindíveis ao desenvolvimento do papel social das empresas.

Não há dúvida de que, como é comum entre nós, alguns fizeram de O Capital, mais que um compêndio teórico da “mais valia”, tornando-o um tratado revolucionário que visava retirar das elites burguesas o controle dos meios de produção e fazer desses um atributo natural e coletivo da “sociedade”. E essa era na verdade a sua finalidade, ao menos em tese. Outros o usaram como um impulsionador de revoluções políticas e, no pior dos mundos, um instrumento de controle social dos mais perversos, ceifando humanidades indispensáveis ao nosso progresso individual, utilizando a ideologia do “poder coletivo” como arma contundente contra a liberdade individual e de pensamento do todo.

Regimes “comunistas”, como foram definidos esses, ao contrário do que se propunham, concentraram o poder nas mãos de poucos ao invés de obedecer seus dogmas ideológicos de coletividade e “poder popular”. Abolidas todas as práticas que pudessem supor algum questionamento sobre seus rumos e razões, incluídas as religiões e a pluralidade das ideias. Ao longo da história, esses regimes, normalmente impostos após o fracasso de monarquias e regimes corruptos, tornaram-se contrários às suas doutrinas, fazendo-se igualmente corruptos e sanguinários, exterminando mais de 120 milhões de pessoas e opositores ao longo da história. Nada podia ser questionado, nada era individual…acabava-se o valor maior que move o ser humano, a liberdade.

O segundo livro, possui diversos textos escritos ao longo dos anos por pessoas conhecidas e desconhecidas, pretensamente inspirados pelo Criador, e juntado ao longo dos anos por reis, papas e outros desconhecidos, tomando finalmente a forma de um “manual do ser humano”. Mas afinal, por que vários livros conhecidos, e igualmente inspirados pelo Criador, foram simplesmente ceifados dessa “enciclopédia divina”? Incluo nesse rol o livro de Enoch, pai de Matusalém, e este, avô de Noé. Mas o que mais sinto falta, o evangelho de Maria Madalena, com certeza a pessoa mais próxima de Jesus na terra, que pode ter sido sim mais que uma seguidora, foi simplesmente banido da história. Por que a Igreja Católica e suas advindas simplesmente suprimiram esses livros do conhecimento de seus seguidores? Quanto milhões igualmente foram mortos por causa de algo que deveria promover a vida?

Bem, agora vamos às polêmicas. A Bíblia, ou “o livro sagrado de Deus para os homens” divide-se em duas partes, o Velho e o Novo Testamento. O que o faz um espelho de boa parte da história conhecida do homem na terra. Além disso, como deveria ser, mas não é, exatamente pelo mesmo motivo que O Capital, foi usado em proveito alheio ao seu objetivo, a Bíblia mostra dois instantes distintos da relação de Deus com os homens. A primeira que eu chamo de “a doutrinação da fúria”, onde todos os livros escritos trazem um Deus vingativo, ressentido e exigente nas relações com “sua criação”. Dali, dos primórdios da humanidade, Deus “dava suas ordens” e jamais permitia fossem discutidas. Esse comportamento “tacitus” de Deus perdura até hoje, de maneira inexplicável, nos diversos ramos religiosos e seitas que, por interesses diversos, separaram-se da doutrina primeira do monoteísmo de Deus e do Cristianismo.

Mas seria o propósito de Deus cercear a liberdade humana? A resposta vem na segunda parte da Bíblia, quando o “Verbo se fez Carne”, e nasceu Jesus, Filho legítimo de Deus. Sua experiência entre nós tornou-se um dogma de vida e convivência social de acordo com a “vontade” de Deus. Mas a pessoa Jesus revolucionou sua própria importância, tomou para si a responsabilidade de fazer dos homens o melhor possível para Deus, e o melhor de tudo, deu-nos a liberdade de que tanto anseia o ser humano. Seus dogmas, sua vida, suas ações, mostraram que sim é possível ser livre e crer num caminho melhor para todos, coletivamente. Ser indivíduo e conjunto ao mesmo tempo. Pensar, sentir, viver, sonhar.

Segundo Ele mesmo, não veio para revogar as leis, mas para trazer aos homens “o caminho, a verdade e a vida”. Mas então por que as igrejas ditas “evangélicas” deixam de incentivar as virtudes descritas por Jesus nas sagradas Bem-aventuranças, e continuam a usar a figura de um Deus impiedoso e temível, se ele próprio enviou seu filho para mostrar que deveríamos “mudar de fase”, e Ele próprio, amadurecido, suas relações conosco? Pela mesma razão dos que usam Marx como ideólogo da “salvação humana pela igualdade”, o controle social de seus rebanhos, literalmente. Todos querem nos dominar, até os que dizem o inverso. Sem falar no poder e no dinheiro, benditos soldos que pagamos para poder professar idênticos dogmas, quer seja pela força de trabalho ou pela doação de parte desse mesmo trabalho. Deturpou-se a figura do dízimo, um instrumento de proteção e apoio social aos desprovidos das tribos, e tornaram-no uma obrigação para os que querem acreditar.

Ninguém quer perder poder para teologias libertárias. Ninguém quer perder dinheiro ou mentes. Por isso Jesus é muito pouco citado por evangélicos, judeus e islamitas. Os ensinamentos teóricos de Jesus diziam que Deus não era aquele indivíduo vingativo e impiedoso como falavam até então, ao contrário, crer em Deus era a melhor maneira de ser livre. Para um povo cativo esse era um crime capital. E assim foi. Os “doutores da lei” fizeram com que Ele se calasse para sempre, e com Ele suas teorias libertárias. E muitas das igrejas de hoje fazem o mesmo quando evocam um Deus de fúria insana e “esquecem” propositadamente “o grande libertador do homem”.

Não é difícil crer que tanto comunistas como religiosos possuem o mesmo objetivo: dominar mentes e gente, e ampliar seu poder sobre esses, sem as prerrogativas da liberdade e da diversidade de ideais. Usam de dogmas temporais para fazer valer-se “ad infinitum, tacitus”. Uns contém a essência religiosa de sua gente, outros a prática socializante e material de outra gente, mas ambos, sem distinção teórica ou prática, buscam cercear a liberdade, em detrimento da teoria Marxista pura, ou da doutrina divina e Cristã mais recente. Não importa o tempo, mas o controle. Nada de avivamento, apenas entorpecimento. O Capital, assim como a Bíblia, podem ser livros libertários, mas tornaram-se cartilhas da opressão do domínio humano. De nada valem “paraísos terrestres” baseados em dogmas cerceantes da essência humana mais pura, a liberdade.

O homem é um nômade de sua própria natureza. Seus pensamentos, aspirações, sentimentos e sua relação com o meio e com sua própria existência. Quando dogmas ou ideologias nos tornam escravos, jamais seremos “felizes”, jamais seremos autênticos, e isso não é ético, muito menos divino. Os seguidores e descobridores de novos sentidos dessas obras formam uma classe humana que pretende exclusivamente seduzir, explorar e nos conter. Se os propósitos que deram razão a ambos fossem reais e verdadeiramente seguidos, poderíamos afirmar que Marx fora um apóstolo Cristão de primeira linha, e que Deus sempre foi comunista, desde a revolução do Big Bang.

Anúncios

Uma farsa chamada República

CRIANÇAS COM BANDEIRA DO BRASIL

Não há a menor dúvida de que a Monarquia Brasileira sofreu um golpe, no fatídico ano de 1889. Escravocratas, Latifundiários, Igreja e Maçonaria aliaram-se aos militares para praticar um ato que até hoje revela sequelas sociais e políticas no país. O sistema republicano jamais entregou o que prometeu ao povo: igualdade. Não é à toa que desse golpe fundou-se a República dos Estados Unidos do Brasil, uma paródia dos americanos, que sempre foram o padrão para nossos simplórios padrões. Os “corajosos” militares brasileiros e uns poucos espertalhões conseguiram ludibriar o povo que daquela quartelada em diante o Brasil seria de todos e não mais da realeza brasileira e súditos.

E até hoje continuamos a ser enganados pelos mesmos mentirosos de ontem. Fazem-nos engolir metáforas enquanto usurpam do poder, como o fazem há 128 anos. Impingem-nos um regime que nada tem a ver com a sociedade brasileira. Uma república só dá certo num país que possui uma elite séria, e creio concordamos, não é o nosso caso. E pior, um sistema presidencialista só atende à essa mesma elite, viciada em privilégios públicos, acostumada a esgaçar o tecido social com reformas que nos tiram apenas direitos e preservam fielmente os deveres similares ao trabalho escravo.

A República dos Estados Unidos do Brasil, ou República dos Rothschild, como querem alguns, apenas dividiu entre si o que lhes interessava, e jogou os restos para o povo pobre e cativo de sempre. Os militares, à frente seu marechal Deodoro, mostrava que os interesses do poder e do dinheiro sempre são considerados aos interesses nacionais. A covardia e a corrupção são uma constante nesses que sempre estiveram presentes nos trágicos destinos do país, e nos maus dias. E são soberbos em privilégios desde sempre. O absurdo e assassino extermínio chamado de guerra do Paraguai e a vergonhosa recusa do Exército de não ir para o front na Segunda Guerra Mundial (quem foi lutar foram outros brasileiros, que sequer eram soldados), mostra que a força sublima Deodoro em suas máximas, até hoje.

12947705_1

O plebiscito de cartas marcadas, feito em 1993, mostrou que as elites do Brasil, as mesmas de 1889, ainda estão ativas e continuam a não querer que sejamos livres e recusam-se a nos permitir desfrutar da tal igualdade que a proclamação da república prometeu ao povo. Os escravocratas e latifundiários de hoje apoiam reformas trabalhistas para que continuemos escravos; a(s) Igreja(s), com toda sua verve celestial, apenas nos apascenta o ânimo de lutar pelo que acreditamos; a maçonaria é o braço mais articulado do poder invisível, e quer somente manter-se no topo, seja com PT, PMDB ou PCdoB ou o diabo; e os militares, esses são o retrato do que somos hoje como país: covardes, sem alma e sem brio.

Que República é essa que só fez acentuar as desigualdades sociais e humanas dos brasileiros? Que República é essa que não conseguiu até hoje libertar os cativos, escravos ou não? Que República é essa que renega a maioria dos brasileiros a filas de emprego, hospitais, creches, escolas e à desesperança? Que República é essa que permite no Brasil um nível de corrupção vexatório e sem controle, um Parlamento republicamente corrupto e um Judiciário avesso à justiça para os pobres? Que República é essa que mantem um sistema eleitoral viciado e que elege presidentes sem condições de governar, envolvidos com o pior da “res publica”?

O nosso sistema presidencialista é uma arapuca que foi armada por esses republicanos que veem no parlamentarismo um poder muito “socializado” para seus padrões políticos e econômicos. Afinal é muito mais fácil um presidente emitir uma medida provisória, e auferir um bom dinheiro disso, como sobejamente o fez o semianalfabeto à serviço dos poderosos, Lula da Silva, do que possuirmos um parlamento escolhido entre íntegros e com eles alcançar os objetivos que nos foram impingidos em 1889.

10509151_1

Mentiras, é só do que vivemos. Palavras mentirosas vindas das mais diversas ideologias. Há pouco um grupo de juristas pediu a extinção de vários partidos porque esses, dizem eles, mentiram e vem tornando nossas vidas algo bem diferente do que nossos verdadeiros representantes deveriam fazer. Pois bem, creio que deveríamos acabar com a República do Brasil, que é uma falácia vergonhosa, e criarmos nós, a sociedade, o povo de verdade, um sistema que contemple a verdadeira liberdade, igualdade e dignidade para TODOS OS BRASILEIROS.

Não queremos ser um império ou uma monarquia, tão menos uma república insolente e nauseabunda. O Brasil exige liberdade para seus filhos e um futuro digno de nós brasileiros, não deles os farsantes da República das Capitanias Hereditárias Unidas do Parlamento, Executivo e Judiciário do Brasil.

 

Paz, Pão e Terra…Brasilis

“Uma coisa é certa, meus patrícios: ou mudamos com urgência esse sistema de governo em que vimos insistindo há séculos, e que não nos dá liberdade, não nos traz igualdade, não nos promove como cidadãos, ou alguns farão a revolução”. 

                                                                                                              Carlos Baltazar

E o Brasil continua plantando tempestade. Os otimistas, junto com os pilantras, falam de melhoras em sorrisos sem cor, mas é ver a semana em Brasília para saber que nada disso é verdadeiro. O governo Temer é um preposto do governo petista, ou alguém duvida disso? O mesmo governo que desestruturou a política, a economia e a sociedade. Só que agora numa versão continuadamente piorada. Num país decente, o simples fato de ter contra si uma acusação de corrupção, de obstrução de justiça e organização criminosa, já renderia uma vergonha vitalícia e uma renúncia estratégica do poder. Mas aqui a vigarice é tanta que os valores morais e éticos são enxovalhados diuturnamente sem que algum desses que possuem o diploma de eleito, ou não o tenha, avoque a decência de pedir para sair.

Dois fatos simbólicos mostram o governo e a semana. A tal Luislinda mostra que ministro também é escravo de seus míseros vencimentos de 32 mil, e que quando desembargadora (imagine se uma decisão que lhe diz respeito caísse nas mãos dessa senhora?) a coisa era bem melhor. Calaram-se ela e o PSDB, o partido dos bons moços, ávidos por uns bons tostões e bons regalos de primeira, claro. Não é à toa que discursos sérios, relativos aos direitos humanos e a escravidão, sempre mal vistos e bem mal explicados, são tidos, muitas vezes, como despropositais. Pessoas assim fazem do debate algo pequeno e sem caminho.

E a mais factível das afirmações, feita pelo ministro da Justiça (cabra macho, heim?) que entregou um segredo de polichinelo: a PM do Rio tem acordo com o crime organizado nos morros e com deputados estaduais. Bom dia, comunidade! Alguém não sabia disso? A PM do Rio é a corporação policial mais corrupta do Brasil. Os traficantes dos morros são meros empregados dos patrões que desfilam na política local e nos coronelatos militares daquelas bandas. Nem componentes da velha guarda das escolas de samba acreditam que o Rio tenha solução, e que essa venha dos políticos ou da PM. Que o Christo Redemptor nos proteja.

Por fim, mais uma pataquada temerária, a redação do ENEM. Nenhum desses secundaristas metidos a Drummond poderia sequer tocar num assunto que cheirasse a desrespeito aos direitos humanos, senão nota ZERO. Alguns desses meros ocupantes da gestão nacional estão brincando de semideuses. Não, não são arroubos de censura como alguns pensam, mas pequenos poderes que, pequenos idiotas que estão lá de plantão, querem nos impor. Não há que se temer a volta de tenebrosos tempos, mas que nós deveríamos ter sido mais corajosos antes escolher manter um vice desses como presidente, sem dúvida.

O Brasil não pode temer a democracia. Quem se borra medo dela são os políticos. Não nos enganemos, não há democratas em Brasília, mas gente que quer manter-se no poder a qualquer custo, mesmo se o caminho for duvidoso em direito e liberdade. A escolha por esse governo foi feita dessa forma, tivemos medo do vazio que o poder pudesse sofrer. Mas, não há vazio de poder numa democracia.

Uma coisa é certa, meus patrícios: ou mudamos com urgência esse sistema de governo em que vimos insistindo há séculos, e que não nos dá liberdade, não nos traz igualdade, não nos promove como cidadãos, ou alguns farão a revolução. Ou nós brasileiros assumimos com coragem o poder de decidir nossos próprios caminhos ou ficaremos sempre à mercê desses fantoches da política que nos perseguem há anos. Ou vamos para as ruas exigir decência, transparência e caráter, ou é melhor deixar baixar a canga e aceitar o jugo da escravidão moldada por eles, para nós, em pleno século XXI.

Liberdade X Submissão

feminista

A luta pelos direitos das mulheres não tem logrado grandes êxitos ao longo dos últimos anos. Ouvir o termo “empoderamento” da mulher me faz sentir arrepios, e claro, não de excitação. O mundo hoje mostra que a questão feminina está longe de ser algo que é lidado com seriedade e verdade, por governos e por organizações que dizem defender os direitos das mulheres. Não é preciso ir longe para ver que muito desse tal “empoderamento” é uma grande farsa. Basta ver a política, que lhes criou cotas em partidos, mas que são usadas unicamente como marketing ou “passe” para o nihil obstat da justiça eleitoral. Claro, foram queimados incontáveis sutiãs, mas ao mesmo tempo não vemos nenhuma feminista gritar contra a escravidão das burcas. E, por favor, não me falem de cultura, isso é conversa para boi dormir. Não vemos igrejas lhes dando espaço em suas estruturas hierárquicas, e nenhum tipo de permeabilidade na atual sociedade mundial, que não seja a própria que as mulheres se conformaram em receber como direito.

A fragilidade da mulher tornou-se um incentivo para que homens façam justiça com suas próprias mãos e armas. Por isso, todos os dias é possível ver a violência sistemática que a mulher sofre. E não somente a física, mas psicológica. Não é difícil ver pelo mundo situações análogas à escravidão em que as mulheres de todas as idades se encontram, inclusive as indígenas. Ao mesmo tempo é possível enxergar um certo “modelo” de comportamento que, ao invés de parecer um grito de liberdade, na verdade as obriga a continuidade quase perpétua de submissão aos homens. Por sua própria escolha.

Marias-chuteiras, marias-fórmula1, marias-menores. Todos sabemos que não é fácil enfrentar a vida sozinho, mas ater-se a velhos métodos de chantagem, não é o mais honesto. Mulheres sempre foram mais maduras e astutas com a vida, por isso merecem destino mais condizente com sua importância. Não quero dizer com isso que não concordo com colóquios esporádicos sobre o papel da mulher na sociedade, mas será esse o caminho? Deve ser essa a temática? Ou devemos partir para cotas de importância social? Não acredito ser necessário à mulher adjetivos de igualdade de gênero, porque não o são. E nem devem. A mulher por si é um presente da Criação, que dá orgulho por sua capacidade, generosidade e completude.

A mulher é o ser mais próximo de Deus.

Por mais que alguns religiosos neguem. A natureza deu a elas, e somente a elas, o poder da renovação da humanidade. Esse é seu papel mais precioso e belo. E apesar dessa delicadeza divina, ainda despontam em diversas situações com melhor desempenho que o sexo “forte”. São as únicas capazes de desenvolver jornadas duplas, triplas e mais. E os homens ao longo da história sabiam disso, por isso todas essas amarras, essa escravidão psicológica perpétua. Desde a idade antiga, até os dias de hoje. Os homens fragilizam as mulheres porque sabem do seu poder, por isso tentam anular sua presença e ação.

Somente as mulheres poderão libertar-se dessa condição secundária. Nem o complexo de cinderela, nem o grandioso respeito que suscita sua condição feminina. Somente atitudes podem servir ao propósito da liberdade a ascensão feminina, não discursos adjetivados no vazio ou comparações inexpressivas de gênero ou capacidade.

Mulheres não precisam tornar-se gladiadoras para mostrar sua força ou poder. Para as que já foram deusas, um pouco de ação mundana pouco custa. “Empoderar-se” não é assumir um status que não é seu, mas seu próprio, com todas as prerrogativas inerentes às que foram escolhidas para semear a verdadeira e divina condição feminina.

Fidel, Chaves e Lulla

A ilha dos sonhos de muitos está afundando. O paraíso utópico e ditatorial de muitos que sonhavam com a sua liberdade, mas não com a dos outros, está prestes a implodir em seus próprios limites truões. Logo a veremos ser apenas uma grande loja de veículos antigos à disposição dos endinheirados yankees. Num mundo tão vasto a semente da mentira conseguiu proliferar-se de forma tão sem propósito apenas numa ilhota, com razões ao bom e velho estilo Lost. Pobres lacaios das teorias falidas de degenerados sonhadores, que precisam golpear mentes e gentes para manterem-se vivas, feito zumbis da estética do idealismo genérico. Pobres infiéis de suas próprias convicções. Amordaçam opiniões, tentar vergar vontades na contramão de tudo o que é humano. Cerceiam sonhos, ansiedades e mortificam poucos em nome da teoria que se esvai como fezes animais num jardim de tanta esperança. Pena que a morte não os alcance cedo. Poderiam deixar apenas a frustração como herança, mas infelizmente deixam a desesperança como fruto permitido à todos os que os velam em diabólica saudade. Que bom seria se todos os facínoras da humanidade não sangrassem em morte. Pois seu sangue envenena a terra e semeia corações fracos e mentes débeis, transformando paraísos possíveis em infernos reais. Pois que morram ao menos, e vivam os pesadelos da alma por toda a eternidade infinita. E que seus aflitos pesadelos possam purificar suas almas a ponto de torná-las um sopro de esperança para os que verdadeiramente possuem a distinta cor da vida humana.

74209_10151279619379513_625722816_n

Vacilão

Recebo sempre comentários e e-mails de pessoas afinadas com os assuntos que comento aqui neste Sabor Digital. Aprecio muito essa participação, pois acho que ela nos leva a algum lugar, mesmo que seja para o fundo de um poço. No episódio da maconha USPiana, onde alguns estudantes jubilados em overdose quiseram impor sua vontade por se acharem no direito de simplesmente impô-la, foi possível ver a fragilidade de sua razão. Quando ouço pequenos burgueses usando gírias de bandidos, sinto que eles são os párias do futuro. Acabarão com o dinheiro de seus pais, não terão emprego e enfrentarão situações que só eles saberão. Quando me posiciono contra drogas, não é pelo fato de qualquer um poder usá-las como direito individual. Mas pelo fato de que drogas possuem companhias indesejáveis demais. Seus próprios usuários o são. O crime é seu maior parceiro, embora seus usuários não vejam. Quando você vê pessoas feito trapos humanos, depois de um dia de soberba acidez, você pensa: que porra que esse babaca quer da vida? Afinar sua criatividade ou mostrar que é mais esperto que os vacilões? Quando vi um otário esperto com o cano do traficante na fuça, sabe o que eu tive vontade de perguntar? E aí vacilão, vai arregar pro mano? Otário. Eu não vou entrar em méritos sociais ou químicos. Cada um faça o que quiser com seu cerebelo e seus neurônios. Fodam-se. Afinal todo maconheiro pensa que sabe toda a teoria química do THC. Mas por favor não tragam sua doença para perto de pessoas que não querem ser como vocês. Simples. A sua liberdade termina onde começa a nossa. Estamos conversados, vacilão?

p.s.: para sua informação eu já usei mais droga do que você pensa, só que não para ser um idiota, mas para oferecer resistência…nunca fui um chapado mental assim…

Ameaças democráticas

Não é de hoje que tenho recebido ameaças de pessoas tão covardes quanto seus princípios. De fanáticos religiosos, fanáticos sindicalistas, fanáticos políticos, fanáticos corruptos, fanáticos petistas. Defendo e sempre defenderei a liberdade de expressão e lutarei sempre contra a opressão religiosa, política ou pessoal. Ao defender valores como democracia, liberdade e igualdade bato de frente com nanicos de toda ordem. Mesmo não sendo Sionista defendo Israel porque sua existência é democrática, ao contrário dos vários regimes islâmicos que além de não serem democráticos, oprimem seus povos e os mantém na miséria e na ignorância. Suas ameaças são para mim um desafio. Não estarei desprotegido, nem desarmado.

p.s.: e não se engane, no inferno não existem virgens…