Arquivo para partidos políticos

Entrevista para o Canal Bom Saber

Posted in Arte, Atitude, Atualidades, Comentário, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 04/08/2017 by Carlos Baltazar

Confira minha entrevista para o Canal Bom Saber. Claro, falo de política, mas também uma análise da conjuntura econômica e social do Brasil e do mundo. Curta a entrevista e o canal.

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Bancada do Crime

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Denúncia, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , on 29/06/2017 by Carlos Baltazar

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Assim que foi aprovado, o financiamento público de campanha gerou em alguns uma ilusão de que a política iria lidar a partir de então com uma realidade mais democrática. A partir dali o poder econômico ficaria fora do jogo, afinal todos os partidos e candidatos teriam uma só fonte de financiamento, o dinheiro de todos nós, e não mais das empresas e instituições provedoras. Engano geral.

A fonte de financiamento público está gerando ainda mais distorções dentro dos partidos. Afinal quem é que gerencia esses recursos? A, B ou C? A que grupo pertence? A que facção? Os partidos não são instituições democráticas. E por consequência não aplicam a democracia internamente, quanto mais na sociedade que deveriam representar.

Cada um dos 35 partidos atuais possui interesses institucionais claros. Só não vê quem não quer. Os que lidam com política sabem que não é possível fazer uma campanha política, no formato de hoje, com esse misere de recursos públicos. Bem, e o que provavelmente acontecerá? Os partidos irão se socorrer das instituições que representam. E muitas dessas provavelmente recebem algum tipo de recurso público ou possui parte de suas contas no famoso caixa dois, três, quatro ou cinco.

Mas a malfadada extinção do financiamento privado de campanha criará uma calamidade ainda maior: o dinheiro do crime organizado vai se espalhar por todo o processo político brasileiro. E isso é catastrófico. Sabemos que o crime já possui seus representantes no Congresso, nas assembleias legislativas, câmaras municipais, no alto judiciário e nos poderes executivos, pelo Brasil afora.

Essa representatividade de certa forma está contida hoje, mas com certeza no próximo pleito teremos, sem sombra de dúvida, muitos partidos envolvidos com o crime organizado como forma de se financiar e a seus candidatos. Ficção. Basta ver a expertise do PT nestes últimos anos no poder. Uma verdadeira organização que presumia retirar do público os recursos necessários para si e outros.

Da forma como o país está desestruturado, as instituições cambaleantes, e muitos dos que perjuram o poder estão presos aos tentáculos da criminalidade institucionalizada, não é difícil prever que o crime organizado, seja ele o banditismo comum ou a instituições paralelas de poder ao Estado, terão seu número de representantes bem ampliado.

O pior, é que vem aí uma engendrada reforma política, bancado por muitos dos que precisam se livrar do jugo da lei, bem como os que querem perpetuar-se como forma de isentar-se do perigoso balaio da política brasileira. Deus nos acuda, nos ajude e nos perdoe.

Partidos ou inteiro ?

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Eleições, Mídia, Notícias, Opinião, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , , , on 21/06/2017 by Carlos Baltazar

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Trinta e cinco partidos legalizados e mais trinta e quatro em gestação. Essa a aritmética partidária do Brasil atual. Mas afinal o que fazem todas essas instituições se vislumbramos uma política destrutiva e apodrecida em meio à uma sociedade perplexa e inquieta. O que fazem os partidos e qual a sua real função no universo político nacional? Vou tentar descrever o que seria o paraíso diante do inferno que hoje nos faz purgar a maior crise político-institucional que o Brasil já tinha vivido.

Afinal para que servem os partidos políticos, senão canais organizados para que a sociedade possa participar ativamente do processo eleitoral e de gestão do país? Pois bem, será que isso está sendo feito? Não creio. O trágico hiato político que o período militar obrigou o país nos causa ressentimentos até hoje. Mas talvez o que mais nos faz sofrer em consequência é o descostume da participação política e, por consequência, do controle social sobre os partidos.

Os partidos políticos tornaram-se meros cartórios de interesses corporativos e institucionais, quando não da corrupção e do crime institucionalizados. Não dá para ver um partido como uma instituição puramente representativa de parcela da sociedade, com características de ideais e ideologia, dessa mesma. Mas como grupos meramente organizados para buscar o poder ideológico e práticas nem sempre republicanas de exercício desse mesmo poder.

A mera ligação desses partidos com alguma instituição já lhes tira a característica básica de existir e de criar fórmulas mais eficazes de representatividade social e de gestão voltada para o todo. Mas a prática não condiz com isso. Ao contrário, muitos partidos são apenas cartórios do poder e balcão de soluções facilitadas para as várias dificuldades encontradas na burocracia paralela do poder. Sem falar naqueles que somente servem como “agência de representação” de outras instituições que nada tem a ver com a política. Esses desvios de finalidade geram, incontestavelmente, desvios de caráter que desembocam na corrupção arraigada nos costumes da nossa pátria mãe.

Senão vejamos. Os partidos recebem o tal Fundo Partidário, que é na verdade dinheiro à vontade para poderem manter-se vivos e ampliar seu poder de existir. Mas é só isso? Não. Cada partido possui uma “fundação” que deveria observar regras de ação e incentivo à participação e formação política da sociedade. Mas não é isso que acontece. Os partidos ditos de esquerda comumente usam suas fundações para aprofundar a “ideologização” cega de seus membros, ou como querem alguns, a tal “lavagem cerebral”. Por outro lado, outros gastam seus(nossos) recursos para fazer de conta que a sociedade realmente está sendo formada em seus direitos e participação política e assim aperfeiçoarmos o cambaleante sistema de representação democrática.

As grandes manifestações de 2013 mostraram que a população está pouco se lixando para os partidos políticos. Bandeiras de algumas agremiações que se atreveram a estra lá, foram sumariamente queimadas. E até hoje os partidos não sabem afinal o que era tudo aquilo que se viu nas ruas. Tornaram-se, desde então, ainda mais obsoletos e dispensáveis ao processo de representação política. Verdadeiros zumbis da democracia nacional.

E se acaso não houver uma renovação partidária drástica, em 2018 muitos partidos nem saberão o que dizer aos eleitores. Arrisco dizer que fatalmente usarão seus melhores estrategistas para falar de…corrupção. Serão varridos para ainda mais longe da sociedade que os abriga. Aliás, a maioria nem sabe o que dizer hoje, quanto mais em 2018. Calam-se diante das denúncias da mais absurda corrupção já praticada na história da humanidade.

Triste, mas os partidos políticos são responsáveis por todo esse aparato de corrupção encastelado no poder público. E pelos meliantes que se escondem em suas entranhas para roubar dos que esperam um novo líder a cada dia. Nossa frágil democracia padece por isso e por ter nesses partidos seus últimos fios da mais ingênua esperança.

Democracia Fake

Posted in Atitude, Atualidades, Eleições, Lava-Jato, Notícias, Opinião, Polícia, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , , on 20/05/2017 by Carlos Baltazar

O Brasil carece de partidos políticos. Ouso dizer isso quando mais de 35 partidos agem, e creio ser esse o termo correto, no sistema político brasileiro, como cartórios de interesses e instituições legais e não legais. O vilipêndio é tanto que chega ao ponto de organizações criminosas usarem essas estruturas para tutelar o Estado e até mesmo a Sociedade. E para saber a fisionomia e interesse da cada um deles é só ir ao site do TSE e ver as respectivas executivas. Tanto nacional, quanto estaduais. Lá estampam-se suas intenções. Serão nomes conhecidos e desconhecidos, mas todos cartoriais. Substrato do que nos foi legado por FHC, Lulla e Dilma nesses anos inglórios. E agora Temer, surfando num sistema de coalizão partidária que para manter-se no poder faz do Congresso uma feira de negócios, legais e não legais; e estes, os mais atraentes. Não é segredo histórico que o grande empresariado no Brasil viveu sempre às custas dos governos, desde o Império. Mas depois do advento do PT no poder, os governos resolveram literalmente viver às custas dos empresários, que continuam vivendo às custas dos governos, ou de nós, para ser mais exato. Eis o círculo diabólico e vicioso da corrupção. Não é à toa que os mais santos parlamentares e os mais instituídos partidos, votaram para desfigurar o projeto das dez medidas contra a corrupção, patrocinado pelo MPF e pela sociedade. Não é à toa que mesmo os partidos ligados às diversas instituições religiosas, por consequência menos expostos ao pecado, votaram contra a vontade da maioria da população. Isso mostra que no Brasil não existem partidos, mas grupos políticos. Por isso nossa sofridão democrática e nossa luta contra um estado de coisas, parece não ter fim ou medida. Reforma política no Brasil é patrocinada pelos que devem ficar continuamente no poder. E os partidos são os grandes fiadores desse estado de coisas, porque são seus arapongas que escolhem, quase que divinamente, quem será ou não candidato nas vindouras eleições. Eles decidem em quem você vai ou não vai votar. Isso não é poder demais? Não, e eu nem vou falar em fundo partidário, instituído nos moldes da fatídica coalizão. Ou seja, mais dinheiro para um lugar e para pessoas que nem você ou eu conhecemos. Já há movimentos, tanto no MPF quanto na população, para acabar com essa farra de poder absoluto dos partidos. Governos e partidos são para servir a sociedade e seus grupos sociais na plenitude, não institucionalmente. Temos que tomar os partidos para a sociedade. Afinal, quem são seus presidentes? Que interesses possuem? A nossa democracia não é verdadeira, é um fake. Está em dúvida? Confirme como votou seu deputado e seu partido nessa questão da corrupção. Partidos políticos servem, ou deveriam servir, como alento e esperança para à uma sociedade que clama há séculos por decência. Ao contrário, continuam a ser um amontoado de grupos de interesse particular, com retóricas gastas e fórmulas maculadas pela mentira. Infelizmente essa é uma esperança que, nos moldes atuais, não irá virar realidade. Não com esses partidos, não com essa nossa mobilização social.

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p.s.: há pouco, o presidente do Senado, Renan Calheiros, recusou-se a cumprir a ordem de afastamento do STF. Colocou em xeque uma ordem judicial da Suprema Corte. O que há por trás disso? Uma crise institucional, ou um golpe dentro do golpe? Enquanto os partidos forem comandados por pessoas que se interessam pela balbúrdia institucional e pelo interesse individual, nunca seremos uma democracia de verdade.