Entrevista para o Canal Bom Saber

Confira minha entrevista para o Canal Bom Saber. Claro, falo de política, mas também uma análise da conjuntura econômica e social do Brasil e do mundo. Curta a entrevista e o canal.

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Acorda, Brasil !

Esperança-divide-seus-hemisférios

Os brasileiros, essa trupe empertigada de sofrimentos, vive o tormento do porquê, afinal de contas, este país não deslancha finalmente e assume uma situação que todos esperamos desde que alguém professou o celebre adjetivo: “o país do futuro”. Não foram poucas as crises porque passamos juntos, unidos numa esperança que parece não ter fim. Mas que hoje, com essa crise política que mais parece um terremoto institucional, vai arrefecendo.

A título de exemplo, uma questão que nos é fundamental mostra, em detalhes, toda o desleixo com que nossos representantes vêm tratando “o país do futuro”. O comércio exterior, que possui um potencial de desenvolvimento importantíssimo, e que poderia nos trazer uma condição de melhoria social e estrutural, vem, desde os governos de FHC e Lulla, sendo tratado com um viés ideológico e numa total afasia de vislumbrar alguma perspectiva para o país.

Tentando impor-se com uma filosofia praticada apenas pelos que desconhecem os ritos econômicos mundiais, o Brasil tentou apoio político e econômico em países que correspondem a uma porção insignificante do PIB mundial. E até mesmo ditaduras sangrentas entraram na baila. FHC e Lulla trilharam caminhos idênticos porque são defensores das mesmas práticas políticas. E lá fomos nós tentar comprar e vender para o Mercosul, África, Oriente Médio e Oceania, deixando de lado mercados de ponta, como EUA e Europa. Resultado prático: acumulamos prejuízos, dívidas não pagas e perdemos mercados importantíssimos para o sustento e desenvolvimento de nossa economia.

Enquanto isso, alguns de nossos grandes concorrentes, em áreas de negócios e produtos construíam acordos bilaterais com vantagens mútuas, enquanto continuávamos a esperar o grande acordo da OMC, que nunca veio. O acordo com a União Europeia, que nunca veio. E ficamos nós assim, na eterna esperança.

Se analisarmos os últimos presidentes civis do Brasil, vemos que nossa esperança deve continuar se quisermos um dia ser mesmo “o país do futuro”. Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lulla, Dilma, Temer. O que lhe parece isso, um rol de ilustres ou um bando que ousou liderar o Brasil por um caminho sem contorno de um objetivo planejado de forma nacional? Se juntarmos todas essas ideologias sociais e econômicas teremos um balaio de gatos vira-latas. Um capitão-do-mato, um playboy, um sei-lá-o-quê, um sociólogo ambíguo, um operário (sic) sem causa, uma paraquedista que nos logrou a pior crise política e econômica da história. E por fim um diabólico político que ousa aviltar o país com denúncias de propinas na casa dos 500 milhões de reais.

Talvez não sejamos bons de comércio e negócios. Mas de certo somos bem piores de nacionalismo e amor à pátria que nos abriga. Enquanto isso, nossos concorrentes velejam em mares menos bravios, ganhando mercados, refastelando-se no que não somos capazes de acordar. Tenho a ligeira desconfiança de que nos acordos que somos bons, outros países não fazem questão de participar.

Política Externa

O Itamaraty passa pelo período mais vergonhoso desde sua criação. Ruy Barbosa deve estar se perguntando por que, por que esses meninos são tão sem caráter. O aparelhamento comunista dos órgãos de ação governamental é tão vexatório que logo estaremos enfrentando dificuldades de credibilidade pública. Lulla é uma piada nos fóruns internacionais, suas propostas são recebidas com escárnio, como piadas de mau gosto. Acabou-se a sua tão propalada fama de operário que galgou o poder e mudou a história de um país. Restou-lhe a pecha de apoiador de ditadores que ninguém mais quer saber. O restolho dos senhores da opressão que vivem de enganar, manipular, assassinar e roubar seus concidadãos em nome da autodeterminação. Lulla é tão rato quanto esses, sempre viveu da esmola dos outros, do compadre, do sindicato, da central, do Clóvis, do Dirceu e de tantos. Mente ao dizer que foi operário, não foi. Precipitou-se numa aventura de ceifar sua própria condição para não trabalhar mais. Vai viver das benesses do poder e do que conseguiu subtrair de gordas e magras negociatas, até a sua morte. Sua herança será maldita, como malditas são suas mentiras e seu caráter vergonhoso. A turba de imbecis e iletrados que o apóiam e o elegeram continuarão sendo pobres, imbecis e iletrados sempre, porque tem coisas que não mudam.

p.s.: mesmo habitando palácios o caráter de certas pessoas não deixa de mostrar sua essência; mesmo tomando romanée-conti, picareta será sempre picareta…