Arquivo para Religião

Saudosismo 01

Posted in Atitude, Comentário, Eleições, Humor, Opinião, Poesia, Política, Religião, Saudosismo with tags , , , , , , , , , on 09/06/2017 by Carlos Baltazar

A Igreja Católica patrocinou nos anos 70 um movimento de chamamento dos jovens que se propagou até meados dos anos 80, através de Encontros de Jovens e que no final tornaram-se as Comunidades Eclesiais de Base, que foram a base para a fundação do Partido dos Trabalhadores. Com princípios religiosos, esses encontros continham uma carga política muito forte e orientação dada diretamente pelo cardeal Arns. Tive a oportunidade de fazer meu primeiro Encontro de Jovens no início dos anos 80, numa comunidade que se chamava Santíssima Trindade, em Osasco/SP. O encontro acontecia num fim-de-semana, incluindo a sexta-feira à noite. Reunindo algo em torno de 200 jovens, num antigo seminário em Pirapora do Bom Jesus/SP, anexo à paróquia da cidade. Toda a estrutura do Encontro era fortemente emocional e significativa. Haviam várias palestras abordando temas como Liberdade, Fé e Política, Amizade, Valores das Coisas, João Batista, Pai e Mãe, Filme da Vida e demais. E por conta dessa carga emocional violenta, empregada com o intuito de mexer profundamente com cada dos jovens que estavam ali, haviam muitas lágrimas, sorrisos, encontros, e aquela vontade profunda de transformar o mundo. O desejo real de mudar a realidade que cada um de nós vivia, em casa e na vida cotidiana. Qual jovem não aspira isso? Claro que me engajei e participei de vários Encontros, já como palestrante de alguns desses temas. Logo fundamos novas comunidades na Capital/SP e em Bragança Paulista/SP. Esse foi um tempo em que a juventude queria dizer algo a mais do que havia pra nós.  Motivos reais e que nos levaram a participar do nascimento do Partido dos Trabalhadores. Razões verdadeiras, honestas e carregadas da esperança cidadã de cada um de nós. Acabara de entrar na faculdade, portanto estava indecentemente careca, mas com toda a força da minha poesia, latente e viva. Foi o tempo que mais produzi poesias, crônicas, ensaios. Tínhamos temas musicais significativos que “embalavam” cada palestra, pequenas lembranças feitas de papel e fitas, almoços e jantares todos em comunidade, onde todos se viam, todos riam, todos possuíam a felicidade latente da juventude, mas que a muitos não acompanhou. Lembro-me de todos com muito carinho, Sonia, Virgílio, Luiz, Álvaro, Hércules, Mário, Célia, Jadir, Neide, Sula, Joaquim, Norival, Carlinhos, Edelucia, Sirlene, Tito, meu parceiraço e, perdoem os que eu não mencionei, todos amigos e queridos, inclusive o padre Pedro, que nunca perdia a oportunidade de me “cerrar” um Carlton, quando não pegava o maço inteiro.

Pirapora

p.s.: Aproveito o tema e me penitencio. Sim, eu participei de vários comícios do PT. Aplaudi Lulla muitas vezes, chorávamos de emoção naqueles comícios, prevendo tudo o que era possível fazer neste país, por este povo tão sofrido e espoliado por coronéis de nordeste e empresários da fiesp. Mas confesso, perdi muito, muito daquilo que eu sempre acreditei, fruto do que o Partido dos Trabalhadores fez nesses treze anos de um governo comprometido com a manutenção do poder e do controle social. Negociatas, corrupção e uma ameaça real à democracia…absolutamente tudo contrário aquilo porque sempre acreditávamos estar lutando…

Dogma da libertação

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Mídia, Notícias, Opinião, Religião, Sexo with tags , , on 02/05/2012 by Carlos Baltazar

A sociabilidade foi o que nos tornou “superiores” na arena do mundo diante das outras raças que habitam a terra há milhares de anos. Juntamos nossas fraquezas, forças e sonhos e dominamos o mundo. Seja lá o que isso signifique. Descobrimos o fogo, o poder de dominar pela força e pela estratégia do pensamento. Mesmo sendo animais, possuímos fortemente o dom da concórdia entre nós. Principalmente entre os gêneros. Homens e mulheres apesar dos desencontros quase sempre se deram bem. Claro que no começo as relações eram assim meio na marra, mas depois tudo se encaixava gostoso. Por isso crescemos e nos multiplicamos. Leio agora à pouco uma notícia no uol notícias de um sujeito casado com duas irmãs gêmeas e uma prima das duas. São três mulheres na mesma caverna, digo casa, desfrutando do mesmo homem e vice-versa. Claro são mórmons, essa desculpa religiosa para fornicar à vontade. Não vejo maldade nisso, sinceramente. Acho que uma relação tão plural só pode trazer mais sociabilidade entre as pessoas. Na verdade acho que o sinônimo de casal duo limitado e forjado através dos tempos são um contrasenso à sociabilidade humana. Por isso o sucesso entre os casais mais atuais dos clubes de swing. O homem é um ser necessariamente sociável. Depende disso para perpetuar suas idéias e suas crenças humanas, seus sentimentos e alegrias. Creio que estamos indo nessa direção de maneira informal. Não é preciso mais a desculpa da religião ou qualquer outra forma de razão. É possível enxergar casais dos mais diversos em gênero, número e forma tecendo uma relação de sociabilidade e felicidade sem traumas. As religiões, sempre um furúculo em nossas nádegas, às vezes tornam-se paralelas ao próprio sentimento humano em sua mais nobre essência. Amar não é limitar sentimentos, pessoas, formas ou desejos. Amar é viver novas e antigas fórmulas de relacionamento entre as pessoas. Acho que o caminho da felicidade e da universalidade humana passa por esse dogma de libertação de costumes. É a nossa volta às origens…

p.s.: até mesmo os mais insanos possuem a inteligência humana em seu DNA…

O deserto de todos nós

Posted in Atitude, Atualidades, Comentário, Notícias, Opinião, Religião with tags , , , , , on 27/12/2011 by Carlos Baltazar

Leio notícias da Nigéria, onde terroristas islâmicos do norte do país realizaram, na noite de natal, atentados contra cristãos católicos. Resultado: morte de mais de vinte pessoas. Fico pensando o que leva pessoas a assumir sua covardia humana dessa forma. Tudo bem que não dá para acreditar que religiões que pregam a morte de pessoas possuam inspiração divina. Ao contrário seriam melhores se fossem pagãos ou ateus. Mas hoje todos falam de Deus como se tivessem o monopólio de sua Divindade Suprema. A ignorância que reina no oriente árabe-islâmico contrasta com seus relatados conhecimentos. Bem como sua propensão ao controle de mentes e corpos, feito por ditadores republicanos e ditadores monarquistas. É difícil imaginar que esses vagantes de seu próprio deserto interior, acreditem que tudo isso ficará impune e que suas razões serão impostas à todos, sem exceção. Leio também notícias sobre a tal Primavera Árabe e não me afoito, pois sei que antes de qualquer coisa a ignorância, a falta de cultura e o analfabetismo, aliado ao fanatismo religioso, só trarão a morte precoce aos seus adeptos. Além, é claro, da tristeza por sua existência. Pois todo ser humano é igual. E chega uma hora que ele pergunta ao seu deus o que ele está fazendo aqui, vivendo nessa humilhante condição, de pária das razões de quem o doutrinou. Lógico que os cristãos não ficarão parados esperando sua própria destruição. Revidarão com força de quem pode mais e massacrarão seus opositores infiéis. E assim caminharemos pela senda da escuridão até que alguém nos dirá que tudo isso foi em vão, pois as razões de cada um são razões que deveriam trazer concórdia, não a guerra. Sabedoria, e não a ignorância. Vendo o filme O Livro de Eli(já citado anteriormente), analiso sua história e vejo a possibilidade próxima de tudo isso se concretizar breve. As religiões, principalmente as mais distantes de Deus, apegam-se fortemente ao material e, prosaicas, esquecem-se do mais importante, a própria vida humana e seu infinito significado para Deus. Portanto, um ser humano que sacrifica outro não pode ser próximo de Deus, jamais. Essas histórias de virgens, paraíso e tantas outras, são mentiras criadas para dominar mentes e corpos. Deus não reside em situações, mas por sobre elas. Deus não resgata pecadores, mas Lhes dá a chance de transformarem-se. Deus não possui religião, tampouco ministros de sua doutrina. A dependência que temos por Deus é impressa em nossa genética e jamais será retirada de nossa mente. Todos sabem o que é certo, não precisamos de doutrinas ou líderes para nos dizer mentiras e invenções. Aos fracos de alma um aviso: sua vida continuará sendo uma merda. E depois dela também. O deserto maior está dentro de nós. Suas tempestades, seu frio congelante, suas armadilhas mortais, seu calor escaldante que seca nossa visão do mais simples significado que é a importância da vida. Não adianta lutar por chiqueiro, é preciso transformá-lo em um paraíso. Isso não é religião, é humanidade. E ser o humano é divino. Deus criou homens, não religiões. Religiões são as pestes descritas pelos próprios homens em seus escritos. Elas dominam, escravizam e matam seus seguidores, pois estão a serviço dos homens e não de Deus. Deus não marca os homens. Mas os homens marcam seus seguidores com vestimentas, modos e jeitos, como gado com dono e pronto para o abate. E nós somos a manada vagando pelo deserto à procura de respostas que nunca enxergaremos. E somente a água e o conhecimento Divinos poderão realmente nos saciar.

p.s.: no deserto, ao estarmos verdadeiramente com Deus, purificamos da forma mais rude nossa alma, e é aí que podemos encontrar o verdadeiro sentido da vida em sua razão mais profunda…

2012, o apocalipse

Posted in Atualidades, Comentário, Mídia, Opinião, Religião with tags , , , , on 21/12/2011 by Carlos Baltazar

Nestes últimos dias tenho assistido à filmes com uma temática atual e particularmente apavorante: o apocalipse do fim do mundo, previsto na Bíblia e por várias seitas e lunáticos das mais variadas matizes pelo mundo e pelo tempo afora. Destaco dois, que merecem meu comentário. O próprio 2012 e O Livro de Eli. Ambos prevêem uma catástrofe capaz de exterminar a raça humana e/ou reduzi-la a minguados habitantes sem rumo e com um futuro incerto. Eli menciona inclusive o canibalismo, prática mutante para os humanos que o praticam. O céu prata-cinzento e a música tema recobrem a trama focada no resultado de “uma luta entre religiões” e que acaba por fomentar uma disputa mundial pela razão, que por fim é dada ao ateísmo. A não ser para este protagonista iluminado, Eli. Ele carrega consigo uma bíblia em braile para ser reproduzida em Alcatraz, novo centro de guarda dos preciosos documentos que sobraram do que a humanidade produziu. Ao estilo Mad Max e com uma forte essência de fracasso, O Livro de Eli retrata um pouco desse trauma que as religiões vem causando pela história na humanidade. Dependentes desse espírito religioso, nós os humanos, nos entregamos à dogmas sem perguntar no que eles nos farão transformar no futuro. Questionando valores materiais e empregando uma forte temática humana de ação, o filme faz pensar no que poderíamos nos transformar após esse previsto apocalipse. Já 2012 aborda um tema mais geológico do que religioso, embora uma frase dita pelo “lugar-em-comando” dos EUA, seja antológica: “é difícil admitir que esses lunáticos que carregavam cartazes anunciando o fim do mundo estavam certos”. À base de muitas “plantas sagradas” os Maias, ao que parece, prevêem astrologicamente, uma transformação em nosso planeta, ritual esse recorrente ao longo de sua longa existência. Tudo leva a crer que um alinhamento de planetas do nosso sistema solar, inclusive o próprio astro-rei, gerará um “descontrole” na sensível harmonia que nos rege, causando uma desestabilização no sol que produziria uma série de tempestades solares desencadeando uma revolução no magma terrestre, num aumento brutal de sua temperatura e acabando por “descolar” nossa crosta, causando uma inversão dos pólos magnéticos, afundando continentes (só sobraria a África) e ceifando a vida de mais ou menos 6 bilhões 999 milhões e 700 mil  pessoas. Sobraram minguadas 300 mil pessoas para contar a história para as futuras gerações. E tudo sem se importar com os “melhores”. Pois o critério primeiro para se “salvar” era ter dinheiro e conhecimento, e por último sorte. Ou seja, seleção natural e humana das coisas, e não religiosa ou divina. Bem ao estilo arca de Noé dos nossos tempos, 2012 mostra com bem mais realismo cinematográfico o apocalipse que nos aguarda para este ano. Devo dizer que quando a gente vai ficando mais velho o medo parece ser mais constante, a vida parece ter uma importância maior, com mais significado. Por isso resolvi falar sobre o apocalipse, que na verdade é uma forma de escrita, não uma profecia. O formato “apocalíptico” era muito difundido na antiguidade talvez como forma de aprofundar a importância dos significados que se queria mostrar. Por isso João, o evangelista, o utilizou tão contundentemente. Mas aos meus queridos e seletíssimos leitores, religiosos ou não, agnósticos ou não, pagãos ou não,  todos, sem exceção, perdoem minha fraqueza humana diante de tal fato que pode se avizinhar em nosso porvir. Assim como outros, os espíritas também crêem nas profecias futuras. Acreditam num Planeta X, ou Nibiru, um planeta bem troncudo que deverá passar pelo meio de nosso sistema solar e que com sua enorme magnetude irá arrastar muitos de nós, que detém a mesma freqüência espiritual que ele, para um mundo de expiação. Os que ficarem poderão usufruir de um mundo melhor, mais elevado espiritualmente, um planeta que ascenderia da situação penal hoje nossa patente, para regenerador. Claro, ainda não será o paraíso. E por aí vão outras culturas e seitas, como diria o personagem citado de 2012, “lunáticos que carregam cartazes anunciando o fim do mundo”. Não sei se quero fazer parte desses lunáticos, mesmo porque o meu cartaz seria este blog, pouco atrativo para muitos, Mas gostaria de dividir com vocês essa possibilidade que os astros, as profecias, os lunáticos e os nem tanto, crêem fielmente. Se o futuro nos reserva a extinção, que venha então sob o manto da salvação de poucos por um mundo melhor para os que sobreviverem. Boa sorte, irmãos. E que Deus ou as forças mágicas da natureza estejam sempre ao vosso favor daqui para adiante. Pelo menos pelos próximos 5 mil anos.

p.s.: rezar, orar, pensar positivo, emanar bons fluídos, seja lá no que você acredite, faça, ao menos estaremos promovendo um grande círculo de união entre loucos e lunáticos de toda ordem. E isso é bem legal.

Sociedade Antropofágica

Posted in Atualidades, Comentário, Opinião, Política, Religião with tags , , , , , on 13/05/2010 by Carlos Baltazar

Como raça, estamos a caminho da extinção. Amamos tudo o que nos mata e na prática tocamos nosso próprio soneto de fim da espécie. Não por isso digo que estou esbravejando preconceitos, longe disso, acho que todos podemos e devemos praticar a liberdade, seja ela em que ramo humano for. Mas toda a essência da humanidade que vinga até hoje foi baseada em princípios mais conservadores de convivência, ou seja, o que nos exterminava fazia o trinômio: guerras, fome e doenças. Hoje o processo de extinção está mais refinado, menos doloroso, mas mais sofisticado. À parte uma série de considerações a força das religiões fez muito pela preservação humana, por suas expectativas materiais, espirituais e dogmas. Hoje as religiões perderam seu poder de sedução humana e divina e amargam ver práticas humanas contrárias àquelas sempre reprimidas e que fizeram preservar um pouco do resto de todos nós. A defesa e prática do aborto, por exemplo, é um método eficaz de extermínio. O casamento gay, idem. Não estou defendendo qualquer tipo de homofobia. Ao contrário, como já disse acima, qualquer um deve ter liberdade para praticar tudo que não seja pernicioso para si ou outros. A história nos mostra que a prática homossexual ocorria livre, leve solta por todas as civilizações, apenas agora ele se institucionalizou. Atores desse movimento social é preciso estar conscientes da espiral de extinção da civilização ocidental. A oriental cuidará da sua própria. A prática do aborto é um atentado contra cada um de nós, já que é um assassínio contra a raça humana e tudo porque sempre lutamos. Pior, sem justificativa, uma vez que os métodos de contracepção hoje são totalmente eficazes. Não é preciso assassinar um ser humano para bradar liberdade e direito. O uso indiscriminado de álcool e drogas físicas e psíquicas é outro inebriante de nossa existência. Os usuários sabem de seu fim, mas desprezam sua existência humana miserável, decidem deixar de lutar e jogam-se na latrina visceral do fracasso. Abdicam de si e dos outros, simplesmente. É fato que a sociedade que cria mecanismos de dispersão de si está decretando seu próprio mal fadado destino. Causa e consequência num mesmo alvo. Aquele que se droga compra de quem vai lhe matar e o que está lhe matando. O discurso contra a família é exercido principalmente dentro das próprias. O brado de liberdade é uníssono quando o assunto é o direito individual acima do coletivo. Não estamos agindo como civilização, mas como indivíduos distintos, no melhor dos casos em castas, civilizadas ou não. Os conflitos tribais persistem como razões perdidas de razão. Os preceitos políticos ainda escravizam multidões de ignorantes passivos e condenam ao eterno atraso idéias que talvez fossem solução para uma parcela de nós. A consciência de céu e inferno é muito simplista diante do nosso drama, onde o céu de uns se transforma no inferno de outros.

p.s.: é preciso rever o nosso conceito de civilização humana, já que hoje, em pleno século XXI, líderes mundiais ainda mentem sobre poder, dinheiro e opressão…

Tempos de Fé

Posted in Comentário, Eleições, Opinião, Política, Religião with tags , , on 06/05/2010 by Carlos Baltazar

A força da Fé dispensa suntuosidade e riqueza, é privilégio apenas dos limpos de coração e puros de alma, características pouco prováveis em pessoas repletas de ódio, rancor e passado. Tal qual uma simples capela perdida no meio do nada, a luz que emana de nós é capaz de iluminar uma imensidão e alcançar infinitos recantos em que o ser humano só chega em seus mais distantes sonhos.

p.s.: os outrora ateus e agora satânicos petralhas não são modelo para nada que diga respeito à verdade e espiritualidade; e quem os professa possui a mesma vibração e ignorância, portanto igual perigo para o mundo…

Oráculo

Posted in Atualidades, Opinião, Política, Religião with tags , , , on 04/01/2010 by Carlos Baltazar

Outro dia, enlevado em meus pensamentos vejo que boa parcela da humanidade não produz conhecimento ou prática que sirvam para o bem. Por exemplo, o que os povos muçulmanos árabes estão fazendo hoje em dia, depois de um começo bem interessante na história? Nada, vendem um pouco de petróleo, temperos, tapetes, a idéia de um mundo novo, e criam figuras erráticas que pelejam pelo mundo plantando tragédia e miséria. Inútil pregar uma doutrina que têm práticas tão nefastas ao mundo. E não adianta aquela conversa de que são radicais, porque alguém tem domínio sobre eles, a Arábia Saudita, talvez. Enfim, claro que toda a discussão que se faz em torno de religiões vorazes onde seus membros ocultam a podridão de sua ações, é chover no molhado. Todos são santos até que se descubra o seu horror humano. Tudo é belo, poético e certo, o que é pior, até que a possibilidade de dominar fica mais evidente. Deus não criou religiões, Ele não precisa delas, o homem as criou para seu prazer e deleite e sua sede de sangue e poder. Os grandes profetas manifestaram seu conhecimento de Deus com a simplicidade digna da Criação, sem dogmas macabros e ardilosos, e porque o homem precisa de mais de mil palavras e justificativas para convencer os ignorantes de suas idéias. Deus apenas é, a gente vê, toca, entende, contempla, sorri. As religiões dos homens precisam de tratados, livros enormes, sentidos dúbios, palavras confusas, para se parecer melhor do que simplesmente o são.

p.s.: o melhor que alguém poderia iniciar hoje é o verdadeiro culto à Deus; sem papa, sem mulá, sem rabino, sem bispo, sem aiatolá, sem profeta, sem pastor, sem homens-bomba ou homens com razão, apenas humanos, seres completamente humanos.