Arquivo para Política

Separatismo, esperança de viver!

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Eleições, Humor, Mídia, Notícias, Opinião, Política with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 02/10/2017 by Carlos Baltazar

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Polêmica à vista…sou um separatista por natureza. Não creio que deva ficar atado ao que não quero. Luto contra a classe dominante estrangeira. Desde antigamente, os conquistadores e “ganhadores” das guerras, definiam quem pertencia a quem. Claro que segundo interesses econômicos e geopolíticos. Assim, depois de findada a segunda guerra mundial, os comunas ganharam um monte de repúblicas e os capitalistas idem. Uns sob o manto do medo e outros do engano. Mas o que me deixou assanhado para falar deste assunto foram duas coisas: o plebiscito da Catalunha e a guerra do tráfico no Rio de Janeiro. Compatibilidade de razões? Talvez.

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Comecemos então pela Catalunha, uma terra dominada pela coroa espanhola, e que representa 20% do PIB da própria, por isso esse amor dos espanhóis pela Catalunha. Se eu fosse Catalão, também não gostaria de ser espanhol, nem mesmo não o sendo. Mas o que esses “ajuntamentos” de pessoas sem identidade comum causam? Dor, ódio, morte, terror. E vários são os exemplos. A cortina de ferro massacrou populações inteiras e suas culturas ao comunismo irracional da Rússia. Obrigou inimigos a compartilharem espaços. E não foi nenhum exercício de universalismo tântrico. Na verdade, o massacre humano começa e se perpetuar com esse “ajuntamento” sem propósito que se chama mundialização ou globalização (se disserem que os termos são diversos, não aceite, não são). Somos tribais até hoje, não adianta dizer ou impor o contrário.

Por que essa migração de muçulmanos para a Europa não vai dar certo? Porque é um “ajuntamento” promovido por governos, não por pessoas. Teremos mortos, feridos e um fim trágico, com certeza. O poder dos governos impõe seus costumes políticos a pessoas que não querem saber de política. Muitas dessas repúblicas soviéticas assumiram, após a falência da falecida URSS (e que seus inspiradores ardam nas profundezas do inferno pela eternidade), sua identidade e seu separatismo à custa de sangue e honra tribais. Não se juntam diferentes, dá merda. O resto é discurso dos que querem a mundialização, para dominar, extinguir nações e identidades.

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Mas, o que Rio de Janeiro tem a ver com separatismo? Voltemos aos idos de 1494, quando a coroa portuguesa e o reino da Espanha dividiram estas plagas como bem quiseram e aqui instituíram divisões territoriais para “facilitar” sua exploração e controle desse novo “território adquirido”. Criaram-se “impérios” sem sentido e sem identidade. A partir daí foram juntadas pessoas que nada tinham em comum, nem mesmo os nativos. Mentiram para nós na Monarquia e na República! O Brasil tornou-se literalmente uma geleia real, uma mistura de várias identidades que em raros momentos conseguiam se entender devidamente. E quem sempre tentava conduzir esse entendimento eram os…dominantes. Também por isso alguns movimentos separatistas foram surgindo e ganhando força. Alguns deles ainda segregam nativos de regiões outras que não os da sua, e alguns incidentes são encobertos por essa mesma elite dominante, com o devido interesse, claro. Sem dúvida um país se mostra forte quando a identidade é forte. E não é esse o nosso caso.

O Brasil sempre foi um império fraco, e tornou-se um país fraco, porque não possui identidade. Essa mesma identidade fragmentada pelos patrícios do poder, ajuntados séculos atrás. Se alguém acha que existe uma identidade única entre as regiões brasileiras precisa de uma reciclagem sociológica, rápido. O Sul é um forte candidato ao separatismo. O Nordeste/Norte idem, por incrível que pareça. E o Sudeste/Centro-oeste fica só assuntando.

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O Rio, famoso por sua socialista integração Morro/Asfalto, mostra que não é assim como muitos pensavam. O romantismo fictício dos anos dourados tornou-se um tormento para o povo carioca, porque há sim uma guerra declarada entre diferentes que coabitam o mesmo espaço. Isso é uma analogia? Talvez, mas exemplifica bem o que se vive hoje no Brasil. Sociedades diferentes habitando o mesmo espaço e interesses. Governos, População e Crime. Será que isso não é uma representação alegórica do nosso país? Quantas tribos que vivem aqui, não podem expor suas identidades?

Se dividíssemos o Brasil em três repúblicas seria um golpe fatal nos que nos dominam há séculos. Teríamos sem dúvida identidades mais definidas, responsabilidades mais claras, países melhores. Cada qual com sua riqueza maior. Irmãos para sempre, mas morando em casas separadas. Daríamos aos governos de hoje uma lição de etnia, nacionalismo e seriedade. O Brasil hoje se debate por sua própria inocência nacional. Seu povo padece de muitos males pela própria incompreensão de quem somos. E é muito fácil saber se tudo isso é verdadeiro. Basta tentar lembrar dos heróis nacionais de nossa história, e se algum deles foi algum dia inspirador para todos nós ou somente motivo de chacotas. Agora vamos tentar os vultos regionais…aí fica mais fácil, não é? Temos guerras, rebeliões e até santos regionais. Isso é identidade. Nossa Senhora de Aparecida é padroeira do Brasil, mas é Padre Cícero que manda no Nordeste, é o Círio de Nazaré que comanda o Norte, e por aí vai. Riqueza cultural ou identidade diversa?

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Quem sabe se um novo processo de identidade nacional começasse a ser discutido, pelo reconhecimento de que há diferentes identidades tentando em vão ser iguais. Quem sabe a união de todos nós passe pela criação de novos formatos de junção pátria. Quem sabe a verdadeira democracia não é o “asfalto” tentar dominar o “morro”. Identidades temos muitas, escolhidas por nossos ancestrais tribais. Não adquirimos ou podemos renegar nossas raízes para tentar ser quem não somos.

Por isso, viva a independência da Catalunha!  Viva a independência do país Basco!

 

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Ordinários, marchem!

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 18/09/2017 by Carlos Baltazar

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As Forças Armadas constituem a base da segurança e legitimidade dada aos governos eleitos democraticamente no país. Mas quem conhece um pouco a comunidade de informações militar sabe que esse é um recado dado, por quem sabe se fazer entender. O atual ministro do Exército é um almofadinha, que tenta liderar a força, desde os governos do PT, com um discurso de intelectualoide três estrelas. O general do Exército da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão, que já foi Comandante Militar do Sul, foi transferido para Brasília, porque os petistas ficaram amedrontados com seu discurso e sua força militar, que poderia marchar até a capital. O medo de represálias e outros fatores, fizeram Lula e Dilma nomear fantoches para o comando das forças armadas, afinal eram guerrilheiros intelectuais e assassinos que estavam a comandar o país. Mas essa prática de enfraquecimento iniciou-se com FHC e sua didática de gestão Comunista Fabiana. Com ele as forças militares começaram a amargar cortes sucessivos de recursos, projetos e espaço. Lula seguiu seu padrinho e continuou o sufocamento e o desmonte militar. Dilma, o fantoche de Lula, seguiu suas ordens. E os comandantes militares dos petistas chegaram ao cúmulo de permitir todo tipo de interferência dos petistas em suas forças que, até mesmo há uma investigação sobre a presença de um dos filhos de Lula no recebimento de propina por conta da compra dos jatos de guerra SAAB-Gripen.

Não adianta negar que a política no Brasil faliu, por culpa da corrupção e pela inabilidade dos políticos. E pior, seu destino está nas mãos do Judiciário brasileiro. Quer coisa pior? Uma das piores elites que este país já produziu, e que se perpetua há quase 500 anos. Muitas das grandes fortunas deste país foram feitas por decisões judiciais duvidosas e por ações ilegais amparadas por essas mesmas decisões. Claro que o nível de corrupção no judiciário tem outro patamar, talvez um pouco mais próximo do que pudemos ver nos últimos noticiários, com os irmãos Batista. E os governos do PT trouxeram um agravamento absurdo no perfil desse judiciário que vemos hoje. Um poder ainda mais descolado da corrupção no Brasil e de sua sociedade. A ponto de termos uma Corte Suprema integralmente politizada. Não é à toa o recado do General Mourão aos senhores do judiciário brasileiro. A bola está com eles.

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O PMDB, desde sempre fiel escudeiro do PT, portanto igualmente corrupto, ou pior, tem mostrado que o país está na mão de bandidos. Temos presidente para dizer que temos, simples assim. Tal qual seu irmão de eleição, o PMDB possui também seu núcleo político-criminoso. E o chefe, segundo a Polícia Federal, não é ninguém mais do que mais um Presidente da República. Desde a “redemocratização” todos os presidentes do Brasil estiveram e estão envolvidos com corrupção. Isso é uma temeridade. É uma blasfêmia contra o povo humildade e pobre do Brasil. A corrupção não é exceção, mas pratica corriqueira no Brasil.

O que fazer, mudar novamente a capital do pais, como ocorreu há algumas décadas ou estabelecer leis capitais para tais senhores? Quando no Rio a corrupção estava igualmente endêmica, às raias da indecência pátria. Brasília foi um sonho que Juscelino perpetuou com um custo que até hoje a previdência não consegue suportar. Muitos ficaram milionários, inclusive o chefe do clã dois Batista, que vendia carne para as empresas que construíam a capital. Não poderia mesmo dar certo. Brasília já nasceu sob a égide da corrupção e da junção de capitães do mato, jagunços, coronéis e pistoleiros. E ainda hoje o é. Vez ou outra vemos lá um deputado ou senador nomear outro como “vossa excelência é senhor de jagunços”. Como pode dar certo?

Se acaso as Forças Armadas tomarem o poder novamente em suas mãos, será uma catástrofe, não pelos efeitos dessa própria ação, mas pela definitiva e patente incapacidade dos brasileiros civis em conduzir seu próprio destino, com decência e nacionalismo. Comunistas, Socialistas, Liberais, Democratas, todos frouxos em seu patriotismo e canalhas em suas ambições. Destruir as chances de construir uma Nação de verdade, pelo preço medíocre de serem mais ricos, num país de miseráveis. Pecado Capital, sem perdão. Deveriam ser julgados numa corte militar ou pelo próprio Deus em pessoa.

Entrevista para o Canal Bom Saber

Posted in Arte, Atitude, Atualidades, Comentário, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 04/08/2017 by Carlos Baltazar

Confira minha entrevista para o Canal Bom Saber. Claro, falo de política, mas também uma análise da conjuntura econômica e social do Brasil e do mundo. Curta a entrevista e o canal.

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Acorda, Brasil !

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , , , , on 06/07/2017 by Carlos Baltazar

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Os brasileiros, essa trupe empertigada de sofrimentos, vive o tormento do porquê, afinal de contas, este país não deslancha finalmente e assume uma situação que todos esperamos desde que alguém professou o celebre adjetivo: “o país do futuro”. Não foram poucas as crises porque passamos juntos, unidos numa esperança que parece não ter fim. Mas que hoje, com essa crise política que mais parece um terremoto institucional, vai arrefecendo.

A título de exemplo, uma questão que nos é fundamental mostra, em detalhes, toda o desleixo com que nossos representantes vêm tratando “o país do futuro”. O comércio exterior, que possui um potencial de desenvolvimento importantíssimo, e que poderia nos trazer uma condição de melhoria social e estrutural, vem, desde os governos de FHC e Lulla, sendo tratado com um viés ideológico e numa total afasia de vislumbrar alguma perspectiva para o país.

Tentando impor-se com uma filosofia praticada apenas pelos que desconhecem os ritos econômicos mundiais, o Brasil tentou apoio político e econômico em países que correspondem a uma porção insignificante do PIB mundial. E até mesmo ditaduras sangrentas entraram na baila. FHC e Lulla trilharam caminhos idênticos porque são defensores das mesmas práticas políticas. E lá fomos nós tentar comprar e vender para o Mercosul, África, Oriente Médio e Oceania, deixando de lado mercados de ponta, como EUA e Europa. Resultado prático: acumulamos prejuízos, dívidas não pagas e perdemos mercados importantíssimos para o sustento e desenvolvimento de nossa economia.

Enquanto isso, alguns de nossos grandes concorrentes, em áreas de negócios e produtos construíam acordos bilaterais com vantagens mútuas, enquanto continuávamos a esperar o grande acordo da OMC, que nunca veio. O acordo com a União Europeia, que nunca veio. E ficamos nós assim, na eterna esperança.

Se analisarmos os últimos presidentes civis do Brasil, vemos que nossa esperança deve continuar se quisermos um dia ser mesmo “o país do futuro”. Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lulla, Dilma, Temer. O que lhe parece isso, um rol de ilustres ou um bando que ousou liderar o Brasil por um caminho sem contorno de um objetivo planejado de forma nacional? Se juntarmos todas essas ideologias sociais e econômicas teremos um balaio de gatos vira-latas. Um capitão-do-mato, um playboy, um sei-lá-o-quê, um sociólogo ambíguo, um operário (sic) sem causa, uma paraquedista que nos logrou a pior crise política e econômica da história. E por fim um diabólico político que ousa aviltar o país com denúncias de propinas na casa dos 500 milhões de reais.

Talvez não sejamos bons de comércio e negócios. Mas de certo somos bem piores de nacionalismo e amor à pátria que nos abriga. Enquanto isso, nossos concorrentes velejam em mares menos bravios, ganhando mercados, refastelando-se no que não somos capazes de acordar. Tenho a ligeira desconfiança de que nos acordos que somos bons, outros países não fazem questão de participar.

Bancada do Crime

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Denúncia, Eleições, Lava-Jato, Mídia, Notícias, Opinião, Polícia, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , on 29/06/2017 by Carlos Baltazar

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Assim que foi aprovado, o financiamento público de campanha gerou em alguns uma ilusão de que a política iria lidar a partir de então com uma realidade mais democrática. A partir dali o poder econômico ficaria fora do jogo, afinal todos os partidos e candidatos teriam uma só fonte de financiamento, o dinheiro de todos nós, e não mais das empresas e instituições provedoras. Engano geral.

A fonte de financiamento público está gerando ainda mais distorções dentro dos partidos. Afinal quem é que gerencia esses recursos? A, B ou C? A que grupo pertence? A que facção? Os partidos não são instituições democráticas. E por consequência não aplicam a democracia internamente, quanto mais na sociedade que deveriam representar.

Cada um dos 35 partidos atuais possui interesses institucionais claros. Só não vê quem não quer. Os que lidam com política sabem que não é possível fazer uma campanha política, no formato de hoje, com esse misere de recursos públicos. Bem, e o que provavelmente acontecerá? Os partidos irão se socorrer das instituições que representam. E muitas dessas provavelmente recebem algum tipo de recurso público ou possui parte de suas contas no famoso caixa dois, três, quatro ou cinco.

Mas a malfadada extinção do financiamento privado de campanha criará uma calamidade ainda maior: o dinheiro do crime organizado vai se espalhar por todo o processo político brasileiro. E isso é catastrófico. Sabemos que o crime já possui seus representantes no Congresso, nas assembleias legislativas, câmaras municipais, no alto judiciário e nos poderes executivos, pelo Brasil afora.

Essa representatividade de certa forma está contida hoje, mas com certeza no próximo pleito teremos, sem sombra de dúvida, muitos partidos envolvidos com o crime organizado como forma de se financiar e a seus candidatos. Ficção. Basta ver a expertise do PT nestes últimos anos no poder. Uma verdadeira organização que presumia retirar do público os recursos necessários para si e outros.

Da forma como o país está desestruturado, as instituições cambaleantes, e muitos dos que perjuram o poder estão presos aos tentáculos da criminalidade institucionalizada, não é difícil prever que o crime organizado, seja ele o banditismo comum ou a instituições paralelas de poder ao Estado, terão seu número de representantes bem ampliado.

O pior, é que vem aí uma engendrada reforma política, bancado por muitos dos que precisam se livrar do jugo da lei, bem como os que querem perpetuar-se como forma de isentar-se do perigoso balaio da política brasileira. Deus nos acuda, nos ajude e nos perdoe.

Partidos ou inteiro ?

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Eleições, Mídia, Notícias, Opinião, Política, Sacanagem with tags , , , , , , , , , , , on 21/06/2017 by Carlos Baltazar

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Trinta e cinco partidos legalizados e mais trinta e quatro em gestação. Essa a aritmética partidária do Brasil atual. Mas afinal o que fazem todas essas instituições se vislumbramos uma política destrutiva e apodrecida em meio à uma sociedade perplexa e inquieta. O que fazem os partidos e qual a sua real função no universo político nacional? Vou tentar descrever o que seria o paraíso diante do inferno que hoje nos faz purgar a maior crise político-institucional que o Brasil já tinha vivido.

Afinal para que servem os partidos políticos, senão canais organizados para que a sociedade possa participar ativamente do processo eleitoral e de gestão do país? Pois bem, será que isso está sendo feito? Não creio. O trágico hiato político que o período militar obrigou o país nos causa ressentimentos até hoje. Mas talvez o que mais nos faz sofrer em consequência é o descostume da participação política e, por consequência, do controle social sobre os partidos.

Os partidos políticos tornaram-se meros cartórios de interesses corporativos e institucionais, quando não da corrupção e do crime institucionalizados. Não dá para ver um partido como uma instituição puramente representativa de parcela da sociedade, com características de ideais e ideologia, dessa mesma. Mas como grupos meramente organizados para buscar o poder ideológico e práticas nem sempre republicanas de exercício desse mesmo poder.

A mera ligação desses partidos com alguma instituição já lhes tira a característica básica de existir e de criar fórmulas mais eficazes de representatividade social e de gestão voltada para o todo. Mas a prática não condiz com isso. Ao contrário, muitos partidos são apenas cartórios do poder e balcão de soluções facilitadas para as várias dificuldades encontradas na burocracia paralela do poder. Sem falar naqueles que somente servem como “agência de representação” de outras instituições que nada tem a ver com a política. Esses desvios de finalidade geram, incontestavelmente, desvios de caráter que desembocam na corrupção arraigada nos costumes da nossa pátria mãe.

Senão vejamos. Os partidos recebem o tal Fundo Partidário, que é na verdade dinheiro à vontade para poderem manter-se vivos e ampliar seu poder de existir. Mas é só isso? Não. Cada partido possui uma “fundação” que deveria observar regras de ação e incentivo à participação e formação política da sociedade. Mas não é isso que acontece. Os partidos ditos de esquerda comumente usam suas fundações para aprofundar a “ideologização” cega de seus membros, ou como querem alguns, a tal “lavagem cerebral”. Por outro lado, outros gastam seus(nossos) recursos para fazer de conta que a sociedade realmente está sendo formada em seus direitos e participação política e assim aperfeiçoarmos o cambaleante sistema de representação democrática.

As grandes manifestações de 2013 mostraram que a população está pouco se lixando para os partidos políticos. Bandeiras de algumas agremiações que se atreveram a estra lá, foram sumariamente queimadas. E até hoje os partidos não sabem afinal o que era tudo aquilo que se viu nas ruas. Tornaram-se, desde então, ainda mais obsoletos e dispensáveis ao processo de representação política. Verdadeiros zumbis da democracia nacional.

E se acaso não houver uma renovação partidária drástica, em 2018 muitos partidos nem saberão o que dizer aos eleitores. Arrisco dizer que fatalmente usarão seus melhores estrategistas para falar de…corrupção. Serão varridos para ainda mais longe da sociedade que os abriga. Aliás, a maioria nem sabe o que dizer hoje, quanto mais em 2018. Calam-se diante das denúncias da mais absurda corrupção já praticada na história da humanidade.

Triste, mas os partidos políticos são responsáveis por todo esse aparato de corrupção encastelado no poder público. E pelos meliantes que se escondem em suas entranhas para roubar dos que esperam um novo líder a cada dia. Nossa frágil democracia padece por isso e por ter nesses partidos seus últimos fios da mais ingênua esperança.

Liberdade X Submissão

Posted in Atitude, Eleições, Mídia, Notícias, Opinião, Política, Sexo with tags , , , , , , , , , , on 21/05/2017 by Carlos Baltazar

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A luta pelos direitos das mulheres não tem logrado grandes êxitos ao longo dos últimos anos. Ouvir o termo “empoderamento” da mulher me faz sentir arrepios, e claro, não de excitação. O mundo hoje mostra que a questão feminina está longe de ser algo que é lidado com seriedade e verdade, por governos e por organizações que dizem defender os direitos das mulheres. Não é preciso ir longe para ver que muito desse tal “empoderamento” é uma grande farsa. Basta ver a política, que lhes criou cotas em partidos, mas que são usadas unicamente como marketing ou “passe” para o nihil obstat da justiça eleitoral. Claro, foram queimados incontáveis sutiãs, mas ao mesmo tempo não vemos nenhuma feminista gritar contra a escravidão das burcas. E, por favor, não me falem de cultura, isso é conversa para boi dormir. Não vemos igrejas lhes dando espaço em suas estruturas hierárquicas, e nenhum tipo de permeabilidade na atual sociedade mundial, que não seja a própria que as mulheres se conformaram em receber como direito.

A fragilidade da mulher tornou-se um incentivo para que homens façam justiça com suas próprias mãos e armas. Por isso, todos os dias é possível ver a violência sistemática que a mulher sofre. E não somente a física, mas psicológica. Não é difícil ver pelo mundo situações análogas à escravidão em que as mulheres de todas as idades se encontram, inclusive as indígenas. Ao mesmo tempo é possível enxergar um certo “modelo” de comportamento que, ao invés de parecer um grito de liberdade, na verdade as obriga a continuidade quase perpétua de submissão aos homens. Por sua própria escolha.

Marias-chuteiras, marias-fórmula1, marias-menores. Todos sabemos que não é fácil enfrentar a vida sozinho, mas ater-se a velhos métodos de chantagem, não é o mais honesto. Mulheres sempre foram mais maduras e astutas com a vida, por isso merecem destino mais condizente com sua importância. Não quero dizer com isso que não concordo com colóquios esporádicos sobre o papel da mulher na sociedade, mas será esse o caminho? Deve ser essa a temática? Ou devemos partir para cotas de importância social? Não acredito ser necessário à mulher adjetivos de igualdade de gênero, porque não o são. E nem devem. A mulher por si é um presente da Criação, que dá orgulho por sua capacidade, generosidade e completude.

A mulher é o ser mais próximo de Deus.

Por mais que alguns religiosos neguem. A natureza deu a elas, e somente a elas, o poder da renovação da humanidade. Esse é seu papel mais precioso e belo. E apesar dessa delicadeza divina, ainda despontam em diversas situações com melhor desempenho que o sexo “forte”. São as únicas capazes de desenvolver jornadas duplas, triplas e mais. E os homens ao longo da história sabiam disso, por isso todas essas amarras, essa escravidão psicológica perpétua. Desde a idade antiga, até os dias de hoje. Os homens fragilizam as mulheres porque sabem do seu poder, por isso tentam anular sua presença e ação.

Somente as mulheres poderão libertar-se dessa condição secundária. Nem o complexo de cinderela, nem o grandioso respeito que suscita sua condição feminina. Somente atitudes podem servir ao propósito da liberdade a ascensão feminina, não discursos adjetivados no vazio ou comparações inexpressivas de gênero ou capacidade.

Mulheres não precisam tornar-se gladiadoras para mostrar sua força ou poder. Para as que já foram deusas, um pouco de ação mundana pouco custa. “Empoderar-se” não é assumir um status que não é seu, mas seu próprio, com todas as prerrogativas inerentes às que foram escolhidas para semear a verdadeira e divina condição feminina.