O petróleo é nosso?

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Getúlio Vargas sempre foi a foto que todo socialista brasileiro tem guardada na gaveta do criado-mudo. De democrata e “pai dos pobres”, tornou-se um político populista e chegou ao posto máximo de “Ditador do Brasil”. Mais que flertou com o Nazismo de Hitler, apoiou-o quase que abertamente até que a faca dos Yankes grudar-lhe no pescoço e o baixinho sacripanta recuou de seu acordo com o Fuhrer e apoiou os aliados, a contragosto. Não poderia ter tido outro fim covarde senão o suicídio. Hoje é nome de algumas ruas, por falta de um nome local melhor e de uma instituição encastelada de semi-deuses inúteis com acesso exclusivo apenas para burgueses monárquicos,

Mas voltando ao petróleo, Getúlio fez a panaceia de criar a tal Petrobrás em 1953 com a responsabilidade fatídica de ter o monopólio da exploração, refino e distribuição. Claro que isso nas mãos de políticos do Brasil fê-la tornar-se um monstrengo repleto de interesses, dentre destaques, o sindicalismo corporativo, a corrupção estatal, a má gestão empresarial e o desvio escancarado dos ideais republicanos.

E usando seu poderio, abusando do monopólio e do poder de sedução dos recursos de que dispunha de forma abundante, a Petrobrás desenvolveu um lobby quase indestrutível para o atraso estratégico do país na área de energia e de transporte. Tudo o que não significasse gasolina, diesel, asfalto, e mais tarde álcool, era simplesmente banido do debate estatal em todas as esferas estatais.

E é plausível sim responsabilizar a empresa pela falta de interesse no país por uma política de diversificação de modais de transporte nos vários governos, inclusive os militares. E foi quando o poder civil da “Nova República” sentiu a necessidade de crescimento que o país conheceu seu enorme gargalo estrutural, e a modalidade de movimentação mais adequada às nossas características continentais se fez ausente: uma malha ferroviária ampla e moderna, que nos traria um acelerado vigor desenvolvimentista, econômico e social.

Foi então que o governo FHC tirou-nos uma parte do atraso e abriu uma parte do monopólio que pertencia à petroleira nacional. E como sempre os que representam o atraso social e do desenvolvimento, os corporativistas socialistas, gritaram em alto e bom som: “O petróleo é nosso!”. Mentira. O petróleo sempre foi da Petrobrás, que fez o que bem quis dessa possessão estratégica de energia, tendo o controle de toda a gama de produtos derivados do chamado ouro negro. Comprávamos dela, e somente dela, a gasolina, o diesel, lubrificantes, álcool, gás, nafta, asfalto e outros derivados menos populares.

O que o Brasil ganhou com isso? Nada, ou melhor, inflação, desabastecimento, corrupção, atraso, chantagem estatal, mentiras goela abaixo de todos nós. Quando Lula e o PT “tomaram posse” do governo federal e da Petrobrás com seu sindicato pelego e criminoso, aí é que nos danamos de vez. A empresa, em conluio com seus dirigentes, indicados por partidos salafrários e corruptos, iniciou um processo de antropofagia política e canibalismo empresarial deliberado. E seus funcionários foram parte integrante do desmonte criminoso daquela que era a maior empresa do Brasil e uma das maiores do mundo. Todos eles ganharam, não só os que foram denunciados ou estão presos. E a dona do petróleo brasileiro chegou ao quase esgotamento de sua capacidade de sobrevivência empresarial.

Mesmo disponibilizando parte de “seus” ativos, era preciso recapitalizar a empresa para que sua sobrevivência não criasse ainda mais transtornos ao país. E aí entra novamente quem? Nós, os brasileiros. Uma nova política que a “empresa” implantou há pouco fez de nós reféns do mercado volátil internacional de petróleo, e que segue interesses além dos comerciais. A receita era “subiu-petróleo-petrobrás-aumenta-gasolina-diesel-gás-álcool”. Resultado foi  vermos os preços dos combustíveis saltarem de maneira astronômica e pior, na contramão da economia do país, que se arrasta há anos entre tombos e cara no chão. Até chegarmos ao desplante de um litro de gasolina ou diesel custar o preço de uns cinco frangos no início do plano real.

Bem, e depois da copa socialista do PT que nos enfiou goela abaixo os 7X1 da Alemanha, eis que bate à nossa porta a oportunidade de revanche. E logo agora, quando todos iam comprar bandeiras, vuvuzelas, chapéus, fogos, e todas as traquitanas precisas para uma salutar comemoração, o Brasil se vê diante de uma greve de caminhoneiros, dispostos a parar o país e não nos deixar comprar sequer o valioso combustível da Petrobrás. Os vilões da crise reivindicam menos aumentos de um de seus insumos básicos, o óleo diesel. Mas claro que isso esbarra na readequação da empresa para futuros investimentos e disponibilidade para que próximos políticos se assenhorem de suas diretorias e recursos.

E olha o governo federal tendo que enfiar a mão em nosso bolso novamente. E assim será feito. E o que nós brasileiros ganhamos com isso? Nada, patavina nenhuma. A Petrobrás continuará a ser dona dos nossos combustíveis, e monopolista como sempre. Até que algum presidente da república tenha coragem suficiente e permita que essa riqueza, que pertence ao povo brasileiro, seja disponibilizada de forma empresarial e democrática. Chega de Petrobrás ser dona de parte da riqueza do Brasil. Chega de governos que nos enganam e de categorias que usam suas posições estratégicas para fazer do país seu sindicato criminoso e sem compromisso com o Brasil e os brasileiros.

O PETRÓLEO É NOSSO, SIM!

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Vice, pra quê?

“Não há razão para incerteza. Eu fui eleito prefeito para cumprir o meu mandato por quatro anos. Até dezembro de 2020 serei o prefeito da cidade de São Paulo”. João Dória Jr.

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A história do Brasil é recheada de vários quase despercebidos “vices”, que assumiram as funções para as quais não tinham representação, e que nos trouxeram intensas dores de cabeça. Para não voltar em demasia no tempo, porque hoje um ano já é suficiente para se mensurar o passado, que tal começar com a Nova República? Tancredo foi articulado para ser o presidente da transição do governo militar para uma democracia transitória, que vigora até hoje. E não é que o homem morreu e nos deixou Sarney! Sim, o mesmo coronel que manteve o Maranhão em completa desgraça social por anos seguidos, assumiu a Presidência da República. E fez besteiras nacionais. Claro, não era seu perfil a política de frente, mas a das negociatas, os arranjos espúrios. E dele nasceu a Ferrovia Norte-Sul, que liga “nada a lugar nenhum”, mas que lhe rendeu uns belos tostões.

Em seguida foi o Itamar, uma mosca num copo de cerveja. Reinventou o fusca, fez de conta que gostava duma musa sem calcinha e praticou um plano real, construído pelos meninos econômicos do PSDB. Mas o pior viria depois de alguns anos de calmaria, o tal Temer, eleito pelo PT, e que nos faz pensar, mais uma vez, afinal pra que serve um vice? Um gabinete, servidores, seguranças, dinheiro, para ser apenas uma sombra do poder, sem serventia ou representação alguma

Mas o ponto principal deste pequeno rascunho de idéias é a cidade de SP, que mais uma vez tem no comando da prefeitura, um vice, ilustre despercebido. O empresário do lobby, João Dória, prometeu que cumpriria seu mandato de prefeito até o fim, mas mentiu. Como mentiu Serra e nos deixou Kassab, que defendeu Serra e agora Dória, tentando justificar o passa-moleque que os eleitores levaram com a saída dos dois para serem candidatos a governador do estado. Serra foi um governador insípido e Dória o seria, se por acaso ganhasse, o que não ocorrerá, creio.

Dória ficou apenas um ano à frente da prefeitura e deixou a cidade em pior estado que seu antecessor, o lesado Haddad. Mato, buracos, enchentes, faróis desligados, saúde caótica, cofres vazios e muito marketing, só isso. Dória mostrou como uma campanha que utiliza boas ferramentas de marketing e um slogan repetido indefinidamente, convence os mais incautos. Sua máxima “não sou político, sou gestor”, pegou os mais fartos da velha e tradicional política que o PT levou ao extremo. O povo está triste, desiludido e sem esperança de que um dia algo possa ser melhor neste pântano fétido da associação de pessoas e idéias para nos tungar. Se realmente não era, Dória aprendeu rapidinho como ser um político da velha guarda, as raposas, como os chamávamos antigamente.

Ao assumir a prefeitura da maior cidade da América Latina, o despercebido Bruno Covas, neto do falecido ex-governador Mário Covas, já fala que para fazer algo na cidade é preciso dinheiro. E que não há. Portanto é preciso…aumentar impostos! Bingo. Eis aí um dos porquês de que não devemos mais ter vice. Os caras chegam sem saber do que se trata, sem compromisso com a população, porque não foram eles que “deram a cara pra bater” nos debates, na TV, e para os eleitores que votaram no candidato “principal”. E mais uma vez estamos sem prefeito, ou com um vice, como queiram. Não gosto de ver a minha cidade ser tratada desse jeito. E o pior é ter também alguns vereadores eleitos que nem são paulistanos ou sequer conhecem o cotidiano da cidade, quanto mais seus problemas ou sua geo-administração.

São Paulo não é de todos e nem de ninguém. São Paulo é dos paulistanos que aqui trabalham e constroem suas vidas, com o olhar e o pensamento aqui. A minha cidade não é escada para político mentiroso e esperto, muito menos para quem quer apenas explorar suas oportunidades. Chega de vices, de gente sem compromisso com a cidade e que apenas quer tirar daqui o que acha que tem direito. Eu quero minha cidade de volta, meus patrícios de verdade, políticos decentes, com capacidade de gestão e honestidade de razão. Eu quero aqui um enorme Centro de Tradições Paulistanas. Quero gente defendendo o melhor, cuidando do que temos de bom e querendo arrumar o ruim. Quero políticos comprometidos com a cidade e que se bastem disso,  afinal somos mais de 12 milhões de pessoas, muitas das quais vivendo em péssimas condições de vida. Haverá alguém disposto a isso, ou só temos oportunistas e aventureiros no horizonte da política paulistana?

I Love Curitiba

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A história sempre é contada por vencedores, e em razão disso possui um viés tendencioso e, por vezes, mentiroso. No Brasil isso acontece de maneira grotesca, quando alguns dos mestres da história inventam fantasias e inverdades a respeito dos personagens mais simbólicos da história do Brasil. E não se engane, isso tem uma clara razão: denegrir porventura os que possam vir a servir de exemplo para a construção de um país decente. Absurdo?

A mais cruel dessas é atribuída a D.Pedro I, nosso libertador. Dizem os apátridas, que o Imperador, após regozijar-se com os quitutes da alcova e de uma deliciosa feijoada, retornando de uma de suas incursões à casa da Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo, passou mal e pôs-se a esvair-se duma terrível constipação intestinal. Aproveitando-se de terrível fato, os que o acompanhavam fizeram de suas cólicas o famoso “Independência ou Morte”. Pode alguém ser mais calhorda ou socialista para propagar tal fato?

Não é por acaso que alguns de nossos ídolos transitaram no máximo pelo esporte. De preferência futebol, onde reina a pobreza, o ópio e a malemolência nacional. Num país onde não se valoriza a formação, o estudo, os dons pessoais, sobram trans-artistas que mostram seu imenso vazio de ideais pátrios. A maioria de nós desconhece de verdade aqueles patrícios que poderiam nos ser razão de luta por um solo mais profícuo de futuro.

E numa infortunada década de 70, produzido pelo sistema de poder do governo militar, apareceu uma figura que viria a tornar-se um divisor de águas entre nosso futuro promissor e um descaminho sem volta: Lula da Silva. Filho dileto de Golbery do Couto e Silva e X-9 do sistema de governo militar, foi escolhido para ser o representante dum punhado de trabalhadores desorganizados e que precisavam tornar-se um corpo para dialogar com os interesses das multinacionais do mercado automobilístico. O sistema escolheu errado.

A maioria dos intelectuais não teve coragem suficiente para lutar contra o governo militar, por serem simples teóricos do abstrato. Numa tentativa de dar seguimento ao plano de capturar o Brasil para o socialismo, depois que a revolução comunista foi derrotada pelo aparato militar, capturaram Lula, e como um joguete o fizeram líder de uma idéia e não mais de um sindicato apenas. Mas Lula sempre foi mais ambicioso do que eles imaginavam. Descobriu que poderia conquistar isso por conta própria. Descobriu isso ao negociar aumentos e greves com o poderoso grupo 14 da FIESP, que fez dele um iletrado esperto demais.

Ser presidente de um sindicato de amestrados tornou-se pouco para suas ambições. E para dar crédito à sua mais ousada iniciativa usou de alguns daqueles intelectuais de porta de faculdade, sociólogos da USP e da PUC, e fundou o Partido dos Trabalhadores. Mas logo os mandaria pro inferno, já que ele aprendera como se jogava o jogo com a tal elite burguesa e econômica. Pelejou por algumas eleições até tornar-se Presidente da República, com um discurso habilmente mentiroso e ilusório de igualdade e ascensão social, repartição da riqueza nacional entre os molambos e desvalidos do país.

No poder juntou-se às capitanias hereditárias do nordeste, aos financistas do sudeste e ao agronegócio do sul. Mostrou que o Fome Zero, seu projeto mais ambicioso, fora mais uma artimanha, que sua reforma agrária era como a de seus antecessores, uma mentira deslavada, e que vender fogão e geladeira para os pobres e carro zero para a “nova” classe média, seria sua coroação como o melhor presidente que o Brasil já tivera. Financiou ditadores estrangeiros com dinheiro do BNDES para patrocinar sua condição de líder regional, e ajudou a eleger uma meia dúzia de pelegos do socialismo na sul-américa, e que serviriam para a construção da semiótica Pátria Grande, uma recriação da falida e destruída URSS, aqui na América Latina. Era ou não ambicioso?

Ao mesmo em que comprava a imprensa, o legislativo nacional e parte da oposição, montou o maior esquema de corrupção e assalto ao Estado brasileiro. Devidamente investigado, ganhou do Judiciário e Ministério Público, sete processos das mais variadas matizes de crimes, de corrupção à obstrução de justiça. Condenado a mais de 12 anos de prisão em um deles apenas, valeu-se de um bando de descamisados, que ainda não viram a cor da malfadada distribuição de renda, para tentar barrar sua prisão condenatória. Não deu certo.

Desde que esse meliante da desilusão nacional assumiu seu primeiro mandato dediquei horas e horas de meus dias com o simples objetivo de alertar sobre suas reais intenções. Em muitos desses momentos me senti um profeta no deserto, mas nada que tenha me feito desistir. Hoje digo que valeu a pena, cada palavra e hora perdida, pelo bem do meu país e dos meus conterrâneos brasileiros. Ver Lula ser levado para uma cela, mesmo com alguma mordomia, é uma sensação de vitória da verdade e da esperança de que o Brasil pode dar certo, ainda. Temos tudo para que isso aconteça. Mas é preciso estar alertas com os que objetivam somente vilipendiar cada pedaço de nacionalismo que ainda há em nós como brotos. Olho aberto, com aventuras e messianismos. Este é o ano de mostrar que mentiras servem apenas para quem acredita nelas. Vamos renovar o Brasil!!!

República da Corrupção

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Parece uma tragicomédia, mas a verdade é que tanto Esquerda quanto Direita possuem ideologias idênticas quando o assunto é corrupção. Ao menos no Brasil. Desde sempre, os paladinos da liberalidade e os outros do estado dominante, são partícipes de inúmeras falcatruas que vem, pouco a pouco, destruindo a esperança do povo brasileiro num país que proporcione a empresários ou não, um futuro mais alegre e menos dividido por mentiras ideológicas.

Mas aí a liberdade de expressão trouxe a possibilidade de replicar outras ideologias e belos discursos, que fulminaram o crédito das desgastadas elites empresarial e política, e que tornaram-se uma espécie de ventríloquos do impossível. Novos personagens, inventados pelo desejo de mudanças, surgiram afirmando que tudo o que desejávamos era possível e estava ao alcance de todos, indistintamente. Assim suas fileiras foram engrossando em número, mas não em qualidade política.

E após um hiato descuidado dos eleitores, com Collor de Melo, a Esquerda multiplicou sua permanência no poder, culminando com a eleição de um sindicalista-caricato, alçado à condição de chefe do país da desesperança, mas que soube replicar anseios e capitalizar uma esperança que veio a tornar-se um terrível pesadelo para o país. Seus mandatos e sua continuidade, com a primeira mulher presidente do país, resultaram no maior escândalo de corrupção institucional já visto no mundo, com cifras que deixaram boquiabertos muitos dos que não criam até onde uma quadrilha da Esquerda seria capaz de chegar. E pior, sempre escoltada pelo que de pior foi produzido pela Direita.

O sociólogo FHC e seu parceiro Lulla da Silva, fizeram um teatro de horrores na gestão de um país de analfabetos. Os desdentados que sempre esperaram por um “salvador da pátria” viram-se diante da incapacidade de coexistência entre seriedade e administração pública. Nada que espante os mais avisados sobre as consequências de tais aventuras ideológicas. O populismo e o assistencialismo reinaram absolutos por anos a fio, sem que as questões de vital importância, como a manutenção dos pilares de sustentação econômica fossem notados. A corrupção alastrou-se nas mãos famélicas dos petistas, que jamais haviam visto tanto dinheiro e poder num só lugar.

A volta da quadrilha mor do PMDB ao poder tornou-se a continuidade do pesadelo para os milhões de desempregados e empregados. Reformas Trabalhista e Previdenciária a toque de caixa, típico de governos incautos e mal intencionados. E no meio disso tudo, claro, surgem os oportunistas da insanidade alheia. Reflexo da corrupção sem freio que vivemos há séculos. O pior dos mundos encontra-se sob nosso olhar de eleitores ávidos por decência, mas não a vemos. Lula e Bolsonaro lideram, por enquanto, um pleito viciado desde sua expectativa. A corrupção nos deixa cegos e loucos.

Um presidente inteiramente desconfortável em sua posição, sequer consegue nomear gente com capacidade de verdade. Está refém de partidos, quadrilhas, ideologias do absurdo. Logo cessará sua má experiência de poder. Resta saber se a Operação Lava-Jato surtiu algum efeito em nós, eleitores, pagadores de impostos, donos do Brasil. Ou será mais um capítulo sem gosto do desgosto de nossa história.

Homens, mentiras, ideologias, sacrilégios. O que estão fazendo de e com nós? Somos reféns de nossa própria ignorância e desvirtude. Somos os fiéis que se encantam com pregações sem nexo e verdade. Somos seguidores de um bando que nos assalta sem armas, mas que mata muitos de nós, milhares, às dúzias. A corrupção que se desnudou por estes tempos é o mais cruel retrato do que temos de enfrentar. Na Lei ou na bala, se for o caso. Perpetuamente.

Ordinários, marchem!

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As Forças Armadas constituem a base da segurança e legitimidade dada aos governos eleitos democraticamente no país. Mas quem conhece um pouco a comunidade de informações militar sabe que esse é um recado dado, por quem sabe se fazer entender. O atual ministro do Exército é um almofadinha, que tenta liderar a força, desde os governos do PT, com um discurso de intelectualoide três estrelas. O general do Exército da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão, que já foi Comandante Militar do Sul, foi transferido para Brasília, porque os petistas ficaram amedrontados com seu discurso e sua força militar, que poderia marchar até a capital. O medo de represálias e outros fatores, fizeram Lula e Dilma nomear fantoches para o comando das forças armadas, afinal eram guerrilheiros intelectuais e assassinos que estavam a comandar o país. Mas essa prática de enfraquecimento iniciou-se com FHC e sua didática de gestão Comunista Fabiana. Com ele as forças militares começaram a amargar cortes sucessivos de recursos, projetos e espaço. Lula seguiu seu padrinho e continuou o sufocamento e o desmonte militar. Dilma, o fantoche de Lula, seguiu suas ordens. E os comandantes militares dos petistas chegaram ao cúmulo de permitir todo tipo de interferência dos petistas em suas forças que, até mesmo há uma investigação sobre a presença de um dos filhos de Lula no recebimento de propina por conta da compra dos jatos de guerra SAAB-Gripen.

Não adianta negar que a política no Brasil faliu, por culpa da corrupção e pela inabilidade dos políticos. E pior, seu destino está nas mãos do Judiciário brasileiro. Quer coisa pior? Uma das piores elites que este país já produziu, e que se perpetua há quase 500 anos. Muitas das grandes fortunas deste país foram feitas por decisões judiciais duvidosas e por ações ilegais amparadas por essas mesmas decisões. Claro que o nível de corrupção no judiciário tem outro patamar, talvez um pouco mais próximo do que pudemos ver nos últimos noticiários, com os irmãos Batista. E os governos do PT trouxeram um agravamento absurdo no perfil desse judiciário que vemos hoje. Um poder ainda mais descolado da corrupção no Brasil e de sua sociedade. A ponto de termos uma Corte Suprema integralmente politizada. Não é à toa o recado do General Mourão aos senhores do judiciário brasileiro. A bola está com eles.

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O PMDB, desde sempre fiel escudeiro do PT, portanto igualmente corrupto, ou pior, tem mostrado que o país está na mão de bandidos. Temos presidente para dizer que temos, simples assim. Tal qual seu irmão de eleição, o PMDB possui também seu núcleo político-criminoso. E o chefe, segundo a Polícia Federal, não é ninguém mais do que mais um Presidente da República. Desde a “redemocratização” todos os presidentes do Brasil estiveram e estão envolvidos com corrupção. Isso é uma temeridade. É uma blasfêmia contra o povo humildade e pobre do Brasil. A corrupção não é exceção, mas pratica corriqueira no Brasil.

O que fazer, mudar novamente a capital do pais, como ocorreu há algumas décadas ou estabelecer leis capitais para tais senhores? Quando no Rio a corrupção estava igualmente endêmica, às raias da indecência pátria. Brasília foi um sonho que Juscelino perpetuou com um custo que até hoje a previdência não consegue suportar. Muitos ficaram milionários, inclusive o chefe do clã dois Batista, que vendia carne para as empresas que construíam a capital. Não poderia mesmo dar certo. Brasília já nasceu sob a égide da corrupção e da junção de capitães do mato, jagunços, coronéis e pistoleiros. E ainda hoje o é. Vez ou outra vemos lá um deputado ou senador nomear outro como “vossa excelência é senhor de jagunços”. Como pode dar certo?

Se acaso as Forças Armadas tomarem o poder novamente em suas mãos, será uma catástrofe, não pelos efeitos dessa própria ação, mas pela definitiva e patente incapacidade dos brasileiros civis em conduzir seu próprio destino, com decência e nacionalismo. Comunistas, Socialistas, Liberais, Democratas, todos frouxos em seu patriotismo e canalhas em suas ambições. Destruir as chances de construir uma Nação de verdade, pelo preço medíocre de serem mais ricos, num país de miseráveis. Pecado Capital, sem perdão. Deveriam ser julgados numa corte militar ou pelo próprio Deus em pessoa.

Rebeldia ou retardo mental?

Ao me deparar com um post facebookiano da querida e sempre prestigiada amiga Patricia Parisotto, sobre a nova “presidenta” da UNE, não consegui resistir em fazer um outro breve post, só que aqui, no nosso Sabor Digital. Bora lá.

Que a UNE foi sempre um instrumento de retardo mental da classe universitária, por anos um joguete na mão de gente sem qualquer escrúpulo ou vergonha, todo mundo civilizado já sabia. Que a UNE foi um instrumento muito bem utilizado pelo regime militar, um receptáculo desavergonhado de recursos escusos, e que usa de factoides sacripantas que jamais souberam o que é sentar-se num banco universitário, para burlar o tal “direito à meia entrada”, até o Gilmar Mendes já sabia. Mas a coisa veio num desintegrar ao longo dos tempos, que começa realmente a preocupar. Lá atrás, os soldados do Socialismo Fabiano, e outros um pouco mais agressivos, fizeram da UNE um palco de ambiciosos políticos e do consumo sem freio de cannabis. Os zés Dirceu e Serra, o alucinado Lindbergh Farias e o inenarrável(mesmo) Franklin Martins, todos esses souberam usar a base estudantil para se dar muito bem. Galgaram um status de quimera representação estudantil e fizeram-se mestres em iludir politicamente seus seguidores, experts da acefalia política e da mentira construída.

A UNE está na mão do PCdoB há anos, muitos. Por isso a sua estupidez não cessa. Tem lá sua claque formada por PT, PDT, PSOL e, bem escondidinho, PSB. Não há pluralidade, se é que queiram saber. O debate estudantil mantem-se como nos idos anos 60 e 70, ideológico, rasteiro, fornicador. Após longos anos de construção a UNE teima em manter-se original em seu terreno, capoeirento e árido. Não há quem a impeça de continuar sua velha trilha cascorenta de meias palavras, meias verdades e inteiro teor bolchevique-revolucionário. A UNE serviu e serve para ser base de razão sem a possuir, e ser base de ação sem ter um corpo sadio. Regada a fartos goles de recursos nos governos petistas e peessedebistas, a UNE enriqueceu seus quadros e ousou até invadir presença em partidos de direita, tal qual sua matriz edificante. E

agora vemos que, ao contrário do passado, quando os estudantes ainda possuíam cérebro, embora não o tivessem usado para construir um país de verdade, temos uma “turista”(alguém se lembra do que essa carinhosa forma de tratamento significava?) como presidente da UNE. Gloriosos dezesseis anos e Marianna Dias ainda não conseguiu concluir um básico curso de pedagogia. Tudo bem que o perfil dos professores das universidades federais está mais para “lavadores de cérebros” do que mestres em essência analítica, mas eleger uma turista como presidente? Das duas uma, ou os estudantes não tem a menor noção do que estão fazendo ou a representatividade que a UNE professa é uma tremenda farsa.

A juventude precisa urgentemente encontrar uma liderança séria, alguém que tenha o mínimo de noção do que representa a EDUCAÇÃO para o Brasil. E não ser apenas um aparelho de manobra dos velhos partidos que viam o socialismo como um shangri-lá da humanidade, e que por fim tornou-se um inferno odiado por milhões. A legitimidade da representação universitária precisa urgentemente de uma reforma ética e política. Não ouvimos a UNE falar nada quando o quase Suplicy, Fernando Haddad, inventou o tal FIES para dar bilhões às universidades particulares, sem qualquer contrapartida, a título de pura sacanagem. Lógico que parte desse dinheiro voltou para os cofres dos mandatários do PT, ou somos imbecis? Não, não somos. Não vimos manifestações dos representantes da UNE quando a mal vinda Dilma cortou bilhões da educação em seus últimos dias de suplício.

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Mas afinal para que serve a UNE? Talvez para os mesmos motivos para que servem as centrais sindicais e seus sindicatos pelegos. A Esquerda Burguesa, que na verdade sempre esteve à frente das decisões políticas e de rumo, nunca visou o poder e a construção de uma sociedade plural, livre e socialista. A UNE, na verdade, é a cara dessa Esquerda, pequena e antropofágica, prostituída pela fábula de textos sem propósito democrático e socialista. Reúne, cada vez mais, destrambelhados e aloprados do que jamais será. Está na hora de cair na real seus porra-loucas.

Entrevista para o Canal Bom Saber

Confira minha entrevista para o Canal Bom Saber. Claro, falo de política, mas também uma análise da conjuntura econômica e social do Brasil e do mundo. Curta a entrevista e o canal.

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