Arquivo para mensalão

“Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus…cai, não fica nada…

Posted in Atitude, Eleições, Lava-Jato, Notícias, Opinião, Polícia, Política with tags , , , , , , , , , , on 21/05/2017 by Carlos Baltazar

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Numa só tacada, a dupla caipiro-petista Joesley e Wesley, assinou com sangue a morte do que restava da Velha e da Nova República. Após passar anos conseguindo bilionários empréstimos escusos do BNDES em troca de propina para centenas de parlamentares, a JBS começa a sentir o cheiro da sua derrocada, tal qual a Odebrecht.

Nos anos de ouro da Velha República, muitos parlamentares tornaram-se ricos por suas relações com o poder. Na Nova República não foi diferente. Apenas o poder “socializou” o dinheiro público, triangulando suas vertentes mais a miúde. Uma boa parcela dos políticos que não tinha acesso a mamatas no regime militar estava ávido por aproveitar-se do erário segundo as suas pessoais convicções. Sarney emplacou a ferrovia Norte-Sul. Collor, vendeu favores presidenciais, dizem que beirando os um bilhão de dólares. E FHC trabalhou intimamente com bancos, empresas de telefonia. Mas o marco da gestão tucana foi, o que hoje nos espanta, o primeiro loteamento do congresso para conquistar a sua reeleição, e as bases férteis para que a Petrobrás fosse quase aniquilada nos governos que se seguiram. Acabava aí a Velha e a Nova República. Aí veio o “Socialismo-Sindical” de Lulla e sua intrépida trupe, que alijou dos brasileiros bilhões de reais, naquela que sem dúvida foi a maior gatunagem pública que a humanidade já viu (ou você ainda duvida?). Dilma, aquela a quem deram a alcunha de “gerentona”, talvez mais por opção do que por sua competência gerencial, legou ao país mais de 13 milhões de trabalhadores desempregados, um dívida interna na casa do trilhão e tanto de reais, contas públicas em total falência além dos crimes institucionais e de relevo pessoal. Após um processo natural de impeachment, assumiu seu vice e formou o que se quisera chamar de “governo reformista”. Que nada. Sem grandes surpresas vem sobre ele igual ameaça, em forma de delação premiada (e eles ainda ganham prêmio?) e afastamento por conta de corrupção.

Afinal, o que estamos fazendo com nosso país?  Que tipo de governo nos é possível? Os brasileiros sempre tiveram receio de aplicar penas duras em quem comete crimes. Pior, acham que a maioria pode ser reconduzida à sociedade como um cidadão casto e fiel pagador de impostos. Mas não temos mais como levar este jogo adiante sem que façamos algo sério e agora. O sistema que temos nos induz à corrupção de forma implacável. A burocracia governamental, o sistema partidário e eleitoral, empresários que querem enriquecer às custas da miséria do povo. É preciso mudar nossa política, que sempre forma castelos de cartas, marcadas. O jogo precisa ser aberto, transparente. Todos à mesa devem poder participar e ter chances de ganhar. Hoje ganham apenas os caciques, os apadrinhados, os institucionalizados, aqueles que “eles” julgam ser melhores de lucro que outros. É hora de radicalizar nas consequências. Partir pro tudo ou nada. Varrer das instituições a praga da corrupção que nos escraviza. E cada povo deve achar seu destino. O que queremos para nós e o nosso Brasil?

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Uma cidade destituída de Brasil

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Eleições, Lava-Jato, Notícias, Opinião, Polícia, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , , on 20/05/2017 by Carlos Baltazar

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Andar pela capital administrativa e política do país é uma experiência única e esclarecedora. Muitos brasileiros, dentre os quais me encontro, se perguntam: mas afinal, o que faz com que Brasília seja tão descolada da realidade que vivenciamos em todos outros lugares deste Brasil sem fim? Das quatro ou cinco vezes que fui até lá, nenhuma foi tão impactante com esta. Pude ver bem de perto uma presidente inteiramente avoada, discursando com o corpo o que sua alma distante nem sabia. Pude assistir estarrecido, deputados abandonando o plenário para assistir ao Jornal Nacional da Globo, sobre fatos de sua autoria. Pude constatar a arrogância de uns poucos, a alienação de outros e o despreparado geral com o que logo pode nos ocorrer, se é que já não ocorre. Vi a burocracia de perto, seus conjuntos de regras e leis. Pude notar que mesmo lá, o poder esquece dos vassalos cidadãos mais próximos (o que será de nós os distantes, então?). Um dia disseram que Brasília era uma ilha da fantasia, mas fico inclinado a discordar, e dizer que talvez lá seja a ilha de Lost, cheia de mistérios insanos e soluções baseadas na ficção científica. Não é à toa que o Congresso é um labirinto que amedronta. Ali perdem-se os mais desavisados e os menos, também. Assombram em seus corredores, propostas e propinas das mais variadas, sem que nada se veja. É um cerimonial de insanidades, um regalo à divina comédia humana. Entende-se logo porquê e pra quê a cidade foi planejada (que nos perdoem os lúcidos urbanistas). Brasília é um arremedo de tudo o que não deveríamos ser. Da moça que para seu carro de luxo e entrega cartões e oferece seus préstimos sexuais, ao infinito número de carros de autoridades que desrespeitam pessoas e regras. O trânsito em Brasília é enorme, mas não é caótico. Caóticas são as instituições do poder que obrigam milhões a expectativas que jamais virão. Caóticos são os longos discursos de pouca eficácia e objetivo. Severos e inflamados parlamentares que ignoram seu papel no resto, literalmente, do Brasil. Um palhaço que parece a si mesmo. Senti a opulência dos guarda-costas das autoridades máximas. Vi, tão boquiaberto quanto, um segurança da Dilma se espreguiçar como se estive em sua cama, e ouvi uma pergunta do vizinho: “esse é do serviço secreto?” Sim, deve ser. Porque aqui tudo é secreto, cochichado, por baixo dos panos, mensalado, petrolado. Mas o que mais me deixou triste foi perceber o quanto Brasília está destituída de Brasil. Lá o Brasil é apenas uma bandeira, um objetivo que nunca alcançamos, e que nos incomoda saber. O poder trafega pelas pessoas como se tivesse vida própria, uma matrix carregada da má intensão. Os velozes carros oficiais traçam caminhos invisíveis onde jamais, nós os pobres mortais, iremos andar, porque lá não é Brasil. O Brasil que nós conhecemos é para eles uma teoria, uma fórmula matemática, uma prova  que eles não precisam alcançar a média porque a aprovação é automática, através de mecanismo próprios de sobrevivência, custeio e proteção. Brasília parou no mesmo tempo em que foi construída com todo o dinheiro que havia na previdência social da época. Até porque o poder nunca se aposenta, jamais tira férias ou mesmo falta. O poder não precisa de atestado. Sobrevive da expectativa dos códigos que iremos digitar. E pronto, o destino de todos irá continuar a depender dos caprichos da cidade mais distante do Brasil.

Brasil, Vaca Louca e outros bichos

Posted in Atualidades, Comentário, Consumidor, Eleições, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política with tags , , , , on 14/12/2012 by Carlos Baltazar

Com seu new look de mexicano de filme do zorro dos anos 70, Lulla está se borrando de medo das revelações de Valério, o banqueiro da corrupção. O ali baba do PT sabe que desta vez pode ser o fim de um mito mentiroso que rondou nosso país por anos sem fim. E isso, ou seja, o desnudamento de sua falácia mentirosa, seu eterno não saber, pode ser seu pior pesadelo. Afinal, sabia e ficou calado. Mentiu, engendrou, enganou, usou de meios institucionais para acobertar roubo de dinheiro público em favor de si de outros de sua quadrilha. A coisa foi tão séria que não dá para segurar os efeitos dessa rapinagem oficial presidencial. Se não o fosse, nenhum procurador-geral ou juiz do STF teria peito de condená-los como foi feito. O bando extrapolou, fez gato e sapato da boa índole das instituições públicas. A corja de pobretões locupletou-se largamente do que é nosso, transferindo muito disso para seu patrimônio pessoal. Jogam, como último refúgio, na consciência subserviente do brasileiro, que hoje é mais rasteira que nos tempos do Império. Nós temos essa vocação para ser lacaios, seja de quem for. E se estiver no poder melhor será para nossas consciências. É uma pena, poderíamos desenvolver o melhor da consciência humana no globo, temos potencial para isso. Mas ainda acreditamos em mitos. Enquanto isso a economia brasileira está sendo bombardeada de todos os lados. De ministro à produtos de exportação. Como nossa carne, agora temperada com vírus de vaca louca, de uma louca qualquer lá do paraná, que resolveu se drogar. Logo, o capital especulativo de bancos e investidores mal caráter estarão dando mais cartas à mesa. Dilma é fraca politicamente. Fala grosso, bate na mesa, mas com um belo grito nos cornos fica quietinha. Não possui vocação para mito. E para finalizar, esclareço aos senhores deputados, que hoje somam a pior horda de salafrários que este país possui, que mandato de deputado pertence ao povo, não à câmara. Por isso, o STF pode sim caçar vagabundos corruptos que mostraram suas negras(ops.) índoles no caso do Mensalão, e mandá-los para a cadeia. Corporativismo têm limites senhor Maia. O papel de quem perde é sair com seu rabo devidamente enfiado entre as pernas. Agora, se quiser arreliar o jogo institucionalmente, tudo bem.

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p.s.: acho que alguns profissionais estão confundindo um pouco as coisas. Jornalistas NÃO têm direito a opinião, não. Se quer ter opinião então não é jornalista, é assessor ou qualquer outra nomenclatura que se queira usar.

Partido dos Trabalhadores do C…

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Denúncia, Eleições, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política, Sacanagem with tags , , , on 11/12/2012 by Carlos Baltazar

Engraçado como no Brasil as coisas envelhecem e delas nada se pode tirar. Senão vejamos na política, por exemplo. Valério, o homem que distribuiu dinheiros de corrupção, do banco BMG e negociatas federais das mais escandalosas, para parlamentares que deveriam estar na cadeia porque são bandidos e ladrões, decidiu dizer que Lulla, o magnífico, que sempre foi o pilantra da república socialista da vagabundagem, levou muita grana para pagar suas safadezas com Rose e outras mais. Além é claro de outros dinheiros para o Partido dos Trabalhadores. Propina, dinheiro roubado, desviado. O senador de algum estado medíocre, chamado Humberto Costa, diz que esse assunto é requentado. Meus caros leitores, leitoras(oi Ana) e GLBT’s, eu não tenho o menor problema quanto a fatos requentados produzirem bons frutos num belo processo criminal. Gosto de pizza requentada, feijão requentado, até café requentado eu tomo de vez em quando. E daí que é requentado? Porque o MPF já não abriu investigação sobre essa requentância toda? Que Lulla é bandido, todo mundo já sabia, mas faltavam provas concretas(tá bom…). Pronto, estão na mesa, mesmo requentadas. Esse senhor chamado Rui Falcão, lídimo descendente de uma casta constante em problemas legais, fala como se tivesse autoridade alguma. O PT é um partido de bandidos. Sequer o Suplicy escapa, sorry. Já é hora de acabar com essa coisa de “inimigo político”, estamos falando de bandidagem, roubo de dinheiro público, quadrilha organizada para roubar o erário, gente que não é brasileira, são pistoleiros. Pobres que se refastelam na pajelança nacional. É preciso acabar com essa praga que está convertendo nossa população em meros idiotas sorridentes gritando Timão ê ô. É preciso dar um fim nessa turma que se serve do Brasil para torná-lo seu particular Araguaia.

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p.s.: você meu seleto leitor tem alguma ideia de quantos escândalos graves o tal PT promoveu e se envolveu em sua pequena trajetória no poder? E quem pensa que Mensalão é só no Legislativo não se engane, o judiciário também está de toga e tudo no rolo…

Dirceu, sua testa é de ferro?

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Denúncia, Eleições, Mídia, Notícias, Opinião, Política with tags , , on 31/10/2012 by Carlos Baltazar

Notícia veiculada hoje no portal A Tarde, mostra entrevista da ex-mulher de José Dirceu sobre sua condenação. E os fatos narrados por ela são importantes demais para continuar só no noticiário. Vamos ver até que ponto isso chega. Marcos Valério já pediu delação premiada ao STF para se livrar de alguns anos de cadeia e por estar com medo de nem ir para lá e sim para o outro mundo. Por certo já foi ameaçado. Vale apena ver o desdobramento disso tudo. Amanhã tem mais, meus queridos leitores. Abraço.

p.s.: Sabe aquela história do presidente do Vasco, Eurico Miranda? Bem, eu queria que ele fosse presidente do meu time…e quanto ao José Dirceu, eu queria que ele fosse do meu partido…com a diretriz correta, é claro…

Por ser humano, me enganei…

Posted in Atitude, Atualidades, Eleições, Opinião, Política, Religião with tags , , , , , on 19/10/2012 by Carlos Baltazar

Alguns períodos na vida são determinantes para uns e outros. Para mim os últimos meses tornaram-se um divisor de águas entre a forma e o contexto. Foi um projeto ambicioso envolvendo muitos interesses pessoais e coletivos. Entrei de corpo e alma, abdiquei da minha vida e família por meses. Investi meus sonhos e crenças e, acima de tudo, meu nome. Vivi multidões e melancolias, risos e lágrimas. Conheci pessoas excepcionais, conheci calhordas. Fui abraçado e traído. Aprendi muito sobre coisas e sobre vida. Entendi que sorrisos são efêmeros e o caráter imutável. Tive certeza de que a fumaça é o preâmbulo do fogo, e que nem sempre os valores humanos são razão para se ter uma conduta profissional correta. Entendi Falcão, quando diz que viado é viado. E que por mais que avancemos no conhecimento continuaremos a ser tribalistas e dependentes de crenças. O egocentrismo continua a comandar e desmandar razões, e a mídia a dizer em que ou em quem devemos acreditar. É possível encontrar fascistas convivendo com comunistas, em comum acordo pelo poder. Mas o pior de todos os acordos é a ignorância, herança maldita que assola mentes, corpos e razões. Daqui para adiante vou tentar traduzir um pouco dessa vivência que assumo de hoje em diante. Agora com mais clareza eu talvez entenda melhor lulla e sua quadrilha. Assim como conheço os Mesquita do Estadão, os Frias da Folha, os Civita da Abril e a elite empresarial que sempre quis que o Brasil fosse para a “PQP”, contanto que eles pudessem, com seu discurso liberal, reafirmar as virtudes da livre iniciativa e seu paraíso de consumo, sem dó. Sim, meus caros e saudosos amigos leitores, creio que hoje posso refletir com mais propriedade sobre muita coisa que eu ainda não havia vivido. Há subterrâneos desconhecidos por nós que se atrevem a querer subverter a liberdade de sermos humanos e exercermos nosso direito à liberdade, inclusive de pensamento. Há uma guerra lá fora. O Mensalão é uma face dessa luta pelo poder. Podres poderes, como diria Caetano. Nem tudo é ficção ou fantasia. Há falcões sobrevoando nossas cabeças e prontos para fazer presa nossa razão e corpo. Nem tudo o que está posto é o contido. Nem todo obscuro é verdadeiro. E eu vivi intensamente, por meses à fio, uma experiência rica e humana. Não sei se é possível já ter um substrato  disso. Não sei se serei mais humano ou intolerante. Mais espiritualista ou mais ateu. Mais complexo ou desencanado. Uma coisa eu sei, e tenho certeza, nada do que foi será como já foi um dia. Com este post digo adeus à pouca ingenuidade que me restava e que me fazia ainda um menino que olhava com olhos de esperança um futuro que poderia ser. Estou de volta. Diferente, mas estou de volta.

p.s.: desculpem a demora, mas eu precisava ter vivido tudo isso…

STF, data venia, um inimigo do Brasil

Posted in Atitude, Comentário, Denúncia, Mídia, Opinião, Polícia, Política with tags , , , , , on 02/03/2012 by Carlos Baltazar

É muito ariscado afirmar tão categoricamente isso, mas a Justiça no Brasil é a grande fonte de todos os problemas que enfrentamos. Pois tudo passa pelo crivo do Judiciário. São as leis, os formatos, a legalidade de ações e éticas que vivemos todos os dias. E como imaginar um país sendo tutelado por um poder carcomido pela corrupção, pelo corporativismo, por uma confraria de pequenos homens? Acho que vivemos um momento em que é preciso questionar o papel de todos na formação da Nação Brasil. O Judiciário está patinando em seu próprio lodaçal. Ver o órgão máximo da magistratura, que deveria ter uma conduta irrepreensível, entregue a um acordo espúrio, covarde e criminoso para absolver os réus do mensalão, porque esses são da cúpula do partido do governo federal, é uma das páginas mais vergonhosas de nossa história jurídica. Esse grupo de pessoas que se auto-intitulam um partido político, chamado PT, estão dobrando corações e mentes pela corrupção e pela oportunidade de poder. A Justiça brasileira está podre de alto a baixo. O CNJ sabe disso, por isso tenta salvar o que pode desse lodo, mas tem enfrentado uma verdadeira guerra interna, o crime organizado, o corporativismo e os feudos jurídicos enraizados desde o tempo do Brasil Colônia. A corrupção nos pegou e agora será muito, muito difícil se ver livre de suas garras malditas. Só mesmo um patriotismo puro para nos lavar desse lamaçal infecto e visceroso.

p.s.: você conhece alguém que tenha saído satisfeito depois de uma aventura jurídica seja por que motivo fosse?